quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Entrevista: Paulo Nogueira Batista Jr.

Conheça um pouco mais do homem que está causando calafrios anti-esquerdísticos na Veja e no Estadão. Aqui no blog também temos o famoso ensaio de seu pai, revelando a natureza do neoliberalismo, quando este começou a criar suas raízes por aqui.

Publicado na Revista Fórum - número 9 - 2002 ou 2003

A Alca não interessa ao Brasil

"Não se pode aceitar essa conversa falaciosa de que o mundo está se dividindo em blocos, o europeu, o asiático, o pan-americano e o dos excluídos. Isso é uma fantasia. O único bloco que existe é o europeu", garante Paulo Nogueira Batista

O economista e professor da Fundação Getúlio Vargas Paulo Nogueira Batista Jr.,47 anos, se destacou nos últimos anos pela sua rigorosa observação do cenário econômico brasileiro. Em entrevistas, palestras acadêmicas e na sua coluna semanal publicada às quintas-feiras no caderno Dinheiro da Folha de S.Paulo apontou muitos dos equívocos que levaram o Brasil a ficar refém do mercado e do cenário internacional. O mesmo Paulo Nogueira, em recente palestra no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEAUSP), onde atua como pesquisador- visitante, fez uma detalhada análise do que vem a ser a proposta de Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Algumas passagens da apresentação são reproduzidas aqui. Na sua opinião, o país tem grande peso no continente e é o principal alvo dos norte-americanos nas negociações e de modo pragmático deve dizer não à proposta da Alca. A seguir, os motivos que o levam a ter essa posição.
Histórico
Essa idéia de uma união das Américas é muito antiga, remonta ao século XIX, mas o pontapé inicial para o que hoje conhecemos como uma eventual Alca, foi dado no início dos anos 90 por George Bush (o pai), que lançou a Iniciativa para as Américas ou Iniciativa Bush, que envolveria uma área de livre comércio do Alasca à Terra do Fogo. Os especialistas em relações internacionais logo perceberam que era uma iniciativa de muita importância. Foi ficando claro que o governo e setores de peso do empresariado norte-americano atribuíam importância estratégica a essa iniciativa. Hoje, não pode haver dúvida de que estamos diante de uma iniciativa prioritária para o establishment norte-americano, ainda que existam também resistências muito grandes dentro do próprio país. Se concluirmos que não interessa ao Brasil participar da Alca, vamos ter que nos valer dessas divergências internas nos EUA para acharmos uma saída diplomática desse enrosco em que nos meteram os governos FHC e Itamar Franco.
Características
Não se trata da criação de um bloco econômico no sentido estrito do termo, nada comparável com a União Européia. Não há nenhuma idéia de união política ou criação de um parlamento comum. Não há proposta para se criar fundos fiscais compensatórios para acomodar as necessidades de regiões ou países mais atrasados. Não existe qualquer idéia de permitir a integração dos mercados de trabalho, ou seja, a livre circulação de americanos dentro das Américas. Pelo contrário, os norte-americanos reiteram sua determinação de buscar o máximo de liberdade para bens, serviços e investimentos, mas não aceitam abrandar as restrições à entrada de migrantes nos EUA. O Brasil não coloca essa questão na mesa. Os mexicanos têm colocado, mas no âmbito do Nafta (o acordo de livre comércio da América do Norte). Mesmo no que diz respeito ao comércio de bens, os EUA têm propostas bastante assimétricas. Lutam pelo livre comércio, mas com importantes ressalvas destinadas a proteger os setores pouco competitivos da sua economia.
Alca e UE
Se observarmos a legislação européia em várias áreas cruciais, vemos que os alemães foram bastante generosos. Segundo Nietzsche, o Estado é o mais frio dos monstros. Mas o Estado alemão deu mostras de generosidade, por uma razão muito peculiar: o sentimento de culpa que resultou da época do nazismo e da Segunda Guerra Mundial. A Europa se dilacerou em duas guerras tremendas e depois,sob a liderança de Adenauer e De Gaulle, começou a construir uma nova história. Durante décadas, em uma negociação dificílima, cheia de percalços, chegaram a uma situação em que podem até ter uma moeda comum. O Banco Central Europeu não é inteiramente dominado pelos alemães, é multinacional. A direção do banco é compartilhada com outros países membros da área do euro e as receitas derivadas da emissão de moeda são distribuídas entre esses países. Qual é a atitude dos norte-americanos nesse tema? Não cogitam sequer discutir a proposta de uma nova moeda ou de um banco central comum para as Américas. Não aceitariam nem a hipótese mais modesta de admitir brasileiros ou outros latinoamericanos na diretoria do Federal Reserve. Na área monetária, o que EUA parecem esperar é que o dólar vá se consolidando gradualmente como moeda das Américas, sendo adotado unilateralmente por outros países, como ocorreu com Equador e El Salvador, sem contrapartidas do governo dos EUA.
Capital estrangeiro
Os Estados Unidos expressaram seu objetivo de definir investimento de uma forma muito ampla no acordo da Alca. Querem regulamentar não apenas os investimentos diretos, mas todas as formas de ativos com características de investimento, como por exemplo ações, certas formas de dívida e certas concessões. A intenção deles é que o acordo da Alca estabeleça a obrigação de conceder aos investidores de um país membro tratamento nacional ou de nação mais favorecida, o que for mais vantajoso para o investidor. Para as entidades subnacionais, governos estaduais e municipais, os EUA propõem que os investidores tenham a garantia de obter o mesmo tratamento que o estado ou província do país membro da Alca. Se prevalecer essa linha, o governo ficaria impedido por tratado internacional – assinado com a maior potência econômica do mundo – de definir políticas que favoreçam as empresas que operam no Brasil, de capital nacional ou mesmo estrangeiro, ainda que isso fosse apenas uma compensação para as desvantagens estruturais que enfrentam as empresas brasileiras. É a igualdade para os desiguais. Além disso, os EUA pretendem que o investidor estrangeiro de um país membro da Alca tenha o direito de transferir fundos para dentro ou fora de qualquer outro país da Alca, em demora e a uma taxa de câmbio de mercado. Essa garantia cobriria todas as transferências relacionadas a investimentos, inclusive remessas de lucros, juros, repatriação do capital e injeção de recursos financeiros adicionais após a realização do investimento inicial.
Desenvolvimento local
Os norte-americanos querem ampliar algo que infelizmente já foi aceito pelo Brasil na negociação da OMC na Rodada Uruguai: as restrições à definição de políticas para os capitais estrangeiros. Desejam proibir que os países da Alca estabeleçam metas ou requisitos para investidores estrangeiros oriundos de outros países do acordo. Por exemplo, o governo de um país membro da Alca ficaria impedido de especificar níveis de conteúdo local ou índices de nacionalização. Tampouco poderia estabelecer metas de exportação ou compromissos de transferência de tecnologia para o país. Se esse acordo for assinado, nesses termos, as possibilidades de implementar políticas industriais ficariam muito limitadas. A própria idéia de um projeto nacional de desenvolvimento teria que ser arquivada. Todos os candidatos que disputaram a eleição presidencial defendiam políticas industriais e um projeto nacional de desenvolvimento. De acordo com os planos de Washington, esse tipo de política não poderia ser aplicada, pois a pretensão dos EUA é que o acordo impeça os governos de dar preferência às empresas nacionais e aos fornecedores locais. No capítulo referente a compras governamentais, a intenção dos EUA é incorporar cláusulas que impeçam até mesmo governos estaduais e municipais de darem preferência a produtores locais. Pretende-se também proibir a inclusão nas licitações públicas de dispositivos que especifiquem níveis de conteúdo doméstico, licenciamento de tecnologia ou metas de investimento. Em suma, o governo de um país membro da Alca ficaria extremamente limitado no que diz respeito a políticas em relação a investimentos estrangeiros e compras governamentais. Estariam em grande medida congeladas as possibilidades dos governos realizarem políticas setoriais e de promoverem o desenvolvimento
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O óbvio
Não podemos esquecer o óbvio, que é uma vítima freqüente nas discussões sobre economia. O óbvio é que nós somos um país em desenvolvimento e não deixaremos de ser tão cedo. Os países que negociam a Alca apresentam grandes desníveis de desenvolvimento, maiores do que no âmbito do bloco europeu. O Brasil é, sem dúvida, um dos países mais desenvolvidos da América Latina, mas a distância que nos separa dos países desenvolvidos é enorme. Do ponto de vista macroeconômico, isso significa que o ambiente no qual operam as empresas que aqui produzem e geram empregos é muito desfavorável em comparação com o de países como os Estados Unidos e o Canadá.
Desvantagens estruturais
Diversas circunstâncias relacionadas à chamada competitividade sistêmica (distorções do sistema tributário, escassez de crédito doméstico, elevadas taxas de juro internas, fraqueza dos mercados de capitais do país, deficiências de infra-estrutura, entre outras), colocam as empresas brasileiras em desvantagem na disputa por mercados externos e internos. Por exemplo, o sistema tributário brasileiro é hostil à competitividade internacional das empresas nacionais ou estrangeiras que aqui operam. Não só porque onera as exportações do país, mas também porque discrimina a produção local em relação às importações. O peso dos tributos de tipo cumulativo, que incidem sobre faturamento, receita bruta ou movimentação financeira, é muito grande no Brasil. Nos setores que têm cadeia de produção mais longa esse efeito é importante. Cofins, PIS e CPMF funcionam como tarifas alfandegárias às avessas. É fácil dizer: ‘Vamos fazer a reforma tributária e acabar com os impostos cumulativos’. FHC passou oito anos fazendo promessas desse tipo. Acabou aumentando as alíquotas de tributos cumulativos como a Cofins e a CPMF, cuja arrecadação é relativamente simples e não é compartilhada com Estados e Municípios. O sistema tributário apresenta problemas estruturais, que não vão ser resolvidos com uma penada. Outro exemplo de desvantagem sistêmica são as condições de oferta de crédito na economia brasileira. As nossas empresas, especialmente as de menor porte, se defrontam com escassez de crédito, taxas de juro exorbitantes entre as mais altas do mundo e prazos curtos. As taxas básicas ou de captação são muito elevadas; as que são cobradas dos consumidores e das empresas, sobretudo das pequenas, chegam a ser pornográficas. A solução desse problema está longe de ser trivial. Não se trata apenas de colocar na direção do Banco Central pessoas que se disponham, corajosamente, a disciplinar os bancos. O nível das taxas de juro reflete, em parte, a estrutura do sistema financeiro. Há aqui toda uma reforma estrutural por ser feita. É curioso que, no Brasil, se fale tanto de reformas tributária, previdenciária e outras, e quase nunca se fale em reforma do sistema financeiro. O artigo 192 da Constituição, que prevê essa reforma, ficou congelado, nunca foi regulamentado. Mas o que interessa ressaltar, no contexto da discussão da Alca, é que as empresas brasileiras têm de suportar um custo financeiro muito mais alto que suas competidoras norte-americanas, canadenses ou mesmo latinoamericanas. E esse problema não será resolvido rapidamente. Além da escassez de crédito, é preciso lembrar o subdesenvolvimento do mercado de capitais no Brasil. A possibilidade de levantar recursos diretamente junto aos investidores, sem a intermediação dos bancos, é muito limitada, particularmente para as firmas pequenas e médias. Nesse caso particular, é extraordinário o desnível entre o Brasil e os países desenvolvidos, que contam com mercados de capitais fortes e consolidados. As empresas brasileiras, não tendo acesso a um mercado de capitais desenvolvido e nem a empréstimos em volume e condições adequadas, acabam dependendo excessivamente de autofinanciamento, o que restringe as suas possibilidades de expansão. A competitividade internacional das empresas brasileiras também é prejudicada pelas deficiências de infra-estrutura, especialmente transportes e energia. Também nesse campo o Brasil está longe do padrão observado nos países do Primeiro Mundo. Nos anos 90, o Brasil chegou a regredir em algumas áreas de infra-estrutura. Quem tinha dúvidas sobre isso, não pode mais tê-las depois do fiasco que foi a crise energética do ano de 2001. Mas os problemas não são só macroeconômicos ou sistêmicos. Alguns empresários declaram que as suas empresas estariam, enquanto empresas, preparadas para a Alca. A dificuldade residiria apenas na falta de condições sistêmicas adequadas. Segundo esse ponto de vista, a economia brasileira não seria competitiva, mas as empresas brasileiras, sim. “Se me derem tributos e juros civilizados, infra-estrutura adequada etc., tenho condições de competir livremente”, afirmam alguns empresários. Isso pode ser verdade em alguns setores significativos da economia nacional. No entanto, não é plausível que isso seja verdadeiro para a maioria das empresas e setores de uma economia que ainda está em desenvolvimento. Vamos ser realistas: quem se animaria a comparar as empresas brasileiras com as megacorporações dos EUA e de outros países desenvolvidos? Ainda que existam, em diversos setores da economia brasileira, empresas de padrão internacional, as empresas norte-americanas e de outras economias avançadas levam, regra geral, grande vantagem sobre as nossas em termos de escala de produção, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, redes de comercialização, marcas etc.
Alca ou exclusão
Não podemos aceitar essa conversa falaciosa de que o mundo está se dividindo em blocos: o europeu, o asiático, o panamericano e o dos excluídos. Se diz que caso o Brasil não entre na Alca, poderá liderar o bloco dos excluídos. Isso é uma fantasia, só existe um bloco importante, o europeu. O bloco asiático não existe e nem está em negociação. Na Ásia, não há liderança capaz de fazer o que Alemanha e França fizeram na Europa e que tentam fazer os EUA nas Américas. De qualquer maneira, o bloco panamericano, se vier a ser criado, não terá as características mais equilibradas e abrangentes que tem o bloco europeu.
Sem obrigações
Outro fato importante é que em abril de 2001, na cúpula presidencial de Quebec (Canadá), foi confirmada a meta, estabelecida na primeira cúpula, em dezembro de 1994, de concluir as negociações da Alca até janeiro de 2005 e ratificálas nos congressos ou parlamentos dos países participantes até dezembro do mesmo ano. Temos menos de dois anos até a suposta data de conclusão das negociações. É importante ressaltar que essas datas não constituem um compromisso jurídico, mas político. O Brasil e os demais países que participam da negociação não estão contratualmente obrigados a concluir as negociações e a ingressar na Alca nas datas mencionadas. Em política, entretanto, as interpretações são fluidas. Por exemplo, a embaixadora dos EUA no Brasil, em declarações dadas pouco depois das eleições brasileiras, lembrou que o presidente eleito prometera cumprir todos os contratos e que era compromisso do Brasil negociar a Alca conforme cronograma estabelecido em Quebec. É uma interpretação forçada, para dizer o mínimo, pois tenta equiparar um compromisso de natureza política com compromissos contratuais.
Desrespeito à hipocrisia
O Brasil ainda é um país subdesenvolvido e não pode fingir que não é. Não estou defendendo que o país se feche em todas as áreas, apenas que preserve suas opções, que não assine tratados que o impeçam de fazer escolhas sobre que setores abrir, que setores desenvolver. Seria lamentável que o Brasil fosse levado a abrir mão de instrumentos de política econômica que os países hoje desenvolvidos utilizaram amplamente ao longo do seu processo histórico de desenvolvimento. Era possível perceber, desde o início, que a Alca não interessava ao Brasil. Mais do que isso: ela representa uma ameaça à soberania e ao desenvolvimento do país. Com o governoGeorge W. Bush, as perspectivas da Alca tornaram-se ainda mais sombrias. Ficou mais claro que os EUA têm uma concepção assimétrica de livre comércio. Washington já não disfarça que a sua concepção de livre comércio significa simplesmente o seguinte: o máximo de abertura para setores em que os EUA desfrutam de vantagens competitivas e protecionismo para os setores em que os EUA têm dificuldade de competir. Ninguém mais pode fingir que não percebe que estamos em uma negociação desequilibrada. O governo George W. Bush, com a sua franqueza brutal, se afasta da tradição angloamericana em que a hipocrisia costuma desempenhar um papel fundamental. Os ingleses sempre se valeram do recurso como arma diplomática. Já os alemães, por exemplo, tinham dificuldades com a hipocrisia, pendiam para uma atuação mais franca e aberta, exercendo o seu imperialismo sem maiores disfarces. Em parte por isso, se deram muito mal. Os norte-americanos procuraram, de uma maneira geral, seguir o exemplo inglês nesse caso particular. Na época do governo Clinton, por exemplo, a luta pelos interesses nacionais norte-americanos era convenientemente dissimulada por uma retórica de cooperação internacional,“globalização”, fim das fronteiras etc. Essas fachadas foram mais ou menos abandonadas na gestão Bush. A sua franqueza, assim como a dos congressistas norte-americanos, chega a ser constrangedora – sobretudo para os numerosos defensores dos pontos de vista e interesses dos EUA em países como o Brasil. Essa gente recolheu-se ultimamente a um silêncio tumular.
Negociação bilateral
Canadá e México já estão no Nafta. A América Central e o Caribe são áreas de influência imediata dos Estados Unidos. Na América do Sul, a Colômbia e a Venezuela estão dilaceradas por conflitos internos. A Argentina atravessa a mais grave crise desde os anos 30. Os outros países não têm muito peso. Na verdade, a negociação da Alca é, em grande medida, uma negociação entre o Brasil e os EUA. Uma negociação bilateral disfarçada de negociação multilateral. O principal alvo da Alca é o mercado brasileiro. Para o Brasil, a Alca não é o melhor terreno. Para nós, a OMC, onde se pode fazer diversas alianças mais promissoras, é um campo menos perigoso, como lembrou em artigo recente o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. Na OMC, o Brasil pode, por exemplo, explorar eventuais contradições entre os interesses da União Européia, dos Estados Unidos e Japão. Pode atuar em conjunto com outros países importantes da periferia do sistema internacional, como a Rússia, a África do Sul, a China e a Índia. O tabuleiro da OMC não é fácil, mas oferece riscos menores. O terreno União Européia-Mercosul e, sobretudo, o da Alca são problemáticos para o Brasil.
Protecionismo
As vantagens potenciais do Brasil na Alca estão concentradas em setores específicos, protegidos nos EUA por lobbies poderosos, como siderurgia, suco de laranja, etanol e agricultura. Em 2002, o Executivo e o Congresso dos EUA adotaram importantes iniciativas protecionistas em áreas de interesse do Brasil, como siderurgia e agricultura. Na negociação da Alca, os EUA relutam muito em tratar de temas como agricultura e antidumping, alegando que por seu caráter “sistêmico” esses temas devem ser remetidos à negociação no âmbito da OMC. Por outro lado, pretendem incluir na Alca uma série de temas do seu interesse, e igualmente “sistêmicos”, como investimentos, compras governamentais, serviços e propriedade intelectual... Como disse o embaixador Rubens Ricupero, em trabalho recentemente publicado, não é a lógica socrática, mas a lógica do poder. Já o Brasil tem recebido elogios extraordinários no exterior, desde o tempo de Collor, por sua disposição de abrir unilateralmente a economia às importações. Tem sido apontado como exemplo para outros países subdesenvolvidos. Como lembrou o diretor-geral da OMC, em entrevista a uma revista brasileira, o Brasil foi removendo barreiras às importações, nos anos 90, sem esperar que os outros países abrissem seus mercados para as exportações brasileiras. O país teve a sabedoria de perceber, disse ele, que a abertura é benéfica em si mesma, mesmo sem contrapartidas dos parceiros comerciais... Os brasileiros já não aceitam mais tão facilmente esse tipo de recomendação e elogio. Estamos nos dando conta de que o país andou importando muita doutrina econômica duvidosa, do tipo que os países desenvolvidos pregam, mas raramente praticam.
Lula e Bush
Em 2002 aconteceram dois fatos importantes no campo da política nas Américas. A vitória de Bush nas eleições parlamentares no meio de seu mandato e a vitória de Lula no Brasil. Os dois resultados dificultam ainda mais a negociação da Alca. No Brasil, foi pouco notado que a vitória de Bush e dos republicanos resultou, em parte, do uso cuidadosamente calibrado do protecionismo comercial para conquistar votos e apoio de certos setores econômicos em determinadas regiões. A proteção seletiva contra a concorrência estrangeira tem sido um sucesso político nos EUA e dificilmente será abandonada. No Brasil, a campanha teve características importantes. Todos os candidatos, inclusive o do governo, foram críticos da política econômica de FHC e da orientação liberal que prevaleceu no período 1990-2002. Todos defenderam um projeto nacional de desenvolvimento e a soberania nacional. Ora, o que é a Alca senão a consagração em acordo internacional da orientação rejeitada na campanha e nas urnas? Se as eleições valeram algo, o Brasil não pode entrar na Alca.
Oportunidade para dizer não
O brasileiro é um pouco esquizofrênico. Por um lado, imagina que faz parte do Primeiro Mundo e pode competir livremente, sem anteparos ou barreiras, com as economias mais poderosas do planeta. Por outro, supõe que o país nada vale e não pode resistir às grandes potências, especialmente os EUA, devendo-se submeter de forma passiva às iniciativas estratégicas de Washington. Nem oito, nem oitenta. O Brasil não é, e nem será tão cedo, membro do clube dos países desenvolvidos. Mas está muito longe de ser um país irrelevante. Um país com a dimensão geográfica, populacional e econômica do Brasil não cabe no quintal de ninguém. O recrudescimento do protecionismo nos EUA nos prejudica, é claro. Temos todo o interesse em ampliar as nossas exportações para os EUA. Mas não se deve perder de vista que há também um lado positivo no que vem acontecendo. Com a sua intransigência e o caráter desequilibrado das propostas apresentadas na Alca, Washington indica que pretende levar vantagem em todas as questões essenciais. Os EUA estão nos dando, assim, a oportunidade de escapar da armadilha que a Alca representa para o desenvolvimento e a autonomia do Brasil. Ficaremos isolados? Digamos que os EUA consigam fazer a Alca sem o Brasil e Cuba. Nesse caso, poderíamos buscar acordos de livre comércio com nossos vizinhos sul-americanos ou centro-americanos. O que não nos interessa é participar de áreas de livre comércio com economias muito mais poderosas como os EUA e a União Européia. O risco de isolamento é em grande medida um mito, um espantalho. Para os países sulamericanos as relações econômicas com o Brasil são muito importantes. Alguém imagina que a Bolívia, o Peru e a Argentina, por exemplo, vão querer se isolar do Brasil? Precisamos analisar a Alca à luz do interesse nacional, de modo pragmático.
Edição: Glauco Faria e Renato Rovai

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Mais Paulo Nogueira Batista Jr. : No Vídeo Chat da Globo em 22/01/07

LEIA:
Um bate-papo com o homem que está deixando o Mercado de cabelo em pé e o Estadão com brotoejas anti-comunistas.

Aqui nesse ponto.

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Pastel de feira contamina água !!!

Óleo de cozinha usado contamina água, solo e atmosfera

Batata frita, coxinha, pastel. São muitas as frituras gostosas que vão à mesa do brasileiro. Muita gente não sabe, porém, o que fazer com o óleo usado para preparar essas delícias. O resultado é que, na maioria das vezes, esse óleo é jogado na pia, no ralo ou mesmo no lixo comum. O despejo indevido de óleo na rede de esgoto ou nos lixões contamina água, solo e facilita a ocorrência de enchentes. O consumidor consciente pode evitar que isso aconteça reutilizando o óleo para fazer sabão - ou procurando alguma empresa ou entidade que reaproveite o produto.

A reportagem do Instituto Akatu ouviu cientistas, ambientalistas e técnicos das companhias de tratamento de lixo e de esgoto da cidade de São Paulo. Uma conclusão é consensual: hoje não existe um modo de descarte ideal para o óleo usado. Seja misturado ao lixo orgânico, seja jogado no ralo, na pia ou na privada, o produto vai custar caro ao meio ambiente.

Um retrato do que pode acontecer no caso de ir parar no esgoto está na cidade de São Paulo. O óleo que não fica retido no encanamento - fato que pode atrair pragas - é tratado e separado da água em uma das cinco Estações de Tratamento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo). O problema é que apenas 68% do esgoto coletado na capital paulista é efetivamente tratado.

O óleo que chega intacto aos rios e às represas da cidade fica na superfície da água e pode impedir a entrada da luz que alimentaria os fitoplânctons, organismos essenciais para a cadeia alimentar aquática. Além disso, quando atinge o solo, o óleo tem a capacidade impermeabilizá-lo, dificultando o escoamento de água das chuvas, por exemplo. Tal quadro é propício para as enchentes.Segundo a assessoria de imprensa da Sabesp, a melhor forma de descartar o óleo seria colocá-lo em um recipiente vedado, para que não haja riscos de vazar, e jogá-lo junto com o lixo comum. Mas essa opinião não encontra eco entre especialistas.

Lirany Guaraldo Gonçalves, professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos e do Laboratório de Óleos e Gorduras da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), contesta essa forma de descarte. “O óleo dificilmente se decompõe, ele pode contaminar o solo e, conseqüentemente,os lençóis freáticos”, diz. Para ela, o ideal é procurar um posto de coleta próximo e fazer a doação dos resíduos. “A solução para esse assunto não existe, o que existem são alguns caminhos”, ressalta.

A opinião é compartilhada por Alexandre D’Avignon, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e membro do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Ele ressalta que a decomposição do óleo, assim como de todo material orgânico, emite metano na atmosfera - esse gás de efeito estufa (GEE) contribui para o superaquecimento terrestre. Portanto, quanto mais o cidadão evitar o descarte do óleo no lixo comum, mais estará contribuindo para a preservação da atmosfera do planeta.

O descarte do óleo é apenas uma pequena parte do grande problema relacionado à geração de lixo no mundo. Tratar lixo é caro e, quando não tratado, há um forte impacto ambiental. Por isso, o Instituto Akatu procura mostrar ao consumidor a oportunidade que ele tem, ao mudar seus hábitos, de contribuir para a sustentabilidade do planeta - gerando o mínimo de lixo possível e reaproveitando ao máximo os produtos antes de descartá-los.

No caso do óleo de cozinha usado em frituras, a possibilidade mais concreta para evitar seu despejo na natureza é reaproveitá-lo fazendo sabão (veja receita no quadro ao lado). A dona-de-casa Maria Bassi Massulini, moradora de Santos-SP, há tempos adota essa atitude consciente. “Sempre tive muito dó de pensar que o óleo descartado pudesse ir para o canal e poluir a praia”, conta. Ela aprendeu a fazer sabão a partir da gordura há 30 anos com sua sogra.

Na época em que era vizinha de uma barraquinha de pastéis, Maria conta que reaproveitava todo o óleo que podia. “Rendia tanto sabão que acabava servindo para todo mundo”, lembra. Ela até chegou a dar uma dica muito válida para quem se interessar em fazer o sabão: “quanto mais tempo ele curtir, melhor, limpa mais”. Outra recomendação importante é ter muito cuidado ao misturar a soda com a água. "O melhor é usar luvas, pois a soda pode queimar se entrar em contato com a pele", recomenda ela. O ideal também é usar utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura e deixar o sabão curtir por no mínimo três meses, para que não ofereça riscos à pele.

Além do sabão, o consumidor consciente tem outra alternativa: doar - ou mesmo vender - o óleo usado para instituições e empresas que se encarregam de reutilizar o produto.

Um exemplo disso é o trabalho da Ação Triângulo, OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) com sede na cidade paulista de Santo André.Todos os meses, seus 60 agentes socioambientais visitam 60 mil residências em diversos bairros de cidades do ABC paulista (que engloba as cidade de Santo André, São Bernardo e São Caetano) para recolher o óleo de cozinha. Com as cinco toneladas de material recolhidas mensalmente, são produzidos, na própria usina da organização, sabões em pedra e sabonetes que, posteriormente, serão vendidos para custear as ações ambientais, sociais e de consumo consciente desenvolvidas pela entidade. O projeto, denominado "Casa a Casa", começou há quase quatro anos e hoje conta com o patrocínio da Petrobrás.

Segundo o coordenador de comunicação da Ação Triângulo, Adriano Ferreira Calhan, o projeto faz com que as pessoas sejam sensibilizadas em rede sobre os impactos do seu consumo. “As pessoas acabam parando para pensar a respeito do ciclo de vida daquilo que elas consomem”, diz ele.

Além do óleo, os agentes recolhem também pilhas e baterias. Para quem mora na capital paulista ou na sua região metropolitana, é possível também agendar a retirada do material, desde que a quantidade seja superior a três litros.Em Ribeirão Preto e região, no interior paulista, o óleo de cozinha também pode ser doado. O Projeto “Biodiesel em casa e nas escolas”, desenvolvido pelo Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas do Departamento de Química da USP de Ribeirão Preto, visa a produzir biodiesel por meio do óleo usado nas frituras e tem parceria com as lojas do Carrefour (parceiro mantenedor do Instituto Akatu) da cidade de Ribeirão Preto e com algumas escolas da rede pública de ensino.

Além de Ribeirão, as cidades da região que têm escolas cadastradas no projeto são Sertãozinho, São Carlos, Araraquara, Batatais e Pradópolis.

No caso das lojas de supermercado, quem levar quatro litros de óleo usado, ganha um litro de óleo novo. Já nas escolas, os alunos que levam o material concorrem a uma bicicleta.

No Rio de Janeiro há outro projeto de pesquisa sobre o uso do óleo como combustível.

O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Estudos de Engenharia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), também conhecido como COPPE, desde de 2002 realiza um trabalho, sob coordenação do professor Alexandre D’Avignon, que visa a tornar viável o uso de óleo de cozinha para a produção do biodiesel. A tecnologia já existe, o que falta apenas é uma regulamentação governamental.

Segundo a professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos e do Laboratório de Óleos e Gorduras da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) na Europa há equipamentos para adaptar carros de forma que funcionem diretamente com óleo de cozinha. Ela também faz um alerta: “Na Europa é comum o óleo de cozinha ser usado como aditivo nas rações de animais. Isso é altamente tóxico e o maior prejudicado é o ser humano que irá consumir a carne desses animais”.

Ação Triângulo (http://www.triangulo.org.br/)

(Envolverde/Instituto Akatu)

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Vire sabão agora. Pergunte-me como. Aqui nesse ponto.

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Já começa a mesquinharia !!!

Ontem, no Estadão, já deu para se ter uma idéia do que será o tratamento dedicado ao mestre Paulo Nogueira Batista Jr, por parte da escumalha editorial. Só mesmo para agradar os velhos e caretas de classe média - ou nem tanto - que assinam o vetusto ( significa "velho" e o próprio termo, usado nos tempos d'antanho, cai perfeitamente naquilo que quero dizer ) Estadão, é que vieram "revelando" que Paulo Nogueira , lotado no gabinete de Eduardo Suplicy no Senado, recebe algo como 9 mil mensais, a título de sei-lá-o-quê.
Engraçado, supõe-se que os feitores que ditam a pauta esse jornal desejam - e temem revelar isso - a volta da escravidão. Trabalharia-se, então, para as famílias de bem e proprietárias e, em troca, recebe-se chibatadas.
PARÊNTESE: Num outro dia, nessas seções de cartas de leitores ( eu costumava escrever, mas é curioso como são quase sempre os mesmos, em detrimento de outros. O Vinícius mandou para o JT, e não foi publicado. Mas cidadãos comuns, e sem vínculos ou interesses partidários - ironia minha - , como DAVID NETO e RICARDO L. CARMO são habitués dessas colunas. ), um desses vigilantes da democracia, "denunciou" uma coisa que somente ele, o espertão e astuto, percebeu e correu a tornar público: segundo o "olhos de águia", Delfim Netto estaria elogiando alguns pontos do governo de Lula, só porque estaria sendo cotado para um ministério.
Puta merda !!! Quem estaria "cotando" o nome de Delfim era a própria mídia, em busca de algum fato novo, ou tentando simplesmente pautar Lula, como sempre tentam fazer. Não que desejem Delfim, apenas queriam experimentar seu próprio poder de fogo em criar, desfazer, dizer e desdizer acontecimentos inexistentes.
O leitor, tomando os outros por sua medíocre régua de classe-média insinuava que, em troca de um carguinho, Delfim estava dizendo maravilhas sobre o governo Lula.
Pode-se não gostar do ex-ministro, lembrar de sua passagem pelo governo da ditadura, do preço do chuchu, ou de seus óculos.
Mas é inegável a sua capacidade teórica, analítica, intelectual, essas coisas de que dispõem os PhDs e isso, qualquer um que lê a Carta Capital - onde Delfim tem sua coluna semanal - sabe. Mesmo que não se concorde ou, como é meu caso, não entenda o que Delfim quer dizer ( ainda mais quando ele demonstra seu domínio das teorias e escolas macro-econômicas, seus personagens, e capricha nos gráficos que, a título de argumento, muitas vezes contêm referências a trabalhos e estudos que somente pontas-de-lança do meio acadêmico sabem do que se trata ) .
É coisa de alto nível. Pode-se, então, imaginar a qualidade das aulas ministradas por Delfim Netto. Reconhecer isso não significa passar a "gostar" dele só por elogiar certas decisões de Lula.
Delfim não precisa disso, ao contrário de certos "gestores", "consultores" e demais puxa-sacos que fazem de tudo para "subir na vida", nas diversas esferas - mesmo as mais baixas - em que o ser humano é convencido a vencer e passa a dedicar seu tempo ao criativo passatempo de puxar o tapete de alguém, em próprio benefício. Isso, claro, quando não queima seus neurônios - em proveito da empresa ("equipe"), cuja camisa vestiu - na "busca de soluções para os problemas do mundo corporativo, otimizando a gestão de RH e o Management com foco em resultados e dinamização de capital humano de qualidade".
Chamam isso de "competência", "resiliência" e "competitividade no meio empresarial e corporativo". Eu os chamo "vermes".
FIM DO PARÊNTESE.
Pois bem: só para atiçar a gula de imbecis de classe-média, o Estadão, a pretexto subliminar de indispor seus leitores contra Paulo Nogueira, revelou seu "salário" como funcionário de Suplicy. Ou seja: mais um barnabé, na visão do jornal.
Certo estaria Suplicy, se convidasse essas pessoas que acumulam cargos de gestores e consultores nas companhias subordinadas a alguma administração tucana, como Cláudia Costin, Gesner de Oliveira, Gustavo Franco, aquele tal de Dória ( da EMBRAESP, filiado ao PSDB ), aquele pessoal todo do Tendências Consultoria. Pessoas que, dependendo do que trata o artigo no jornal, são apresentadas de maneiras diferentes, para não dar bandeira ou chamar a atenção sobre o alcance de suas atividades e os diversos campos em que atuam.

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Paulo Renato e outros: Deputados eleitos e a arrecadação sob suspeita !!!

É isso mesmo !!!
Ainda corre - não é porque o Estadão esconde os malfeitos tucanos até que não seja mais possível, que estes não estejam sob algum tipo de lupa - nos tribunais eleitorais, uma série de pugnas ( falei bonito, mas prometo que não vai se repetir ) que podem terminar em cassassão de candidaturas vencedoras nas últimas eleições (2006). A bem da verdade, não apenas tucanos estariam sob suspeita.
Como não entendo muito esses jargões jurídicos, legais, eleitorais ( e por aí vai ), já vou desembuchar.
Dizem respeito a:
- irregularidades em arrecadação ou gasto de recursos eleitorais ( artigo 30-A da Lei n.º 9.504/97, introduzido pela minirreforma eleitoral de 2006 ) ;
- condutas vedadas aos agentes públicos no período eleitoral (com base no artigo 73 da mesma Lei ) ;
- captação ilícita de sufrágio, como nos casos de solicitação de votos em troca do oferecimento de vantagens a eleitores ( art. 41-A, da Lei n.º 9.504/97 ) ;
Também rolam:
- Recursos Contra Expedição de Diploma;
- Ações de Impugnação de Mandato Eletivo;
Em questão, condutas que configuram abuso de poder econômico ou poder político, ou corrupção eleitoral.
Então, vamos a alguns nomes.
DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS
José Abelardo Guimarães Camarinha, Paulo Pereira da Silva, Paulo Renato Costa Souza, Silvio França Torres, Valdemar Costa Neto, entre outros;
DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS
Antonio Salim Curiat, Marcos Antonio Zerbini, Vinícius de Almeida Camarinha, Roberval Conte Lopes Lima, Vanessa Doratioto Damo, entre outros.
As informações completas podem ser encontradas em www.presp.mpf.gov.br ("consulta processual") , ou um atalho: http://www.presp.mpf.gov.br/scpe/scpeweb/ .

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Cinema: Poster bacana só para mudar um pouco

Filme legal de Scorcese, Paul Newman ( Fast Eddie ) volta ao mundo do snooker, com seu pupilo Tom Cruise. Só vou falar isso. Cena bacana, Newman perde para um novato Forest Whitaker. Rendeu o Oscar a Mr. Newman.
Conforme adiantei aqui, não houve, na entrega do Oscar, nenhuma menção a Frankie Laine, intérprete do tema Rawhide, seriado de faroeste que lançou o glorioso Clint ao estrelato. Laine, com sua voz potente, interpretou vários temas de famosos westerns. De memória, só me lembro agora de "Gunfight at the OK Corral" e "Jezabel".






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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Masp e sua conta publicitária

Depois de anunciar sua nova política artística no início de 2007, que vai optar agora por uma linha de exposições mais contemporâneas, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) entregou sua conta de publicidade e comunicação para a MPM, comandada por Bia Aydar, que realizará o trabalho como ação voluntária. A escolha de uma nova agência de publicidade chega num momento importantíssimo para o Masp, que completa 60 anos de existência em outubro próximo.
( Portal da Propaganda, 26/02/07 )
Já nasceu com comandante instituído a campanha de José Serra à Presidência da República. A "presidenta" da operação será Bia Aydar, que fez as duas campanhas do presidente Fernando Henrique e trabalha sempre em dupla com Nizan Guanaes. Foi ela quem preparou tudo para o anúncio de quinta-feira, com uma equipe importada de São Paulo – inclusive iluminador próprio. Cuidou até da roupa e das famosas olheiras do candidato.
( Época, Edição 192, 21/01/2002 , Joyce Pascovitch )
Maior agência de publicidade do Brasil nos anos 70 e 80, a MPM ressurgiu ontem pelas mãos de Nizan Guanaes. O publicitário comprou os direitos da marca do grupo norte-americano Interpublic por US$ 1 milhão. A MPM terá sede em São Paulo e escritórios em Brasília — onde será chefiado por Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique —, no Rio, em Belo Horizonte e em Porto Alegre. A agência renasce com seis clientes — Grupo Sul América, Probel, Shopping ABC, Odebrecht, Unisoap (fabricante do sabonete Francis), além de Sandy e Júnior — e faturamento de R$ 40 milhões até o fim do ano. A presidência da nova MPM ficou com Bia Aydar, que trabalhou nas duas campanhas presidenciais de FHC e na de José Serra. Sua missão será fechar o primeiro ano de atividade da empresa com 12 clientes.
("MPM renasce com força" - Clipping de Notícias - Ministério do Planejamento )

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Publicamos a acusação, e agora a absolvição

É isso mesmo!!! Ao contrário dos jornais que amplificam acusações infundadas e atomizam veredictos inocentadores, aqui a Justiça aparece em destaque. Já faz um tempo que saiu no jornal, e eu meio que achei por acaso.
Num box minúsculo no caderno de Economia do Estadão saiu, em 02/02, que a CVM absolveu TODOS os indiciados num inquérito de 2002 que investigou um possível uso de informação privilegiada, em transações envolvendo ações do Banco do Brasil. Foram declarados inocentes o presidente do Banco à época, Eduardo Guimarães e os demais acusados.

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Em 5 anos, circulação de jornais no Brasil decresce 11,4%

É o que mostra uma pesquisa da Associação Mundial de Jornais, que pode ser lida no original aqui nesse ponto , só que em inglês.
Ah, sim. Os jornais daqui estão celebrando em manchetes entusiasmadas um crescimento de cerca de 5% em sua circulação, relativo ao ano de 2005.

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TCU condena um monte de espertos

Para não encher muito o saco, o caso refere-se a fraude na concessão de beneficio de pensão, por funcionários da Gerência Regional de Administração do Ministério da Fazenda em São Paulo (GRA/SP). Nem sei quantos processos estiveram correndo, mas aqui vão os nomes dos meliantes:


ACÓRDÃO Nº 162/2007- TCU
Processo: n.º TC - 005.661/2006-0
Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-0162-06/07- P
Verônica Otília Vieira de Souza ( falecida, espólio representado por Eduardo Frias )
Marcelo Marcos Teixeira de Gois
Wagner Teixeira de Gois
" (...) Marcelo Marcos Teixeira de Góis, Wagner Teixeira de Gois e o espólio de Verônica Otília Vieira de Souza, condenando-os solidariamente ao pagamento das importâncias abaixo discriminadas (OBS: segue-se uma longa lista de valores, que não vou copiar aqui, nem vem. ) ;(...) aplicar a Marcelo Marcos Teixeira de Góis e Wagner Teixeira de Gois, individualmente, multa de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) (...) ; (...) declarar os Srs. Marcelo Marcos Teixeira de Góis e Wagner Teixeira de Gois inabilitados para o exercício de cargo em comissão ou função comissionada no âmbito da Administração Pública Federal, pelo período de cinco anos (...) ;

ACÓRDÃO Nº 163/2007- TCU
Processo: n.º TC - 005.666/2006-7
Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-0163-06/07-P
Teresinha do Carmo Araújo
Fábio Joaquim da Silva
"(...) Teresinha do Carmo Araújo e Fábio Joaquim da Silva, condenando-os solidariamente a pagar as quantias abaixo indicadas ( OBS: segue-se outra lista, e os valores não são desprezíveis, mas não vou copiar, não. ); (...) aplicar aos responsáveis Teresinha do Carmo Araújo e Fábio Joaquim da Silva multa individual de R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais) (...) ; (...) considerar graves os ilícitos praticados por Fábio Joaquim da Silva e por Teresinha do Carmo Araújo, tornando o primeiro inabilitado para o exercício de cargo em comissão ou de função de confiança no âmbito da Administração Pública Federal, pelo período de 5 (cinco) anos, observada a desnecessidade de aplicação da mesma sanção para a segunda responsável, visto que já cominada, por fatos conexos, pelo Acórdão nº 46/2007-Plenário (...) ;
ACÓRDÃO Nº 164/2007- TCU
Processo: n.º
TC - 005.831/2006-2
Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-0164-06/07-P
Verônica Otília Vieira de Souza (falecida, espólio representado por Eduardo Frias )
Lúcia Maria Teixeira de Góis
Marcelo Marcos Teixeira de Góis
Wagner Teixeira de Góis
"(...) Lúcia Maria Teixeira de Góis, Marcelo Marcos Teixeira de Góis, Wagner Teixeira de Góis e o espólio de Verônica Otília Vieira de Souza, condenando-os solidariamente ao pagamento das importâncias abaixo discriminadas ( OBS: já sabem, né ? ) (...) ; (...) aplicar a Lúcia Maria Teixeira de Góis, Marcelo Marcos Teixeira de Góis e Wagner Teixeira de Góis, individualmente, multa de R$ 90.000,00 (noventa mil reais) (...) ; (...) declarar a Sra. Lúcia Maria Teixeira de Góis e os Srs. Marcelo Marcos Teixeira de Góis e Wagner Teixeira de Góis inabilitados para o exercício de cargo em comissão ou função comissionada no âmbito da Administração Pública Federal, pelo período de cinco anos (...) .
É isso aí.

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Acompanhando os movimentos do inimigo maldito ( Um breve ensaio )

( Enviado para apreciação e possível aprovação do abençoado professor Hariovaldo, sentimos a necessidade de publicar este singelo texto também aqui neste humilde blog )
Como temos afirmado, em nossas palestras em entidades patronais e câmaras do comercio, a força da subversão comunista reside no enfraquecimento das mentes capazes de pensar. Entorpecem sádicamente, mediante bombardeio ininterrupto de inverdade e aleivosias, suas idéias tortas, encontrando o necessário eco nas páginas de nossa imprensa dita livre. Nesta,os cerca de 800 jornalistas inclusos na folha de pagamento da CUT tratam, vertiginosamente, de inventar, inverter, criar, destruir, corromper, pautar,ameaçar, enfim, sua presença servil nas redações não tem outro propósito, senão o de desviar a atenção do público bovino, de seu plano de ataque, meticulosamente traçado nos subterrâneos do terror ideológico, regiamente suprido de recursos pelas ONGs e Institutos americanos e europeus, responsáveis pela polarização ideológica mundial, sendo que as duas únicas tendências, as dominantes, são de cunho esuqerdista.
Logo, tudo o que você lê, por mais que possa, aparentemente, possuir um verniz de polêmica e oposição, trata-se apenas de discussões em torno do nada,já que as cartas já estão nas mesas há décadas, e pouco interessa o naipe. Basta saber que sua cor será sempre vermelha, não tendo a menor importância de onde você a retire no baralho.
Porém, a luta dos verdadeiros cruzados da liberdade individual,propriedade e livre mercado, sob a bandeira do legítimo brasão cristão, se não recebe o mesmo tratamento - ao contrário, o silêncio tem sido seu algoz - que se dá a porta-vozes da subversão materialista dialética, não nos amedronta.
Confiantes na proteção de São Serapião, Divino Escrivá e Frei Galvão, nossas trincheiras jamais se submeterão, nossas penas de escrever jamais se curvarão ao inimigo, e, para provar nossa disposição em promover os mais elevados valores morais, éticos e políticos - até mesmo às custas de nosso bem estar físico e material - continuaremos fazendo o nosso trabalho de denunciar seus movimentos malévolos, para que as mais sensíveis e cidadãs consciências sejam resgatadas de seu torpor horrendo, tornando a ver a realidade ignóbil a que estão sendo submetidas populações inteiras, sob o jugo conspirativo-ditatorial da corja etílico-comunista que se locupletou do Palácio do Planalto.
A seguir, pontos aparentemente distantes, mas que fazem parte da maior e mais imensa e diabólica teia de subversão conspirativa que já se instalou nesse triste país. Lembrem-se: apesar de não aparentarem ter relações entre si, tais fatos são parte indissolúvel do quebra-cabeça.
- A indicação do defensor da moratória e notório crítico da Alca, para um cargo no FMI, Paulo Nogueira Batista Jr, demonstra a guinada à esquerda desse governo em novo mandato. O bravo Henrique Meirelles - como será comprovado no futuro - do BC, será amordaçado, e sua voz independente oprimida entre bufões esquerdistas estatizantes de tendência chavista;
- O malfadado ataque terrorista à Editora Abril. O presidente do Metrô Luiz C. David ( autor do notável libelo "Orelhada Bolchevique", em resposta ao criptocomunista de formação jornalística em Cuba Mauro Santayana ) infelizmente sucumbiu ao jornalismo petista ( que agora, entrincheirado na Folha e Estado, lança seus ataques ao prefeito de São Paulo, Andrea Matarazzo, pela acertada decisão deste em impedir mendigos de dormir na recém-reinaugurada praça da República )e pediu demissão. Uma baixa esperada, na ocasião do ataque ou um efeito colateral que resultou em ganhos não esperados?
- A venda da Editora Três a Daniel Dantas. Como comprovou o jornalista independente e escritor de sucesso Diogo Mainardi, Dantas possui relações muito próximas nas hostes petistas. Veremos se os recursos publicitários de estatais para a revista IstoÉ serão vitaminados, como ocorreu com o pasquim comunista Carta Capital, de propriedade daquele carcamano ludista;
- O "suposto" assalto ao sítio, que teria virado suposto "seqüestro" do ministro Guido Mantega. Ninguém consegue identificar uma característica sequer dos supostos autores do suposto crime. Não sabem fazer o reconecimento ou apontar suspeitos. Chegaram ao cúmulo de dizer que os sequestradores não conheciam o ministro.Não prestaram queixa na delegacia, e o silêncio seria efetivado, não fosse a sagacidade da polícia de José Serra, que percebeu a inconsistência e passou a promover buscas e instaurar inquérito para investigar o suposto episódio. Obviamente, trata-se de um expediente stalinista que objetiva desviar a atenção da campanha cívica que, promovida por cidadãos de bem indignados com a indescritível tragédia do garoto assassinado por delinquentes, conseguirá falar à consciência do cidadão, e chamar a atenção deste para o lamentável estado de coisas a que a sociedade chegou, graças aos auto-intitulados "defensores dos direitos humanos";
- Leia os jornais e vomite. O ataque que vem sofrendo Geraldo Alckmin, por parte dos 800 jornalistas, que tentam, a todo o custo, criar uma ilusão e convencer a população de que seu vitorioso mandato foi uma tragédia. Chantageando José Serra , tentam criar uma suposta "caça às bruxas" que buscaria uma fantasiosa corrupção em seu glorioso mandato. Regido pelos dogmas cristãos, seu governo cuidou de gente. Estes jornalistas tentam forçar uma imagem de ruptura no partido da gente de bem, o PSDB, inventando uma suposta rivalidade. Tudo mentira. Serra e Alckmin são quase irmãos siameses. Como também são amicíssimos Serra e Paulo Renato. Este, por sua vez, por humildade e modéstia recusou o pedido pessoal de Serra para que reeditasse sua passagem vitoriosa no Ministério da Educação, só que desta vez, no Estado de São Paulo, terra dos grandiosos bandeirantes e quatrocentões;
Os sinais. Prestem atenção aos sinais. E não esqueçam de orar.
Incluíndo dados pós-post
Havia reservado mais uma prova mas esqueci de colocar aqui, à época. Mas não muda nada o fato de fazê-lo hoje ( 19/ 06/ 07 ) : a morte do pai da secretária de Marcos Valério, um aviso singelo para ela calar a boca.

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Calor ? Por quê está dizendo isso ?

Artigo no JT do dia 24 de Fevereiro: "Recorde de calor na Capital: temperatura chegou a 33,2 graus "

Um monte de números confirmando a onda de calor na estação, em termos históricos, etc. Daí vêm as explicações do porquê: escassez de chuvas e o excesso de gases tóxicos na atmosfera: "(...) A poluição impede que o aquecimento diurno seja dissolvido no espaço. Assim, o calor é mais forte de dia e também à noite.", afirmou a especialista ouvida pelo JT, Luciene Dias, meteorologista do Inmet.

Não precisa ser um Al Gore para perceber a estranhez da informação. O que, porém, não a desqualifica, até porque veio de um especialista. Eu apenas respiro.
Nós estávamos em férias. Houve o longo feriado do Carnaval. Logo, menos carros circulavam nas ruas. Já, dos caminhões, eu não sei se aumentou seu trânsito. Houve aumento desses "gazes tóxicos" na atmosfera devido a quê, exatamente? Quanto a "excesso", eu me pergunto: Desde quando não é assim? Vivemos sob o excesso há decadas, seja poluição, lixo doméstico e sei lá mais o quê. Minha sugestão, a menos "radical", seria adotar o pedágio no Centro Expandido. Mas, como tenho percebido - pode ser impressão minha - que há mais desses carrões, tipo Hylux ( acho que é isso, eu não entendo nada sobre carros e nem carta eu tenho ) nas ruas. Estes são justamente o tipo de automóvel visado pelo prefeito de Londres, ao triplicar o pedágio para circulação na cidade, visto que só gente de grana possui esse tipo de modelo.
A solução, ideal e radical, é puramente restringir a circulação de automóveis em São Paulo. Simples assim, só que os mimadões não querem ser feridos em seus "direitos". Preferem morrer de calor e intoxicação por chumbo. E, pior, vão levando outros junto com eles.

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Notinha bem pequenininha, publicada no Estadão

Estadão, 24/02 : "Economia venezuelana cresce 10,3% em 2006"

( É só o título mesmo. É que eu quis dar um destaque mais adequado ao fato.)

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Jornalismo Mallandro

A revista é a Quem Acontece, edição 337 ( página 37, 23/02/07 ). Seção "10 perguntas para..."

... SÉRGIO MALLANDRO.

"(...) ano passado foi convidado para dar uma palestra para alunos do curso de Direito da Universidade de São Paulo... foi um sucesso e se repetiu na Mackenzie e Casper Líbero e na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde foi eleito patrono da turma de Jornalismo de 2006 (...) ".

"(...) eles [ os universitários ] são o futuro do Brasil e se identificam comigo. Ao mesmo tempo são pessoas sérias. Serão os médicos, advogados, engenheiros e presidentes de amanhã (...) ".

Tais foram as palavras de nosso herói Mallandrovsky. Faltou dizer também "os jornalistas". Há muitos deles que são bem malandros.




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Sucesso da Linha 4 do Metrô exportado para a Guatemala

Modelo de gestão e competência técnica, nossa parceria está sendo reconhecida no mundo inteiro. A Guatemala se emocionou ao ver concluída a tão sonhada linha 4 do Metrô da Capital daquele país cucaracho. É isso mesmo, proletas !!!

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Orelhada bolchevique: A carta-testamento de Luiz Carlos David (pdf)

É isso mesmo !!! Quem leu, vai gostar de reler. Quem não leu, irá gozar de alguns minutos de leitura extremamente prazeroza. Para realçar o sabor, observar a data em que foi publicada.

Meu Testamento
L.C.D

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Daniel Dantas: antiga publicação de sucesso voltará às bancas

É isso mesmo !!!

Após comprar a Editora Três, o banqueiro dará a ordem para que a saudosa CRIPTA DO TERROR volte a ser publicada. Não importa o preço dos direitos autorais.
Mas será uma versão repaginada, com artigos assinados sobre diversos assuntos.
Olha só o STAFF:

Diogo Mainardi, Arnaldo Jabor ( o "Ed Wood" da crônica política) , Reinaldo Azevedo, Míriam Leitão, Olavo de Carvalho, Jarbas Passarinho, Denis Rosenfeld, Alberto Oliva, Merval Pereira, são estes os nomes que Fontes ( como vocês sabem, é o nome do cara que me traz as novidades ) descobriu até agora.

Depois dessa, conseguiremos dormir de luz apagada ?

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Lula na CET



É isso mesmo !!!
Se, ao invés de matarem-na, dessem a ela um uniforme da CET e oito talões de multas, e deixassem-na em qualquer cruzamento saturado de São Paulo - de preferência nos Jardins, como a Rebouças com Estados Unidos, ou em Moema - aquela lula gigantesca arrecadaria suficientes recursos para a Prefeitura, pois clientes não faltam. Pensando com mais profundidade, concluo que faltariam braços ao molusco e as gráficas que fornecem os talões não dariam conta do serviço. Claro que a lula corria o risco de morrer do mesmo jeito, como o fiscal que mencionei.

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Pena de morte para feto in vogue


Chacina no Itaim - o "Paulista", não o "Bibi" - e, entre os mortos, uma adolescente de 15 anos e grávida. Não houve comoção, nem camiseta.
Ou seja, antes de reencarnarmos, devemos escolher bem a qual classe social nossa mãe pertence.

Ah! Lembrei do fiscal da CET assassinado há alguns anos, em pleno cumprimento de seu dever. Não houve comoção, nem camiseta. Talvez, isso sim, uma satisfação secreta por parte daqueles detratores da fantasiosa lenda urbana denominada "indústria da multa".

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domingo, 25 de fevereiro de 2007

Greve do Metrô !!!

Ainda não li os jornais de hoje, então não sei se já noticiou o seguinte: dia 27 de Fevereiro, terça-feira, haverá paralização dos metroviários. Já vão pensando no seu roteiro para contornar as dificuldades de locomoção.
Antes que me esqueça: EU APOIO ESTA GREVE !!!

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Serra contra Alckmin: Tucano bica tucano

Jasson de Oliveira Andrade

Serra e Aécio Neves săo os principais nomes para se candidatar à presidência da República em 2010 pela sigla tucana. É o que diz a imprensa. No entanto, năo se deve descartar Geraldo Alckmin. Por esse motivo, o governador paulista está desmontando a máquina alckmista no Estado.
O desmonte começou depois do Carnaval, em 22 de fevereiro, com o recadastramento de servidores públicos estaduais. Segundo o Secretario de Gestăo Pública, Sidney Beraldo, a finalidade dessa medida é a valorizaçăo do servidor. Entretanto, a verdade seria outra. No dia 3 de janeiro, a Folha publicou: “Serra desconfia de “fantasmas” em SP”, reportagem da jornalista Lílian Christofoletti, revelando: “O novo governador de Săo Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem [2/1] “desconfiar” da existência de funcionários “fantasmas”, que ganham sem trabalhar, na folha de pagamento do Estado, que é comandado desde 1995 pelos tucanos. (...) Por iniciativa de Serra, será publicado hoje [3/1] no “Diário Oficial” do Estado o decreto que torna obrigatório o recadastramento de todos os servidores. (...) “Desconfia-se de que haja pagamentos indevidos, gratificaçơes indevidas, e mesmo funcionários que năo existem”, disse o tucano em sua primeira entrevista no cargo à TV Globo. (...) A iniciativa desagradou o grupo ligado ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que entende que a medida coloca em suspeiçăo a administraçăo tucana anterior”. Posteriormente, em 13/2/2007, a Folha publicou: “Serra deve demitir afilhados de tucanos – Aviso à bancada paulista provoca tensăo no partido e é novo ponto de atrito entre o grupo do governador e o de Alckmin”. Provavelmente essa ameaça deve levar deputados alckmistas ao bloco serrista.

O desmonte da máquina alckmista iniciou-se na Segurança. O homem forte do ex-governador, Saulo Abreu, que seria o candidato ao governo caso Serra năo fosse o preferido, perdeu o cargo e pediu licença de sete meses da promotoria. Motivo, segundo o Estadăo (29/11/2006): “Sem espaço no futuro governo de José Serra, se voltasse a trabalhar no MPE, Saulo ficaria subordinado ao procurador-geral de Justiça, Rodrigo Pinho, que o denunciou por duas vezes pelos crimes de abuso de autoridade e desacato”. Triste fim do poderoso Secretário da Segurança Pública de Săo Paulo, que Alckmin gostaria de ver governando o Estado! O último a cair foi Luiz Carlos David, presidente do Metrô, nomeado por Alckmin, que pediu demissăo em 21/2 depois das denúncias do Jornal Nacional (TV Globo). A tragédia do metrô fez mais uma vítima. Quem gostou do pedido foi José Serra, que teria que demiti-lo.

Outro desmonte foi na Educaçăo. No setor, o homem forte de Alckmin, Chalita, também perdeu o cargo. Além disso, Serra fez drásticos cortes no programa Escola da Família. A regiăo foi atingida. O POPULAR noticiou: “Escola da Família” exclui a zona Leste [de Mogi Mirim]”. Um jornal de Mogi Guaçu trouxe essa manchete de Primeira Página: “Escola da Família reduz em 75%”. O mesmo jornal, em Editorial (Corte drástico), comentou: “O programa Escola da Família era a menina dos olhos do ex-secretário de Educaçăo do Estado, Gabriel Chalita, e foi encampado pelo ex-governador Geraldo Alckmin, que dava amplo destaque ao projeto, o qual pretendia expandir cada vez mais. Na campanha à presidência, o programa foi amplamente destacado como responsável pela queda das depredaçơes de alguns estabelecimentos de ensino e também como fonte para reduzir a criminalidade”.

O governo do Estado, na administraçăo passada, vendeu o aviăo que possuía. Agora José Serra, surpreendentemente, resolveu recomprá-lo. Essa medida foi considerada uma bofetada na cara de Alckmin, segundo Luiz Antonio Magalhăes. É que o candidato tucano derrotado no ano passado, na campanha eleitoral, bateu duro no “Aerolula”. Agora temos o “Aeroserra”! Manchete da Folha: “Governador tem que ter aviăo, diz Serra”. Presidente também!


No artigo “Coitado do Geraldo”, Xico de Sá escreveu: “Talvez tivesse sido melhor para Alckmin e sua turma um triunfo da oposiçăo nas últimas eleiçơes em Săo Paulo, năo acham? Serra năo tem perdoado as gestơes do colega de partido. Na moita, realiza auditorias em várias repartiçơes do governo, reestatizou o aviăo privatizado, mudou tudo na área de segurança, varreu as açơes de Chalita – escritor de auto-ajuda e biógrafo da ex-primeira-dama [Lú Alckmin] – na Educaçăo, além de năo defender o Geraldo, muito pelo contrário, no caso das obras da linha 4 do metrô. Com um tucano amigo desses, quem precisa de inimigos, né năo?”
Xico de Sá resumiu o que escrevi. Serra contra Alckmin: tucano bica tucano. Dois bicudos não se beijam... Năo é isso que está acontecendo?

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Postado por Redaçăo Portal Mogi Guaçu

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sábado, 24 de fevereiro de 2007

Empresas reunidas Kassab

Só para quem não sabia ( eu inclusive ) :

Marcos Kassab - irmão de Gilberto, nomeado diretor do Metrô era assessor técnico da Secretaria de Transportes Metropolitanos ( sob o comando de Jurandir Fernandes ) ;
Pedro Kassab - outro irmão de Gilberto, é consultor ( quem aí tem um dicionário de eufemismos ? ) de empresas de transportes coletivos que operam na cidade de São Paulo ( incluir-se-ia, talvez, em sua carteira de clientes a empresa Himalaia, que teve uma paralisação relâmpago há alguns dias? )

Publicado em: Painel A4, FSP, 22/01/07 e Giba Um, DCI, 23/01/07

Ao sucesso.

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Meeting internacional para moradores de rua

Dia 10 de Fevereiro saiu um comunicado nos jornais, em que ficamos sabendo que a Prefeitura de São Paulo prevê a contratação de empresa especializada em organização de eventos, objetivando a realização de seminário internacional sobre pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo.
Não haverá distribuição de sopa na ocasião do evento, pois não é um bufê que estão contratando.

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Seca-pimenteira

Essa aqui faz um bocado de tempo que eu separei para escrever, e acabei esquecendo, mas agora vai.

Metrô já leva 3 milhões de pessoas por dia
Gazeta Mercantil, 08/01/2007
"(...) O melhor meio de transporte de massa do Brasil, o Metrô de São Paulo (OBS: Destaque deles ), seguro, ágil e limpo, para ficar em três qualificações (...)" ;

Publicado poucos dias antes do acidente na Linha 4, causado pelas chuvas.

Lucros no fundo do túnel
IstoÉ Dinheiro, data ignorada mas possivelmente saiu na edição que foi às bancas - pela manhã - no mesmo sábado em que ocorreu - à tarde - o acidente na Linha 4, causado pelas chuvas.

"(...) Imagine um buraco de concreto de 40 metros de profundidade, a poucos metros da Avenida Paulista (...) É nesse poço que a multinacional Sika está ajudando a realizar uma das obras mais importantes para a maior metrópole do País (...) "Já fornecemos 50 mil metros quadrados de impermeabilizante para a obr, de um total que chegará a 230 mil metros quadrados", diz Daniel Monteiro, gerente-geral da companhia responsável por garantir que os túneis da Linha 4 do Metrô de São Paulo não tenham infiltrações - o que, para um túnel, é imprescindível (...) ";

Quem possuía ações da empresa deve ter vendido logo na segunda-feira, à abertura do pregão. Talvez tenha ocorrido o mesmo com quem detivesse papéis da Companhia do Metrô.

Aliás, lembrei que, no meio dessa montanha de papéis que guardo, tenho alguma coisa falando sobre "As maiores empresas do mercado por segmento de atuação", ou coisa desse tipo, e que aparece o Metrô como a mais admirada, ou mais rentável, ou mais-mais de acordo com algum critério de competência. Depois eu acho.

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

VOU FAZER COCÔ !!!




Com todo o respeito que merecem a família do garoto, morto acidentalmente - não, você não leu errado: pessoalmente eu acho que foi um misto de incompetência, azar e pânico que resultou na tragédia, e está aí essa "comoção" fabricada por caronistas sedentos por autopromoção e encrudescimento penal-repressivo ( para alguns, "repressivo" seria melhor: custa menos que os trâmites legais ) - , a própria vítima, e as pessoas sinceramente tocadas pelo ocorrido, essa campanha do "FAÇA ALGO" não significa absolutamente nada para mim.
A cada dia, o Vinícius localiza nos jornais relatos de tragédias igualmente comoventes, mas que não geram o mesmo clamor publicitário.
Relembro que, há alguns dias, eu comentei que a Folha publicou uma página dizendo que, nos EUA, vários estados estariam abandonando a prática da pena de morte, tradição religiosa-cultural ainda fielmente mantida pelo glorioso Texas. Onde, se bem me lembro, um retardado mental pegou cadeira elétrica.
Então é isso.
Não sei se já havia mencionado anteriormente a historinha a seguir, mas não me importo em repetí-la.
Trabalhava num lugar onde pessoas nefastas faziam, a todo o tempo, especular sobre o seu salário e tentar puxar seu tapete. Pois bem. Acreditando cegamente na raça humana e em sua redenção, ocorre que eu costumáva acompanhá-los no happy-hour. Tendo bebida, eu suportava até peessedebista.
Eis que, no calor da farra, aparece uma prancheta às nossas vistas, e uma dona pedindo para que contribuíssemos com a nossa assinatura. Explicou que se tratava de implantar a pena de morte. Isso foi pouco tempo depois da morte da filha da Glória Perez, comoção mediática nacional e subseqüente discussão como a que temos hoje.
Eu podia recusar gentilmente, e o faria, naturalmente.
Daí um bosta, motorista da diretoria, mas metido ao mesmo tempo a malandrão e paga-pau de polícia, ouviu a explanação da moça, pegou a lista e, tipo "Opa, é prá já"...
Sentido o fervor cívico se renovar em minha corrente sanguínea peguei, para surpresa dos comensais, o dossiê dizendo algo como "Depois passa para mim.", cuidando para que eu fosse o último a rubricar. Tudo correu dessa forma e a moça foi embora, agradecida e feliz por ter conseguido mais apoio para sua campanha. Cidadãos de bem se entendem em suas demandas.
Dois minutos e, lá de fora, um berro, grito, ribombar, trovão:
- QUEM FOI QUE FEZ ISSO ???
E veio direto à nossa mesa. Quase todos olharam a prancheta ao mesmo tempo - alguns convivas, parece que já sabiam ou esperavam por isso - e, depois de perceberem o que houve, olharam ( todos, também ao mesmo tempo, clichê de novela pretensamente engraçada ) para mim, e passaram a berrar comigo ( todos, ao mesmo tempo, inclusive a dona da prancheta, a última gritando bem no meu ouvido ) . Alguns, em protesto, saíram da mesa e foram cachaçar em outro lugar. A cidadã preocupada com a segurança me perguntava, daquela forma retorica, o que eu acharia se fosse com minha irmã, essas coisas. Acabou que todos saíram da mesa, para ir ao banheiro, outros foram conferir se ninguém havia roubado seu carro, ou pedir mais um chopp e, os mais honestos, deixaram claro o porquê de me abandonarem. Terminei sozinho na mesa.
Claro que eu estava nervoso ( mais por ter tanta atenção dirigida a mim que por outro motivo ) mas tentava não demonstrar, e meu silêncio ( eu não respondi nada para ninguém; só depois da poeira ter baixado é que eu explique meus motivos e ponto de vista mas, ainda assim, para alguns mais próximos e menos histéricos ) apenas serviu para irritar ainda mais a dona e outros presentes na mesa. A dona - que, lembrando bem, até mostrou para os outros membros do comitê que estavam juntos colhendo assinaturas - foi embora, justificavelmente puta da vida.
Que choque ela deve ter tido quando, em meio aos nomes, leu o recado: "VÃO SE FODER, SEUS NAZISTAS !!!"

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Podem falar o que quiserem: São Paulo está prosperando!!!

Importadora vende caviar francês em SP
Folha de São Paulo, 04/02/07
Dinheiro - pág. B2 - Coluna Mercado Aberto

O local chama-se "Le Caviar", cujos proprietários são Matilde Ghelfond e Daniel Lecuona.
Seu propósito? "(...) suprir a demanda brasileira por ingredientes de alta gastronomia (...)";
Segurem a saliva, proletas!!!
O ingrediente de alta gastronomia que merece o destaque no artigo, é o famosíssimo sturia - caviar obtido do esturjão siberiano Acipenser baeri , criado em cativeiro na fazenda Sturgeon Scea, na França.
Como vocês sabem, a aparência da iguaria é um show: tipo oscetra, com ovas cuja tonalidade varia entre o preto até o marrom dourado.
"(...) as pessoas que consomem esses produtos no Brasil não tinham muitas opções", afirma a gourmand-proprietária do estabelecimento.
Até que enfim essa carência social foi sanada, graças ao capital privado empreendedor.

Bancas de jornal diversificam e vendem até charutos cubanos
Francisco Ranieri Neto, presidente do Sidicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo
Publicado no Jornal do Commercio ( e, talvez, no JT )
Data ignorada ( possivelmente entre Janeiro e Fevereiro de 2007 ).

Digamos que você tenha apreciado um jantar, tendo como prato principal, a fina flor dos cativeiros franceses, o incomparável sturia ( Ver texto acima ) ; Todos nós sabemos que a melhor forma para encerrar esta jornada pela night paulistana é dando uma voltinha ( à pé ) pela metrópole que não dorme.
Aqui cabe um [imenso] parêntese: mesmo com a sanha esquerdista em nos acusar de insensibilidade e atribuíndo-nos a responsabilidade por aquilo que eles convencionaram denominar "pior distribuição de renda do mundo", não devemos nos enclausurar em nossos condomínios horizontais e flats com frigobar, temendo pela censura dos "pseudodefensores dos direitos humanos" ( Pois sim!! ). Devemos, isso sim, restabelecer nosso direito de ir e vir, onde bem nos apetecer, e isso inclui nossos passeios noturnos pelo quadrilátero dourado do Jardim Paulista.
Esses rancorosos esquecem que nós, cidadãos de bem, somos tão explorados quanto eles. Enquanto pagamos fábulas pela eletricidade consumida para manter nosso padrão de vida ligeiramente confortável, esses gaiatos conseguer alumiar seus casebres lançando mão da ilegalidade - no caso, fazendo as tristemente famosas "gambiarras". Vai eu fazer uma dessas amarrações na fiação do meu apartamento. Ou explode, ou sou pego e processado por roubo de energia elétrica.
Pois bem, voltemos ao planeta Terra.
Estamos na Avenida Paulista e, óbvio, decidimos encerrar a nossa noitada, tragando um aprazível Cohiba, encontraável em qualquer banca de jornal em São Paulo. Eu não preciso ir tão longe para comprar o meu.
Aliás, como todos devem saber, a abertura comercial propiciou o crescimento exponencial destes estabelecimentos - onde antes só se encontrava revistas, gibis e figurinhas de álbuns que, se você encontrasse o cromo carimbado ( ou a "Figurinha Chave" ) , ganhava um prêmio, como geladeiras ou batedeiras. Eu, mesmo, só ganhei times de futebol de botão, e nenhum deles era o Real Madrid, do Beckham.
Você quer a Vogue Italiana? A Cosmopolitan? Seu filho que passou no vestibular da FEI-USP gosta da VW Trends? Dirija-se à uma banca perto de você e faça a festa.
Não esqueça das simpáticas garrafinhas de Cutty Sark e do Cohiba.
Felizmente, a nossa Prefeitura de São Paulo, após quatro anos nas mãos do comunismo-socialite-apedeuta de Marta Suplicy ( a "Perua" ) , está nas mãos corretas e competentes dos nossos gestores políticos, como Andrea Matarazzo ( o Dória o apelidou de "o Prefeito de fato". Que maldade, Dória!! ) e Gilberto Kassab - em quem ninguém votou - surpreendentemente bem no papel de "monitor da sala quando a professora não está presente".
Digo isso porque, nossos supra citados "gestores de política municipal" não permitem a venda, nas bancas, de produtos como refrigerantes e batatas chips ( volume máx. 30 gr ). E, com essa visão vitoriosa, impedem que estes simpáticos e globalizados shops sejam frequentados por proletas que só sabem ler o Lance! ( Não me perguntem o que é. Eu ouvi o balconista do Starbucks dizer a alguém que esse tal "Lance" é sua única leitura. Ainda se fosse a "Oscar" ou a "Flash". Essa gente, que procria como baratas, não quer mesmo progredir. Preferem viver de Bolsa Família, às custas de nossos impostos - o meu, o seu, o nosso dinheirinho ) .
Você pode pensar: "Ué, mas eu vejo geladeiras em bancas, vendendo Coca Cola e algumas têm até sorvetes Kibon"...
Acontece que sempre tem alguém burlando a lei. Esses produtos, não são permitidos sua venda nas bancas que apenas possuem a TPU, instaladas em logradouros públicos.
Entretanto,contrariamente à lei reguladora, e graças à firme e pronta ação da Prefeitura de Andrea Matarazzo, que não permite aos fiscais que importunem as bancas importantes nas Regionais mais chiques, certos itens podem ser encontrados. Ou seja, se não quisermos conviver com os proletas chupadores de picolés baratos e bebedores de tubaína, devemos frequentar bancas que não vendam tais ítens. Mas ainda há tempo e esperança. Os donos dessas bancas, que preferem trocar o convívio diário com pessoas de bem - como é o nosso caso - pela frequência da ralé, em troca de algumas moedas e notas de 1 real suadas, sentirão a força de nosso boicote, e voltarão a oferecer produtos de qualidade para consumidores requintados e exigentes - como é o nosso caso.
Deviam fazer como o Ranieri, o velho sindicalista.






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Governo federal acata argumentos de Requião e perdoa multa de R$ 36 milhões ao Paraná

O Paraná teve perdoada pelo governo federal uma multa no valor de R$ 36 milhões. A multa havia sido aplicada por causa do descumprimento das metas de ajuste fiscal no ano de 2005. O ministro da Fazenda em exercício, Bernard Appy, acatou os argumentos do governador Roberto Requião para não cumprir as metas do ano retrasado. “O não cumprimento das metas está ligado à questão dos títulos ‘podres’ repassados pelo Banestado ao banco Itaú. Não fosse esse problema, estaríamos dentro das metas estabelecidas”, explica o secretário estadual da Fazenda, Heron Arzua.
O despacho com o perdão da dívida foi publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira (11). Segundo o secretário Heron Arzua, o governo federal chegou descontar o valor de parte da multa dos repasses de recursos feitos ao governo paranaense, mas acabou convencido de que as argumentações do governo Roberto Requião são justas e deveriam ser aceitas. Isso explica o cancelamento da multa.

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Vale o escrito???



O Governo do Paraná apresenta a ordem de pagamento no valor de R$ 10.783.822,32, executada pelo DER em favor da DM Construtora, no dia 30 de dezembro de 2002.
Ou seja: 48 horas antes do final do mandato de oito anos do Governo Jaime Lerner.
A ordem está assinada pelo então diretor-financeiro do DER, José Richa Filho. Este pagamento refere - se a obra de duplicação do trecho Curitiba - Garuva, que foi concluída e paga no primeiro mandato do governador Roberto Requião, entre 1991-1995.
Este novo faturamento da duplicação da Curitiba-Garuva foi feito seis anos após a obra concluída e quitada pelo governo Roberto Requião.
O cheque que pagou esta fatura : OP –O98934, da Agência 3836 –Banco Itaú S/A.
As denúncias do Governo do Paraná em relação ao pagamento duplicado da obra na Curitiba –Garuva são objetos de uma ação que tramita na 2ª Vara da Fazenda, em Curitiba, ainda em fase inicial.
O Governo do Paraná pede a nulidade do pagamento feito à DM, o ressarcimento da quantia aos cofres públicos e a punição de quem autorizou os pagamentos.
Na fase inicial do processo, os bens da construtora tornaram-se indisponíveis a pedido do governo do Estado e foram liberados, posteriormente, por uma liminar.
Veja esclarecimento do Governo do Paraná sobre o assunto:
1) No dia 30 de dezembro de 2002, dois dias antes de o governador Roberto Requião tomar posse, o então diretor-administrativo e financeiro do DER, José Richa Filho, fez um pagamento de R$ 10.783.827,32 à empresa DM.
2) Assim que tomou posse, tendo conhecimento desta operação feita ao apagar das luzes da administração Jaime Lerner, considerando-a irregular, o governador Roberto Requião pediu à Justiça a nulidade do pagamento e o ressarcimento da quantia quitada.
3) Esse pagamento referia-se a serviços prestados pela DM na duplicação da BR-376 entre Curitiba - Garuva, realizada por Requião em seu primeiro mandato (1991-1994). Quer dizer: a quantia foi paga sete anos depois da obra concluída.
4) Conforme denúncias que o governador Roberto Requião recebeu, esse pagamento nada mais foi que uma engenharia financeira para cobrir gastos de campanha nas eleições para o Governo do Estado em 2002, envolvendo o candidato apoiado pelo governo Jaime Lerner, o então vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa.
5) A ação que pede a nulidade do pagamento e o ressarcimento do dinheiro aos cofres públicos tramita na 2ªVara da Fazenda Pública em Curitiba, sob o número 236/2003.
6) O Governo do Paraná lamenta que o prefeito Beto Richa, em vez de contribuir para esclarecer um episódio obscuro que envolve o seu nome e o de seu irmão, derive para a agressão, para a infâmia e, mais uma vez, use o nome do seu pai para fugir de suas responsabilidades. Registre-se que, em momento algum, o governador Roberto Requião referiu-se ao pai do prefeito.
7) O destempero do prefeito Beto Richa revela o óbvio: sem argumentos, sem fatos sólidos onde se apoiar, sem como dar uma explicação convincente à opinião pública, ele repete o triste roteiro daqueles que não têm razão, grita, ofende, perde a compostura.
8) A verdade está nos fatos. E os fatos devem ser apurados. O estranho pagamento feito 48 horas antes da extinção do mandato do antigo governo deve ser investigado. As denúncias e suspeitas de que o dinheiro foi desviado para pagamento de dívidas de campanha eleitoral precisam ser esclarecidas.
9) O esperneio, a má-educação, o apelo fácil e constrangedor a memórias familiares não podem encobrir a verdade. Por mais que o prefeito grite e ofenda, isto não vai livrá-lo da suspeita.
10) Coragem é enfrentar os fatos. É denunciar toda e qualquer falcatrua com dinheiro público. Covardia é esconder-se. É empilhar um monte de ofensas, frases e adjetivos mal alinhavados achando que isso possa transformá-lo em vítima. Enfim, uma saída medíocre que qualquer marqueteiro eleitoral aconselha.
11) Tentativas de desmentir os fatos, da parte de quem quer seja, não anulam o pagamento suspeito. Ele aconteceu, foi indevido e o Governo luta na Justiça para ver-se ressarcido. E a suspeita é ainda mais tenebrosa quando se sabe que a quantia foi repassada à empreiteira 48 horas antes do fim do mandato do governo de Jaime Lerner.
12) O governador do Paraná espera que a intensa repercussão do fato na imprensa estimule os órgãos de comunicação a também investigar as denúncias. Afinal, desde 2003 o governador Roberto Requião fala sobre o assunto.

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