terça-feira, 31 de julho de 2007

Mais Lu Fernandes

CAMINHADA NESTE DOMINGO, EM SÃO PAULO, HOMENAGEIA AS VÍTIMAS DE ACIDENTES AÉREOS E EXIGE SOLUÇÕES
Com saída às 9 horas do Monumento às Bandeira, no Ibirapuera, e chegada ao local do acidente da TAM, uma caminhada vai homenagear todas as vítimas do caos aéreo e os bombeiros e reivindicar soluções urgentes para a crise. Os organizadores sugerem que os participantes vistam-se com preto e levem flores.Uma caminhada partindo do Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera, neste domingo, dia 29 de julho, às 9 horas, com destino ao local do acidente da TAM, homenageará as vítimas de acidentes aéreos e os bombeiros, cujo trabalho é constantemente elogiado pelos envolvidos, e dará início a mobilização nacional pela segurança aérea. A iniciativa envolve entidades como a ABRAPAVAA (Associação Brasileira de Parentes de Vítimas de Acidentes Aéreos), CRIA Brasil (Cidadão, Responsável, Informado e Atuante), Campanha Rir para não Chorar, Casa do Zezinho, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Brasil Verdade, Instituto Rukha e Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade.
Sob caos aéreo há mais de dez meses, sem perspectivas de solução a curto prazo, e mais de 350 mortos, os brasileiros devem, segundo os organizadores, expor publicamente o seu repúdio e exigir do governo soluções imediatas para inibir os abusos a que todos os passageiros e famílias estão sendo submetidos. Para a caminhada, os organizadores sugerem que os participantes usem pelo menos uma peça de roupa na cor preta e que levem flores para homenagear as vítimas.O ponto de encontro será no Monumento às Bandeiras, em frente ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, às 9 horas do domingo ( 29 de julho ). De lá, os manifestantes seguem em direção às avenidas República do Líbano, Indianópolis e Moreira Guimarães para então chegar até a avenida Washington Luís, em frente ao Terminal de Cargas da TAM Express.
Em anexo, segue a íntegra da convocação.
Mais informações com Marcio Neubauer ( Cria Brasil ) pelo telefone 8353.8882 ou com Maria Fernanda Rodrigues ( Lu Fernandes Escritório de Comunicação ) pelo telefone 3814.4600

Dados da Notícia
Data da inclusão: 25/07/2007
Empresa:
LU FERNANDES EDITORA & ESCRITORIO DE COMUNICAÇÃO
Data do Evento : 29/07/2007
Estado: SP
Fone: (11) 3814-4600
E-mail:
camilasantos@lufernandes.com.br
Ramal:
Editorias:
Terceiro Setor , Geral , Cultura
Fax: () -
Contato: CAMILA SILVA DOS SANTOS

Troca de favores suspeita
Ugo Braga
Correio Braziliense
12/3/2006
Secretário da Prefeitura de São Paulo contrata empresa de antiga sócia para prestar serviços a José Serra ao custo de R$ 1,3 milhão ao ano. Sérgio Kobayashi e Lu Fernandes negam irregularidades
Quando o jornalista Sérgio Kobayashi foi convidado pelo então prefeito eleito de São Paulo José Serra (PSDB) para a Secretaria de Comunicação, em dezembro de 2004, pensava que sua tarefa duraria seis meses, no máximo um ano. O cargo, criado na gestão Marta Suplicy, centralizava todo o poder sobre as verbas de publicidade e sua missão era extingui-lo. Na semana passada, 14 meses depois da posse, ele deu o trabalho por encerrado. Reestruturou a secretaria, pediu exoneração e foi embora. Mas deixou na gaveta a primeira mácula da administração Serra: no exercício do cargo, Kobayashi contratou a empresa de uma antiga sócia, a jornalista Lu Fernandes, e destinou a ela uma gorda fatia dos R$ 30 milhões anuais que sua caneta poderosa controlava.
Lu Fernandes é jornalista de prestígio em São Paulo. Na juventude, militou no Partido Comunista quando a legenda sobrevivia na clandestinidade. Em 1991, abriu o Escritório de Comunicação. É uma empresa de assessoria de imprensa. Há 15 anos, figura entre as maiores do ramo.
O Escritório de Comunicação não é a única pessoa jurídica da qual Lu Fernandes detém cotas. Ela também é sócia da Editora Barcarolla. Criada em novembro de 2003, a Barcarolla só saiu do papel efetivamente em março do ano seguinte, mês em que a firma admitiu um novo sócio, justamente Sérgio Kobayashi — cujo prestígio no meio editorial é reconhecido desde quando presidiu a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo nas gestões tucanas de Mário Covas e Geraldo Alckmin.
Cobertor Em duas oportunidades ao longo de 2005, em maio e em dezembro, a assinatura de Kobayashi chancelou a contratação do Escritório de Comunicação pelas secretarias municipais de Serviços (subprefeitura da Sé, a principal da capital) e de Transportes. Nesta, a empresa atua junto à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e junto à SPTrans — estatal entregue pelo prefeito Serra ao PPS, legenda sucessora do antigo partidão no qual Lu Fernandes militou.
Neste tipo de negócio, detalhes sobre valores são relativamente escondidos. Não há registro de um único centavo saindo do tesouro municipal em direção ao caixa do Escritório de Comunicação. Porque ele é subcontratado pelas agências de publicidade que atendem aos órgãos da prefeitura — Agnelo Pacheco Comunicação no caso da subprefeitura da Sé e Rino Publicidade na área de transportes.
Contatada pela reportagem, a própria Lu Fernandes informou que os dois contratos lhe rendem R$ 112 mil mensais, ou R$ 1,3 milhão por ano — equivalente a 4% do orçamento da prefeitura para a área de publicidade, o que não é pouca coisa. Ela, entretanto, rechaça qualquer menção a tráfico de influência. “Eu fiz todas as campanhas do Serra, sou amiga dele, estranho seria se eu não fizesse nada com o Serra”, argumenta. “Além do mais, o Sérgio Kobayashi não era mais sócio da Barcarolla quando me contratou, passou só quatro meses na empresa.”
Dois em um Esta informação precisa ser bem medida e bem pesada. Porque Kobayashi foi admitido na sociedade em março de 2004 e, segundo registros na Junta Comercial do estado de São Paulo, retirou-se no dia 17 de janeiro de 2005, 16 dias depois de assumir o cargo na prefeitura. Portanto, passou bem mais do que os propagados quatro meses. Mais que isso, a despeito de ter se afastado de direito, de fato, sua imagem ajuda a empresa até hoje, visto que no site mantido pela Barcarolla na internet, ele figurava como um dos ilustres donos até as 22h25 da última sexta-feira.
A Barcarolla não é uma editora do primeiro time. Praticamente recém-nascida, tem apenas 18 títulos lançados. Mas guarda enorme ligação com o Escritório de Comunicação: funciona no mesmo endereço dele — Avenida Pedroso de Morais, número 631, 11º andar, no bairro de Pinheiros – e atende no mesmo telefone. Pode-se dizer que o sucesso de um ajuda o outro e vice-versa.
Procurado pelo Correio, Kobayashi negou qualquer favorecimento ao Escritório de Comunicação. Diz que foi sim o responsável pela contratação porque isso fazia parte de suas atribuições na prefeitura. Mas que a empresa da amiga Lu Fernandes apresentou o melhor projeto e o melhor preço numa pesquisa feita pelas agências de propaganda junto a outras assessorias de imprensa. Ele não lembra quais foram essas empresas nem qual preço cobraram. Até o fechamento desta edição, a assessoria do prefeito José Serra não havia retornado aos chamados da reportagem para esclarecer o assunto.
Entrevistas
Lu Fernandes - Ligações antigas
A jornalista Lu Fernandes admite manter ligações antigas com José Serra, mas nega que tenha sido beneficiada pelo ex-sócio e secretário do prefeito ao ser contratada para fazer assessoria de imprensa a órgãos municipais. A seguir, trechos da entrevista que concedeu por telefone ao Correio:
Você é sócia do Sérgio Kobayashi? Ele foi meu sócio, mas não no Escritório. Foi na editora (Barcarolla), que é uma editora pequena e absolutamente deficitária. Ficou sócio três ou quatro meses. Minha empresa é outra coisa, não tenho sócios, sou dona dela há 15 anos. Eu pessoalmente faço assessoria para o Serra em todas as campanhas desde 1987. Trabalhei com o Serra na campanha da prefeitura. E eu tenho duas contas, duas contas grandes, diga-se de passagem, de assessoria de comunicação e de imprensa.
Na prefeitura, Kobayashi dava a palavra final sobre a contratação das assessorias, não? Não. Minha relação com o Andrea (Matarazzo, subprefeito da Sé), por exemplo, é anterior. Minha relação com o Fred (Frederico Bussinger, secretário de Transportes), também. Nós nos conhecemos desde 1975, no Partido Comunista Brasileiro.
A Barcarolla tem alguma relação com a Imprensa Oficial? Não, está maluco? Nada. A Imprensa Oficial é cliente da minha outra empresa, do Escritório de Comunicação, já faz quatro anos.
Quando você começou a atender a Imprensa Oficial, o Sérgio Kobayashi era o presidente? Era, era sim. Foi exatamente lá que a gente se conheceu profissionalmente. Comecei a atender no último ano do Sérgio como presidente e continuo lá até hoje. Cliente, eu não perco.
Houve favorecimento na sua contratação pela Prefeitura de São Paulo? Não, é claro que não, porque a gente era sócio em uma coisa que não tem nada a ver com o meu Escritório.
Sérgio Kobayashi - “Eu assinava as ordens”
Também por telefone, o ex-secretário municipal de Comunicação de São Paulo Sérgio Kobayashi falou ao Correio. Há algumas pequenas divergências no relato dele em relação ao da ex-sócia Lu Fernandes. A seguir, os principais trechos da entrevista.
O senhor é sócio da Lu Fernandes? Ela tem duas contas grandes na prefeitura, não? Não, ela é minha amiga há mais de 15 anos, fomos sócios, mas me desincompatibilizei da editora (Barcarolla) logo que assumi o cargo na prefeitura. A empresa da Lu tem a (subprefeitura da) Sé e os Transportes.
Como era o processo de contratação de assessorias de imprensa na prefeitura? Você dava a palavra final? Dava, eu é que assinava todas as ordens de serviço. No caso da Sé, a agência que atende, a Agnelo Pacheco, fez uma pesquisa e a empresa da Lu apresentou o melhor case e o menor preço. Sempre optamos pelo menor preço. No caso dos Transportes, ela tem a conta, na verdade, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que é uma empresa de economia mista. Eles foram contratar, me consultaram e eu concordei. Poderia argumentar pelo veto, mas concordei.
Em algum momento o senhor se sentiu impedido, do ponto de vista ético, de estar contratando a empresa de uma sócia sua? Não. Ela não era mais minha sócia. E eu não posso prejudicar as pessoas só porque são minhas amigas, assim como não posso prejudicar ninguém porque são minhas inimigas.
É verdade que o senhor deixou a prefeitura e foi direto trabalhar no Escritório de Comunicação Lu Fernandes? Não, de jeito nenhum. Fui dar aula e prestar consultoria. Abri minha própria empresa, a Sérgio Kobayashi Comunicação, e estou fazendo uns projetos.

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O CATA-MILHO fazendo propaganda gratuita: Veja o portfólio do Escritório de Comunicação Lu Fernandes

Criação e produção editorial de house-organ para a CDHU.
CDHU
Um processo de revitalização transformou a CDHU em 2001. Responsável pelo maior programa habitacional já realizado no Brasil, a companhia passou boa parte de sua vida mais preocupada em produzir obras do que em construir uma imagem institucional sólida. Um período de grande turbulência apontou a necessidade de a corporação rever esta posição. Realizada pelo Escritório de Comunicação, uma consultoria traçou as diretrizes para a companhia mudar radicalmente sua imagem corporativa. O trabalhou idealizou ações e posturas para transformar desde a comunicação interna e externa da companhia até mudar o relacionamento com mutuários, parceiros, prefeitos, associações de moradores e a comunidade. O primeiro passo foi reformular a política do setor de comunicação. Um comando único começou a estabelecer metas comuns aos subsestores envolvidos na comunicação - assessoria de imprensa, eventos, publicidade e propaganda, publicações - para divulgar com rapidez e uniformidade as realizações da empresa. Usando com eficácia todos os meios disponíveis, o setor passou a aproveitar o potencial de cada ação, etapa e programa. Simultaneamente, a companhia instituiu um Comitê de Comunicação formado por representantes de todas as diretorias para identificar demandas, sugerir ações e mobilizar a atividade de cada gerência, formatar grandes eventos como sorteios, entregas de chaves, lançamentos de programas. Ao investir na comunicação interna, o Escritório lançou o jornal "CDHU Gente" para integrar os funcionários da empresa e o fac-símile semanal "Movimento Regional" para disseminar informações sobre as ações dos escritórios regionais da companhia espalhados pelo Estado. Paralelamente, a companhia passou a fazer seminários e palestras para melhorar a capacitação de seu corpo funcional.O setor de comunicação começou a padronizar e produzir material de divulgação e apoio pedagógico - publicações, vídeos, folders, folhetos, cartilhas - para tornar mais freqüente e produtiva a relação da empresa com seus públicos. Dentro deste espírito, a CDHU lançou campanhas de mobilização estadual. Dirigida a 13 mil família, a primeira divulgou a quitação da casa própria para mutuários com contratos vinculados ao Fundo de Compensação das Variações Salariais. Já a segunda campanha foi mais ampla: divulgou as vantagens para 100 mil mutuários inadimplentes regularizem a situação de suas prestações junto à CDHU.
1ª Virada Cultural - Secretaria Municipal de Cultura
Com apenas 15 dias para planejar a divulgação, o Escritório de Comunicação assumiu em outubro a divulgação da 1a Virada Cultural de São Paulo. Montamos uma Central de Imprensa no Escritório e conseguimos resultados expressivos de exposição na mídia - mais de três horas de inserção em noticiários de TV e de mais de 250 notícias impressas (inclusive matérias de até duas páginas como no caso de O Estado de SP e Folha), além de 4 horas e 30 minutos de cobertura nas emissoras de rádio e outras 354 menções em sites, em apenas quatro dias, nosso trabalho envolveu várias atividades. A análise de mídia, por tipo de veículo, nos remete a inserções que, em termos de espaço pago, representariam investimentos de mais de R$ 20 milhões. Para coroar o trabalho de divulgação, a Virada foi assunto do Bom Dia São Paulo e do Bom Dia Brasil, da TV Globo, no dia seguinte.Outro ponto altamente positivo foi o site da Virada, com releases e notas on-line durante as 24 horas de programação, servindo de pauta e material para jornais, revistas, rádios, sites e tevês.
2ª Virada Cultural - Secretaria Municipal de Cultura
A divulgação da segunda edição do evento, realizada nos dias 20 e 21 de maio bateu recordes de exposição na mídia nos principais veículos de todo País, mesmo passando por um período complicado com os primeiros ataques do PCC em São Paulo. Foi essencial reverter a situação de medo, garantir que o evento aconteceria e colocar a mídia ao nosso lado. Com resultados expressivos de exposição na mídia - mais de 800 notícias impressas (matérias nos principais jornais do País, inclusive de páginas) e sites, destaque para edições caprichadas de O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, além dos dez motivos da ir à Virada publicados pela Revista Veja São Paulo. Durante a divulgação preparamos mais de 50 releases diferenciados e inúmeras sugestões de pautas que foram enviados de acordo com o interesse por mailing e veículo, procurando atender aos interesses de várias editorias e manter noticiário da Virada. Durante o evento colocamos online no site 106 destaques, inclusive durante a madrugada.A Virada foi assunto de vários telejornais e programas das principais emissoras de tevê e destaque no Bom Dia São Paulo no dia seguinte ao evento, com entrevista ao vivo do secretário de Cultura. Os resultados em todas as mídias - impressa e eletrônica - superaram as expectativas mais uma vez, inclusive com o apoio da mídia à decisão corajosa dos organizadores em manter o evento. De modo geral, a mídia não se limitou à cobertura do evento em si, com forte veiculação antes e depois de sua realização.


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O protesto de Doria Jr.

Mauro Santayana
Temos que entender a ira de certas parcelas da classe média. A situação lhes é ainda favorável, mas elas se sentem estimuladas, pelo preconceito contra o operário, a organizar-se para os protestos vazios.

O Sr. João Dória Júnior é um promotor de eventos, e vive disso. Não consta que ele tenha promovido quaisquer eventos, sem levar algum – entre eles a passeata de madames, com seus respectivos cães, pelas ruas de Campos do Jordão. São notáveis os encontros anuais de celebridades que organiza na ilha de Comandatuba, pagos pelas bolsas mais recheadas e generosas do grande empresariado nacional e multinacional. Seu pai, parlamentar nacionalista, foi também grande publicitário. O Sr. Dória Júnior, ligado ao setor, sabe o valor das comissões, e sempre leva a sua parte, como é natural nesse tipo de atividades. Por isso, cabe a pergunta: alguém teria pagado pela organização da passeata dos ricos e dos alienados da classe média, realizada domingo em São Paulo? Quem seriam esses financiadores?Business is business, e cada um se vira como pode. Mas não vale a pena discutir o Sr. Dória Júnior, cujas atividades são públicas. O que temos a considerar é o que está por detrás desses movimentos. Depois de várias tentativas, como as do Movimento “Quero Mais Brasil”, insistem nos mesmos métodos usados pela direita em nosso país em 1964 e no Chile, em 1973. Mas só os néscios podem encontrar semelhanças entre aqueles tempos e os nossos. É bom começar pela situação internacional. Naqueles anos, em plena guerra fria, os Estados Unidos, assustados com a perspectiva de que o exemplo de Cuba se alastrasse pelo continente, empenharam-se em comprar os parlamentos e os exércitos de todos os países. O pai do Sr. Dória foi dos que denunciaram a ação dos agentes norte-americanos e seus cúmplices nativos e, por isso, teve seu mandato cassado. Hoje, a situação é outra. Embora se preocupem com a Venezuela de Chávez e com a Bolívia de Morales, os norte-americanos não se encontram tão preocupados assim com o Brasil. Seus negócios não são ameaçados aqui, mesmo porque eles perderam a posição que tinham no passado, tendo em vista a invasão dos capitais ibéricos à América do Sul. Eles tentam agora estabelecer melhores vínculos, comerciais e políticos com o Brasil, e contam com o governo Lula, que lhes está abrindo a perspectiva de contar com um vasto canavial em terras nacionais. Ao contrário do que se pensa, eles farão tudo para garantir a estabilidade do atual governo, em que podem confiar. Há quem veja, na crise aérea, alguma coisa parecida ao lock-out dos caminhoneiros no Chile de Allende. É preciso lembrar que Allende procurava construir realmente um sistema socialista no Chile. Como era democrata, acreditava, sinceramente, que era possível realizar o seu projeto sem violar o sistema eleitoral republicano. Contava com o apoio das grandes massas populares que se sentiam estimuladas a defender a nova dignidade adquirida. Estive em Santiago em março de 1973, quando se realizaram as últimas eleições parlamentares vencidas pela esquerda. A situação econômica, infelizmente, era desastrosa, em conseqüência da intervenção solerte dos Estados Unidos e da fuga de capitais que se seguiu. Amedrontados, os pequenos burgueses deixavam o país, e era possível comprar apartamentos por menos de mil dólares em Santiago. O abastecimento era precário, mas os trabalhadores não haviam perdido nada – mesmo porque, em qualquer lugar de Nossa América, os trabalhadores quase sempre não têm o que perder. Ao contrário, estavam, mesmo com as dificuldades do mercado, comendo melhor. Recordo-me de haver visitado, em seu gabinete, o Ministro do Trabalho, Luis Figueroa, que eu havia conhecido em Praga anos antes. Figueroa, como velho comunista, sentia o perigo no ar. Tentava conter os extremistas, muitos deles agentes provocadores a serviço de Washington. Ele me disse que a economia chilena era vulnerável, baseada na mineração, cujos preços estavam sob controle dos cartéis dos grandes compradores, os principais jornais chilenos se encontravam sob o comando das grandes famílias, aliadas aos ianques. E que a pequena classe média, que antes parecia solidária com os trabalhadores, estava, em razão disso, mudando de orientação. Era necessária uma decisão rápida: ou se impunha logo o sistema socialista, ou se moderavam o discurso e a ação do governo. O fato é que ele via incompatibilidade entre o processo eleitoral, já viciado, e o projeto de socialismo. O aprofundamento das medidas revolucionárias não lhe parecia possível, porque não se podia confiar na fidelidade das Forças Armadas chilenas. Sai de seu gabinete certo de que o sonho acabaria logo, depois de termos almoçado frugalmente, em sua própria mesa de trabalho, com os dois pratos de comida trazidos de um restaurante popular, próximo do Ministério.Ao despedir-me, Lucho, como era conhecido, abraçou-me dizendo “a ver se todavia nos vemos en la vida”. Não nos vimos. Exilado na Suécia, Luis Figueroa morreria três anos depois. Naquele clima, não foi difícil aos golpistas manobrar com as minorias da direita organizada. No Brasil, seja por que razões for, a situação é outra. Embora os problemas sociais ainda sejam graves, com a disparidade terrível entre ricos e pobres e a acumulação acelerada do capitalismo, a miséria está sendo combatida. É claro que seria melhor dar empregos do que subsídios da Bolsa-Família, mas – conforme dizia Herbert de Sousa, o Betinho, quem tem fome, tem pressa. Pouco a pouco estamos vencendo dificuldades muito antigas, como a da mortalidade infantil. A Pastoral da Criança é a mais efetiva ação de solidariedade de nossa História, com o envolvimento da própria população pobre. Temos que entender a ira de certas parcelas da classe média. Elas têm vivido como vivem os ricos europeus. Contavam – e ainda contam, mesmo com menos facilidade – com servidores domésticos dóceis e mal pagos. Durante os governos militares, puderam comprar apartamentos e construir casas com juros subsidiados pelo BNH. Durante o governo passado, puderam consumir mercadorias importadas a preços irrisórios, em conseqüência de moeda supervalorizada pelo artifício dos mais altos juros do mundo. A situação lhes é ainda favorável, mas elas se sentem estimuladas, pelo preconceito contra o operário, a organizar-se para os protestos vazios.O apelo contra a corrupção é o mais cínico de todos. Temos o dever de combater toda e qualquer corrupção de todo e qualquer governo. Há ladrões no governo Lula? Que os identifiquemos e os denunciemos ao Ministério Público e à Polícia Federal. Devem ir para a cadeia, como quaisquer delinqüentes. Mas os partidos que estão, por detrás do Sr. Dória Jr., manipulando a alienação e a desinformação da classe média, não têm lastro moral para combater a corrupção. Todos eles tiveram e têm os seus corruptos. No dia em que soubermos o que houve durante o governo chefiado pelo PSDB, o mundo cairá sobre as nossas cabeças. O que se dizer do comportamento ético do PFL, que um dia foi PDS; do PDS que um dia foi Arena; da Arena que um dia foi UDN? Que desfilem as madames, se possível levando seus cãezinhos de estimação. O Sr. Dória Júnior que fature o que puder faturar em sua atividade de promotor de festas. Só podemos discordar do verbo usado. Uma coisa é “cansar-se” de ver um trabalhador no poder. Outra é cansar-se, como se cansam os operários e lavradores, de trabalhar a vida inteira e aposentar-se com menos de um salário mínimo. Os agitadores da classe média alta não podem estar cansados, pelo simples fato de que não sabem exatamente o que é trabalhar. Enquanto eles passeiam, com cães ou sem cães, o Brasil nada deve ao FMI, a dívida externa é inferior às reservas internacionais, as exportações crescem, e o povo vive bem melhor. E, mais ainda, os empresários nacionais (com a exceção dos incompetentes) estão satisfeitos com a administração da economia.

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Mauro Bragato renuncia após pedido de cassação pela Procuradoria Eleitoral

HORA DO POVO
Acusado de envolvimento com a máfia da CDHU e com a cassação do seu mandato pedida pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP), o deputado Mauro Bragato se afastou da liderança do PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo. O tucano desligou-se do cargo durante o recesso parlamentar para evitar alarde da decisão. Como é de praxe, os seus colegas na Casa disseram que o afastamento foi uma decisão particular e negaram que houve pressão para a sua saída com a intenção de minimizar os prejuízos causados pelas denúncias de corrupção.
A situação de Bragato começou a se complicar no mês de maio, quando a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo desmontaram uma quadrilha que agia superfaturando e dirigindo licitações da CDHU na região de Presidente Prudente. Depoimento dos envolvidos e o livro-caixa da empresa pivô do esquema, a FT Construções, apontam que o então líder do PSDB recebia propinas mensais da empresa. O Ministério Público denunciou que constava no livro da empresa 30 anotações com as iniciais “MBR” (Mauro Bragato) ao lado de valores entre R$ 1.500 a R$ 4.000 (totalizando R$ 115 mil) e a sigla “QLN”, que segundo funcionários significava “quanto levo nisso”.
Antes do recesso parlamentar, uma ação orquestrada pelo governo de São Paulo e por seus aliados na Assembléia conseguiu impedir a instalação de uma CPI para investigar os escândalos da CDHU e a abertura de um processo no Conselho de Ética contra o deputado. Bragato contava com as férias para que o caso fosse esquecido.
No entanto, uma ação ajuizada pela Procuradoria Eleitoral no dia 16 de julho e trazida à tona no dia 30, pedindo a cassação do mandato do tucano, foi determinante para ele pedir o afastamento do cargo de líder. A ação da PRE se baseia na principal alegação de Bragato para fugir da condenação, ou seja, o pequeno patrimônio de R$ 6.540, segundo a sua declaração de bens na Justiça Eleitoral.
Para o leitor pode parecer estranho que um deputado tenha um processo de cassação por não possuir bens. Mas não é. O problema é que o mesmo deputado, que propalou nunca ter reunido patrimônio em seu nome em décadas de vida pública, fez uma autodoação de R$ 40 mil para fechar as contas de sua campanha, um valor 511% superior ao seu patrimônio. Ou seja, a sua única defesa foi um tiro no pé, pois mostrou que o deputado usa de subterfúgios para se sustentar e para manter o patrimônio invisível.
Para se desvencilhar da denúncia que fez contra si, Bragato tentou remendar dizendo que conseguiu o dinheiro emprestado com um amigo e que pagaria em duas parcelas de R$ 20 mil. Questionado se não pagaria juros, disse não se lembrar. A um jornal, Bragato disse que pediu o dinheiro para um agiota. Mesmo diante da possível cassação, o ex-líder tucano disse não temer porque “fiz tudo direitinho, como manda o figurino”.
ALESSANDRO RODRIGUES

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Serra não explica o Metrô desabado e pontifica sobre desastre do Airbus

Disse que o problema era o excesso de tráfego aéreo mas está contra construir novo aeroporto
Serra, que há sete meses esquiva-se de qualquer satisfação à sociedade pela cratera da privatizada Linha 4 do Metrô, que tragou pessoas, casas e carros sem que ninguém até agora tenha sido responsabilizado, tem falado pelos cotovelos sobre o acidente do avião da TAM. Colocando lenha no fogacho golpista, ele é contra tudo que o governo federal propõe. No lugar, não propõe nada. É contra até a abertura de capital da Infraero, logo ele, privatista consumado.
HORA DO POVO
Tragédia do Metrô faz 200 dias e ninguém foi responsabilizado
No entanto, Serra fala pelos cotovelos sobre o acidente do avião da TAM. Cratera da Linha 4 do Metrô-SP engoliu casas, carros e pessoas
Quando esta edição chegar às bancas haverá 200 dias que ocorreu o desabamento da Linha 4 do Metrô de São Paulo. Uma coisa de filme americano: de repente, numa grande cidade, abriu-se uma cratera imensa, engolindo carros, casas e pessoas.
EXPLICAÇÃO
A cratera, evidentemente, nada teve a ver com as forças da natureza, exceto com o desrespeito a elas por uma súcia ávida de lucro às custas de colocar em risco a vida, os lares e os bens das pessoas. Até agora, sabe-se da incúria do governo tucano, do contrato de porteira fechada com as empreiteiras e com o grupo que iria explorar a Linha já privatizada de antemão. Vários especialistas apontaram a mudança ilegal e imprópria do método de construção, a falta de fiscalização e a incompetência nos procedimentos.
Porém, em 200 dias, ninguém foi responsabilizado, o governo de São Paulo manteve o contrato com as futuras concessionárias – que são também as construtoras – e não há notícia de que verbas públicas tenham sido bloqueadas porque a linha que era para transportar gente passou a tragá-las.
O governador José Serra, responsável último pela apuração e pela continuação desse estado de coisas, tem se mantido mais mudo do que o mordomo do Zorro. Até para aparecer no local da tragédia ele demorou. Relutou em se encontrar com parentes das vítimas. Por pouco o governo do Estado não desiste de procurar os corpos sepultados pelo desabamento. Depois, nenhuma satisfação foi dada à sociedade. Nenhuma satisfação foi dada aos que perderam suas casas, jogados em hotéis há sete meses.
Após a tragédia do avião da TAM, alguns aventaram a hipótese de que Serra não fala na cratera do Metrô porque sua especialidade é o transporte aéreo. Nós duvidamos. Afinal, como todo mundo sabe, Serra entende de tudo e de mais alguma coisa que ninguém entende.
Porém, verdade seja dita, desde que o avião da TAM atravessou a avenida Washington Luiz e chocou-se contra um prédio da própria empresa, Serra fala pelos cotovelos. Certamente, ele não acha que é responsável pela tragédia, nem que deve zelar para que a verdade prevaleça nas investigações. Ele também não acha que seus correligionários, que transformaram o setor aéreo numa cafua de arrivistas sequiosos por arrancar o couro do usuário, “agências” que atropelam o Estado & negocistas estrangeiros forçando a fechadura, sejam responsáveis pela calamidade.
Desde o desastre, ao qual acorreu tão pressuroso quanto se houvessem dado a ele um mandato de presidente, Serra declarou, entre outras coisas: 1) que o problema do acidente é o excesso de tráfego aéreo; 2) que o aeroporto de Congonhas devia ser fechado, pelo menos até o fim das investigações sobre o desastre; 3) que iria investigar se houve homicídio culposo no acidente; 4) que é contra a construção de mais um aeroporto em São Paulo; 5) que acha uma bobagem a abertura de capital da Infraero, porque não vai resolver problema nenhum.
Para não tomar demasiado tempo do leitor, ficamos por aqui. Não mencionamos, por exemplo, o parecer, que, segundo Serra, não existia, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) aprovando a pista – o parecer não existia, até que apareceu, precisamente porque existia.
Como somos gente sem preconceito, cabe perguntar: o que quer o Serra com essa mixórdia?
Analisemos esse samba do tucano doido: o problema é o excesso de tráfego aéreo. Realmente, se não houvesse tráfego aéreo, não haveria acidentes aéreos. Mas o que é “excesso” de tráfego aéreo? Onde está demonstrado que o nosso tráfego aéreo é “excessivo”? Pelo contrário. Serra sabe, porque já esteve lá, que nenhum aeroporto do país tem um tráfego aéreo tão intenso quanto o de qualquer das grandes cidades dos EUA ou da Europa.
Porém, se o aeroporto de Congonhas ficar fechado – há estimativas de que as investigações durarão alguns meses - isso somente aumentaria a concentração de tráfego aéreo nos outros aeroportos, portanto, segundo a própria teoria de Serra, a possibilidade de outros acidentes.
Mas, se o problema é o tráfego aéreo “excessivo”, por que ele é contra construir mais um aeroporto? Aliás, se o problema é o tráfego “excessivo”, ele vai investigar homicídio culposo de quem?
Por último, por que Serra, agora, é contra a abertura do capital da Infraero? Que nós sejamos contra, nós que jamais achamos que a solução para qualquer problema fosse a entrega ou abertura da propriedade pública para os monopólios privados - processo também chamado de privatização -, tem lógica. Mas Serra e seus condiscípulos, Fernando Henrique, Alckmin e mais alguns sempre foram a favor da privatização. O governo de SP é tão privatista que até hospitais públicos são privatizados. Por que, então, a única abertura de capital que Serra é contra é a da Infraero?
COERÊNCIA
Formulando de outro modo a nossa pergunta inicial: que solução Serra tem para o problema aéreo, inclusive para o suposto problema que ele aponta? O governo Lula, bem ou mal, apresentou a sua. Serra é contra. Então, o que apresenta no lugar? Construir, com dinheiro federal, um trem-bala para Guarulhos? Isso pode resolver um problema de tráfego terrestre, mas os aviões continuam viajando pelo ar, tal como fazem desde os tempos do 14-bis. E o tráfego aéreo vai continuar aumentando nos próximos anos.
No entanto, Serra não se preocupa com esses pequenos problemas de lógica e coerência. Desde o primeiro dia, desde a noite do acidente, ele esteve colocando lenha no fogacho golpista. Esse é o verdadeiro problema. Ele não quer nada, ou seja, não quer resolver problema real algum. Apenas, não se conformou ainda em haver perdido as eleições para Lula. E pretende substituí-lo. Logo ele, um sujeito tão preparado, perder para esse nordestino que é a cara do zé-povinho... Cáspite! Só falta esses eleitores ignorantes escolherem qualquer poste que Lula indicar nas próximas eleições.
Esse é o problema de Serra. Que ele tente resolvê-lo da sua forma habitual, ou seja, aproveitando-se da marola golpista da mídia contra o presidente, sacando meia dúzia de afirmações sem pé e com a cabeça no poder a qualquer custo, não é mais do que poderíamos esperar dele.
CARLOS LOPES

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Recuo, sem achatar a classe média ( Notícia antiga, mas nem tanto )


Gazeta Mercantil
18/9/2006


Aumento da renda não cobriu perdas salariais iniciadas na segunda metade dos anos noventa.

Pela primeira vez em dez anos de queda da desigualdade social, os trabalhadores que formam a classe média também puderam participar do "crescimento do bolo". Desde 1996, a concentração de renda recua pressionada sobretudo pelo achatamento salarial da classe média. Os 10% mais ricos aumentaram a renda média de R$ 3.429 em 2004 para R$ 3.600 mil em 2005, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ). A Fundação Getúlio Vargas ( FGV ) calculou para este jornal que a renda per capita cresceu 5,74% entre os 10% mais ricos em 2005, depois de praticamente ficar estagnada em 2004 e recuar nos anos anteriores. "O bolo cresceu com mais fermento para as classes mais pobres, mas os ricos também se beneficiaram desta vez", afirma Marcelo Côrtes Neri, chefe do Centro de Estudos Sociais da FGV. O especialista revela que a renda per capita dos 50% mais pobres disparou 8,56%, crescimento semelhante ao de 2004, de 8,34%. Os 10% mais ricos, por sua vez, viram a renda per capita crescer apenas 0,68%, após recuar 7,32% em 2003 e 0,68% em 2002. A renda domiciliar per capita avançou 6,6% em média, praticamente o dobro do aumento de 2004, de 3,1%. A expansão estimulou Neri a calcular um indicador inédito: o Índice de Bem Estar Social, idealizado pelo vencedor do prêmio Nobel de economia Amartaya Fen. O indicador considera mudanças na renda per capita domiciliar e na concentração de renda, medida pelo Índice de Gini. Conclusão: o bem estar social no Brasil deu um salto de 7,6% em 2005, após um aumento já expressivo de 5,9% em 2004. "O governo atacou pobreza e desigualdade com duas frentes: programas sociais para crianças e previdência, aumento do mínimo para idosos." A pesquisa do IBGE mostra que o Índice de Gini foi de 0,544 em 2005, o menor grau de concetração de renda desde 1981. Quanto mais próximo o índice está de zero, menor a concentração de renda. Quanto mais próximo de um, maior a desigualdade. Em 2004, o índice foi de 0,547. Além do aumento do salário mínimo, a inflação mais baixa favoreceu sobretudo a camada mais pobre da população. "Desta vez a desigualdade cresceu mais apoiada no crescimento dos mais pobres que propriamente na redução de renda dos que ganham mais", observa o presidente do IBGE, Eduardo Nunes. Na sexta-feira, o presidente do IBGE deu boas notícias que constrastaram com o aumento do trabalho infantil. O nível de empregos retomou em 2005 o lugar perdido na última década, marcada por fusões e aquisições de empresas. De acordo com o IBGE, a ocupação alcançou 56,8% da população com 10 anos ou mais de idade. É o maior patamar desde 1995, quando o total de pessoas empregadas era de 57,6% da população. No caso das mulheres, o percentual de 46,4% é histórico. A ocupação cresceu 2,9% no ano passado, mas não foi suficiente para absorver toda a procura por emprego. Resultado: a taxa de desemprego cresceu de 8,9% para 9,3%. "Não podemos considerar essa taxa para fazer um julgamento do mercado de trabalho, pois a desocupação ocorreu por causa da procura e do próprio aquecimento do mercado", afirmou Vandeli Guerra, da coordenação da Pnad. Outros fatores sustentam a melhoria no perfil do mercado de trabalho. O rendimento cresceu pela primeira vez em dez anos. A renda média do trabalho chegou a R$ 805 em 2005, depois de registrar R$ 770 em 2004. A alta, porém, não cobriu as perdas salariais que marcaram a segunda metade dos anos 90 e o início da década atual, ao contrário do que aconteceu no nível de empregos. O aumento da renda está relacionado ao surgimento de vagas qualificadas. Os cargos de chefia foram os que mais cresceu entre as categorias investigadas pelo IBGE. A categoria de dirigentes aumentou participação de 4,8% para 5,1% no universo dos empregados. Em relação ao tempo de estudo, a parcela que cresceu na ocupação foi a que trata de pessoas com 11 anos ou mais de estudo, de 33,7% para 35,4%. As pessoas sem instrução ou com menos tempo de estudo, por outro lado, perderam espaço no mercado. Cerca de 1,3 milhões de empregos com carteira assinada foram criados em 2005. O trabalho informal, ao mesmo tempo, perdeu força, com redução do total de pessoas que trabalham sem remuneração e por conta-própria. Mesmo assim, a informalidade no Brasil ainda espanta: 73,8% dos trabalhadores não possuem carteira de trabalho. A melhoria no perfil do mercado de trabalho, contudo, passou longe do campo. A crise na agricultura reduziu a participação do emprego agrícola na população ocupada e, mais grave, aumentou o trabalho infantil. Um retrocesso após 12 anos consecutivos de retirada de crianças do mercado. "Com a queda na renda no campo, mais braços na própria família são necessários. As crianças acabam tendo de trabalhar para agricultura de subsistência, para ajudar a família a se sustentar", disse Nunes. O emprego infantil deu um salto de 10,3% em 2005. Cerca de 252 mil crianças de 5 a 14 anos que não trabalhavam em 2004 passaram a trabalhar. O crescimento é mais intenso no Sul e no Nodeste, onde a seca prejudicou mais rigorosamente as plantações. O Sudeste foi a que teve menor número de crianças trabalhando (8,6%), vindo em seguida o Centro-Oeste (10,5%). No outro extremo, ficou o Nordeste (15,9%), seguido pelo Sul (14,0%). O percentual no Norte foi de 13,1%. O dado contrasta com o crescimento do Bolsa-Família, que aumentou de 6,5 milhões para 8,7 milhões o total de famílias beneficiadas.

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Jorge Rodini: classe média contra Lula?


Em mais uma colaboração para este blog [ ENTRELINHAS ], Jorge Rodini, diretor do instituto de pesquisas Engrácia Garcia, comenta a irritação da classe média com o governo federal, que parece estar no auge após o acidente com o Airbus da TAM.
A seguir, a íntegra do comentário:
A classe média começa a dar mostras de impaciência com Lula. O episódio trágico de Congonhas, a vaia solene no Maracanã na abertura do Pan e apupos espalhados por outras capitais corroboram este sentimento da classe que mais sofreu nestas últimas gestões.
Parece que o maior estrago a imagem de Lula vem de seus correligionários. A ministra Marta Suplicy detonou um "Relaxa e Goza" no meio do caos aéreo. Marcos Aurélio "top top top" Garcia e seu assessor trapalhão mandaram não se sabe quem se ferrar. Agora o brigadeiro demitido diz que tudo que entra, sai; ou tudo que sobe, desce. Isto depois de ter ensinado como "cozinhar" o pepino.
Há que se ter um mínimo de bom senso na hora de dar declarações à imprensa. Em momentos críticos da vida nacional, autoridades com responsabilidades até acima de suas potencialidades deveriam ter respeito à dor de quem sofre com a incompetência. As expressões chulas e os sorrisos de escárnio em nada contribuem para minimizar os transtornos e os prejuízos. Eles só alavancam a indignação de quem ouve, os brasileiros pagadores de impostos.
O silêncio que a classe média se permitiu nestes últimos tempos está se transformando em pedido de socorro. A lamúria contida começa a virar um grito rouco.
O urro das arquibancadas vai ganhando as avenidas, as alamedas e os viadutos. Lula não percebeu que a crise campeia ao seu lado. As frases de sentido mais do que pornográfico dos membros do governo sublinham o caráter mesquinho desta disputa com a verdade. No Brasil, o andar do meio é muito próximo ao andar de baixo. É melhor para todos que se respeite e se devolva a dignidade a classe média, sob pena de que as frases infelizes balizem as próximas avaliações do governo.
[ N. DO BLOG ] : Coloquei isto aqui pelo valor jornalístico. Eu quero que a classe média se dane. Ela não é politizada e, pelas coisas "não-pornográficas" que a ouvimos dizer, não têm coerência alguma, tentando atirar para todo o lado, mas visando atingir Lula. Quais são suas demandas, afinal, que tenham sido resolvidas no governo anterior?

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Jobim, o ministro da Mídia

( link para a matéria " E A MÁQUINA AVANÇA", de Bob Fernandes )



Jasson de Oliveira Andrade
A nomeação de Nelson Jobim para ministro da Defesa em substituição de Waldir Pires foi acertada. É o que pensa Luiz Antonio Magalhães: “A escolha do presidente Lula para o substituto não chega a surpreender e tem várias vantagens. Primeiro, Nelson Jobim é um homem de excelente trânsito no tucanato [ele foi ministro da Justiça de FHC]. Isto deve ajudar a serenar os ânimos e evitar a politização da crise aérea”. Não só Jobim é bem visto pelos tucanos. A esposa dele, Adrienne Sena, também. No governo de Fernando Henrique, ela, que é formada em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), ocupou altos cargos, entre eles a presidência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Além do tucanato ( ele já se reuniu com Serra-PSDB- e Kassab-DEM ), Jobim é bem visto pela mídia. A TV Globo, que diariamente enfoca o caos aéreo, tem como uma das maiores críticas, senão a maior, Miriam Leitão. Sobre a escolha do novo ministro ela declarou: “Depois da turbulência, temos piloto [Jobim]”. Outra crítica, esta na Folha, é Eliane Cantanhêde, esposa de marqueteiro tucano, também gostou da nomeação, dizendo, em artigo na Folha (27/7), que Jobim “tem um traço de personalidade indiscutível: é racional, pragmático. Trata-se da pessoa certa, no lugar certo.” A mesma jornalista na FolhaOline (25/7) foi mais crítica. Parece que ficou decepcionada com Jobim por ele ter aceitado o cargo: “Diz-se que Nelson Jobim é meio esquentadinho, mas não louco a ponto de rasgar dinheiro. Pois parece que ele começou a rasgar dinheiro (...) quando aceitou o Ministério da Defesa”, arrematando: o novo ministro “foi mais um a cair na lábia de Lula e na força de atração do poder”. Dois dias depois, arrependida, fez aquele elogio ao Jobim! A articulista Dora Kramer, no Estadão, é mais uma crítica do governo Lula, acompanhando a linha do jornal. Quanto ao novo ministro, ela o elogia, em artigo de 29/7: “Descontada a arrogante auto-suficiência de sempre – que na atual conjuntura pode ajudar muito, mas pode atrapalhar tudo – Nelson Jobim impressionou bem em seus primeiros momentos como ministro da Defesa”. No entanto, a maior surpresa foi a Veja. Na capa dessa semana, consta: “REVELAÇÕES DAS CAIXAS-PRETAS * O comandante cometeu uma falha ao pousar * Não houve aquaplanagem” . Na reportagem, a revista revela: “Os investigadores já sabem que um erro cometido pelo comandante do Airbus da TAM impediu o avião de desacelerar o suficiente ao pousar. Mas [para a Veja sempre tem um “mas”] o comprimento da pista, curta demais, e a falta de uma área de escape foram decisivos para que o acidente produzisse tantas mortes”. Penso comigo: se o ministro ainda fosse o Waldir Pires sairia essa capa e a reportagem? Foi coincidência a publicação com a nomeação de Nelson Jobim? E a TAM não teve culpa pelo defeito no avião? Bom, aí pode ou não estar o culpado!

A OAB ( Ordem dos Advogados do Brasil ) de São Paulo, que é um ninho tucano, tendo a pouco tempo liderada uma campanha pelo impedimento de Lula, através, entre outros, do ex-ministro da Justiça de FHC, Miguel Reali Filho, agora lançou a campanha “cansei”, juntamente com João Dória Jr, com a Fiesp e com a Associação Comercial de São Paulo As frases da campanha: “cansei do caos aéreo”, “cansei de bala perdida”, “cansei de pagar tantos impostos” e outras. O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, declarou que, apesar dos slogans, o movimento não tem viés oposicionista: “Não somos anti-Lula”, afirmou. No entanto, a Folha (27/7) revelou: “O movimento nasceu a partir de reuniões no escritório de João Dória Jr. No ano passado, ele promoveu almoços para arrecadar recursos para a campanha do tucano Geraldo Alckmin à Presidência”. A Associação Comercial de São Paulo era presidida por Guilherme Afif Domingues, agora licenciado. Ele foi candidato a senador pela coligação PSDB/DEM. Atualmente é secretário do Trabalho do governo Serra ( PSDB ), substituindo Walter Caveanha, ex-prefeito de Mogi Guaçu. Acredito que a frase “cansei do caos aéreo”, com a nomeação de um jurista para a Defesa e ex-ministro da Justiça do governo tucano, terá um destaque menor. Darão preferência para as outras frases. Já para o ex-governador Cláudio Lembo ( DEM ) “cansei” é um termo usado por dondocas!
Se a partir dos próximos dias a imprensa escrita e falada (TV Globo à frente) der pouco destaque ao caos aéreo, sem entrevistas emocionadas e massacrantes, ficará claro que o ministro Nelson Jobim estará blindado pela mídia. Vamos aguardar e conferir...
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2007
Postado por Redação Portal Mogi Guaçu






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Puxando a capivara dos Ladrões de Casaca: Quem são os golpistas do ''Cansei''

Animados com o bombardeio midiático contra o governo Lula, ricos empresários, tucanos e demos (ex-pefelistas) lançaram em São Paulo o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, também batizado de ''Cansei''. Cinicamente, seus criadores garantem que a iniciativa é ''apartidária'', nascida após a tragédia do avião da TAM, e visa apenas protestar contra o caos reinante no país. Para dar uma aparência de legalidade, o movimento será liderado pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). Talvez saudosos das ''Marchas da Família, com Deus e pela Liberdade'', promovidas às vésperas do golpe militar de 1964 com apoio da embaixada dos EUA, o ''Cansei'' pretende organizar manifestações e investir pesado em publicidade.
Por Altamiro Borges*
As emissoras de televisão, que rejeitam o fato de serem concessões públicas, já anunciaram que cederão seus milionários espaços na telinha. Entre as peças publicitárias já boladas ''gentilmente'' pelo publicitário Nizan Guanaes, marqueteiro-mor dos tucanos, encontram-se algumas pérolas bem ao gosto da burguesia rentista: ''Cansei do caos aéreo'', ''cansei de bala perdida'', ''cansei de pagar tanto imposto''. Estas e outras idéias teriam sido discutidas no luxuoso hotel do empresário João Dória Jr., em Campos do Jordão - cidade de veraneio paulista que reúne a nata da burguesia durante o inverno. Nos últimos dias, por lá passaram vários industriais, banqueiros, barões do agronegócio e políticos, como o ex-presidente FHC, o atual governador José Serra e o presidenciável derrotado Geraldo Alckmin.
Conspiração da ''elite branca''
Até agora, a melhor definição sobre este movimento foi dada pelo ex-governador paulista Cláudio Lembo - que é dirigente do Demo, mas não é hipócrita e tem lapsos de sinceridade. Após anunciar sua adesão ao ''Cansei'', ele afirmou ironicamente que a iniciativa é liderada ''por um segmento da elite branca. Deve ter começado em Campos do Jordão''.
No último final de semana, todos estes conspiradores se encontraram no Mosteiro São Bento no badalado casamento da filha de Geraldo Alckmin, Sophia – que ficou famosa por ''trabalhar'' na boutique de contrabando Daslu. A luxuosa cerimônia reuniu centenas de magnatas, a cúpula da direita neoliberal, alguns ''jornalistas'' famosos e a atriz Regina Duarte, que durante a campanha presidencial de 2002 apareceu na telinha com a frase terrorista ''eu tenho medo [do Lula]''.
Com protestos de rua nas principais capitais do país e fartos investimentos em publicidade, o ''Cansei'' pretende satanizar o presidente Lula, culpando-o por todos os males do país. O eixo principal da campanha visa marcar o governo como incompetente, ''péssimo administrador'', para ver se desperta a ira das camadas médias e gera confusão entre os setores populares. ''A sociedade precisa demonstrar a sua indignação'', bate na tecla o falastrão João Dória. Uma rápida olhada na biografia dos mentores do movimento, porém, confirma que o objetivo desta ''elite branca'' é forçar a oposição de direita ao governo Lula e, se possível, repetir a façanha das ''Marchas com Deus'' em 1964.
O líder João Dória Jr.
- João Dória Jr., principal porta-voz do movimento, é um notório direitista. Na campanha presidencial de 2006, o empresário promoveu milionários jantares de apoio ao candidato Geraldo Alckmin. Amigo íntimo de FHC, em outubro passado premiou o ex-presidente com uma escultura da artista Anita Kaufmann. Ele também é um elitista contumaz. Segundo reportagem da Veja, ''conhecido pelo dom de reunir convidados famosos em festas e eventos empresariais, João Dória Jr., 47 anos, faz questão de manter o seu visual tão impecável quanto suas duas mansões, uma nos Jardins e outra em Campos do Jordão. Ele só usa camisas feitas sob medida (quase todas com colarinho italiano e monograma) e termos Ermenegildo Zegna''. Seu patrimônio pessoal é calculado em R$ 70 milhões; é dono da empresa Dória Associados, de um centro de exposições e de uma editora; tem um helicóptero Bell-407 e acaba de comprar um jatinho Phenon.
Outro artigo da mesma revista confirma que o líder do ''Cansei'' não tem nada de apolítico ou apartidário. Formado numa família de velhas raposas da UDN e filho do deputado cassado João Dória, Junior circula pelos corredores do poder há muito tempo. Foi secretário municipal de turismo e presidente da Embratur ( também afastado por denúncias de corrupção ). Com toda esta ''bagagem'', fundou em 1996 a Grupo de Lideres Empresariais (Lide), que reúne 406 executivos e donos de empresas com faturamento acima de R$ 200 milhões. Juntos, estes empresários controlam cerca de 40% do PIB brasileiro. ''Quem é capaz de por presidentes de grandes bancos de braços esticados, dançando Macarena? Ou, apito na bota, distribuir tarefas para chefões da indústria e respectivas senhoras? Resposta: João Dória Jr., publicitário, jornalista, empresário e, acima de tudo, talentosíssimo no trato com os poderosos'', descreve o artigo bajulador.

Os outros conspiradores
- Luiz D'Urso, presidente da seção paulista da OAB, é outro conhecido direitista. Advogado de ilustres bilionários, inclusive do casal Hernandes da Igreja Renascer - detido nos EUA por evasão de divisas -, ele imprimiu uma marca reacionária à OAB de São Paulo. Chegou a promover atos contra os servidores públicos em greve e a se manifestar publicamente em defesa da Emenda 3, que estimula a precarizaçao do trabalho. No ano passado, em plena campanha eleitoral, propôs o impeachment do presidente Lula.
- Nizan Guanaes, dono da poderosa agência África, é o principal marqueteiro tucano. Dirigiu as campanhas de FHC e Serra. ''Não sei dizer não ao Fernando Henrique'', confessou ao jornalista Gilberto Dimenstein. Segundo o Observatório da Imprensa, ele gozou de amplo poder no reinado de FHC. ''Nizan passou a cuidar informalmente da imagem do presidente e tem ido pelo menos dois dias por semana a Brasília. 'Estou doando meu tempo e talento para algo em que acredito'''.
- Marcus Hadade, ex-presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários, e Ronaldo Koloszuk, diretor do Comitê de Jovens Executivos da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), coordenaram a primeira manifestação pública do ''Cansei'', na tarde deste domingo. Ajudaram a puxar palavras de ordem bem ''apolíticas'' e singelas: ''Fora Lula'', ''relaxa e fora'', ''assassino'' e ''1, 2, 3, Lula no xadrez''. Foram assediados por empresários, arrivistas tucanos, madames e mauricinhos e patricinhas da classe ''mérdia''.
- Paulo Zottolo, presidente da multinacional Philips no Brasil, empresa que bancou os primeiros anúncios em jornais do ''Cansei''. A generosidade não deve ter pesado muito em seu bolso. Segundo reportagem da IstoÉ Dinheiro, ''seu salário na Philips está estimado em R$ 2 milhões por ano'' e a multinacional teve no ano passado um faturamento de R$ 4,7 bilhões no país. ''Somos pagadores de impostos e cansei de me indignar e não fazer nada'', esbraveja o magnata.
- Sidnei Basile, diretor da Editora Abril, responsável pela edição da revista golpista Veja. Ele já anunciou que a empresa cederá gratuitamente os espaços publicitários nos seus vários veículos. A famiglia Civita, hoje associada à empresa racista Nasper, da África do Sul, tornou-se o porta-voz da oposição de direita ao governo Lula, manipulando informações e estimulando preconceitos nos seus incautos leitores.
*Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro As encruzilhadas do sindicalismo (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)

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Lula diz que ''notinhas sobre vaias'' não mudam sua agenda


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (31), em Cuiabá, que continuará participando de eventos públicos mesmo queando a oposição organizar protestos. ''Não tentem achar que vendendo notinhas para os jornais de que vai ter uma manifestação contra o presidente em tal lugar, que o presidente vai deixar de ir'', afirmou. ''Ninguém vai me ver de cara feia. Ninguém vai ficar com saudade de ver o Lula na rua'', disse Lula.
''A gente tem duas orelhas, uma para escutar vaia e outra para escutar aplauso. Os que estão vaiando eram os que deveriam estar aplaudindo. Os que estão vaiando, posso garantir, foram os que mais ganharam dinheiro nesse país, no meu governo'', referindo-se às camadas mais ricas da sociedade.
''Aliás, a parte mais pobre é que deveria estar mais zangada, porque teve menos do que eles tiveram. É só ver quanto ganharam os banqueiros, empresários. Vamos continuar fazendo política sem discriminação'', disse ainda o presidente, ao anunciar investimentos do PAC para obras de saneamento básico e urbanização no Mato Grosso.
Em mais um pronunciamento com forte marca social, o presidente denunciou o empobrecimento do povo trabalhador. ''A periferia desse país empobreceu. Há 40 anos, São Paulo tinha duas favelas. Hoje, tem 700'', exemplificou.
''Nem um time de futebol de salão''
O motivo da declaração foi um protesto programado por militantes tucanos locais. O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), presente na cerimônia, afirmou que agiu para impedir um protesto que seria realizado por seus colegas de partido. Argumentou que fora contra porque Lula estava na cidade para anunciar recursos para o estado. E disse que o grupo que pretendia vaiar Lula era tão pequeno que ''não daria nem para formar um time de futebol de salão''.
De acordo com o Ministério das Cidades, o estado receberá, no total, R$ 521,5 milhões em investimentos nas duas áreas, sendo R$ 438,8 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 10,7 milhões do governo estadual e R$ 72 milhões das prefeituras de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Várzea Grande. Ainda conforme o ministério, as obras atenderão 1,3 milhão de pessoas.
Os recursos serão usados para ampliar redes de água e esgoto e retirada de casas de áreas de risco. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que até o mês que vem o governo termina de lançar o programa nas cinco regiões do país. Segundo ela, os projetos devem começar neste ano.
Questão das vaias surgiu no Pan
O tema das vaias contra Lula entrou no noticiário político a partir da abertura dos Jogos Pan-Americanos, no Maracanã ( RJ ), dia 13. Um grupo vaiou o presidente, que não abriu oficialmente a competição, como estava planejado. Um vídeo divulgado no Youtube mostrou correligionários do prefeito carioca, Cesar Maia ( DEM ), ensaiando o protesto.
Desde então, a mídia passou a pautar vaias a Lula em diferentes pontos do país. E atribuiu ao temor de protestos a suspensão de uma visita presidencial ao Sul, onde Lula teve menos votos que Geraldo Alckmin ( PSDB ) na eleição presidencial.
Da redação, com agências
31 DE JULHO DE 2007

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MST começa a colher uvas em assentamento na região mais seca do Piauí

O governador Wellington Dias e os diretores da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba) irão participar no dia 3 de agosto da primeira colheita de uvas na assentamento Marrecas do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) no município de São João do Piauí.
A plantação das uvas em pleno semi-árido do Piauí, a região mais seca do Estado, foi iniciada no ano passado com incentivo do Governo do Piauí e da Codevasf. A colheita foi antecipada porque iniciamente estava programada para setembro.
O superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) no Piauí, Hildo Diniz, o assentamento Marrecas possui 256 famílias.
As famílias elegeram 20 produtores de irrigação do próprio assentamento. O resultado desse trabalho é a produção de quatro hectares de uva, sendo que cada um hectare produz, em média, de 10 a 12 toneladas de uvas. Os hectares vão produzir entre 40 hectares e 48 hectares de uva das espécies Itália e Brasil.
O plantio é feito em área irrigada. A produção da espécie Brasil no assentamento é de 20 cachos por planta. Cada cacho de uvas tem uma média de 15 centímetros e o tamanho médio da baga é de 20 milíimetros.A produção média da espécie Itália é 30 cachos por planta. Cada cacho tem uma média 18 centímetros e o tamanho médio da baga é de 20 centímetros, segundo relatório recebido ontem pelo governador Wellington Dias.
Hildo Diniz diz que a plantação no assentamento é um experimento que deu certo.
"É uma experiência positiva que vai dar um lastro para expandir o plantio da uva no Piauí", diz. Além da uvas, as famílias produzem goiabas, bananas e, ainda, as culturas de ciclo curto, como melancia e melão, que são comercializados na região.
Os projetos de irrigação implantados em 2005 pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), em parceria com o Governo do Piauí, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), geram oportunidade de trabalho e renda e garantem melhor qualidade de vida à população, segundo Wellington Dias.
Os projetos são implementados através de sistemática pioneira de trabalho que agrega experiência em irrigação com adoção de medidas que estimulam os processos locais de desenvolvimento e a realização de obras de infra-estrutura, falou o governador.
A Codevasf e o Governo do Piauí têm quatro projetos de agricultura irrigada objetivando a exploração da fruticultura irrigada nos municípios de São João do Piauí, a 486 quilômetros ao sul de Teresina (dois projetos); Santa Rosa, a 360 quilômetros km ao sul de Teresina; e Colônia do Gurguéia, a 507 quilômetros da capital, também na região Sul do Estado.
Nos quatros projetos, o Ministério da Integração Nacional, através da Codevasf, aplicou recursos no valor de R$ 7.110.222,62 em 2005. No Projeto Marrecas, situado em São João do Piauí, já foram investidos R$ 2.616.646,03; no Projeto Santa Rosa, em Santa Rosa do Piauí, foram aplicados recursos de R$ 1.472.730,59; no Projeto Jenipapo, também em São João do Piauí, o investimento alcançou o valor de R$ 1.280.000,00; enquanto no Projeto Colônia, localizado em Colônia do Gurguéia, o valor investido foi de R$ 1.742.846,00.
No assentamento Marrecas foram plantados 22 hectares com uva, banana e goiaba. De acordo com técnicos da Codevasf, o objetivo é ampliar de 22 para 200 hectares o cultivo de frutas, através de irrigação por microaspersão (um hectare por família).
Sistema de contenção do poço jorrante, 22 hectares de microaspersão, construção de seis quilômetros de adutora; cinco chafarizes e três bebedouros, área de lazer e lavanderia comunitária, galpão para apoio à produção, recuperação de estrada de acesso e construção de passagem molhada, aquisição de trator agrícola com implementos são ações que já foram realizadas no Projeto Marrecas.
Através de convênios, foram construídas no Projeto Marrecas, redes de distribuição de energia elétrica, além da implantação de 34 hectares de irrigação por microaspersão e monitoramento de pragas e de doenças da fruticutura.
Foi instalado sistema de abastecimento de água e do reservatório, adquiridos móveis e equipamentos para estruturação da unidade de apoio produtivo, estudos de viabilidade, projeto básico e executivo, além da execução de obras civis de infra-estrutura hídrica.

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Cometeu homícidio e depois ainda conseguiu se formar advogado!!!

Comarca de Pinheiro julga advogado acusado de homicídio em setembro
Está agendado para 19 de setembro, às 8h, no auditório do Fórum de Pinheiro, o júri popular que vai julgar Sandro Soares Bittencourt, acusado pelo homicídio de Francisco Durans. O crime ocorreu na porta da boate “Visual Night”, no centro daquela cidade, em janeiro de 1994. Consta nos autos do processo nº 129/2001 que Sandro Bittencourt deu um tiro à queima-roupa na fronte de Francisco Durans, porque queria entrar na casa de diversão sem pagar. Durans, que trabalhava como segurança do local, não permitiu. O caso de Sandro Bittencourt é peculiar. Ele fugiu após o crime para o Ceará e voltou ao Maranhão formado em Direito por uma universidade de Fortaleza. Foi a julgamento em junho de 2003 e condenado a 15 anos de prisão. No entanto, ele solicitou revisão criminal, que foi concedida, e entrou com recurso para responder pelo crime em liberdade.O juiz titular da 1ª Vara de Pinheiro, José Ribamar Goulart Heluy Júnior, irá presidir o júri popular, com Geralides Mendonça Castro funcionando na promotoria. Luis Cláudio Santana será o advogado de defesa.

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PSDB URGENTE: Vamos ver se vai colar.

Empréstimo pessoal
Líder tucano deve explicar origem de recursos da campanha

O deputado estadual Mauro Bragato (PSDB) terá de explicar à Justiça de onde veio o dinheiro que usou para sua campanha de reeleição, em 2006. Ele é líder do PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo e se afastou do cargo na última quarta-feira (25/7). A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo apresentou representação na Justiça Eleitoral contra o deputado, alegando irregularidades na arrecadação de sua campanha. A representação é fundamentada no artigo 30-A da Lei 9.504/97 (Lei das Eleições).
Ele também está sendo investigado por suspeita de recebimento de dinheiro de empreiteira contratada pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
Segundo a representação, Mauro Bragato doou R$ 40 mil para a própria campanha. Esse valor, atribuído pelo deputado a um empréstimo pessoal, é maior do que o valor total de seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. De acordo com a matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, no dia 6 de julho de 2007, o valor doado seria 511% maior do que o valor declarado.
Por esse motivo, a PRE pede a cassação do diploma de deputado. Quer também a correta apuração dos fatos e acesso aos dados bancários e fiscais do deputado. Isso sem prejuízo a eventuais apurações, em outras esferas da Justiça, que o fato possa ensejar.
30 de julho de 2007

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EQUADOR: Presença militar dos EUA não será prolongada

Adital
A Ministra de Relações Exteriores, Comércio e Integração equatoriana, María Fernanda Espinosa, em comunicado de imprensa divulgado no último sábado (28), ratificou que no Governo do Presidente Rafael Correa não se renovará o Convênio da Base de Manta depois de sua expiração no ano de 2009.
Informações erradas da imprensa equatoriana e internacional haviam dito, na semana passada, que o Convênio que permite a presença de tropas estadunidenses no Equador só ia ser cancelado após a realização de uma consulta popular, através de Referendo. A nota oficial disse que: o Equador não convocará nenhuma consulta para ampliar, além de 2009, a presença militar norte-americana.
A presença militar estadunidense em Manta, desde 1999, não será prolongada, pois para o atual governo este tema é fundamental para a soberania do Equador e "continua inalterável a decisão do Primeiro Mandatário de não renovar o Convênio, nem permitir a presença de militares estrangeiros no território nacional, já que esse é o desejo da maioria do povo equatoriano", disse a nota.

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Cansou do golpismo televisivo?

Documento em PDF.
Veja como a nova legislação venezuelana lida com essa corja ( em espanhol ).

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COLÔMBIA: Organizações denunciam ação de paramilitares em escola

Adital
A Coalizão Colômbia manifestou preocupação diante de graves denúncias de que grupos paramilitares estariam utilizando os espaços escolares para recrutar crianças e adolescentes e envolvê-los nas suas atividades. O recrutamento estaria sendo feito durante visitas às escolas, nas quais os professores e diretores estariam sendo ameaçados pelo grupo.
A denúncia da tentativa paramilitar foi feita pela Corporação Cedecis, na cidade de Medellín, onde a entidade faz um trabalho de educação e convivência com crianças e jovens do departamento de Antioquia. Segundo a Corporação, no dia 11 de julho, quatro homens foram ao Colégio Cedepro procurando os diretores da escola e exigindo que a instituição organizasse um grupo de jovens para cinco dias depois serem transportados de ônibus até o Centro Administrativo La Alpujarra, no dia 16 de julho, onde participariam de uma concentração de apoio ao comandante paramilitar Diego Fernando Murillo Bejarano. Ao não receberem o apoio dos diretores da escola, os paramilitares teriam lançado insultos e questionado a falta de colaboração dos professores. As ameaças contra os educadores da escola, de acordo com a Coalizão Colômbia, teriam continuado nos dias seguintes.
"As situações descritas afetam gravemente o direito à educação de meninos e meninas e põem em grave risco a sua integridade pessoal e de seus professores e professoras, em clara contradição com o princípio do direito internacional humanitário", declaram as organizações que fazem parte da Coalizão contra a vinculação de meninos e meninas e jovens ao conflito armado na Colômbia. Para as entidades, o fato constitui uma violação aos tratados internacionais ratificados pelo Estado colombiano, tais como a Convenção dos Direitos da Criança e seu Protocolo facultativo, relativo à participação de crianças em conflitos armados.
A Coalizão Colômbia faz um chamado às autoridades locais e nacionais para que "adotem, de maneira imediata, medidas de proteção a favor da instituição educacional", assim como a todos que a freqüentam e às organizações que acompanham o processo.

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Mainardi, o "muso" do movimento Cansei

Começa assim o artigo do colunista Diogo Mainardi, na revista Veja desta semana: "Quando é que derrubaremos Lula?". Reinaldo Azevedo, o blogueiro que faz sorrir a direita brasileira, anda dizendo que o movimento "Cansei" não é golpista. Ele também acha que Mainardi pega leve com o presidente. A conclusão deste blog é que essa gente exige o "direito legítimo de se expressar de forma golpista", como diria o Reinaldão. O lado bom da história é que só figuras do porte do João Dória Júnior, Alencar Burti e o tal do D'Urso compraram a briga. Nem a turma das televisões aceitaram bancar a palhaçada, conforme informa na Folha de hoje a colunista Mônica Bergamo.

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Notícia local: Apagão Educacional Continuado URGENTE!!! Mães de alunos CANSADAS. Uniformes de INVERNO ainda não foram entregues!!! BRRRR!!!

Uniforme de frio só no fim do inverno
Entrega só estará concluída às vésperas da primavera
JORNAL DA TARDE – 31/07/2007
Os alunos da rede municipal de ensino passarão o inverno com frio. A entrega do uniforme de inverno está atrasada mais de três meses e, segundo o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab ( DEM ), será concluída somente em setembro, a duas semanas da chegada da primavera. Até lá, 970 mil alunos das escolas públicas terão de improvisar para não congelar na sala de aula.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a demora na entrega ocorreu por conta de impasses entre a Prefeitura e as fornecedoras. Entraves na licitação feita em maio só foram resolvidos no mês passado. Os modelos de verão, por exemplo, deveriam ter sido entregues no começo do ano letivo, mas começaram a chegar nas escolas só em junho. A Prefeitura informou que 100 mil uniformes de verão foram entregues até agora. 'Nós temos um cronograma que obedece ao que foi licitado. A empresa, depois que foi dada a ordem de serviço, tem 45 dias úteis para concluir a entrega', afirmou Kassab, ontem.
A distribuição começou no dia 29 de junho. Ficou parada por 15 dias e foi retomada na semana passada. A tarefa da Prefeitura agora é entregar os agasalhos de inverno junto com as peças de verão.
Eloy Ricardo de Oliveira Garcia, 11 anos, e seus irmãos, Bruna, 14, e Wesley, 9, estão usando agasalhos velhos para ir às aulas, na Escola Municipal de Ensino Fundamental ( Emef ) Guimarães Rosa, Vila Matilde, na Zona Leste.'A situação está precária. Eu e meu marido estamos desempregados e não temos como comprar roupas de frio para eles', disse a mãe, Gislene Helena de Oliveira, 33 anos, sem emprego há nove anos. Segundo ela, os uniformes antigos estão gastos, rasgados e pequenos.A realidade é parecida no Jardim dos Francos, Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte. Lá, a dona de casa Morania Deloste, 43 anos, também desempregada, tem mandado os filhos , de 4 e 13 anos, de bermuda para a escola. Só o uniforme de verão chegou, na semana passada, na Emef Primo Pasquale de Meirelles, onde eles estudam. 'Precisamos de agasalho. Está muito frio para eles irem de só com a bermuda', reclamou.
Cansada de esperar pelas roupas de inverno da Prefeitura, a dona de casa Elina Fernandes, 22 anos, também moradora da Vila Nova Cachoeirinha, gastou cerca de R$ 50 com três camisetas, uma calça e uma blusa de agasalho para a filha,Vitória Cristina Fernandes Alves, 4 anos. Ela estuda na Escola Municipal de Ensino Infantil ( Emei ) Caio Graco da Silva Prado. 'Peguei dinheiro da pensão da menina para comprar as peças', disse.

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POR QUE VEJA CULPA O PILOTO?

LUIZ ANTONIO MAGALHÃES


Leitores [ do blog ENTRELINHAS ] perguntam por que a revista Veja desta semana deu capa para um suposto furo ( na verdade, já tinha saído nos jornais diários ) sobre o acidente com o Airbus da TAM, apontando um erro do comandante da aeronave como causa principal do desastre? Este blog não tem informação suficiente para uma resposta categórica, mas há uma boa hipótese para tão inusitado acontecimento – a revista poupar o presidente. Veja tem dois interesses fundamentais hoje em dia: desmoralizar Lula e garantir a sua própria $obrevivência. Se puder juntar as duas coisas em uma matéria só, tanto melhor. Às vezes, porém, é preciso optar. A versão do manete deixado em posição errada pelo piloto é boa para a TAM e excelente para a fabricante Airbus. Essa gente tem um punhado de recursos, como se sabe.
Ora, podem perguntar os leitores mais atentos, então por que Veja não comprou a versão de que a pista é a grande culpada, uma vez que neste caso a TAM e a Airbus também ficariam de cara limpa? Em primeiro lugar, porque o governador de São Paulo não estava gostando muito dessa história de execrar Congonhas – o fechamento do aeroporto em última análise implicaria em uma realocação bem radical das linhas e vôos, descentralizando o sistema aéreo. Descentralização, como se sabe, é palavra que não consta do vocabulário de José Serra. Do ponto de vista da TAM, Congonhas é uma verdadeira árvore de fazer dinheiro e isto poderia mudar se o aerporto viesse a ser fechado ou tivesse uma redução ainda mais drástica no número de vôos do que foi anunciado ontem, segunda-feira, pelo ministro Nelson Jobim.
Pois resta provado que para entender certas contradições da grande imprensa, é preciso mesmo ler nas entrelinhas... A munição de Veja contra Lula ficou guardada para a próxima edição, salvo, é claro outra ocorrência que afete tão diretamente os grandes amigo$ da revista.

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segunda-feira, 30 de julho de 2007

Eixo do mal, URGENTE: suspeita de doping!!!

É isso mesmo!!!
Só pode ser resultado de doping massivo, promovido pelo Foro de São Paulo, apenas para desmoralizar a democracia, a liberdade e o capitalismo!!!
Como pode uma ilhota ( não é "olhota" ) governada com mão de ferro há 100 anos por um ditador sanguinário, e habitada por restos humanos desmilingüidos e desnutridos, além de oprimidos e escravizados, obter resultados tão expressivos numa competição esportiva da forma que Cuba conseguiu?
Como eles ficaram na frente do Canadá, da Argentina e México ( esses dois que, como se sabe, jamais viram tanta prosperidade a não ser quando aplicaram o receituário do Consenso de Washington ) e Colômbia?
É necessário criar uma CPI para investigarmos mais esta trama macabro-comunista.

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Movimento de ampla participação popular, o CANSEI é que chutou o balde...

... porém as madames presentes tiveram o cuidado de não chutá-lo com tanta força a ponto de entornar o leite delas ordenhado.

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Psiquiatras a serviço da tortura bushiana ( reportagem longa em inglês )

The War on Terror*
Rorschach and Awe
America's coercive interrogation methods were reverse-engineered by two C.I.A. psychologists who had spent their careers training U.S. soldiers to endure Communist-style torture techniques. The spread of these tactics was fueled by a myth about a critical "black site" operation.
by Katherine Eban VF.COM EXCLUSIVE July 17, 2007

Abu Zubaydah was a mess. It was early April 2002, and the al-Qaeda lieutenant had been shot in the groin during a firefight in Pakistan, then captured by the Special Forces and flown to a safe house in Thailand. Now he was experiencing life as America's first high-value detainee in the wake of 9/11. A medical team and a cluster of F.B.I. and C.I.A. agents stood vigil, all fearing that the next attack on America could happen at any moment. It didn't matter that Zubaydah was unable to eat, drink, sit up, or control his bowels. They wanted him to talk.
A C.I.A. interrogation team was expected but hadn't yet arrived. But the F.B.I. agents who had been nursing his wounds and cleaning him after he'd soiled himself asked Zubaydah what he knew. The detainee said something about a plot against an ally, then began slipping into sepsis. He was probably going to die.
The team cabled the morsel of intelligence to C.I.A. headquarters, where it was received with delight by Director George Tenet. "I want to congratulate our officers on the ground," he told a gathering of agents at Langley. When someone explained that the F.B.I. had obtained the information, Tenet blew up and demanded that the C.I.A. get there immediately, say those who were later told of the meeting. Tenet's instructions were clear: Zubaydah was to be kept alive at all costs. (Through his publisher, George Tenet declined to be interviewed.)
Zubaydah was stabilized at the nearest hospital, and the F.B.I. continued its questioning using its typical rapport-building techniques. An agent showed him photographs of suspected al-Qaeda members until Zubaydah finally spoke up, blurting out that "Moktar," or Khalid Shaikh Mohammed, had planned 9/11. He then proceeded to lay out the details of the plot. America learned the truth of how 9/11 was organized because a detainee had come to trust his captors after they treated him humanely.
It was an extraordinary success story. But it was one that would evaporate with the arrival of the C.I.A's interrogation team. At the direction of an accompanying psychologist, the team planned to conduct a psychic demolition in which they'd get Zubaydah to reveal everything by severing his sense of personality and scaring him almost to death.
This is the approach President Bush appeared to have in mind when, in a lengthy public address last year, he cited the "tough" but successful interrogation of Zubaydah to defend the C.I.A.'s secret prisons, America's use of coercive interrogation tactics, and the abolishment of habeas corpus for detainees. He said that Zubaydah had been questioned using an "alternative set" of tactics formulated by the C.I.A. This program, he said, was fully monitored by the C.I.A.'s inspector general and required extensive training for interrogators before they were allowed to question captured terrorists.
While the methods were certainly unorthodox, there is little evidence they were necesssary, given the success of the rapport-building approach until that point.
I did not set out to discover how America got into the business of torturing detainees. I wasn't even trying to learn how America found out who was behind 9/11. I was attempting to explain why psychologists, alone among medical professionals, were participating in military interrogations at Guantánamo Bay and elsewhere.
Both army leaders and military psychologists say that psychologists help to make interrogations "safe, legal and effective." But last fall, a psychologist named Jean Maria Arrigo came to see me with a disturbing claim about the American Psychological Association, her profession's 148,000-member trade group. Arrigo had sat on a specially convened A.P.A. task force that, in July 2005, had ruled that psychologists could assist in military interrogations, despite angry objections from many in the profession. The task force also determined that, in cases where international human-rights law conflicts with U.S. law, psychologists could defer to the much looser U.S. standards—what Arrigo called the "Rumsfeld definition" of humane treatment.

Arrigo and several others with her, including a representative from Physicians for Human Rights, had come to believe that the task force had been rigged—stacked with military members (6 of the 10 had ties to the armed services), monitored by observers with undisclosed conflicts of interest, and programmed to reach preordained conclusions.
One theory was that the A.P.A. had given its stamp of approval to military interrogations as part of a quid pro quo. In exchange, they suspected, the Pentagon was working to allow psychologists—who, unlike psychiatrists, are not medical doctors—to prescribe medication, dramatically increasing their income. (The military has championed modern-day psychology since World War II, and continues to be one of the largest single employers of psychologists through its network of veterans' hospitals. It also funded a prescription-drug training program for military psychologists in the early 90s.)
A.P.A. leaders deny any backroom deals and insist that psychologists have helped to stop the abuse of detainees. They say that the association will investigate any reports of ethical lapses by its members.
While there was no "smoking gun" amid the stack of documents Arrigo gave me, my reporting eventually led me to an even graver discovery. After a 10-month investigation comprising more than 70 interviews as well as a detailed review of public and confidential documents, I pieced together the account of the Abu Zubaydah interrogation that appears in this article. I also discovered that psychologists weren't merely complicit in America's aggressive new interrogation regime. Psychologists, working in secrecy, had actually designed the tactics and trained interrogators in them while on contract to the C.I.A.
Two psychologists in particular played a central role: James Elmer Mitchell, who was attached to the C.I.A. team that eventually arrived in Thailand, and his colleague Bruce Jessen. Neither served on the task force or are A.P.A. members. Both worked in a classified military training program known as sere—for Survival, Evasion, Resistance, Escape—which trains soldiers to endure captivity in enemy hands. Mitchell and Jessen reverse-engineered the tactics inflicted on sere trainees for use on detainees in the global war on terror, according to psychologists and others with direct knowledge of their activities. The C.I.A. put them in charge of training interrogators in the brutal techniques, including "waterboarding," at its network of "black sites." In a statement, Mitchell and Jessen said, "We are proud of the work we have done for our country."
The agency had famously little experience in conducting interrogations or in eliciting "ticking time bomb" information from detainees. Yet, remarkably, it turned to Mitchell and Jessen, who were equally inexperienced and had no proof of their tactics' effectiveness, say several of their former colleagues. Steve Kleinman, an Air Force Reserve colonel and expert in human-intelligence operations, says he finds it astonishing that the C.I.A. "chose two clinical psychologists who had no intelligence background whatsoever, who had never conducted an interrogation … to do something that had never been proven in the real world."
The tactics were a "voodoo science," says Michael Rolince, former section chief of the F.B.I.'s International Terrorism Operations. According to a person familiar with the methods, the basic approach was to "break down [the detainees] through isolation, white noise, completely take away their ability to predict the future, create dependence on interrogators."
Interrogators who were sent for classified training inevitably wound up in a Mitchell-Jessen "shop," and some balked at their methods. Instead of the careful training touted by President Bush, some recruits allegedly received on-the-job training during brutal interrogations that effectively unfolded as live demonstrations.
Mitchell and Jessen's methods were so controversial that, among colleagues, the reaction to their names alone became a litmus test of one's attitude toward coercion and human rights. Their critics called them the "Mormon mafia" (a reference to their shared religion) and the "poster boys" (referring to the F.B.I.'s "most wanted" posters, which are where some thought their activities would land them).

The reversed sere tactics they originated have come to shatter various American communities, putting law enforcement and intelligence gathering on a collision course, fostering dissent within the C.I.A., and sparking a war among psychologists over professional identity that has even led to a threat of physical violence at a normally staid A.P.A. meeting. The spread of the tactics—and the photographs of their wild misuse at Abu Ghraib—devastated America's reputation in the Muslim world. All the while, Mitchell and Jessen have remained more or less behind the curtain, their almost messianic belief in the value of breaking down detainees permeating interrogations throughout the war effort.
"I think [Mitchell and Jessen] have caused more harm to American national security than they'll ever understand," says Kleinman.
The bitterest irony is that the tactics seem to have been adopted by interrogators throughout the U.S. military in part because of a myth that whipped across continents and jumped from the intelligence to the military communities: the false impression that reverse-engineered sere tactics were the only thing that got Abu Zubaydah to talk.
Each branch of the U.S. military offers a variant of the sere training curriculum. The course simulates the experience of being held prisoner by enemy forces who do not observe the Geneva Conventions. The program evolved after American G.I.'s captured during the Korean War made false confessions under torture. Sure enough, those in sere training found that they would say anything to get the torment to stop.
During a typical three-week training course, participants endure waterboarding, forced nudity, extreme temperatures, sexual and religious ridicule, agonizing stress positions, and starvation-level rations. Some lose up to 15 pounds. "You're not going to die, but you think you are," says Rolince.
James Mitchell and Bruce Jessen played a key role in developing the Air Force's sere program, which was administered in Spokane, Washington. Dr. Bryce Lefever, command psychologist on the U.S.S. Enterprise and a former sere trainer who worked with Mitchell and Jessen at the Fairchild Air Base, says he was waterboarded during his own training. "It was terrifying," he remembers. "I said to myself, 'They can't kill me because it's only an exercise.' But you're strapped to an inclined gurney and you're in four-point restraint, your head is almost immobilized, and they pour water between your nose and your mouth, so if you're likely to breathe, you're going to get a lot of water. You go into an oxygen panic."
sere psychologists such as Mitchell and Jessen play two crucial roles. They screen the trainers who play interrogators, to ensure that they are stable personalities who aren't likely to drift into sadism, and they function as psychic safety officers. If a trainer emerges from an exercise unable to smile, for example, he is viewed as "too into the problem," says Dr. Lefever, and is likely to be removed.
In an ever more dangerous world, some sere trainers realized that they could market their expertise to corporations and government agencies that send executives and other employees overseas, and a survival-training industry sprang into being.
Mitchell's entry into private contracting began less than three months before September 11 with a scientific consulting company called Knowledge Works, L.L.C. He registered it in North Carolina with the help of another sere psychologist he'd worked with at Fort Bragg, Dr. John Chin. Since then, he has formed several similar companies, including the Wizard Shop (which he renamed Mind Science) and What If, L.L.C.
In Spokane, several survival companies share space with Mitchell, Jessen & Associates. The firm's executive offices sit behind a locked door with a security code that the receptionist shields from view. There, Mitchell, Jessen maintains a Secure Compartmented Information Facility, or scif, for handling classified materials under C.I.A. guidelines, says a person familiar with the facility. But instead of training C.E.O.'s to survive capture, the company principally instructs interrogators on how to break down detainees.
The sere methods it teaches are based on Communist interrogation techniques that were never designed to get good information. Their goal, says Kleinman, was to generate propaganda by getting beaten-down American hostages to make statements against U.S. interests.
The best and most reliable information comes from people who are relaxed and perceive little threat. "Why would you use evasive training tactics to elicit information?" says Dr. Michael Gelles, former chief psychologist of the Naval Criminal Investigative Service.
The sere tactics aren't just morally and legally wrong, critics say; they're tactically wrong. They produce false leads and hazy memories. "[Mitchell and Jessen] argue, 'We can make people talk,'" says Kleinman. "I have one question. 'About what?'" As one military member who worked in the sere community says, "Getting somebody to talk and getting someone to give you valid information are two very different things."
And yet, when it came time to extract intelligence from suspected al-Qaeda detainees, sere experts became "the only other game in town," according to a report, "Educing Information, Interrogation: Science and Art," put out last December by the Intelligence Science Board of the National Defense Intelligence College.
Exactly how that happened remains unclear. Many people assume that Special Forces operatives looked around for interrogation methods, recalled their sere training, and decided to try the techniques. But the introduction and spread of the tactics were more purposeful, and therefore "far more sinister," says John Sifton, a senior researcher at Human Rights Watch.
Mitchell and Jessen, Sifton says, offered a "patina of pseudo-science that made the C.I.A. and military officials think these guys were experts in unlocking the human mind. It's one thing to say, 'Take off the gloves.' It's another to say there was a science to it. sere came in as the science."
The use of "scientific credentials in the service of cruel and unlawful practices" harkens back to the Cold War, according to Leonard Rubenstein, executive director of Physicians for Human Rights. Back then, mental-health professionals working with the C.I.A. used hallucinogenic drugs, hypnosis, and extreme sensory deprivation on unwitting subjects to develop mind-control techniques. "We really thought we learned this lesson—that ambition to help national security is no excuse for throwing out ethics and science," Rubenstein says.
Some of those who encountered Mitchell and Jessen at the annual conference of all the military's sere programs were skeptical of their assertions. "Jim would make statements like, 'We know how people are responding to stress,'" one sere researcher recalls. "He always said he would show us data, but it would never arrive."
In truth, many did not consider Mitchell and Jessen to be scientists. They possessed no data about the impact of sere training on the human psyche, say former associates. Nor were they "operational psychologists," like the profilers who work for law enforcement. (Think of Jodie Foster's character in The Silence of the Lambs.) But they wanted to be, according to several former colleagues.
"It's a seductive role if you work with [elite] combat-type guys," says the military member who works in the sere community. "There is this wannabe kind of phenomenon. You lose role identity."
Dr. Gelles, who had been at the forefront of trying to stop coercive interrogations at Guantánamo, calls it the "op-doc syndrome": "These sere guys, who were essentially like school counselors, wanted to be in a position where they had the solution to the operational challenge. They cannot help themselves."
But in the incestuous world of the Special Forces, where all psychologists are referred to as "Doc" and revered as experts, "no one ever questions that you might not have a clue what you're talking about," says an intelligence expert who opposed the use of sere tactics.
For a 2005 article in The New Yorker that raised the question of whether sere tactics had been reverse-engineered, Jane Mayer asked Mitchell if he was a C.I.A. contractor. He refused to confirm or deny the claim. But the newly minted op-docs Mitchell and Jessen had been among the experts who gathered at a daylong workshop in Arlington, Virginia, in July 2003, to debate the effectiveness of truth serum and other coercive techniques. The conference, titled "Science of Deception: Integration of Practice and Theory," was funded by the C.I.A. and co-hosted by the American Psychological Association and the Rand Corporation. One of its organizers was Kirk Hubbard, then chief of the C.I.A.'s Research and Analysis Branch. Mitchell and Jessen were named on the attendance list as C.I.A. contractors.
A key participant said that, before the conference, Hubbard called and warned him not to publicly identify attendees from the C.I.A. or ask them what they do, saying, "These people have jobs where deception and interviewing is very important."
Hubbard, who recently retired from the C.I.A., told me when I called him at his home in Montana that he has "no use for liberals who think we should be soft on terrorists." Asked about the work of Mitchell and Jessen, he was silent for a long time, then said, "I can't tell you anything about that."
Mitchell left one clue to his activities in corporate records. In 2004, he filed a notice with North Carolina's secretary of state formally dissolving Knowledge Works. In it, he wrote, "All members of this LLC moved out of the state of NC in March 2002, and subsequently Knowledge Works, LLC ceased to do business 29 March 2002."
Abu Zubaydah had been captured in Pakistan the day before.
One of the first on-the-ground tests for Mitchell's theories was the interrogation of Zubaydah. When he and the other members of the C.I.A. team arrived in Thailand, they immediately put a stop to the efforts at rapport building (which would also yield the name of José Padilla, an American citizen and supposed al-Qaeda operative now on trial in Miami for conspiring to murder and maim people in a foreign country).
Mitchell had a tougher approach in mind. The C.I.A. interrogators explained that they were going to become Zubaydah's "God." If he refused to cooperate, he would lose his clothes and his comforts one by one. At the safe house, the interrogators isolated him. They would enter his room just once a day to say, "You know what I want," then leave again.
As Zubaydah clammed up, Mitchell seemed to conclude that Zubaydah would talk only when he had been reduced to complete helplessness and dependence. With that goal in mind, the C.I.A. team began building a coffin in which they planned to bury the detainee alive.
A furor erupted over the legality of this move, which does not appear to have been carried out. (Every human-rights treaty and American law governing the treatment of prisoners prohibits death threats and simulated killings.) But the C.I.A. had a ready rejoinder: the methods had already been approved by White House lawyers. Mitchell was accompanied by another psychologist, Dr. R. Scott Shumate, then chief operational psychologist for the C.I.A.'s counterterrorism center. Surprisingly, Shumate opposed the extreme methods and packed his bags in disgust, leaving before the most dire tactics had commenced. He later told associates that it had been a mistake for the C.I.A. to hire Mitchell.
With Shumate gone, the interrogators were free to unleash what they called the "sere school" techniques. These included blasting the Red Hot Chili Peppers at top volume, stripping Zubaydah naked, and making his room so cold that his body turned blue, as The New York Times reported last year.
Ultimately, the F.B.I. pulled its agents from the scene and ruled that they could not be present any time coercive tactics were used, says Michael Rolince. It was a momentous decision that effectively gave the C.I.A. complete control of interrogations.
While it was the F.B.I.'s rapport-building that had prompted Zubaydah to talk, the C.I.A. would go on to claim credit for breaking Zubaydah, and celebrate Mitchell as a psychological wizard who held the key to getting hardened terrorists to talk. Word soon spread that Mitchell and Jessen had been awarded a medal by the C.I.A. for their advanced interrogation techniques. While the claim is impossible to confirm, what matters is that others believed it. The reputed success of the tactics was "absolutely in the ether," says one Pentagon civilian who worked on detainee policy.
In response to detailed questions from Vanity Fair, Mitchell and Jessen said in a statement, "The advice we have provided, and the actions we have taken have been legal and ethical. We resolutely oppose torture. Under no circumstances have we ever endorsed, nor would we endorse, the use of interrogation methods designed to do physical or psychological harm."
The C.I.A. would not comment on Mitchell's and Jessen's role. However, a C.I.A. spokesman said the agency's interrogation program was implemented lawfully and had produced vital intelligence.
Dr. Shumate, who now works in the Defense Department as director of the Behavioral Sciences Directorate within the Counterintelligence Field Activity (cifa), did not respond to interview requests. But a cifa spokesman said that Dr. Shumate, who served on the A.P.A.'s task force, supported the association's "guidelines that psychologists conduct themselves in an ethical and professional manner regardless of mission assignment or activity."
Colonel Brittain P. Mallow, 51, was the ultimate straight-up soldier: blue-eyed and poker-faced, with a winning if seldom-seen smile. After 9/11, he was put in command of the Defense Department's Criminal Investigative Task Force (C.I.T.F.), which was charged with assessing which detainees at Guantánamo Bay should be prosecuted. Mallow, who has an advanced degree in Middle East studies and a working knowledge of Arabic, foresaw that the interrogations would be culturally difficult. So his team called on Dr. Michael Gelles, of the Naval Criminal Investigative Service, to form a Behavioral Science Consultation Team (bsct, pronounced "biscuit") of non-clinical psychologists. Its mission was to help establish rapport with detainees.
By the summer of 2002, Mallow was hearing disturbing reports of blasting music and strobe lights coming from the interrogation booths. This was the work of Task Force 170, the Pentagon unit in charge of intelligence gathering in the Southern Command. According to one of Mallow's deputies, the members of Task Force 170 considered the C.I.T.F. to be soft on detainees. They were "hell-bent" on using harsher tactics, another C.I.T.F. official says.
"There were a number of claims that coercive methods had achieved results" during "interrogations in other places," Mallow says. The other C.I.T.F. official recalls that a Task Force 170 officer told him, "Other people are using this stuff, and they're getting praised." (A Pentagon spokesman said all questioning at Guantánamo is lawful and falls within the limits set by the army field manual.)
At a Pentagon meeting where Mallow protested the methods, he says that a civilian official named Marshall Billingslea told him, "You don't know what you're talking about." Billingslea insisted that the coercive approach worked.
Just months after Zubaydah's interrogation, the myth of Mitchell and Jessen's success in breaking him had made its way from Thailand to Guantánamo to Washington, and the reversed sere tactics had become associated with recognition and inside knowledge.
In late spring, Mallow met with Major General Michael E. Dunlavey, who was about to take over as commander of the newly combined JTF-GTMO 170 (Joint Task Force Guantánamo). Mallow briefed Dunlavey on his bsct team's rapport-building efforts and offered him full access to the psychologists. About a month later, he claims, Dunlavey had appropriated the acronym but set up a separate bsct team, cobbled together in part from clinical psychologists already at Guantánamo. Before activating the new bsct team, Dunlavey sent its members to Fort Bragg for a four-day sere-school workshop. (Dunlavey, now a juvenile-court judge in Erie, Pennsylvania, did not respond to requests for comment.)
On December 2, 2002, Secretary of Defense Donald Rumsfeld granted JTF-GTMO 170's request to apply coercive tactics in interrogations. The only techniques he rejected were waterboarding and death threats. Within a week, the task force had drafted a five-page, typo-ridden document entitled "JTF GTMO 'SERE' Interrogation Standard Operating Procedure."
The document, which has never before been made public, states, "The premise behind this is that the interrogation tactics used at US military sere schools are appropriate for use in real-world interrogations" and "can be used to break real detainees."
The document is divided into four categories: "Degradation," "Physical Debilitation," "Isolation and Monopoliztion [sic] of Perception," and "Demonstrated Omnipotence." The tactics include "slaps," "forceful removal of detainees' clothing," "stress positions," "hooding," "manhandling," and "walling," which entails grabbing the detainee by his shirt and hoisting him against a specially constructed wall.
"Note that all tactics are strictly non-lethal," the memo states, adding, "it is critical that interrogators do 'cross the line' when utilizing the tactics." The word "not" was presumably omitted by accident.
It is not clear whether the guidelines were ever formally adopted. But the instructions suggest that the military command wanted psychologists to be involved so they could lead interrogators up to the line, then stop them from crossing it.
In a bizarre mixture of solicitude and sadism, the memo details how to calibrate the infliction of harm. It dictates that the "[insult] slap will be initiated no more than 12–14 inches (or one shoulder width) from the detainee's face … to preclude any tendency to wind up or uppercut." And interrogators are advised that, when stripping off a prisoner's clothes, "tearing motions shall be downward to prevent pulling the detainee off balance." In short, the sere-inspired interrogations would be violent. And therefore, psychologists were needed to help make these more dangerous interrogations safer.
Soon, the reverse-engineered sere tactics that had been designed by Mitchell and Jessen, road-tested in the C.I.A.'s black sites, and adopted in Guantánamo were being used in Iraq as well. One intelligence officer recalled witnessing a live demonstration of the tactics. The detainee was on his knees in a room painted black and forced to hold an iron bar in his extended hands while interrogators slapped him repeatedly. The man was then taken into a bunker, where he was stripped naked, blindfolded, and shackled. He was ordered to be left that way for 12 hours.
At the Abu Ghraib prison, military policemen on the night shift adopted the tactics to hideous effect. In what amounted to a down-market parody of the praise heaped on Mitchell and Jessen, Specialist Charles A. Graner Jr., a former prison guard from Pennsylvania, received a commendation for his work "softening up" detainees, according to the documentary The Ghosts of Abu Ghraib. He appears repeatedly in photographs, smiling and giving thumbs-up before human pyramids of naked detainees. In 2005, he was convicted on charges of abuse. In their statement, Mitchell and Jessen said that they were "appalled by reports" of alleged abuses at Abu Ghraib and Guantánamo and had not been involved with them in any way.
Supreme Court justice Antonin Scalia recently made his case for heavy-handed interrogation tactics via a surprisingly current pop-culture reference. "Jack Bauer saved Los Angeles," he told a panel of judges, referring to the torturer protagonist of the Fox series 24. "Are you going to convict Jack Bauer?"
In the real world, however, it is increasingly clear that the U.S. has sacrificed its global image for tactics that are at best ineffective. "We are not aware of any convincing evidence that coercive tactics work better than other methods of obtaining actionable intelligence," said Senator Carl Levin, Democrat of Michigan.
Under Levin's leadership, the Senate Armed Services Committee has been probing the military's alleged mistreatment of detainees and intends to hold hearings. In a statement to Vanity Fair, Levin says that he finds the reported use of sere tactics in interrogations "very troubling," and that his committee is looking specifically at "the accountability of officials for actions or failures to act."
Mitchell and Jessen have become a focus of the investigation. In June, the online news magazine Salon reported that the Defense Department, responding to a request from Levin's committee, ordered top Pentagon officials to preserve any documents mentioning the two psychologists or their company in Spokane.
Meanwhile, business appears to be booming at Mitchell, Jessen & Associates. It has 120 employees and specializes in "understanding, predicting, and improving performance in high-risk and extreme situations," according to a recruitment ad at a recent job fair for people with top security clearances.
The principals of Mitchell, Jessen & Associates are raking in money. According to people familiar with their compensation, they get paid more than $1,000 per day plus expenses, tax free, for their overseas work. It beats military pay. Mitchell has built his dream house in Florida. He also purchased a BMW through one of his companies. "Taxpayers are paying at least half a million dollars a year for these two knuckleheads to do voodoo," says one of the people familiar with their pay arrangements.
Last December, the nation's best-known interrogation experts joined together to release a report, called "Educing Information," that sought to comprehensively address the question of which methods work in interrogations.
Scott Shumate served as an adviser to the report, which concluded that there is no evidence that reverse-engineered sere tactics work, or that sere psychologists make for capable interrogators. One chapter, authored by Kleinman, concludes: "Employment of resistance interrogators—whether as consultants or as practitioners—is an example of the proverbial attempt to place the square peg in the round hole."
But it is one of the features of our war on terror that myths die hard. Just think of the al-Qaeda–Iraq connection, or Saddam Hussein's W.M.D. In late 2005, as Senator John McCain was pressing the Bush administration to ban torture techniques, one of the nation's top researchers of stress in sere trainees claims to have received a call from Samantha Ravitch, the deputy assistant for national security in Vice President Dick Cheney's office. She wanted to know if the researcher had found any evidence that uncontrollable stress would make people more likely to talk.
Katherine Eban is a Brooklyn-based journalist and Alicia Patterson fellow who writes about issues of public health and homeland security. Her book, Dangerous Doses: A True Story of Cops, Counterfeiters, and the Contamination of America's Drug Supply, was excerpted in the May 2005 issue of Vanity Fair.
*O artigo acima pode ser relacionado a este, publicado no site DEMOCRACY NOW!
[ N.do Blog ] : Caso alguém leia esse texto e saiba traduzí-lo decentemente ( meu inglês é nível "on the table" ) e queira ter esse trabalho, agradeceríamos deveras.

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