quarta-feira, 30 de maio de 2007

Artigos confusos não permitem conclusão alguma. Ou quase.

Caderno de Economia do JB, 20/05/2007.
Mais uma matéria de uma série que propõe abordar o "sufoco" da classe média brasileira.
Um artigo realmente confuso, que surfa em uma infinidade de números, porcentagens e estatísticas relativos a décadas.
A destacar, algumas linhas:
- um economista da USP, Peter Greiner, afirmou que, além dos óbvios não-correção da tabela do IR ( lembram da "ampliação da base de incidência" de FHC? ) e um generalizado e vago "aumento da carga tributária", a TERCEIRIZAÇÃO do trabalho é um dos fatores que tiram ( tiraram? ) o poder de compra da classe média;
- ainda segundo Greiner, nos últimos anos, o aumento da renda tem se concentrado na população que recebe salário mínimo ( e, suponho eu, aos que recebem seu salário vinculado a ele ) ;
- já Fábio Romão, economista da LCA Consultores destaca que esses ganhos reais do SM registrados nos últimos anos ( aumentos esses, exclusivos no governo Lula, suponho eu ) implicaram em REDISTRIBUIÇÃO DE RENDA; e que essa melhora da distribuição de renda não se deve apenas ( exclusive ) ao SM mas TAMBÉM às transferências governamentais, tipo Bolsa-Família; observa que a massa ( ? ) de rendimentos das classes D e E tem crescido mais que a da classe C ( classe média ) ; um dado de qualidade duvidosa, é dado por Romão: a redução do peso dos alimentos nos índices de preços teria permitido o direcionamento de parte da renda a bens de consumo duráveis e à educação, mais um efeito benéfico para a classe baixa, que pode gastar sua grana com celulares e MP3 e pagar colégios de reputação questionável e resultados idem;
- os dois economistas enxergam na terceirização, na transformação de pessoa física em jurídica e na informalidade algumas das causas de piora nas condições de vida da classe média; no caso da terceirização, Greiner afirma que os salários se mantém, mas benefícios como planos de saúde são riscados do mapa ou reduzidos, o que acarreta em mais e maiores "despesas";
- eu lembro que a classe média costuma adorar os discursos de gestores que preconizam a terceirização e a "jurídicação" das pessoas como a salvação de seus empregos;
- infelizmente, para ilustrar a matéria e corroborar sua base, entrevistam uma mulher de classe média que diz ter perdido muito de sua qualidade de vida "nos últimos anos": ela viajava muito, por exemplo, mas hoje se encontra no balcão do penhor. Conta que a sua situação financeira piorou muito "nos últimos três anos". Devido a alguma cagada do governo Lula? Até onde enxergo, não. Sua mãe foi acometida de câncer e veio a falecer. A doença e as despesas funerárias apequenaram o orçamento da família. Para piorar seu pai se aposentou, o que, obviamente, contribuiu de monte para a dramática redução material de sua família, levando-os a vender seu carro, um Corsa.
Pegaram um trágico exemplo familiar para ilustrar uma reportagem que pretende fotografar o universo extenso da classe C do país e diagnosticá-lo definitivamente.
Porém, serve muito bem para mostrar o porquê da reeleição de Lula e de sua impopularidade com a classe média invejosa.

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Bancos aderem a causa ambiental, sustentabilidade, responsabilidade social e ecológica e ao bom-mocismo com foco em imagem positiva otimizada

Hipotética carta de um banco enviada a um cliente enforcado:
Caro cliente,
Finalmente atingimos a marca tão ansiada em nossa busca pela qualidade total. Celebramos com você nossa entrada no "Clube dos 100 bilhões". E o que isso quer dizer?
Quer dizer que nossos esforços em prol do desenvolvimento do país - com particular atenção às causas sociais, ecológicas e de responsabilidade sócio-educativas, como por exemplo o "Projeto Bela-Favela", que visa retirar os menores praticantes de mendicância da porta de nossas agências e mantê-los em seus bairros de origem, na escola - tem tido a adesão dos mais destacados agentes da sociedade, como gestores, fundações, ONGs, associações comerciais e de bairros ( com destaque para o "Sentinelas doItaim-Bibi", as "Senhoras da Rebouças", o "Jd. Europa não é São Paulo", e o "Jóias e sopa" ) . Educação é o futuro de nossas crianças.
Em nossos esforços por uma sociedade justa e de qualidade, angariamos o apoio desinteressado de incorporadoras, imobiliárias e construtoras de destaque e peso na economia, como a Bunker Realty, Imobiliária Nosso Mundo, Muros de Higienópolis, e São Paulo Exclusive.
Você nos honra com sua participação em nosso sucesso e a você agradecemos.
Nossa modesta taxa de juros, mantida a patamares consistentes, como para o Cheque Especial ( 20% a.m. ) e o Empréstimo Consignado ao Rim ( 18,5% a.m.) nos ajuda com nossa missão.
Aproveitamos este momento de conquistas e celebrações para lembrá-lo de que estamos à sua disposição, durante as 30 horas do dia, a fim de que nos procure para que, juntos, possamos acertar a pendência constante em vosso cadastro ( permanentemente atualizado por nossa moderna rede de computadores, e que já se encontra em fase de Execução Inclemente ou Penhora de Bem Orgânico, conforme contrato firmado em Cartório ) , tendo a mesma atingido o limite de endividamento permitido pelo Código de Falências e Heranças, o que compromete em definitivo e desde já, caso permaneça neste patamar, as finanças de seus descendentes e herdeiros.
Sem mais,
Atenciosamente,
Banco XXXXXXXX
Esta correspondência foi confeccionada em papel reciclável, de acordo com as normas do Conselho de Relacionamento com o Cliente e Investidor Bancário, e reproduzidas a partir da Cartilha de Gestão para uma Sociedade Inclusiva e Responsável.

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Tudo beleza para Andrea Calabi

Extrato de Ata do Conselho de Administração da CESP ( aquela que não será privatizada ) , publicado na Gazeta Mercantil em 29 de Maio informa que Andrea Calabi teve sua eleição como Conselheiro de Admnistração ratificada; quem igualmente teve um "positivo" foi Gesner de Oliveira ( também SABESP );
Além disso Andrea comporá, por mais um período de 1 ano , o Conselho de Administração da Cyrela Brasil Realty, como Conselheiro Independente, tendo sido reeleito ( Ata da AGO Extraordinária, FSP, 25/05/07 )

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Capitais longe demais

BC pede mais informação que Receita sobre ativos
Aplicação deve ser declarada pelo valor de mercado
VALOR ECONÔMICO - 28/05/07
É o seguinte: sem entrar em muitos detalhes sobre o artigo, cheio de terminologia financeira, o gráfico é que é legal.
Ano-Base/ Estoque de Ativos ( em US$ bilhões ) / Número de Pessoas ( física e jurídica ) / Per Capita ( não está no gráfico, eu que fiz a conta )
2001 - US$ 68,6 - 11.659 - 5bi 883mi 886mil
2002 - US$ 72,3 - 10.164 - 7bi 113mi 341mil
2003 - US$ 82,7 - 10.622 - 7bi 785mi 727mil
2004 - US$ 93,2 - 11.245 - 8bi 317mi 715mil
2005 - US$111,7 - 12.336 - 9bi 054mi 798mil
( O resultado per capita não significa nada, apenas fiz por fazer )
Na matéria diz que "muitos brasileiros" têm se incomodado com a quantidade de informações que têm de prestar...
Pô! Se todos os que foram apontados aqui forem reclamar, ainda assim não passam de cerca de 12.000 pessoas, num universo de 180 milhões!!!
Também o texto diz que, dessas 12 mil declarações, 10 mil e poucas são de pessoas físicas e 1,6 mil de empresas.
Sabe o que é legal? Fica difícil, tomando pelo jornal, saber se esses "ativos" aumentaram no governo Lula ou se "passaram a ser declarados", o que é uma grande diferença. Praticamente dobrou a rúbrica "ativos" em quatro anos, mas não houve muita diferença no número de declarantes entre 2001 e 2005. Pois, se os números demonstrando que a quantidade de pessoas mudou pouco entre esses anos-base, enche os olhos a queda brusca havida em 2002 em comparação ao ano anterior ( mais de 10% de declarantes inferior )

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Banco Central e o câmbio que não dá ré nem ferrando

Saiu no Estadão de 27 de Maio, Caderno Economia, que desde Abril quando começou a tentar impedir a queda mais acentuada do dólar, um efeito foi a "interrupção momentânea dos bons resultados do Tesouro Nacional".
Eu não sei exatamente o que é o "Tesouro Nacional" ( estatais, governo, BC? ) mas, quem souber, que nos dê uma luz a respeito destes pontos:
- teria havido "piora no perfil da dívida"; de que dívida está se falando? Da chamada pelos experts de"dívida interna"?
- disse também que na troca de uma dívida em dólar por outra atrelada à Selic - cuja composição percentual, nessa condição, estava em queda - no tipo de operação denominada "swap cambial reverso" tem causado prejuízo aos cofres do BC; o melhor então seria manter a dívida em dólar, aproveitando sua queda acentuada, para, então reduzir drasticamente a Selic e, somente então, trocar o indexador? É simples fazer isso?
- de qualquer modo, é o Banco Central quem auto-define o indexador, de modo a escolher o mais vantajoso? Ele tem essa liberdade?
- Já que existiria um "excesso de liquidez" mundial, por quê o BC tem que justamente escolher o caminho que, especialistas afirmam, é o mais doloroso? O dólar não está "caindo", em nível mundial, irresistívelmente?
Sou leigo nesse assunto; talvez tenha feito alguma confusão conceitual, determinado pelo deficiente conhecimento da matéria.
Mas me considero tão capacitado quanto qualquer leitor de jornal e revista para fazer tais perguntas.

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Gautama: construindo a ruína do país

Esse aqui saiu no DIA, só não tenho a data:
De acordo com a ONG Contas Abertas, obras - cujos contratos foram feitos através de licitação - que contavam com a participação da empreiteira receberam "de 1998" a 2006, cerca de R$ 510 milhões e, desse valor, por volta de R$ 115 milhões saíram da União diretinho para os cofres da empresa.
Desde 1998.

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Deixa morrer ( direito de resposta auto-conferido )

Continuando a prestação de contas solicitada pela agraciada Joelma: reforço e mantenho minha visão sobre o "povo infantilizado..."; excluindo as exceções prováveis e as existentes ( quer o sejam por questão de princípios, quer por diferenças culturais, ou outro motivo qualquer ) esta é a minha impressão a respeito, pelo menos, do bioma em que vivo; o "Deus" que escreveu este post chama-se Humberto Capellari e não possui automóvel por decisão própria ( e nem sabe guiar, aos 34 anos de idade ), nem telefone celular, por decisão própria ( ou seja, você jamais será incomodada por conversas no cinema, no que depender de mim ) e nem computador ( taí um item que eu queria ); não desperdiço água regando o quintal, tenho vergonha da classe média paulistana, não possuo filhos ( e nem pretendo ) e, mesmo assim, me incomodo ( mais do que um desses tipos que exemplifiquei e te incomodou mencioná-los e mais ainda do que minha saúde recomenda ) com a escola pública dos filhos de quem os tem ; sou favorável às greves, pois é fato que "direitos" não são ganhos no dominó ou na porrinha; e penso que, se cada um se sentir incomodado em seus "direitos" e tentar convencer-nos de que é por causa de seu sucesso, isso não passa de infantilidade, recusa a agir de forma responsável; a busca do sucesso, do lazer e do prazer a todo custo - seja "ganhando sozinho na MegaSena" ou "se divertindo a valer no churrascão com cachaça" - evitando pensar em assuntos espinhosos e deixando que sejam resolvidos pelos outros ( contanto que não nos incomode ) configura frivolidade e hedonismo.
Lamento, mas é assim que eu penso.
E não é uma posição confortável, podes crer.
Obrigado e continue nos prestigiando.
Humberto

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segunda-feira, 28 de maio de 2007

Lembram do Valerioduto tucano? E do Eduardo Azeredo e o caixa 2 tucano? Leiam essa entrevista e tremam nas bases

Nilton Monteiro declara que campanha de Azeredo custou R$ 100 mi; senador teria ficado com pelo menos R$ 4,5 milhões
Nome bastante temido por integrantes do PSDB que tentam desesperadamente desqualificá-lo, Nilton Monteiro, auto-intitulado uma bomba-relógio preste a explodir no colo do ex-presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, expõe parte da gigantesca gama de informações e documentos que acumulou nos últimos anos da prática de atos ilícitos e caixa 2 na campanha tucana de Minas Gerais, em 1998.
O lobista afirmou – e ai daqueles que “tucanarem” a ocupação o chamando de empresário – que a campanha de Azeredo arrecadou mais de R$ 100 milhões, grande parte oriundos dos cofres públicos, e que pelo menos R$ 4,5 milhões teriam ficado no bolso do ex-governador.
Muitos podem tentar desqualificá-lo, como o ex-tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão, em depoimento na CPMI dos Correios. No entanto, as informações até agora passadas por ele mostraram-se todas verdadeiras, em especial, o cheque de R$ 700 mil repassado por Marcos Valério para Azeredo quitar uma dívida com Cláudio Mourão. Na CPMI, Mourão também afirmou que não havia repassado nenhuma procuração para ele representá-lo, fato desmentido posteriormente por um laudo técnico encomendado pela revista “Istoé”.
Quanto arrecadou a campanha ao governo de Eduardo Azeredo em 1998?
Nilton Monteiro - R$ 53 milhões era o que falavam. Mas foi uma campanha milionária, mais de R$ 100 milhões foram arrecadados. Dinheiro de estatais, de empreiteiras, doleiros, corretores de seguro, das privatizações.
Então, é por isso que o Azeredo entregou o Estado, realmente, falido para o Itamar Franco.
O Azeredo perdeu a reeleição e não foi por causa de dinheiro. Perdeu, sim, por incompetência. Eu não sei como ele chegou a governador.
Qual a sua relação com o tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão?
NM - Hoje eu vejo que eu fui usado por esse cidadão. Tudo o que ele falou lá na CPI, ele mentiu. Ele estava numa situação delicadíssima, quebrado, esse pessoal não queria nem vê-lo: Walfrido dos Mares Guia. Abandonaram ele. No final da campanha, eles falaram que quem fez o Azeredo perder foi João Heraldo e Mourão. O João Heraldo não sei por quê até hoje não foi investigado. Ele foi um secretário muito forte na Fazenda. Não aparece, mas era o homem das negociatas.
O Mourão atuava só em Minas Gerais?
NM - Mourão trabalhou muito ali no eixo Minas Gerais. Mas era um cidadão viajado. Era um homem de muita confiança. Então ele (Mourão) tinha vários contatos, uma teia. Tinha contato com o Banco Opportunity, com a Elena Landau, com a Cemig, dali saiu dinheiro da campanha, da Telemig saiu dinheiro para a campanha, do BMG saiu dinheiro para a campanha. Tinha ramificação com doleiros fortes no Rio de Janeiro. Alugava avião da Líder. Às vezes, via uma determinada pessoa que eu não posso falar ainda. Ficava o avião no hangar, como se fizesse manutenção, mas não era, estavam passando rios de dinheiro, para depois seguir para Belo Horizonte.
Que documentos da campanha de Azeredo o Cláudio Mourão entregou para você?
NM - Ele colocou na minha mão o manuscrito de próprio punho do Walfrido dos Mares Guia, que ele já divulgou que ele tinha realmente escrito; colocou na minha mão o recibo do Azeredo recebendo R$ 4,5 milhões; colocou a lista dos deputados e a quantidade de recursos que receberam.
Com os recibos?
NM - Não, recibos não. Só o valor que cada um recebeu. Eu já tinha alguns DOCs. Colocou a relação de despesa que o Pratinha (Marco Aurélio Prata, contador de Marcos Valério) assinou, que tinha R$ 53 milhões que foram gastos pela SMP&B na campanha. Diz que gastaram pouquinho no enduro e o resto foi tudo para a campanha. Me passou a ação que ele tinha contra o Azeredo e o documento que o Azeredo deu plenos poderes para ele. O Azeredo deu muito poder para o Mourão.
Você já afirmou que esteve reunido com Marcos Valério e que ele tinha documentos contra tucanos graúdos...
NM - O Marcos Valério disse que tinha documentos contra o Fernando Henrique, contra o Serra. Disse assim: Olha Nilton, com aquela pilha eu arrebento a República.
Ele deu a entender que tinha operado dinheiro para a campanha nacional do PSDB?
NM - Foi praticamente isso que ele disse.
Em 2002?
NM - Sim. Disse que tinha vários políticos a nível nacional, não só de Minas Gerais.
O Marcos Valério repassou algum dinheiro para Cláudio Mourão?
NM - Eu já cheguei a presenciar um pagamento de R$ 350 mil com vários cheques da SMP&B para o Mourão. A secretária da SMP&B entregou o envelope para ele. Nós estávamos num carro, aí ela chegou com o envelope. O Cláudio Mourão estava sentado ao lado do Cleiton e eu estava atrás. Aí ele olhou o cheque e disse: graças a Deus agora...
Esse dinheiro foi para ele (Mourão) tirar o processo contra o Azeredo?
NM - Foi, totalmente. Lógico que foi para retirar o processo. Ele teve que tirar porque ia chegar num momento que teria que acostar documentos nessa ação. E as provas também eram contra ele. Então ele quis ganhar um tempo. Tirou o advogado Carlos Henrique e colocou outro advogado. Mas eu já tinha os documentos. Aí eu entreguei os documentos para a imprensa. Voou tucano para tudo que é lado. Eles gostam de meter o pau nos outros e esquecem que têm o telhado de vidro.
Você chegou a conversar com o Azeredo sobre o caso?
NM - Cheguei. Depois ele me pressionou, disse que eu estava com documentos que não podiam ficar nas minhas mãos, que ele iria me interpelar, que eram documentos particulares da campanha, que não sabia porque eu estava com isso.
Ele admitiu que conhecia o esquema de caixa 2?
NM - Ele sabia de tudo. O Cláudio falou comigo que ele (Azeredo) sabia de tudo que acontecia. Agora diz que não sabe. O interessante é que o Cláudio mudou muito. Agora assumiu todo o compromisso, porque ele é doido. Mudou a história porque recebeu dinheiro. O dinheiro comprou o silêncio dele. Hoje ele está um homem abonado, tranqüilo.
Quando você conversou com o Azeredo, ele se negou a fazer o acordo?
NM - O Azeredo falou que não devia nada ao Cláudio Mourão.
Ele falou que já havia repassado os R$ 700 mil para ele?
NM - Falou para mim. Foi onde eu descobri que tinha uma ação que o Cláudio Mourão entrou cobrando cerca de R$ 1,5 milhão do Azeredo. Aí eles chegaram num acordo e o Azeredo pagou R$ 700 mil para o Mourão com o cheque do Marcos Valério. O Azeredo falou: “Nilton, ele fez um recibo para mim, que ele não pode me cobrar. Eu não devo mais nada para esse cidadão”. “E outra coisa, Nilton: os carros que ele ficou, não eram dele. Ele tinha que ter vendido, entregado e pronto”. Ali é uma quadrilha. Ali é um roubando o outro.
Você está guardando alguma “carta na manga” contra os tucanos?
NM - Eu não sei, né...eu sou uma pessoa... do silêncio, né. Eu sou imprevisível (risos). Mas eu tenho muito fogo para esse povo. Não brinquem comigo. Eu já venho há muito tempo abastecendo a imprensa. E tudo provado. Prepare-se que eu ainda vou pegar gente grande. Não termino o meu trabalho só com o Azeredo. O Azeredo é peixe pequeno. Eu acho que ele tem que ser cassado mesmo. Eu só peço Justiça. Acho que tem que ser feita Justiça.
Você não tem medo da Justiça?
NM - Eu que denunciei o negócio da Cemig. Os jornais sempre tentaram me desqualificar. Não tenho medo da Justiça, não devo à Justiça. Pelo contrário, eles é que devem ter medo da Justiça. Eu, enquanto viver, vou lutar contra esse povo, tenho pavor deles. Não posso nem ouvir falar em PSDB. Considero o PSDB uma grande quadrilha organizada. Pior que essa máfia italiana. Se o presidente quisesse, muitos deles estariam na cadeia hoje. Não teria chance para eles.
E o que deve ser investigado?
NM - Eu acho que se for fazer uma varredura, por exemplo, no sistema Lloyd do Brasil, o que a quadrilha do PSDB, a organização criminosa fez na Lloyd, é um negócio de fazer horror, medo. Acabaram com os nossos navios, venderam a preço de banana. Foi dali que saiu parte do dinheiro da reeleição do Fernando Henrique Cardoso, com o Eduardo Jorge. É ali que está toda a estripulia. Aguarde que vai vir chumbo grosso, mesmo. O PSDB fez muito mais do que isso, o PFL também. Detonei a maior quadrilha do PSDB e PFL no Espírito Santo. Acabei com eles lá.
Diante de tudo isso, por que Azeredo ainda continua no Senado?
NM - É um absurdo! Um sujeito da pior qualidade como Eduardo Azeredo ser senador da República. Com certeza, fizeram algum acordão para mantê-lo lá até hoje. Não é possível! Este mau elemento era para estar na cadeia!

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Estadão mostra foto de Lênin e diz que é Stalin

Jornal OESP, edição de Domingo, Caderno de Cultura, pag. D4
Resenha de Ronaldo Bressane, sobre livro de Martin Amis.
Ilustrando o texto a foto de uma estátua do camarada Lênin; sob ela, a inscrição: "ESCULTURA DE STALIN".

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domingo, 27 de maio de 2007

Corrupçăo no Brasil năo é de hoje

Jasson de Oliveira AndradeAtualmente fala-se muito em corrupçăo. No entanto, ela năo é de hoje. Eduardo Bueno escreveu um livro, cujo título é: “A Coroa, A Cruz e a Espada – Lei, ordem e CORRUPÇĂO (destaque meu) no Brasil Colônia”. No início dos anos 1900, Rui Barbosa já se revoltava contra a corrupçăo, desabafando: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas măos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
Em 1954, Carlos Lacerda moveu uma ferrenha campanha contra o entăo presidente Getúlio Vargas. Por esse motivo, sofreu um atentado, com a morte do Major Vaz, que o acompanhava. Falou-se em “mar de lama”. Os chefes militares exigiram a saída dele. Para năo ser derrubado, Vargas suicidou-se no dia 24 de agosto de 1954. Tivemos Adhemar de Barros, que foi governador de Săo Paulo. Tornou-se conhecido pela “caixinha” e a frase: “rouba, mas faz”. No tempo da Ditadura Militar também houve corrupçăo. Só que năo era divulgada (havia a censura). O jornalista J.Carlos de Assis escreveu três livros, abordando o assunto. Entre eles “A Chave do Tesouro – anatomia dos escândalos financeiros: Brasil 1974-1983”. Gilberto Dimenstein, no livro “As Armadilhas do Poder – Bastidores da imprensa”, revelou, na página 117: “O mundo do poder, no Brasil, está abarrotado de histórias de primeiras-damas, capazes de influenciar o chefe do Estado – ou de provocar escândalos e desgastá-los. Alvo de uma bateria de mexericos sexuais, Yolanda Costa e Silva chegou a ser apontada em envolvimento em contrabando, apreço por rapazes jovens e presentes caros. Gostava de mandar e influenciar. Chegou a gravar, secretamente, as conversas do próprio marido, o presidente Costa e Silva. (...) Disseminou-se a versăo de que o derrame que atingiu Costa e Silva e levou-o à morte teve como um dos ingredientes a mulher, acusada de participar em negócios escusos. E năo foi acusada por adversários. Mas por gente influente do próprio governo como o poderoso general Muniz de Aragăo que, em relatório ao presidente, contou fatos sobre concorrências públicas envolvendo sua família” O autor fez outros relatos, mas fico neste. Mais recentemente, tivemos a prisăo de Paulo Maluf e o filho. No governo FHC, os supostos escândalos, principalmente das privatizaçơes, e a compra de votos para a reeleiçăo, năo puderam ser investigados em profundidade: năo se permitiu CPIs. O mesmo acontecendo com o ex-governador Geraldo Alckmin, que também impediu várias CPIs, principalmente da Nossa Caixa. Existem outras acusaçơes, como as suspeitas na secretaria do Trabalho, que foram noticiadas por um jornal de Mogi Guaçu. No primeiro governo Lula, tivemos os supostos “mensalơes” e outros casos, explorados na CPI dos Bingos.
Este ano duas Operaçơes da Polícia Federal tiveram repercussăo. A Operaçăo Furacăo ou Hurricane, em abril, que levou à prisăo banqueiros do bicho, desembargadores, delegados de policia, um juiz trabalhista e um procurador da República. Um dos suspeitos, Paulo Medina, é ministro do Superior Tribunal de Justiça. Um mês depois, surgiu a Operaçăo Navalha, com a prisăo de várias pessoas, principalmente políticos. O Estadăo designou-a como “Corrupçăo suprapartidária”, atingindo quase todos os partidos. Dois governadores săo suspeitos: Jackson Lago (PDT), do Maranhăo, e Teotônio Vilela (PSDB). Um ex-governador, José Reinaldo Tavares (PSB) foi preso. Dois prefeitos, Luiz Carlos Caetano (PT), de Camaçari (BA) e Nilson Aparecido Leităo (PSDB), de Sinop (MT). O “Estado” diz que 9 partidos estăo envolvidos: PT, PMDB, PSDB, PSB, PDT, DEM (ex-PFL), PPS, PP e PR (ex-PL).

O Fantástico apresentou imagens que mostram uma funcionária da Guatama, firma responsável pelo desencadeamento da Operaçăo Navalha, entrando no ministério de Minas e Energia com um envelope. A Policia Federal acredita que o mesmo contem R$ 100 mil. Em vista dessa suspeita, o ministro Silas Rondeau (PMDB) pediu exoneraçăo, que foi aceita pelo presidente Lula. Ele foi a primeira baixa do governo federal. Agora o PMDB apresentou o nome de seu substituto, ao que parece, um respeitável e competente técnico.
Este ano começou mal. Com duas operaçơes (Furacăo e Navalha) e muitas pessoas estăo sob investigaçăo, năo só políticos, mas também, o que é pior, do Judiciário. Será que teremos outras denúncias? Com os exemplos do passado e do presente, acreditamos que sim. Vamos esperar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Maio de 2007
Postado por Redaçăo Portal Mogi Guaçu









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quinta-feira, 24 de maio de 2007

Blog da Ocupação

Eu não tive muito saco para escrever nada aqui, então vou fazer uma sugestão ( apesar de meio tarde ) : nem sei se já terminou a ocupação da USP, mas aqueles alunos mantém um blog, e o link para ele está aqui.
É o Blog da Ocupação.

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quarta-feira, 23 de maio de 2007

Nada que uma boa conversa não resolva

Há muito estamos falando sobre a especulação imobiliária, a verticalização, a invasão por verdadeiras "Arcas de Noé" da Cidade de São Paulo, da maneira como conseguimos entender um problema, desde que o percebamos como tal.
Abaixo, vem um artigo publicado no Estadão, em 2005. À época, a Prefeitura era ocupada por José Serra. Vejam como são resolvidas as coisas, proletas.
SERRA QUER VENDER RUA POR R$ 1 MI
O prefeito José Serra quer pôr à venda um minibosque, cuja vegetação é preservada por lei e imune a corte, perto de uma das regiões mais valorizadas da zona leste de São Paulo, o Jardim Anália Franco. O maior interessado no terreno é um condomínio de casas de alto padrão que se apoderou da área pública há seis anos, incorporou-a ao seu terreno e, agora, tenta regularizar a ilegalidade.O projeto que autoriza a negociação da área por meio de licitação chegou à Câmara no dia 8. A Prefeitura avaliou o terreno em R$ 1,016 milhão - o preço de uma casa no condomínio. O Ministério Público Estadual (MPE), que investiga o caso desde 1999, é contra a venda e diz que a área está subavaliada.O centro de toda polêmica é uma área de 2.500 metros quadrados - o equivalente a duas piscinas olímpicas e maior que muitas praças da cidade - às margens do Córrego Rapadura. Oficialmente o local aparece no cadastro municipal como uma rua - Odete Gomes Barreto, criada em 1953. No entanto, nunca houve asfalto, calçadas nem iluminação pública, porque a vegetação é protegida.
Na prática, é um minibosque, usado pela vizinhança como espaço de lazer até a chegada do Condomínio Colonial Granville, do Grupo Waled. "Era uma espécie de chácara, bem bonita. Todo mundo costumava brincar lá", lembra Neide Nunes Oliveira da Silva, de 48 anos, que mora no bairro há 20. "Eu costumava pegar jacas", conta Maria da Glória Freire, de 68, que tem como vista a muralha do condomínio cercada por câmeras e arame farpado.
PROJETO FICTÍCIO
A invasão da área verde - item de destaque nos anúncios do Granville - chegou ao conhecimento do MPE após denúncias de que a empresa estava executando uma obra diferente da aprovada na Prefeitura. No projeto original, o bosque ficava fora dos limites do empreendimento. Seriam dois condomínios, um de cada lado do bosque, e haveria muros para separar os terrenos particular e público. Mas eles nunca existiram. Pior: o portão do condomínio foi feito na entrada da Rua Odete Gomes Barreto, incorporando de vez o bosque à área de lazer do empreendimento. "Esse é mais um exemplo do famoso jeitinho brasileiro. Primeiro faz e depois tenta regularizar", disse o promotor de Justiça do Meio Ambiente Geraldo Rangel de França Neto.No mês passado, depois de seis anos de investigação, a Promotoria elaborou um parecer. "Concluímos que se trata de uma área verde de interesse público e, portanto, deve ser devolvida ao Município", disse. "Por que privar a comunidade de usufruir de um bem dessa magnitude, especialmente naquela região, carente desses espaços? "Se o projeto for aprovado, o promotor promete questionar o valor de venda proposto pela Prefeitura. "Vou pedir revisão, porque esse não é o valor real. Não é uma área qualquer de 2.500 metros quadrados, mas uma área de atributos ambientais relevantes e isso tem de ser considerado."
A Promotoria sustenta que, se a venda for inevitável, o Município deve trocar o terreno por outra área verde no bairro, compensando a perda. Há anos a incorporadora tenta legalizar a situação. Uma das propostas foi a permuta da área por uma creche na região, rejeitada pela Prefeitura. Procurado pelo Estado, o Grupo Waled não quis comentar o caso.
Fonte : - O Estado de S. Paulo - 16/12/2005 - Metrópole
GRUPO WALED É GENTE FINA
Alguns dias depois desta matéria, o Estadão publicou outra, na qual mostrou-se que Serra desistiu da venda.
E em Junho de 2006, uma notícia mais alentadora, no Estadão:
SP já pode reaver área de condomínio

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Ato contra a Emenda 3 envolve mais de 5 mil bancários na Paulista

Milhares de trabalhadores protestam nesta quarta, dia 23, pela manutenção do veto presidencial
São Paulo - A mobilização dos bancários contra a Emenda 3 concentrou-se, nesta quarta-feira, dia 23, na Avenida Paulista e envolveu cerca de 5 mil trabalhadores das concentrações do Banco do Brasil (Superintendência), Bradesco (Prime) e Real ABN (matriz) além de diversas agências da região que tiveram abertura atrasada em 30 minutos. Nas concentrações os protestos tiveram início às 7h e se estenderam por mais de duas horas.As atividades fazem parte da série de protestos organizadas pelos sindicatos, pela CUT e demais centrais sindicais em favor da manutenção do veto presidencial à Emenda 3. Milhares de trabalhadores participaram de ato em frente a Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que defende a implementação da Emenda 3. Essa é a terceira manifestação contra a medida que pretende proibir fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de identificar empresas que mantêm relações de trabalho fraudulentas. Por meio da atuação dos fiscais é possível identificar trabalhadores contratados como pessoas jurídicas, mas que mantêm, na verdade, vínculo empregatício com a empresa.“
A cada dia fica mais claro a quem interessa a aplicação da Emenda 3. De um lado estão os trabalhadores que defendem o emprego com direitos garantidos, do outro, os empresários que buscam via afrouxamento da fiscalização, proposto pela Emenda 3, aumentar seus lucros por meio do barateamento da mão-de-obra, precarização do emprego e aumento das terceirizações”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
“Temos que nos mobilizar para estender as conquistas como reajuste salarial, PLR mais justa, mais segurança, mas é fundamental também manter os direitos conquistados.
Defender a manutenção do veto à Emenda 3 é estratégico, porque senão direitos como FGTS, 13º salário, férias, licença maternidade, entre outros podem ser desrespeitados”, reiterou.

Elisângela Cordeiro e Jair Rosa
23/05/2007

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Números da dengue

Saiu no dia 22, nos jornais, que o número de casos da dengue registrados na Capital, bateu o recorde de 2003, que foi de 760 casos durante o ano inteiro. Em 2004, foram apenas 10 casos
Números da Secretaria Municipal da Saúde, mostrados pelo Jornal do Commercio, contabilizam que, até 16 de Maio - ou seja, cinco meses - , foram confirmados cerca de 835 casos no município.
Os distritos administrativos ( acho que de Saúde Municipal ) que mais foram afetados pela doença são Raposo Tavares, Campo Limpo e Penha.
A explicação dada pela coordenadora do programa municipal de Vigilância e Controle da Dengue, Bronislawa de Castro, para o aumento de casos neste ano é emblemática: questão climática e a "propagação do mosquito em locais de urbanização precária e alta densidade populacional"; isso quer dizer que, ao invés de dizer a causa, ela apenas nos deu a constatação dos locais onde isso está ocorrendo ou seja, a conseqüência. Além do mais, falou o óbvio.
Números que faltam
Deve estar disponível no site da SMS, mas trata-se aqui, dos números dados pelo jornal retrocitado. Não foi mencionado o número de mortos até o momento.
Em 21 de Abril, o jornal DCI deu a mesma notícia, mas apontou que o número de mortes no Estado por dengue hemorrágica , de janeiro a abril, foi o mesmo registrado durante o ano todo de 2006: sete mortes.
Já a Folha de 08 de Abril, entrevistou um infectologista, Luiz Jacinto da Silva, professor da Unicamp. Ele disse, entre outras coisas, que "estamos observando um aumento dos óbitos por dengue" e "atendendo casos mais complicados da doença do que nos anos anteriores"; que existem três tipos de vírus disponíveis no mercado, e que isso resulta em formas mais agressivas da doença, na medida em que as pessoas são contaminadas por um e depois por outro tipo.
Na opinião do especialista, é besteira essa história de compor uma brigada anti-dengue, quando a doença já se espalha e se torna epidêmica. Segundo ele, o que funciona é um trabalho permanente e sistemático de controle da dengue.

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Zalim não gosta do que Zara fez.

Gazeta Mercantil, 22 de Maio:

Zara pede desculpas
A loja de departamentos espanhola ZARA pediu desculpas aos judeus por ter misturado algodão e linho em uma mesma peça. Os ultra-ortodoxos consideram a mistura incorreta por ser um híbrido contrário à natureza.
Para quê o pedido de desculpas? Que tipo de represálias a loja esperaria? Os judeus são civilizados, não?
Jamais agiriam como os muçulmanos, quando do episódio das charges de Maomé, em que estes se sentiram ofendidos.
Mas, me surpreende que os judeus ficassem também ofendidos por coisa de pouca monta.
É questão da fé, né?

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The Wrong Chords: Meus tempos de adolescente rebelde!!!



Que, alías, perduram até hoje.
Finalmente consegui uma forma de disponibilizar, a quem se interesse, algumas faixas das quais nosso duo - este que escreve, mais o talentoso João Paulo - produziu entre 1997 e 2001.
É rock instrumental.
( Já aviso, antes que percam seu tempo. )
Infelizmente, existem mais duas pessoas usando o nome "The Wrong Chords" na WEB, só que o nosso é mais antigo.
Na seção "DIVERSOS" do blog ( lado direito da tela ), está o BOX onde se poderá ouvir as faixas "Tio Velho" ( 1 ) e "The ballad of the lonely man" ( 13 ).
Não se assustem com a qualidade do som, pois não foram gravadas em estúdio, mas sim em garagem e cômodo de casa ( a segunda com um rádio-gravador, que pegou também os latidos de minha cadela Menina ).

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Hora do Povo e a Operação Navalha

Mais calúnias de “Veja”
A Polícia Federal desfechou, nos últimos dias, a denominada “Operação Navalha” (v. matéria nesta página), depois de um ano de investigações. Segundo o diretor de inteligência da PF, delegado Renato Porciúncula, a polícia ainda não distinguiu, nas ações dos arrolados na operação, o que é legítimo (por exemplo, diz o delegado, “as ações de deputados e senadores em busca de verbas”) do que não é – p. ex., o recebimento ou pagamento de propinas e subornos. Portanto, não têm base sólida, até agora, as acusações a tal ou qual parlamentar, e a tal ou qual ministro, governador ou prefeito, como se houvesse provas definitivas contra eles, pela simples razão de que essas provas ainda não existem. Em suma, não é nítido, até o momento, o caráter dos atos de cada um dos citados pela PF.
Até agora, o que parece seguro é que havia um esquema em torno de uma empresa, a Gautama, e de seu dono, Zuleido Soares Veras. O esquema da Gautama é mais uma herança de Fernando Henrique – os números do relatório da Controladoria Geral da União não permitem dúvida a respeito.
Esse é o resultado das apurações a que se pode conferir alguma certeza. Zuleido, realmente, não parece ser um São Francisco de Assis. Mas quais eram as suas reais ligações e quais foram os seus verdadeiros delitos, ainda não está completamente claro.
ILAÇÕES
Exceto isso, o resto são ilações indignas de qualquer jornalista que tenha orgulho da sua profissão. No entanto, aquela decadente publicação reacionária, a “Veja”, não se sentiu tolhida pela falta de provas. Afinal, desde que o sr. Bob Civita assumiu poderes absolutos em sua direção, a “Veja” nunca precisou de provas. Houve época em que até fabricou algumas - vide o caso do deputado Ibsen Pinheiro. Depois desse desastre, parece que preferiram dispensá-las de todo.
Assim, em três páginas, intituladas “Quadrilha de Autoridades”, os contemplados são o ex-presidente Sarney, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros, o governador da Bahia, Jaques Wagner, e ainda resta uma baixaria para a ministra Dilma Roussef.
Em todo o texto não há prova sobre nada, muito menos de que as personalidades mencionadas tenham alguma coisa a ver com o caso. Porém, “Veja” não tem escrúpulos em misturar, por exemplo, o nome de Sarney com o de alguns presumíveis picaretas. Diz ela que Sarney e Renan eram íntimos de Zuleido. Como íntimos? O que se está discutindo é um caso de suborno. Essa afirmação, portanto, somente tem a função de infamar gente sobre as quais não se tem provas. Mas a “Veja” não se detém diante desse obstáculo. Segundo ela, Sarney “abriu [a Zuleido] as portas dos governos do Maranhão, Piauí, Sergipe e Distrito Federal”.
O que quer dizer “abriu as portas”? A revista não explica. Evidentemente, é uma invenção esse poder de Sarney sobre os governos do Piauí, Sergipe e DF. Mas a verdade é que essa frase é apenas uma calúnia pusilânime, solerte, daquelas que o autor não assume abertamente. Se a “Veja” soubesse de algo ilícito por parte de Sarney, é claro que já teria publicado. Como não sabe de nada a esse respeito, simplesmente joga sua lama.
Ainda que o leitor o saiba, lembremos que Sarney é um ex-presidente da República, membro do Congresso Nacional desde 1955, várias vezes deputado federal, quatro vezes senador, presidente do Congresso, governador e presidente da República. Além disso, é escritor e membro da Academia Brasileira de Letras. Em uma trajetória de mais de 50 anos, passando pelos mais diversos governos, nunca houve nada contra ele. Nunca foi acusado de nenhum ato de corrupção, exceto quando, em 1988, Fernando Henrique & cia. tramaram contra ele a chamada “CPI da Corrupção” – e não conseguiram passar como prova os seus insultos. Posteriormente, quando essa gente subiu ao poder, viu-se quem eram os verdadeiros corruptos.
É evidente que não seria agora, com 77 anos de idade, e depois de mais de 50 anos de vida pública ilibada, que Sarney iria manchar sua biografia. Como, então, explica-se que alguns vagabundos que não fizeram qualquer coisa comparável à vida política de Sarney, se achem no direito de difamá-la, assim sem mais nem menos? Somente se explica pela peculiar moralidade de “Veja”, que se constitui em entregar-se aos nazistas do apartheid e contrabandistas de diamantes da África do Sul por alguns trocados (é verdade, leitor, não foi tão pouco assim). A difamação é exatamente o que os nazistas chamam de jornalismo.
Resta saber o porquê do atual surto. “Veja” é – como foi durante o último ano do governo Lula – o antro golpista mais descarado da mídia. Como tal, foi triturada nas urnas. Hoje, as mais diferentes – e, às vezes, inesperadas – pessoas manifestam um decidido desprezo por ela, o que não era comum há algum tempo.
APRENDIZ
A coalizão política formada por Lula é o resultado dessa vitória do povo. Ela representa o isolamento do golpismo e da reação. Assim, é essa coalizão que os golpistas tentam quebrar. Bastou uma operação da PF para que a “Veja” quisesse atacar algumas das figuras chaves para esta coalizão – em especial, duas do outro partido decisivo para a coalizão, o PMDB.
Esse é o objetivo dessa infâmia. Destinada mais uma vez ao fracasso e ao maior isolamento do golpismo. Mas, cá entre nós, leitor, perto de certos donos de revista, o Zuleido, mesmo que tudo o que falam dele seja verdade, é um mero e atrapalhado aprendiz.
CARLOS LOPES

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Paulo Nogueira Batista adverte sobre atual taxa de câmbio:

“Estamos ativamente engajados na exportação de produção, investimentos e empregos para o exterior!”
O economista Paulo Nogueira Batista Jr., diretor-executivo no FMI, considera que a valorização do real não é inevitável e que o governo pode fazer muito mais que “proporcionar compensações tributárias e creditícias aos setores industriais mais atingidos”. Para ele, “a primeira providência teria que ser uma aceleração do ritmo de queda dos juros. A taxa de juro no Brasil continua fora dos padrões internacionais e contribui poderosamente para impulsionar a valorização do real. A redução mais rápida dos juros traria outro benefício: diminuiria o custo de carregar as reservas internacionais, facilitando as intervenções do Banco Central no mercado cambial”.
“Parece estar ficando cada vez mais claro que os custos da valorização excedem as suas vantagens. O balanço de pagamentos continua forte. Porém a valorização persistente e crescente do real tende a provocar uma erosão gradual das contas externas”, diz Paulo Nogueira, no artigo “Dólar a menos de R$ 2!”, na Folha de S.Paulo.
Segundo o economista, “a taxa de câmbio apreciada prejudica também o nível de atividade, especialmente no setor industrial. Ela deprime, como se sabe, a competitividades das exportações e estimula a substituição de produção nacional por importações”.
“O real forte estimula a migração de investimentos de empresas brasileiras para o exterior (e desestimula investimentos estrangeiros produtivos no país). Primeiro, porque representa aumento do poder de compra do real em termos de moedas estrangeiras (e encarecimento do custo de investir no país). Segundo, porque estimula as filiais de empresas estrangeiras a transferir atividades para países com condições cambiais mais favoráveis à exportação. Até empresas de capital nacional têm feito esse movimento para escapar ao real forte e a outros componentes do ‘custo Brasil’”, sublinha.
Resumindo a adversidade do câmbio, afirma Paulo Nogueira: “estamos ativamente engajados na exportação de produção, investimentos e empregos para o exterior!”

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segunda-feira, 21 de maio de 2007

United Fruit, CIA e os golpes ( Artigo de Newton Carlos de 2001 )

É o seguinte: no Sábado eu estava pela manhã procurando por artigos deste grande analista internacional, o jornalista Newton Carlos. E me deparei com esse que vem a seguir.
À tarde, quando passava por uma banca, fui filar o jornal de Domingo, que já havia chegado.
No caderno MAIS, saiu uma matéria sobre o livro de um jornalista que fala sobre a United Fruit e seus modos para manter suas plantações de bananas, que calhavam de ser países independentes. Para passar por cima deste mero detalhe, a empresa ajudava a CIA a dar golpes de Estado. Como achei muita coincidência, resolvi trazer o artigo de Newton Carlos, públicado na Revista Fórum, em 2001.
Os cachorros estão soltos
por Newton Carlos
Com a revogação da lei que proibia os agentes da CIA de atentar contra as vidas de personalidades estrangeiras o caminho fica ainda mais livre para ações arbitrárias em nome da democracia
A 20 de outubro de 1970 o carro do general René Schneider, comandante do exército chileno, foi interceptado por um grupo armado que pretendia seqüestrá-lo. Schneider reagiu e acabou assassinado. A ação era parte de empreendimento maior. Conspiradores nativos, insuflados e equipados pela CIA, o serviço de inteligência dos Estados Unidos, procuravam desestabilizar a eleição de Salvador Allende. O tiro saiu pela culatra. O sacrifício de Schneider só fortaleceu, entre os militares, o legalismo de seu chefe. O Congresso confirmou Allende por ampla maioria. Traumatizados com a violência, mesmo políticos conservadores trataram de distanciar-se das células entregues a um terrorismo até então incomum no Chile, já na mira das armadilhas da Guerra Fria.
A CIA, sucessora do OOS, centro de espionagem na Segunda Guerra, surgiu em 1947. Desde o seu nascimento enfrentou uma dúvida. As operações encobertas, ou sujas, como a no Chile, podem chegar a assassinatos de personalidades estrangeiras? A primeira executada em território latino-americano consumiu dois anos, de 1952 a 1954. Destruiu à força, por meio de exército de mercenários contratados pela CIA, raro período de constitucionalidade na Guatemala. Livro escrito por Gerald Haines, em 1997, comprova que a CIA chegou a propor o assassinato de dirigentes guatemaltecos eleitos. Não foi necessário. Desembarque anfíbio, com cobertura aérea, desalojou o regime que contrariava interesses do gigante bananeiro United Fruit, da qual a Guatemala era colônia, segundo Theodore Drapper.
Depois da queda do ditador Ubico, em 1944, presidentes eleitos e embalados no antinazismo se imaginaram autorizados a "modernizar" a Guatemala. Fazer, por exemplo, uma reforma agrária. A United Fruit queixou-se em Washington e a Casa Branca colocou a CIA em campo. O próprio presidente norte-americano Dwight Eisenhower confessou-o em suas memórias. A invasão da Guatemala provocou um trauma continental. Documentos a respeito ficaram lacrados até 1997. Mas cinco anos antes, temendo as repercussões da liberação inevitável, a CIA contratou um Ph.D., Nicholas Cullalher, abriu arquivos escolhidos a dedo e mandou que escrevesse a versão oficial, intitulada Operation Presucess. Cullather rebate críticas com o seguinte argumento: a ação deve ser vista "como parte de um padrão global de atividades comunistas", não num contexto guatemalteco.
O general Schneider e o próprio Allende, três anos depois, foram vítimas da continuidade desse "presucess". Com um aditivo. A CIA tomou parte num assassinato. A caçada a Fidel Castro se fazia na penumbra e assassinatos anteriores permaneciam encobertos. Os assassinos de Schneider, todo mundo ficou sabendo, receberam armas da CIA. Jornais americanos contaram isso. O Congresso americano acabou proibindo por lei atentados contra as vidas de personalidades estrangeiras. Isso foi em 1970.

No livro A Bíblia Envenenada, saga africana da família de um missionário americano, a autora mostra como Patrice Lumumba, eleito o primeiro governante do Congo libertado, caminhava pelas aldeias do seu país e era saudado como redentor. Mas o nacionalismo de Lumumba era rastreado pela CIA.
Ludo de Witte, historiador belga, revela agora como Estados Unidos, Bélgica e Inglaterra (o império falido que tornou-se sócio menor dos americanos) conspiraram para acabar com Lumumba. O Congo havia conseguido a independência da Bélgica em 1960. Em setembro do mesmo ano Eisenhower disse ao ministro do Exterior inglês, Lord Home, que gostaria de ver Lumumba "cair num rio cheio de crocodilos". Em 1961, aconteceu a execução brutal, com recheios de desumanidades. Os tiros de misericórdia foram dados por um pelotão de fuzilamento comandado por oficiais belgas. São histórias que saem aos poucos de arquivos selados.
Embora eleito segundo padrões ocidentais, Lumumba foi carimbado e assassinado como ameaça aos interesses do Ocidente. Gabriel Kolko, em alentado estudo, comprova que os Estados Unidos usaram seu arsenal de anti-sovietismos para minar ou destruir movimentos nacionais do Terceiro Mundo. É preciso "reconfigurar" a Guerra Fria e incluir entre seus componentes a CIA no encalço de nacionalismos nem sempre simpáticos a Moscou.
Em seus oito anos de Casa Branca Eisenhower, além de dar "cobertura" ao golpe da Guatemala e de assassinar Lumumba, também patrocinou o assassinato de Mossadegh, no Irã, em 1953. No país, agentes da CIA disfarçavam-se de "comunistas" e colocavam bombas em casas de personalidades islâmicas. A radiografia da operação, considerada modelo, está num dossiê publicado pelo New York Times. Era preciso destruir o primeiro-ministro Mossadegh. Ele havia nacionalizado o petróleo e poderia bandear-se para os russos, com presença secular no Irã. Hoje sabe-se que Mossadegh e os comunistas mal se falavam.
A invenção de comunistas não ocorreu só no Irã. O livro Bitter Fruit, ou fruta amarga, revela como eram montadas "manifestações comunistas" em frente a hotéis onde se hospedavam jornalistas estrangeiros convidados a constatar a "comunização" da Guatemala. Eisenhower formalizou a acusação de que o país centro-americano, com a raridade de um governo eleito democraticamente, tornara-se cabeça-de-ponte de Moscou. A OEA reuniu-se na Venezuela, sob a ditadura de Peréz Jimenez, com a única alternativa de engolir a versão americana.
Essa viagem ao tempo vale como lembrança. E como alerta. Até porque o Congresso americano acaba de revogar a lei aprovada após o assassinato do general René Schneider, que proibia atentados contra as vidas de personalidades estrangeiras. A justificativa é a luta contra o terrorismo. Soltos os cachorros das guerras sujas, segundo o Washington Post, com a liberdade de ação dada à CIA.

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Porque Alckmin é bem avaliado

( Acertando na mosca. Ou no mosquito, que é o que estamos precisando. )

Jasson de Oliveira Andrade
O governo Alckmin sempre foi bem avaliado, segundo as pesquisas. Por que essa boa avaliaçăo? Porque a mídia era-lhe favorável. Agora essa mesma imprensa que o endeusava está desmascarando a administraçăo alckmista. Pior. Quem o faz é o atual governador José Serra (PSDB). A Folha, de 3/5, em manchete, divulga: “Assalto a bancos foi o dobro do divulgado”. Nesta reportagem, Gilmar Penteado revela: “O governo de Săo Paulo [Serra] anunciou que vai fazer a revisăo de TODAS AS ESTATÍSTICAS (destaque meu) criminais divulgadas desde 2004. A medida foi adotada depois que a recontagem de um dos crimes, o roubo a banco, identificou o dobro de ocorrências divulgadas pelas gestơes Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (DEM, ex-PFL).” Continua o jornalista: “Pelas estatísticas oficiais da Secretaria da Segurança Pública, foram 487 assaltos a banco no Estado de 2004 a 2006. Com a revisăo, o número de casos passou para 1.053 (566 a mais)”. Gilmar Penteado ouviu o secretário Ronaldo Marzagăo, que declarou: “Năo esperávamos essa grande diferença. O novo índice fala por si só e recomenda uma revisăo geral”. (...) Marzagăo năo quis falar se houve má-fé com o objetivo de manipular os dados para baixar as estatísticas. “Nem penso nisso. Tudo será apurado”. Ouvido, também, o ex-governador Lembo declarou: “Năo sei porque mexer no passado. Nem Deus pode mudá-lo”. Alckmin năo foi localizado. Está nos Estados Unidos.
O leitor deve estar lembrado que a propaganda do governo Alckmin, năo só na época das eleiçơes para presidência da República, mas nos anos que as antecederam, batia na Segurança, mostrando, repetidamente, estatísticas. Queria demonstrar que tudo estava bem nesse setor. Tive oportunidade de escrever artigos desmentindo essa propaganda. O tempo se encarregou de mostrar que minhas observaçơes eram verdadeiras. Infelizmente. No entanto, muita gente acreditou nas estatísticas!Outra propaganda eficaz para a imagem de Alckmin. A recuperaçăo do rio Tietê. Esta obra também foi muito repisada. E muito mostrada. Era a obra do século. Agora a verdade está aparecendo. O Estadăo e a Folha publicaram no mesmo dia, 17/5, editoriais, que por coincidência tinham o mesmo título: “Retrocesso no Tietê”. No Editorial do Estadăo: “Os resultados positivos alcançados nos últimos anos pelo Projeto Tietê retrocederam e o nível de oxigênio das águas do principal rio de Săo Paulo voltou aos patamares de 90”. Já a Folha, no editorial, afirma: “Quinze anos depois de iniciado o projeto de despoluiçăo do Tietê, a qualidade da água do rio piorou em 2006 e, em alguns trechos, retornou aos mais baixos índices históricos, registrando até ausência de oxigênio, o que inviabiliza a vida da fauna”. Luiz Antonio Magalhăes, no artigo “O Tietê de Alckmin era uma farsa?”, comentou: “Os dois jornalơes paulistas publicaram nesta semana editoriais sobre a questăo da despoluiçăo do Rio Tietê, obra que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) tinha enorme orgulho de apresentar. Em praticamente 15 anos, o estado de Săo Paulo já investiu a nada módica quantia de US$ 1,5 bilhăo – parte deste total com dinheiro emprestado de bancos internacionais. O resultado de acordo com os editoriais da Folha e do Estadăo, é um fiasco: o nível de poluiçăo voltou no ano passado aos patamares do início dos anos 90”. O jornalista ainda acrescenta: “os jornalơes publicaram no mesmo dia os editoriais sobre o assunto e foram na mesma linha de culpar os habitantes de Săo Paulo e năo os governantes, pelo descalabro em que o rio se encontra”. Magalhăes encerra assim o seu artigo: “Alckmin concorreu à presidência vendendo a imagem de bom moço e gerente competente. O bom mocismo continua intacto, mas a imagem do “homem que faz” e líder do choque de gestăo em Săo Paulo, essa o pessoal do governo Serra está cuidando de destruir completamente. Na segurança, os dados eram falsos e hoje se sabe que havia muito mais assalto a banco do que o antigo governo registrava; a linha 4 do Metrô vinha sendo feita na base das gambiarras, em uma irresponsabilidade que culminou na tragédia da rua Capri; na Educaçăo, a “aprovaçăo continuada” já foi logo descontinuada pela equipe de Serra. Na verdade, difícil mesmo é achar um setor em que houve continuidade em relaçăo ao que vinha sendo feito no governo anterior. Essa estranha relaçăo entre Serra e Alckmin ainda vai dar muito o que falar...”Alckmin foi bem avaliado porque “mascarava” seu governo. Agora, graças ao governo Serra e à imprensa que o endeusava, estamos tomando conhecimento da verdade. Como o eleitorado paulistano irá julgá-lo em 2008, caso seja candidato a prefeito da Capital? A conferir.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Maio 2007

Postado por Redaçăo Portal Mogi Guaçu

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domingo, 20 de maio de 2007

Operação Navalha: Nunca antes na história desse país se prendeu tanto!!!

O noticiário sobre a mais recente operação da Polícia Militar, a Operação Navalha, de acordo com editorial da Folha deste domingo "Não poderia ser mais eclética" por conta da "composição partidária dos acusados", que contém políticos de partidos da base de apoio do governo federal e da oposição a ele. Um governador do PSB do Maranhão, um prefeito do PSDB de Mato Grosso, um prefeito do PT da Bahia, sobrinhos do governador do PDT maranhense, filhos de um ex-governador sergipano do DEM e um deputado do PMDB do Distrito Federal.

Claro que na manchete de capa da edição da Folha em questão, como de costume, só apareceu o acusado do PT. E no portal de internet UOL, pertencente ao jornal, a manchete que permaneceu o sábado quase inteiro dizia que Lula estaria "preocupado" com as ações da PF.

Para o cidadão que não se preocupa muito com política - e que compõe a maioria dos brasileiros -, a notícia que a grande imprensa está passando é a de que o governo Lula, mais uma vez, é alvo de escândalo. É uma "notícia" fugaz e, inclusive, pretende sê-lo. Não dá para sustentar essa tese muito tempo. E não dá para ficar citando muito a mesma Polícia Federal que a imprensa tucana, vira e mexe, acusa de "petista", como no caso da conclusão de investigação dessa mesma PF que determinou que os pilotos americanos do jatinho Legacy que bateu no avião da Gol no ano passado, foram os culpados pelo desastre.

A PF "petista" que mídia e oposição dizem existir quando alguma de suas investigações incomoda o PSDB - como no caso Daslu, em que essa mídia disse ter havido "espetáculo" da PF porque seu flagrante atingia, de alguma forma, o ex-governador Geraldo Alckmin - não é a mesma PF que, republicanamente, incomoda petistas. Mas, enfim, acredito que até o tucano mais empedernido reconhece que a PF de Lula trabalha como não trabalhou em governo algum desde que foi criada, pois incomoda tanto o partido do governo (que a controla) quanto a seus adversários.

Evidência ainda maior de que as instâncias de investigação controladas pelo Estado funcionam com absoluta seriedade e transparência sob o governo petista de Lula é a forma limpa, democrática e apartidária com que o procurador-geral da República age em relação a quem o nomeou. A independência de Antonio Fernando de Sousa (o procurador-geral) fez com que fosse citado incessantemente pela mídia e pela oposição para atacarem Lula e o PT.

Quando os tucanos governavam o país e mandavam na Polícia Federal, ela era um instrumento de perseguição dos adversários políticos deles e jamais incomodava alguém vinculado ao PSDB. Vejam que a PF, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial de 2002, vencida por Lula, foi instrumentalizada para derrubar a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, através do flagrante de uma montanha de dinheiro como a do caso do "dossiê antitucano". A foto da dinheirama foi exibida fartamente na imprensa até demolir a candidatura de Roseana, então ascendente, abrindo caminho para a candidatura Serra, posteriormente derrotada. E não vamos nem gastar tempo com o procurador-geral da República indicado por FHC, que ficou conhecido como "engavetador-geral da República".

É por isso que me declaro satisfeito por ter votado e continuar votando no PT. Quando ele está no poder, é fiscalizado pela Polícia, pelo Ministério Público e pela mídia de uma forma como os políticos de direita, quando estão no poder, não são, pois nomeiam apaniguados para chefes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. E nem preciso dizer que a mídia, quando a direita está no poder, é dócil como um gatinho. Claro que não preciso dizer, mas digo.
( Do blog de Eduardo Guimarães, publicado sob o nome original "Por que votar no PT" )

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sexta-feira, 18 de maio de 2007

Verba publicitária do governo federal

Só vou pinçar alguns números, de um gráfico que o Propaganda&Marketing publicou em sua edição de 30 de Abril, sobre a verba que o governo federal tem gasto em propaganda nos últimos 8 anos, e que foi divulgada por um instituto denominado "Instituto de Acompanhamento de Publicidade". Exceto por aqueles radicais tipo o Vinícius, para quem não deveria existir esse tipo de destinação orçamentária, é comum que pensemos que tais gastos podem ser demasiados e que poderiam ser reduzidos. No caso do divulgado - e da forma como foi apresentado - deu-se a entender que nunca antes nesse país se gastou tanto com publicidade governamental.
Mas os números que quero destacar e confrontar com outros são:
Investimento em mídia
Em Jornal
2000 - R$ 181.195.857,24
2006 - R$ 96.803.001,51
Em Revista
1999 - R$ 86.155.206,70
2006 - R$ 81.806.999,06 ( chegando a R$ 105.369.930,29 em 2005 )
Em Rádio
2001 - R$ 110.018.398,95
2006 - R$ 115.705.719,48
O que eu quero dizer com isso?
Basicamento, o óbvio: estatísticas e números podem ser avaliados de acordo com nosso interesse. Médias são números enganosos e números absolutos podem e devem ser analisados e contextualizados. Os totais podem até ser maiores, mas não é tão simples assim. O leigo deve ter atençaõ redobrada, antes de sair por aí simplesmente repetindo as coisas.
Na rúbrica "revista", por exemplo, o governo Lula aumentou o dispêndio para 2005, mas gastou menos que Fernando Henrique em 1999.
A verba para jornais, sofreu um corte escandaloso: em 2000 Fernando Henrique gastou "x" e, em 2006, Lula havia cortado esse gasto pela metade ( X/2 ). O que nã deve ter agradado em nada os Marinho, Frias e Mesquita. Ah, os Mesquita saíram, né?
Interpretar melhor esses valores é imperativo, ainda mais agora que a vEJA e o JB estão "denunciando" o favorecimento ao glorioso Hora do Povo pelas verbas publicitárias do governo.

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Aprendendo com quem sabe.

Essa aqui saiu no Propaganda&Marketing no mês de Abril. Hoje, como não estou conseguindo pensar em nada, resolvi escrever agora.
"Universidade de Brasília passa a ter a cátedra Victor Civita de Edição de Texto em Revista no seu curso regular de jornal.
Aula inaugural foi proferida por Roberto Civita, filho de Victor e editor e publisher da Editora Abril. Jornalistas da Abril vão participar do projeto."
( Propaganda&Marketing, edição 2148 )
Vinícius, já pensou: aula da Camilinha?
"Oficina de Artigos Difamatórios"
"Pode mentir. O patrão paga."

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Artigo sobre o show dos Racionais no Virada Cultural ( do site Caros Amigos )

São Paulo, show dos Racionais na Praça da Sé, expectativa de um puta show acontecer.
Pois é, aconteceu mesmo, mas não como o esperado porque a polícia, ilustríssima polícia, conseguiu inverter o jogo e chamar mais a atenção que o próprio Mano Brown.
Na quinta ou quarta música do show, lá pelas 5 da manhã– a galera alvoroçada com a lucidez das rimas dos Racionais – começou a pancadaria.Show lotado, todo mundo se esmagando para conseguir ver aquela figura persistenteno palco, a galera cantando alucinada as músicas que falavam da dura realidadeenfrentada pelas periferias, pelo Capão Redondo, Jardim Rosana, o Fundão.
Era um troço foda para quem, como eu, nunca tinha assistido a um show dos Racionais. Mano Brown sobe no palco e de cara fala algo sobre as atitudes sinistrasda polícia em relação à periferia. A galera concorda em peso porque quemestava ali não era um monte de playboyzinhos universitários como no show anterior do Nação Zumbi, e para quem a polícia, em maior escala tenta ser eficiente. Quem estava ali, salvo algumas exceções, eram os manos, as minas das periferias que convivem com essa polícia incoerente, repressiva, vingativa e corrupta que nasce para cuidar de bens, patrimônios e não de vidas humanas.
Alias, pelo jeito que nos trataram, nem éramos gente mesmo, éramos uma massa sem rosto, sem vida, sem alma. Éramos algo próximo de uma boiada que se amontoava para fugir dos “tiros de borracha” das pistolas policias. Essa polícia que no dia seguinte do show disse à imprensa que estava ali para conter as “guerras”, as arruaças dos possíveis baderneiros do show.
Porém, quem eram esses arruaceiros, maloqueiros, ladrões, etc?
Eram pobres, subordinados, pretos, marginalizados em geral. Pessoas que na sociedade não possuem valor, que causam ojerizaaos cidadãos de “bens”, aos privilegiados que em muitos casos só se aproximam dessa massa periférica porque essa é seu funcionário, seu subordinado, os lavadores de seus banheiros em shopping center, que são isentos de qualquer subjetividade.
Pobre nem nome tem, tem cargo, e de fato, cargos de subordinação aos cidadãos de “bens”. Quem já prestou atenção nas letras dos Racionais pôde notar que as letras são de fato violentas, que tem tiro, cocaína, crack e morte, porém, isso é parte do retrato de uma realidade cruel que não é exposta na mídia com teor de verdade. Essas letras não são violentas à toa, elas são violentas porque a violência está no cotidiano dessas pessoas que se identificam comas letras e clamam por justiça.
O que incomoda os policias e as classes médias é que as letras dos Racionais trazem uma realidade que quase ninguém quer ver. Elas plantam em cada um daqueles atentos fãs a consciência da situação em que vivem. Claro que a classe média, os universitários que estavam no show da Nação Zumbi não querem ouvir aquelas letras violentas, não faz o menor sentido aquilo tudo, porque não vivem essa realidade de assassinatos cometidos por policiais, onde os corpos amanhecem nas ruas e a única explicação possível encontrada pelos moradores dessas regiões periféricas é de que “os PMs mataram mais um”.
A classe média tem a polícia atendendo seus condomínios de luxo e sua ocorrência policial de furto de automóvel. Para eles sim a polícia pode parecer um pouquinho mais eficiente, porém pra pobre e favelado, aí a coisa começa a complicar. Quem são esses policias para os marginalizados? São exatamente o contrario do que são para os cidadãos que possuem os “bens” e as propriedades. Os policias para os pobres são os agentes das mortes de quem se ama, violam a dignidadede crianças e adolescentes que crescem revoltados com tais atos. Situações essas recorrentes nas periferias e que não apresentam punição aos culpados. São os famosos crimes cometidos por “ninguém”, ou seja, crimes que não causam a menor comoção nacional.
Naquela multidão que foi amassada e na qual eu também estava, me doía essa cegueira coletiva da classe média, esses polícias que em comunhão com a mídia transformam seres humanos ricos em peculiaridades, em bandidos baderneiros.
Existe uma guerra civil camuflada por trás desse discurso de paz para todos. Paz pra quem? Pra classe média que está sendo achatada e mesmo assim se endivida para tentar manter uma posição que não possui mais? Somos parte da mesma crueldade de tal sistema econômico voraz que avassala qualquer possibilidadede paz.
No caso das periferias se toma consciência mais rapidamente que o restante da população, principalmente por ser ela que sofre os danos mais diretos dessa extrema desigualdade social dos novos tempos.
Os Racionais e outros grupos de rap nascem para denunciar essas porcarias todas que a desigualdade social produz. Eles possuem um novo discurso que desconstrói crenças institucionalizadas por grande parte da população e restauram a dignidade desse povo maltratado e humilhado cotidianamente.
Anna Carolina Botelho Takeda é estudante, professora de literatura e membro do Fórum de Hip Hop e Poder Público.

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quarta-feira, 16 de maio de 2007

A estética do engavetamento

Essa é curta, tô lendo no DCI de 09/05.
A obra de restauração que houve na Estação da Luz, cujo término foi em 2005 terá de ser refeita. Isso consta num Termo de Ajustamento do Conduta firmado entre o MPF e a CPTM. Essa obra, recordemos, foi realizada no governo Alckmin, e vistorias realizadas ( aqui não fala quando ocorreram essas vistorias ) pelos órgãos de defesa do patrimônio histórico dos três âmbitos da administração pública detectaram os erros que terão de ser corrigidos.
No site da CPTM eu só achei notícias de quando começaram os trabalhos. Sobre a correção agora decidida, não consta nada.

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Especulação imobiliária: de olho nesse projeto da Prefeitura.

Fica difícil acompanhar decentemente. Não é de hoje que nós aqui falamos sobre este suposto "boom imobiliário". Só que, até por motivo de deficiência material, nosso objetos e objetivos são bem mais modestos. Não dá para falar sobre esses lançamentos imobiliários, tipo condomínio-bunker, com conhecimento de causa. Só mesmo a pulga atrás da orelha, já que a mídia em geral tem, digamos, comemorado os números como se fossem os principais interessados nisso tudo. No mais, apenas fico a lamentar a metamorfose pela qual vem passando a região onde resido, outrora bairro 90% residencial horizontal, com casinhas e tudo mais ( ou menos ) e, com a vinda de prédios, bancos, automóveis, novos sobrados construídos em terrenos de casas antigas derrubadas, sobrados geminados, condomínios horizontais de LEGO, e por aí vai, mais ou menos o que tem ocorrido na cidade, só que em menor escala. Mas os efeitos negativos se fazem notar. Moro aqui há mais de 30 anos, e me sinto um estranho no lugar.
Digamos que um monte dessas novas construções estejam fora de algum padrão permitido. Se os boatos que correm estão certos, haveria uma anistia que iria favorecer os irregulares, bastando deles uma contrapartida "social", tipo uma redução de danos. Que, aliás, teriam sido causados por eles mesmos.
A Prefeitura pediria uma pracinha, uma ruazinha e pronto. Os dois andares ou três construídos a mais estariam com sua dívida paga com a sociedade. De acordo com o Jornal da Tarde e o Estadão ( cujas matérias a respeito foram publicadas em 15 e 14/05 respectivamente ) este TCU ( Termo de Compensação de Conduta ) prevê uma anistia "irrestrita" a todos os imóveis que têm área construída superior ao permitido pela legislação ( JT ) . Urbanistas ouvidos pela repoprtagem dos jornais, disseram ser contra essa anistia.
Obviamente, a matéria do Estadão parece mais completa. Vejamos:
Já começa falando que a tendência dos megacondomínios dominou os lançamentos nos últimos quatro anos.
Não fala como era antes desse período, que coincide com o início do governo Lula. Pode parecer insignificante mas, se existir, como afirma o Giba Um, um processo de "esquentar dinheiro" usando o mercado imobiliário, isso pode ter a ver com a forma como a Polícia Federal vem trabalhando também a partir do início do governo Lula gerando receio e uma corrida para trazer a grana para o Brasil de volta. E, dependento da quantidade de dólares que retorna ao país, pode muito bem contribuir para forçar a queda do dólar, tal como vemos hoje.
O título da matéria, no caderno METRÓPOLE é uma graça: "Plano Diretor limita condomínios".
Sim. Por sua própria natureza, o Plano Diretor limita ( ou não ) um bocado de coisas. Que notícia é essa? Seria o mesmo que dizer "a água molha". Um título mais apropriado poderia ser: "Prefeitura de São Paulo planeja anistia a megacondomínios irregulares".
Fica parecendo que, a partir desta decisão ( e só agora, a partir desta decisão ) , a construção e desenvolvimento deste tipo de empreendimento sofrerá algum tipo de controle e, ainda por cima, autoritariamente. Na verdade, conota algo negativo, tipo "Prefeitura não deixa empresários trabalhar e gerar empregos".
Esses megafeudos, se pudessem, disporiam de alguma cúpula geodésica intransponível que os protegeria das impurezas do mundo externo e evitaria que o ar puro que emana de seus belos parques vazasse para fora de seus muros, já que são eles que pagam por esse luxo.
Também é digno de nota, o fato de que qualquer folheto, desses que propagandeam os lançamentos desse vulto, mostra espaços-gourmand, quadras de golfe e tênis, garageband, salão de festas, parque privativo ( siiiicc!!! ) e outros luxos e comodidades.
E mostra também que, ao contrário desses prédios ocupados pelo movimento dos sem-teto, não existe preocupação alguma em ali instalar alguma biblioteca ( Valeu pelo toque, Luci!! ) . Provavelmente porque os cidadãos de bem que lá irão se encastelar não precisam de leituras e livros, uma vez que são cidadãos de bem. Só o Lula é que é ignorante.
Pois bem. Já me encheu o saco. Não dá para tratar de forma superficial e, nem que eu soubesse, faria um ensaio acadêmico sobre isso neste blog.
Se alguém quiser, deixe alguma nota, crítica ou complemento, e que estenda o assunto.

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Editorial do Hora do Povo - ed. 2567

“vEJA” recolheu-se, nesta semana, mas como certos elementos alojados em veículo de menor expressão houveram por bem corroborar seus insultos contra nós é oportuno relembrar o significado da relação do HP com o MR8.
O HP não pertence ao MR8, mas existe há 27 anos e chegou ao número 2.567 - duas mil quinhentas e sessenta e sete edições - graças ao apoio das forças políticas democráticas, que não se curvam à monopolização da mídia; aos milhares de leitores e colaboradores que nos enviam textos e sugestões de pauta; e a um abnegado corpo de redatores que trabalha praticamente de graça para produzir as matérias do jornal, tendo que dividir o seu tempo com outros afazeres para colocar na mesa o feijão nosso de cada dia. Muitos deles são militantes do MR8 - o que muito nos orgulha. E seria impossível fazer o jornal, nas condições em que ele é feito, sem o concurso de uma militância aguerrida.
Todas as forças políticas nacionais conhecem o HP de longa data e sabem que é assim que ele funciona. Sabem que o HP é um órgão livre e independente, que não emite opinião mediante favores de qualquer espécie, e que já provou enfrentando bombas e cadeia, quando isso foi necessário, que é capaz de sustentar as suas opiniões e divulgar seu noticiário sob céu claro ou nebuloso, com o vento a favor ou contrário.
Nunca nenhum político ou quem quer que seja se queixou de ter sido chantageado pelo HP. E nunca ninguém tentou nos seduzir vendendo facilidades. Porque o HP não disfarça suas simpatias e antipatias, e não confunde hipocrisia com “objetividade jornalística”. Nossa linha editorial é muito clara: aqueles que pela sua atuação prática se confrontam ou passam a contrariar as forças que representam os interesses do imperialismo norte-americano, tornando-se por isso mesmo alvo de seus ataques, são nossos amigos. Os que compactuam com elas não são.
Esta é a razão pela qual a Hora do Povo possui um número de leitores crescente. E, assim como todos os demais veículos que compõem a imprensa independente no Brasil, não deve ser discriminada no acesso à publicidade oficial.
A luta pela democratização da mídia está em curso. É natural que os interesses contrariados lavrem o seu protesto, valendo-se dos métodos compatíveis com a sua estatura moral.

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Deixa morrer!!!

Confesso que bebi. Acho que bastante, não lembro bem. Quem me conhece, sabe.
Nunca me deixei levar por propaganda, ainda mais aquelas porcarias que promovem cerveja.
Aqui em casa nós chegamos, até mesmo, a desenvolver uma espécie de índice que mede a qualidade da propaganda veiculada na TV.
É o índice "comercial de cerveja": quanto pior a propaganda, mais próxima de parecer um comercial da bebida.
"Essa aqui poderia ser um comercial de Skol", disse eu, assistindo a um spot publicitário de um carro ou shampoo.
"Não, não. O "lúpulo de neanderthal" está mais de acordo com a proposta deste. Quem acredita numa besteira dessas?", retruca outro.
Pois é. Como se já não nos bastasse sermos obrigados a comprar um monte de besteiras caras, inúteis ou superestimadas em sua importância para conseguirmos a felicidade, ainda temos que ser convencidos, por meio de peças fantasiosas e mentirosas, de sua capacidade em transformar-nos em bonitões-fortões-bronzeadões ou ( no caso das mulheres ) em garotas de programa gostosonas.
É o que todos desejamos para nossas vidas, não é?
Festeiros full-time, com o pique todo, "curtindo a vida", sempre rindo ( muito ) a valer.
E os garçons? Sempre sorridentes, solícitos, felizes e muito humildemente gratos por estarem participando daquela festa toda. Praia. Sol. Calor. Carrões.
Saúde 100%. Tudo em cima. A galera se diverte a valer.
O mundo é bem assim, não?
Gostei deste Ministro Temporão. Já está lidando com tabus delicados. Quero ver quando ele se decidir a enfrentar o problema do consumo de drogas sob o prisma da saúde pública. Sofrerá saraivadas inclementes.
Quero trazer ao destaque merecido a fala do papa, quando este se manifestou a respeito do comércio e consumo de drogas.
Esqueceram simplesmente de dizer que, lamentando o entorpecimento das pessoas, Bento 16 também mencionou o consumo de álcool, cujos fabricantes de tantas verbas para publicidade dispõem. As manchetes fizeram que parecesse com que o papa falasse diretamente ao Marcinho VP e aos traficantes de cocaína. Não foi isso que eu ouvi.
Pois bem. Agora o ministro se vê às voltas com as "críticas" vindas de alguns artistas, que saíram em defesa do Zeca Pagodinho, garoto-propaganda de marca de cerveja e de si mesmo, no papel de um malandrão cachaceiro. Parece que Temporão chamou-o de "patético", por sua participação nessas propagandas.
Tô lendo aqui no Diário de São Paulo de ontem que a Alcione defendeu o Zeca. Olha só o que, de acordo com o jornal, ela teria dito:
"Patético é ele, [ que não sabe ] dar conta da saúde deste país [ e fica falando besteira ]. [Tem ] que prestar mais atenção na saúde, que está mal (...)".
Chega. Acho que já deu. A Marrom pode muito bem defender seu colega de modalidade musical. Mas que o faça bem. Não ficar proferindo uma cornucópia de frases-feitas e lugares-comuns, o óbvio.
"A saúde não está bem...", é uma generalidade tão inócua, que deveriam ter cortado seu microfone na rádio ( Globo, do Rio ), tão logo terminasse a frase.
"Tem que (sic)", é uma bela maneira de não dizer nada, fingindo dar uma opinião contundente. Não tem sujeito, nem ação. Que tá ruim, até o ministro sabe, sem precisar da sambista.
"Patético é ele ( o ministro ) 'que não sabe' dar conta da saúde deste país (...)", falou a iconoclasta sem, no entanto, lembrar que o cara tá lá há só 2 ou 3 meses ( se é que ela sabe disso, ou de que haja um Ministro da Saúde no Brasil ) , já se indispôs com fabricantes de medicamentos anti-aids e sua mídia que não tem remédio; e que, no fundo, tanto faz para ela pois se ( hipoteticamente ) , esse ministro tivesse "salvado" a saúde desse país, ela jamais iria procurar saber, pois tais ídolos populares fogem de temas complexos, o que é bem melhor para eles, senão passarão vergonha. Um exemplo: uma dessas revistas de fofocas que custam 1 real, tipo Viva Mais, tascou em sua capa, há mais de um ano, a frase de Thiago Lacerda: "Roberto Jefferson é meu ídolo ( ou herói, não lembro )!". A entrevista é duplamente patética.
Prosseguindo: como é de praxe, a sambista apelou para a cumplicidade do povo pobre e sofrido ( e provavelmente consumidor de Zeca Pagodinho e cerveja ), questionando o porquê de Temporão se voltar contra Pagodinho, insinuando que seria pelo "sucesso" do pagodeiro, "que já foi favelado e agora esta bem" ( sic! ). Só faltou dizer que o ministro sentiria inveja do inchadão, um recurso muito comum, geralmente utilizado para amealhar a solidariedade e a cumplicidade de um povo materialista, hedonista, infantilizado e mesquinho mas que, graças a Deus, em sua maioria não dispõe de recursos materiais para satisfazer seus caprichos e desejos inconseqüentes, imediatistas, individualistas e frívolos. O Zeca está bem de ( e na ) vida, tá ganhando dinheiro e isso é o que basta.
Ministro Temporão: faça o que tiver de fazer, e deixa ele ( e quem mais quiser ) se acabar na cirrose e na demência. Ele tem plano de saúde privada.






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Jornalistas grampeados!!!! Inceitável ataque às liberdades individuais!!!!

Na Colômbia, o plano antiterrorista de George Bush está a todo o vapor!
Para combater o inimigo islâmico fundamentalista e garantir a segurança do povo norteamericano, o Patriot Act baixado pela Administração fundamentalista cristã de George Bush restringiu certas liberdades ( consolidadas e dadas como pétreas ) de seus concidadãos e eleitores.
Estratégicamente, garantiu um aliado latinoamericano na luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas internacional ( que movimenta bilhões sem o conhecimento dos bancos centrais dos países; ou mesmo dos bancos comuns, que não se interessam por quantias tão ridículas ) , o colombiano Uribe, notório cidadão de bem e empresário bem sucedido, por seus próprios méritos.
O Plano Colombia, exitosa parceria entre os dois países, visa coibir a produção e o comércio de drogas a partir do país sulamericano, cuja batalha sangrenta contra a milícia comunista FARC já dura décadas.
As FARCS, como se sabe, são um movimento armado que visa instituir um governo marxista na América do Sul e seu financiamento vem da extorsão e do tráfico de drogas. Também são signatárias do famigerado Foro de São Paulo ( juntamente com o PT, outra sigla comprometida com os mesmos objetivos ) e dominam geograficamente grande parte do país, na base do terror.
Não há evidências da existência de milícias de extrema-direita no país, ou que estas ajam praticamente da mesma forma que se atribui às FARCS, e nem da proximidade entre elas e o presidente Álvaro Uribe
É para combater esse estado de coisas, que a Colômbia conta com um serviço de inteligência qualificado e patriótico.

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