quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Voltei, mas já estou indo: Fiesp e seu abaixo-assinado...

( Voltei, mas é para comentar a notícia abaixo )
Porquê a FIESP, quando possuía ( pelo menos aparentemente ) mais força, como foi durante a administração FHC, não fez essa p***a de abaixo-assinado? O governo do tucano não era mais capacitado? Então, podia muito bem prescindir da cobrança. Além desse cenário desolador pelo qual passamos àquela época, devemos lembrar da horrenda taxa de juros - nosso primeiro projeto espacial realmente bem-sucedido - que FHC deixou como seu um de seus legados. Hipocrisia e cabotinismo.
Fiesp entrega abaixo-assinado com 1,3 milhão de assinaturas contra CPMF
COMISSÕES / Constituição e Justiça
31/10/2007
Abaixo-assinado com 1,3 milhão de assinaturas de brasileiros contrários à renovação da Contribuição Financeira sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi entregue nesta quarta-feira (31) pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, à senadora Kátia Abreu, relatora da proposta de emenda constitucional (
PEC 89/07) apresentada pelo governo ao Congresso para renovar a cobrança do tributo por mais quatro anos. Organizadas em vários volumes, as folhas do documento chegaram à comissão em carrinhos de supermercado empurrados por assessores de Skaf.
A passagem do documento às mãos de Kátia Abreu, marcada por aplausos, aconteceu logo depois de sua participação em audiência que debateu a matéria.
A manifestação foi classificada pelo presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE) como uma demonstração de democracia participativa. Mas houve questionamentos por parte do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que considerou o ato como "inusitado". O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) teceu crítica aberta, dizendo que a recepção à manifestação contrariava as regras de funcionamento do colegiado e desorganizava os trabalhos.
Suplicy disse que a manifestação foi tranqüila e democrática. No entanto, questionou se teria havido a mesma tolerância caso ato semelhante tivesse sido patrocinado no ambiente por iniciativa de manifestantes do Movimento dos Sem-Terra (MST). Fez considerações, ainda, sobre a atitude que o presidente anterior da CCJ, o falecido senador Antonio Carlos Magalhães, teria tido frente a idêntica ocorrência.
- Ele tinha muita preocupação com a ordem dos trabalhos - disse.
Para o sucessor de Antonio Carlos na CCJ, seu filho Antonio Carlos Junior (DEM-BA), o ex-presidente da CCJ não teria feito objeções ao ato. Aproveitou para salientar as convicções democráticas do pai, ao observar que ACM, ainda durante o período ditatorial, acolheu no Centro de Convenções de Salvador o congresso que marcou a retomada das atividades da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Para Tasso, Antonio Carlos não teria permitido o ato. Segundo ele, a manifestação foi "simpática e democrática", mas não condizia com os trabalhos da comissão.Salientou que as regras devem ser respeitadas em atenção à própria democracia e que outras manifestações, "não tão simpáticas", poderia se multiplicar daqui para frente no colegiado. - Com sua sutileza, o que o senador Suplicy quis foi convidar outras entidades para fazerem a mesma coisa - interpretou.
Gorette Brandão /
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Cansei e saí de férias!!! Blog temporariamente em recesso. Até quando eu não sei.


Umas últimas palavras: manter um blog vicia e cansa . E é só o que eu tenho feito. Percebo, quando em visita aos outros blogs, que muitos deles colocam apenas um único post ao dia. Eu não consigo fazer isso. Sempre acho que falta coisa, que estou esquecendo de alguma coisa, que não estou me esforçando. Eu costumo visitar sites e blogs estrangeiros ( leia-se: em inglês e espanhol, que eu arranho um pouco), e leio cada coisa. A bem da verdade, gosto ( "gosto" é modo de falar ) de frequentar os sites americanos de ativistas anti-guerra, anti-Bush, anti-Republicanos e é de pasmar a quantidade de informações que poderiam estar circulando entre nós, verdadeiros debates sobre a invasão do Iraque, Israel, Irã, Rússia, sem haver, exatamente ( espero que me entendam ) o compromisso com o "comunismo internacional" ( alguém consegue imaginar um comunista americano? Acho que, se você andar no Texas com uma camisa do América [ exceto o Mineiro, que acho que é verde-e-branco ] eles vão chamar a CIA na hora, e você jamais será visto novamente. Eu li em algum lugar que chamavam Jack London de "o garoto socialista de Oakland ) que tanto apavora uma parcela de nossa sociedade. Mas me desviei do assunto

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Pois bem. Quando passo, de uma forma bem ordinária, os olhos naqueles textos, e sabendo que muito daquilo não será lido por nós, eu me sinto um lixo. Não tenho tempo para ler da forma que gostaria, e também não disponho desse mesmo tempo para traduzir - mesmo que, às vezes, eu o faça de forma bem fuleira, mas tentando ser fiel ao sentido - tudo aquilo que eu, na verdade, nem mesmo chego a ler de forma decente. Afinal, eu também tenho que buscar coisas aqui.




Pois bem. Alguém aí já se deu conta da trabalheira que muitos de nós ( acho que também estou nessa, né? ) tiveram nesses últimos 2 anos, na verdadeira batalha de palavras via WEB que sucedeu as denúncias do "suposto mensalão"? Para mim, havia começado antes de 2005, pois eu já enviava cartas para jornais, tentando questionar a cobertura nojenta que faziam da administração Marta, ou a proteção que esse mesmo imprensalão dava ( e dá ) aos desmandos tucanos. Era desgastante. Se Nero fosse Governador e pertencesse ao PSDB, quando botasse fogo em São Paulo, o jornal ia dar: "Lula perde controle de incêndio e Nero questiona governo federal". Ia ser meio assim. Já é assim.




E veio a época em que tive a impressão de que minhas cartas não saíam mais, na frequência de tempos anteriores, o que me motivou a escrever um blog ( este ). Eu não entendia praticamente nada de computador, informática. Tanto é que, caso eu tenha leitores e estes tenham percebido, toda hora tem um mudança no blog, porque eu sempre estou tentando aprender alguma coisa, e uso o próprio Cata-Milho como cobaia. Perdi a conta das cagadas que fiz.




Enfim, mesmo apenas navegando e copiando textos, acho que devo esquecer um pouco este blog. Evitar jornais e noticiário. Descansar. E é isso que eu vou fazer, por algum tempo. Não sei ainda quanto tempo.



Estou dizendo tudo isso, porque este tempo em que eu abandonar este blog, eu não vou escrever nada, nem aqui e nem na filial, o Encalhe. Vai ser um teste para mim, o pessoal aqui de casa já cansou de me advertir. Não que eu queira dar muita importância a este blog, que nem tenho capacidade de estimar. De uma forma ou de outra, eu achava que estava cumprindo um papel ativo na defesa daquilo que julgo ser o correto, seja o governo do Lula ou um acompanhamento mais próximo dos desdobramentos do craterão do metrô, tão esquecido pelo nosso imprensalão. Mas golpe atrás de golpe, quem dá conta? Você mal sai do conto do "suposto mensalão" e no outro dia tá lá a manchete: "Petistas roubam cofre do Planalto e mandam para Cuba".



As contagens de acessos dizem que temos algumas ( 3 ou 4 )dezenas de visitas garantidas, diariamente ( Muito obrigado. ) e eu não queria abandonar o barco. Mas acho que, eventualmente o Vinícius pode escrever alguma coisa aqui.






Até.






OBS: Vou sugerir um chiste: quem tem lá pelos seus 40 anos, deve se lembrar das propagandas que saíam nos gibis da Disney na década de 70, falando de um tal "Dia do Desaniversário". Uma forma de incentivar os pais a abrirem cadernetas de poupança para os filhos, como presente: se o garoto nasceu no dia 20 de Abril, por exemplo, cada dia 20 de Abril seria seu aniversário, e os dia 20 dos outros meses seriam, então, o "Dia do Desaniversário".



Para que nunca mais na história desse país, barbaridades como o craterão do Metrô sejam empurrados para o esquecimento pelo imprensalão, devemos comemorar o "Dia do Desaniversário" do Craterão. Eu não lembro o dia exato que isso ocorreu, mas todos os seus iguais de cada mês, serão dia de "comemoração" ( ou de lembrança, se preferirem ). Quem tiver um blog ou site, quendo chegar o dia, só escreve umas linhas, uma mensagem. Prá encher o saco mesmo. Pode até mandar desses cartões e-mail. Seria um sarro, eu acho.



Não aprontem na minha ausência, e não esqueçam de dar comida aos peixes, regar as plantas e pegar a correspondência.




Agora sim: Passar bem.


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terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Histórica vitória de Itamar Franco na Justiça defazendo negociata tucana, inspira Paraná a continuar lutando pela Sanepar", diz Requião

Requião diz que a Sanepar pertence aos paranaenses e que luta continua
30/10/2007
O governador Roberto Requião afirmou nesta terça-feira (30) que continuará a lutar pela retomada definitiva do controle da Sanepar. “Estamos defendendo o interesse público. A Sanepar pertence a todos os paranaenses”, disse o governador na abertura da reunião semanal da Escola de Governo, realizada no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.“O Governo do Paraná está investindo na Sanepar. O grupo de empresas privadas que comprou, a preço de fim de feira, 32% das ações, jamais colocou um tostão”, disse Requião. “Fizemos um empréstimo num banco japonês, o Jbic, e investimos cerca de R$ 1 bilhão na Sanepar. Esse é um financiamento feito ao Governo do Paraná. Já que estamos investindo, queremos aumentar do capital da empresa. Por isso, os sócios privados recorrem à Justiça para fulminar as iniciativas do Governo”, explicou o governador.
Requião lembrou que uma das conseqüências da gestão privada na Sanepar é a tarifa de esgoto de Curitiba — 5% mais cara que a das demais cidades paranaenses atendidas pela empresa. “Isso é fruto de uma decisão da prefeitura à época da renovação da concessão de água e saneamento, feita no período em que a Sanepar era administrada pelo consórcio privado. Inventou-se uma concessão onerosa, isto é, a prefeitura vendeu as residências da cidade. Isso chama-se negócio privado, chama-se privataria”, afirmou.
“Esse negócio foi feito pelos mesmos sócios privados que decidiram duplicar a distribuição de lucros na Sanepar. Com esse artifício, eles receberam muitos mais do que pagaram pelas ações da empresa, que custaram pouco mais de R$ 200 milhões. É contra isso que estamos brigando”, disse o governador.
A luta de Requião pela devolução da Sanepar às mãos dos paranaenses recebeu apoio de várias lideranças paranaenses. “É fundamental que o Estado do Paraná continue controlando a Sanepar”, disse na última sexta-feira (26) O senador Alvaro Dias (PSDB). Nesta segunda-feira (29), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que é “importante” que a estatal seja gerida pelo Governo do Paraná.
A presidente da Fundação France Libertes e viúva do estadista francês François Mitterrand, Danielle Mitterrand, disse em recente visita ao Paraná que apóia a luta do governador Roberto Requião para retomar o controle público da Sanepar. “Nós apoiamos o governador Requião na luta contra as multinacionais francesas para garantir o uso social da água para o povo do Paraná”, falou Danielle.
A luta do Governo do Paraná pela retomada da Sanepar tem um precedente importante — a retomada da Cemig, estatal de energia mineira, pelo governo de Minas Gerais. Uma decisão definitiva — que não admite recurso — do Tribunal de Justiça mineiro, proferida em 2001, anulou pacto de acionistas semelhante ao firmado entre Sanepar e Dominó.

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"A porta da rua é serventia da casa. Sygenta deve arrumar a trouxa e ir embora do Paraná", diz Requião ( São Paulo vai estender o tapete vermelho? )

“Syngenta não é bem-vinda no Paraná”, afirma Requião
30/10/2007
“A Syngenta não é bem-vinda no Paraná”, disse nesta terça-feira (30) o governador Roberto Requião. “É absolutamente inaceitável que milícias privadas executem cidadãos paranaenses, estejam eles certos ou errados”, afirmou, na abertura da reunião semanal da Escola de Governo, realizada no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
“Determinei que a Secretaria de Segurança Pública aja com a máxima dureza nesse caso. Sempre que o capital estrangeiro organizar milícias de liquidação, à moda Tropa de Elite, encontrará uma forte resistência no Governo do Paraná. Não é possível assistir com passividade a esse tipo de violência”, falou o governador.
O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, enviou três delegados de outras cidades a Cascavel (Oeste do Estado) para apurar os dois homicídios cometidos durante confronto entre seguranças privados e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que ocupavam a fazenda experimental da multinacional suíça Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste. “Queremos evitar que pressões afetem os rumos da investigação”, explicou Requião.
EXECUÇÃO — Um dos mortos, o líder sem-terra Valmir Mota de Oliveira, o Keno, pode ter sido executado. “Segundo me informa a Polícia Civil, ele teria sido colocado de joelhos e executado com um tiro na cabeça”, afirmou o governador. Requião contou que o MST decidiu fazer a manifestação na fazenda — que fica na área de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu — depois que o presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou a suspensão da produção comercial de transgênicos e determinou a tomada de medidas que reduzam em 50% o uso de defensivos agrícolas no país.
“Por causa disso, o MST resolveu fazer um protesto no espaço da Syngenta. O MST tem seus acertos e seus erros, mas é um movimento social, e assim continuará sendo tratado pelo Governo do Paraná. Os manifestantes entrariam, marcariam uma posição e se retirariam”, disse o governador. “Mas os suíços mobilizaram suas forças de segurança, e um dos manifestantes foi executado”, acrescentou.
FORA DA LEI — Requião lembrou que a Syngenta não pode produzir sementes transgênicas em seu país de origem (a Suíça) decidiu banir organismos geneticamente modificados após realizar plebiscito sobre o assunto. “Se fizessem na Suíça o que fazem aqui, os executivos da Syngenta estariam presos. Mas, aqui, eles conseguiram modificar a legislação brasileira para plantar transgênicos na área de amortecimento de um parque nacional”, afirmou.
“Por isso, como governador, quero deixar claro que a Syngenta não é bem-vinda no Estado do Paraná”.

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Globo contra-ataca e diz que Carta Capital lhe procurou antes

CartaCapital propõe espaço e depois recusa anúncio da Rede Globo
Marcelo Tavela
A história foi contada pelo próprio Mino Carta em seu blog e depois publicada na última edição de CartaCapital: a Rede Globo ficou em 20º lugar na pesquisa de empresas mais admiradas do País preparada pela publicação. Em um anúncio para a edição especial criado pela emissora, a Globo atestava: “De tanto nos investigar, a CartaCapital acabou descobrindo o que você já sabia”.
O anúncio foi recusado. CartaCapital expôs em carta a José Land, diretor de propaganda da Central Globo de Comunicação (CGCom), que a pesquisa foi realizada com 1200 executivos, o que não representa a maioria do povo brasileiro, e que a peça era ofensiva. Land respondeu, segundo a revista, que eles poderiam se sentir “ofendidos pelo tratamento invariavelmente hostil”, e que era esperado um “comportamento cordial, compatível com a liberdade de expressão que tanto defendem”.
Mino comparou a sutileza do anúncio a uma divisão Panzer do exército alemão na Segunda Guerra, afirmando que era uma “falta de senso de oportunidade e desfaçatez”.
Globo
“O que ele sonegou dos seus leitores foi que o setor comercial da CartaCapital entrou em contato oferecendo espaço para o anúncio. Como nós íamos ficar sabendo da pesquisa?”, rebate Luís Erlanger, diretor da CGCom. “Só achamos que uma revista que vive em campanha contra a Globo talvez acolhesse a nossa criatividade. Quer dizer que apesar de tudo que eles condenam o nosso dinheiro é bem-vindo?”.
Mino Carta foi procurado após as declarações de Erlanger e, até a publicação desta matéria, não se manifestou.
30/10/07

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Advogado critica imprensalão por seus contumazes excessos e condenações precipitadas. E tem ainda quem junte jornal a processo, como "prova".

Sob sigilo
Imprensa também deve respeitar o devido processo legal
Asdrubal Júnior
Já virou rotina nos noticiários da televisão, nas páginas do jornal e das revistas semanais, ouvir ou lermos trechos de conversas privadas de pessoas importantes na sociedade, quase sempre oriundas de gravações realizadas com autorização judicial, em processos que teriam que ser por força de lei, sigilosos.
Porém, são tão hábeis e velozes na obtenção dessas informações, que quase paralelamente com as ações policiais, ganha grande destaque na mídia o teor dessas investigações. É verdade que a imprensa quer noticiar, afinal esse é o seu papel, que está dentro do espírito da liberdade de imprensa. E, ademais, existem muitas pessoas que querem consumir essas notícias, pois o escândalo com pessoas importantes, em regra, rende bastante interesse.
Os advogados desses investigados, quase sempre, tomam conhecimento dos fatos pelo que foi noticiado na mídia, muito antes do que, talvez um dia, terão acesso no processo.
E assim ergue-se um novo processo paralelo – o da mídia, cujas regras são do “Vale-Tudo”, em que nem sempre se aplicam os fundamentais princípios da ampla defesa, contraditório, devido processo legal, inadmissibilidade das provas ilícitas, e tantos outros relevantes. Aliás, os advogados, enquanto crepitam as “prisões espetaculares e midiáticas” e necessitam de informações para orientarem seus trabalhos, normalmente não as conseguem nos andamentos processuais nas páginas oficiais dos tribunais que mantêm consulta processual na internet, e assim recorrem, primeiramente, aos sites de notícias, pois lá a informação chegará primeiro.
Assim, são estimulados a fazer suas defesas também pela mídia, e alguns cedem à tentação, ao glamour dos holofotes e à pressão de darem uma resposta rápida, que o processo legítimo não é capaz de oferecer. Porém, esquecem que a mídia, com seus repórteres habilidosos, com sua grande rede pulverizada em todo o mundo, com seu poderio econômico, busca confirmar ou detonar as versões apresentadas. E quando detonam as versões, isso é útil aos órgãos policiais ou acusatórios, funcionam quase como uma delegação de atribuições que lhes seria própria.
Se a mídia se utiliza dos fatos e das versões para dar sentido ao seu jornalismo e ao humor que satiriza os acontecimentos, por outro lado, é óbvio que muitos têm se utilizado dela para atender a seus interesses, nem sempre legítimos, ou ingenuamente acreditar que atenderão aos seus interesses.
Não seria possível a exposição de informações sigilosas, se não fosse, é claro, a conivência e a convergência de interesses de certas pessoas que são fontes dessas informações, que, por dever de ofício, tiveram acesso às informações, ou teriam que preservá-las reservadas, mas que no fundo desejam que as informações sejam expostas, por razões diversas.
Também não é raro ver que muitos inquéritos ou denúncias estão, em grande parte, baseados em notícias divulgadas na mídia. Assim, recortes de jornais e revistas, DVDs e CDs de áudio são cada vez mais utilizados nos processos oficiais, os legítimos, para referendar argumentos de parte a parte, em regra, os argumentos incriminatórios. É uma singela demonstração de que o processo paralelo começa a ganhar validade no processo oficial. É o “drible da vaca” na máxima de que o que não está nos autos, não está no mundo, pois levam aos autos o que foi produzido sem legitimidade fora dele. E assim não incomoda se o fruto teve ou não origem na árvore envenenada.
Claro que essa exposição e as conclusões precipitadas que a ela se seguem, em regra, são catastróficas para a imagem e vida de muitas pessoas de algum modo relacionadas com a investigação oficial. Mas, isso, de fato, não importa! Pois, nessa lógica que, infelizmente, parece predominar, os fins justificam os meios, e muito mais vale que alguns justos paguem pelos pecadores, se assim teremos a certeza que muitos pecadores pagarão também.
Há muito que se refletir! É ético ou lícito que alguém que detenha uma informação confidencial, a informe para pessoas não autorizadas, e ainda, sabedor de que ganhará o conhecimento geral com sua atitude? E se a obtenção foi clandestina, é ético divulgá-la?
A presunção de inocência e o caráter reservado do inquérito e das investigações, com acesso restrito a certas pessoas, têm razão de ser. Conclusões açodadas em nada são úteis ao estabelecimento da verdade. A execração pública e precipitada de pessoas é mal que transcende às pessoas referidas, afeta toda a sociedade, e macula a democracia. O devido processo legal deve ser respeitado. Se quisermos ética, sejamos éticos na preservação das informações sigilosas, na investigação, no processo e no julgamento.

Sobre o autor
Asdrubal Júnior: é advogado, sócio da Asdrubal Júnior Advocacia e Consultoria S/C e editor-chefe da Revista Jurídica Justilex.
30 de outubro de 2007

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Caso Renan Calheiros: Governador tucano notificado e deverá ser ouvido por Jefferson Peres

Juiz que acusou João Lyra de assassinato depõe perante Jefferson nesta quarta
O senador Jefferson Péres (PDT-AM), relator da terceira representação contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ouve nesta quarta-feira (31), às 10h, em sessão reservada, o juiz da 16ª Vara Criminal de Maceió, Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira. Ele foi notificado por Jefferson por ter enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) notícia crime acusando o usineiro João Lyra de ser o autor intelectual do assassinato do funcionário da Secretaria da Fazenda de Alagoas Sílvio Viana.
A terceira representação, apresentada pelo PSDB e o DEM, tem como base reportagem da revista Veja, na qual Lyra fala sobre uma suposta sociedade secreta entre ele e Renan em um jornal e duas emissoras de rádio em Alagoas. Na defesa prévia encaminhada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar na semana passada, Renan negou a existência da sociedade e descreveu Lyra como um homem sem credibilidade para fazer a acusação.
Esta será a primeira das cinco pessoas notificadas pelo conselho a ser ouvida por Jefferson. O primo e suposto testa-de-ferro de Renan, Ildefonso Tito Uchoa, respondeu à notificação dizendo que aceita apresentar as respostas por escrito. O Conselho de Ética não tem poderes para obrigar alguém a depor.
Além do juiz, cuja audição foi sugerida por Renan em sua defesa, e de Tito Uchoa, foram notificados o próprio João Lyra; o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), e o empresário Nazário Pimentel, que segundo a matéria, vendeu as empresas a Renan e ao usineiro.
Nelson Oliveira
29/10/07
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Investigações descobrem indícios de tentativa de execução de sem-terra

AEN
29/10/2007
As investigações sobre o tiroteio na fazenda experimental Syngenta Seeds, conduzidas pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), derrubaram a versão dos seguranças da empresa NF, que alegaram apenas ter reagido a ataque dos trabalhadores sem terra. No fim de semana, a polícia cumpriu 10 mandados de busca e apreensão, nas casas dos seguranças, na sede da fazenda, e na empresa de segurança. Na casa de um dos seguranças foi encontrada uma pequena quantidade de maconha. Na NF, a polícia encontrou três revólveres calibre 38. “Aos poucos e com muitas provas e fortes indícios estamos desvendando o que aconteceu na fazenda, naquele domingo”, disse o delegado do Cope, Renato Bastos Figueiroa.
Na manhã desta segunda-feira (29), 11 trabalhadores rurais reconheceram três dos sete seguranças que estão presos como os mesmos homens que estiveram na área da fazenda da multinacional Syngenta. A Justiça determinou que a NF apresente todas as suas armas num prazo de 24 horas a pedido do Cope. Segundo a Polícia Federal, a empresa tem 18 armas registradas. “É necessário termos as armas para que sejam periciadas”, disse o delegado.
A polícia encontrou provas que não houve segurança refém e conseguiu fortes indícios que a sem-terra Izabel Nascimento de Souza, ferida gravemente com um tiro no olho, teria sido vítima de tentativa de execução. Além disso, o mesmo segurança acusado de atirar em Isabel teria várias passagens pela polícia, entre elas a de formação de quadrilha e roubo. Os policiais, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão no fim de semana, encontraram maconha na casa de um dos seguranças envolvidos.
Segundo Figueiroa, Izabel teria sido obrigada a se ajoelhar antes de ser baleada. Ela teria sido confundida pelo segurança, com Célia Aparecida Lourenço, uma das líderes da Via Campesina, jurada de morte desde março deste ano. “Antes de atirar, o segurança teria ainda perguntado se ela era a Célia”, disse Figueiroa. Izabel já reconheceu, através de diversas fotografias levadas pelos policiais ao hospital onde está internada, o segurança Alexandre de Jesus como o autor do disparo. De acordo com Figueiroa, além de calúnia e difamação e porte ilegal de armas, Alexandre de Jesus também tem passagens por formação de quadrilha e roubo.
Sobre o caso de Izabel, o delegado aguarda agora o parecer de um médico legista para apontar a trajetória da bala no corpo da sem-terra. “Se o laudo do legista mostrar que o tiro foi dados de cima para baixo ficará comprovado que houve intenção de executar a Izabel”, explicou o delegado. Segundo o delegado, outra testemunha reconheceu o segurança Rodrigo de Oliveira Ambrósio como a pessoa que matou o agricultor Valmir Mota de Oliveira.
FARSA – Também neste fim de semana, o delegado descobriu que é falsa a acusação que os sem-terra tivessem mantido o segurança Fábio Ferreira refém. Segundo o delegado, a própria esposa de Ferreira afirmou, em depoimento, que ele já estava em casa por volta das 9h daquela manhã, momento que teria sido feito refém. “Os seguranças falaram que retornaram para área por volta das 13h30, para buscar o Fábio, mas na verdade o Fábio estava junto com eles e não era mantido refém”, disse.
Outra testemunha diretamente ligada aos seguranças confirmou para a polícia que viu os seguranças armados num barracão abandonado, nas proximidades da fazenda da multinacional Syngenta. Além dela, outra testemunha foi ouvida, sábado (27), e confirmou que os seguranças estavam armados. Ele afirmou que viu também uma van branca saindo do local. “Provavelmente as armas foram retiradas por este veículo. Quando os seguranças foram presos, a polícia não encontrou armas”, informou Figueiroa. Segundo o delegado, o vídeo entregue pelos sem-terra mostra claramente um dos seguranças empunhando uma pistola.
A acusação de que os policiais do Cope estariam coagindo os seguranças presos para adquirir informações sobre o caso é falsa e caluniosa. Segundo o delegado chefe do Cope, Miguel Stadler, os advogados da defesa estão tentando desviar o foco das atenções depois que os policiais descobriram os indícios de execução no caso.
Durante o reconhecimento, um dos seguranças apontou o sem-terra Celso Ribeiro Barbosa como o autor da morte do segurança Fábio Ferreira. Segundo o delegado Renato, esse reconhecimento foi suspeito já que os seguranças chegaram conversando sobre Celso.

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César Maia corta verbas, mas operação Tapa-Buracos não foi prejudicada

Câmara conclui que verba para proteção de encostas reduziu com César Maia
A Comissão de Orçamento da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro concluiu que houve uma queda na verba destinada ao Programa de Contenção de Encostas durante o governo de César Maia (DEM-RJ) nos últimos anos.
O estudo é baseado em relatório do Tribunal de Contas do Município, apontando que “a dotação orçamentária destinada ao Programa de Contenção de Encostas tem sido insuficiente ao longo dos anos”. Ele mostra que o programa de proteção das encostas recebeu um maior volume de recursos em 1996, mas no final de 2005 o valor foi apenas de R$ 4.695 milhões caindo para R$ 2.598 milhões em 2006.
“A prioridade que a prefeitura vem dando desde 2005 é de obras emergenciais e obras que eles chamam de alto risco, não existe mais as preventivas”, afirmou a presidente da Comissão, vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB). César Maia tentou se explicar: “Na medida em que você entra com contenção de encosta na cidade inteira, declina o investimento na margem, é óbvio. Essa chuva aconteceu na cidade toda e não houve problema em lugar nenhum. No Rebouças, talvez tenha ocorrido uma falha de controle no escorrimento de água que não é um ponto de acompanhamento nosso”.
A Geo-Rio e a RioÁguas também embarcaram na linha do prefeito de jogar a responsabilidade do acidente no túnel Rebouças sobre a Cedae, que contestou. O presidente da Cedae, Wagner Victer, destacou que a tubulação passa a um quilômetro do local. “Em hipótese alguma poderia ter causado o deslizamento no Rebouças. Mais uma vez a prefeitura está querendo passar a culpa para a Cedae”, afirmou Victer, acrescentando que a versão da prefeitura sai do âmbito técnico e entra “no âmbito cômico”.
ed. 2615
31/10/07

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Revista vEJA, a inescrupulosa, chantegeia sem dó.



“Veja” promove achacadores tentando interferir em relatórioPublicação deu espaço para divulgar difamação contra o relator Jefferson Peres e coagi-lo a condenar Renan sem prova

“Veja” deste último fim de semana desce mais alguns metros pela manilha da chantagem, do achaque e da falta de escrúpulos. Em um texto verdadeiramente asqueroso, essa co-produção do Civita com os racistas sul-africanos, usa seu principal espaço para divulgar uma difamação contra o senador Jefferson Peres, relator, no Conselho de Ética, do próximo processo contra o senador Renan Calheiros.
A própria revista acaba por revelar que o vídeo que consta do DVD trombeteado por ela apareceu na campanha municipal de 2004 – e se refere a acontecimentos de 30 anos atrás, quando Peres era diretor de uma siderúrgica, e sobre os quais o senador já disse o que havia para dizer, assim como já houve as investigações que tinham de haver.
Portanto, a única coisa de novo que “Veja” acrescenta é promover uma calhordice municipal – ou, no máximo, regional – a assunto nacional.
Naturalmente, o texto se apresenta como uma defesa do senador Peres contra uma suposta ação de Renan, que estaria enviando DVDs e dossiês a outros senadores, para desmoralizar o relator do processo. Ou seja, o senador Peres estaria sendo vítima de seu colega, e não da “Veja”.
Não é a primeira vez que os extorsionários da Abril tratam o país, especialmente seus meios políticos, como se fosse um magote de retardados. Aliás, isso é o que a “Veja” faz sempre, ainda que devam existir exceções até agora não detectadas por nós.
A questão é a seguinte: o senador Renan quer ser absolvido ou quer ser cassado? Pois, se ele quisesse ser cassado, não haveria forma melhor do que essa.
Foi exatamente o que declarou o senador Jefferson Peres, no sábado, em entrevista à CBN: “Uma hipótese [de quem estaria por trás] seria gente do Renan, mas seria uma coisa tão burra que eu não acredito que ele fizesse isso. Eu acho que os meus adversários aqui e no Amazonas se aproveitaram disso para mandar o DVD. Até para [outros] pensarem que foi o Renan”.
Realmente, até agora, de todas as acusações que “Veja” fez a Renan, ainda não apareceu a de que seja um perigoso suicida. Pelo contrário, a acusação é a de que ele é capaz de tudo para continuar a viver – o que é, evidentemente, uma calúnia, pois Renan jamais pertenceu à família Civita.
Portanto, nos parece que o senador Peres tocou no ponto essencial. Mas por que a “Veja” promoveu essa produção de algumas pulgas a assunto político mais importante de sua edição? Ou, antes disso, quem são essas pulgas, cujas imundícies “Veja” está propalando, na sua atividade permanente de promover os crápulas?
Segundo a própria revista, o vídeo teria sido encomendado por Egberto Batista, irmão do ex-senador Gilberto Miranda. Os leitores mais antigos do HP já conhecem esses nomes: fizeram parte da matilha de predadores de Collor. Depois, fizeram parte da matilha de predadores de Fernando Henrique: até uma lei foi aprovada pelos tucanos na Assembléia de São Paulo, e sancionada por Covas, retirando uma ilha – a ilha das Cabras – do Parque Estadual de Ilhabela, para que Gilberto Miranda tivesse esse patrimônio ecológico à disposição do seu lazer.
Os dois enriqueceram fazendo lobby para empresas estrangeiras que se instalavam na Zona Franca de Manaus - e sempre aparecendo em outros negócios, para dizer o mínimo, esquisitos. O falecido senador ACM contava uma história exemplar: “Com a maior cara-de-pau, [Gilberto Miranda] me cobrou por telefone: ‘Senador, eu ouvi a gravação de sua conversa com um jornalista e queria fazer um reparo apenas: aquela coisa que saiu no jornal não foi coisa minha’”. Miranda, além de grampear o senador ACM, não teve inibições em se gabar disso para a própria vítima. Já o seu irmão, Egberto, entre outras coisas é um especialista em encontrar mães ressentidas de filhos extra-conjugais, verdadeiros ou falsos, dos adversários - como, em 2004, aconteceu com o atual prefeito de Manaus. O filho não existia – e a mãe era uma sociopata.
Obviamente, na revista, Miranda e Egberto aparecem como ligados a Renan. Mas não é este que está patrocinando nacionalmente as produções independentes dessa dupla fraterna.
Quanto ao objetivo, é evidente a intenção de coagir o senador Jefferson Peres para que apresente um relatório desfavorável a Renan, independente de provas – ou seja, sem que haja provas.
Em nossa penúltima edição, havíamos reproduzido a declaração do senador, que também é um jurisconsulto: “como relator de um processo eu terei que me ater ao que contêm os autos. (....) Se eu não conseguir alguma prova, testemunhal que seja, contra o senador Renan Calheiros, eu terei que dizer isso e pedir o arquivamento do processo”.
Nada mais justo. Porém, é exatamente isso o que fez com que “Veja” abrisse suas páginas aos irmãos Miranda Batista: para insinuar que, se o senador Jefferson Peres não encontrar provas contra Renan e pedir o arquivamento, terá sido por medo das acusações, e não porque essa é a conduta adequada a alguém que tenha senso de justiça. Possivelmente, é inevitável que a falta de integridade não possa conceber que outros a tenham, e façam questão de tê-la. Renan tem de ser cassado, segundo a doutrina jurídica de “Veja”, não porque haja provas - ou, talvez, sobretudo porque não há –, já que a quadrilha que a edita é que deve mandar nos senadores, e não a consciência de cada representante eleito pelo povo, ou as consciências de todos eles em conjunto. Isso, para a “Veja”, não existe, porque para ela só existem interesses espúrios. É por isso que textos repugnantes como o que examinamos parecem ser expelidos de forma tão sem remorsos, apesar de não passarem de uma chantagem vulgar – da qual ainda se acusa outros de serem os responsáveis.
Porém, na entrevista de sábado, depois de conhecido o teor da matéria de “Veja”, o senador Jefferson Peres reafirmou: “Não vou renunciar à relatoria, vou até o fim. Se tiver que condenar o Renan, eu o condeno. Também, se não encontrar nada, eu absolvo. Estou incomodado, chateado, aborrecido, mas intimidado, nem um pouco”.
C.L
Renan: documentação na Junta Comercial de Alagoas desmonta a acusação de Lyra
O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), encaminhou sua defesa prévia, na quarta-feira passada, no processo em que é acusado pelo usineiro João Lyra de suposto envolvimento na compra de um grupo de comunicação em Alagoas por meio de “laranjas”. Apesar de ter entrado de licença médica, na segunda-feira, Renan decidiu cumprir o prazo de cinco sessões para rebater a representação do PSDB/DEM.
A denúncia de que Lyra e Renan teriam sido sócios, tendo testas-de-ferro à frente de duas rádios e um jornal, foi desqualificada pelos advogados José Fragoso Cavalcanti e Davi de Oliveira Rios, com base em documentação da Junta Comercial de Alagoas, referente ao ano de 2002, onde consta que os empresários Nazário Ramos Pimentel (99%) e Luiz Carlos Barreto Góes (1%) transferiram suas cotas do O Jornal para Lyra (99%) e José Carlos Paes (1%).
Essa transferência elimina a hipótese de participação no negócio do presidente do Senado, reforçada ainda pelo fato de que não foram feitas retiradas das empresas (pro labore), nem participado administrativamente nelas, como o próprio usineiro relata em seu depoimento ao corregedor do Senado, Romeu Tuma, em 17 de agosto.
“O negócio foi fechado com o Sr. João José Pereira de Lyra, em março de 1999, e se restringiu a 50% e 25% da Rádio Manguaba do Pilar, no valor total de R$ 650.000,00. O pagamento inicial foi realizado em moeda corrente, em 17 de março de 1999, tendo recebido das mãos do Sr. João José Pereira de Lyra...”, relata documento lavrado em cartório por Pimentel. O documento atesta, ainda, que Renan Calheiros foi, em 1998, apenas “portador de uma correspondência de Nazário Pimentel destinada ao Grupo João Lyra, que tinha interesse em diversificar seus investimentos, ingressando nos ramos das comunicações e turismo”.
Na defesa, o senador rechaça também a acusação de irregularidades no ingresso de seu filho, José Renan Filho, no Sistema Costa Dourada de Radiodifusão, apontando que a operação se deu de forma transparente e por meio de doação que consta “das respectivas declarações de renda e documentada materialmente mediante os cheques nominais emitidos”, o que desmonta a alegação de uso de intermediários.
“Se verdade fosse a imputação – e não é – desnecessária seria a doação de dinheiro do Representado ao filho para que este comprasse cotas e ingressasse na sociedade. Seria suficiente, para tanto, a simples transferência das cotas do suposto ou dos supostos ‘laranjas’ para o nome de José Renan Filho. O que não ocorreu”, ressalta o texto. O mesmo ocorrendo com a Rádio Manguaba do Pinhal, onde não se verifica desembolso por parte do novo sócio (Renan Filho) “em vista da assunção do passivo da empresa pelos sócios”.
Junto com a defesa prévia, o presidente licenciado do Senado entregou ao relator da representação, senador Jefferson Peres (PDT/AM), um DVD que tem um depoimento do ex-tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Manoel Francisco Cavalcante em que revela os bastidores do crime organizado em Alagoas e o envolvimento de João Lyra na morte do tributarista Sílvio Viana, assassinado a tiros em 1996.
Renan também entregou a cada um dos senadores uma cópia de sua defesa na sexta representação, apresentada contra ele pelo PSOL, onde é acusado de favorecer uma empresa do ex-assessor José Albino Gonçalves com uma emenda ao Orçamento de R$ 280 mil. Ele anexou à defesa uma gravação de vídeo mostrando entrevistas com moradores das casas populares, obra que motivou a emenda parlamentar.
ed. 2615
31/10/07

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Berzoini: PT não tem qualquer relação coma multinacional Cisco

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, rechaçou as “suposições” levantadas por um jornal da capital paulista de que o PT “teria” recebido doações da Cisco, em troca de um “suposto” beneficiamento em contratos com a Caixa Econômica Federal. Segundo Berzoini, não passa de “uma informação perdida no ar”. “O PT não tem qualquer relação com essa empresa. Consultei membros da executiva do partido e pedi levantamento sobre doações. Todos afirmaram que não conhecem e não têm nenhuma relação com ninguém da empresa”.
A Caixa Econômica Federal também repudiou a reportagem. Em nota, o assessor de imprensa Gabriel de Barros Nogueira afirma que “a Caixa não possui nenhum contrato com a Cisco. Todos os equipamentos fabricados pela referida empresa foram adquiridos em licitações públicas, em que se assegura integral publicidade e transparência. Os vencedores dos últimos pregões, de 2000 a 2007, nos quais estão incluídos produtos da empresa em questão, foram as empresas Damovo, Conecta, CPM, Telefônica, Medidata e IBM”. Ao considerar que “a Folha pratica um jornalismo parcial e irresponsável ao citar a Caixa Econômica Federal na reportagem de capa de 24/10, que trata do chamado caso Cisco”, a assessoria diz que “a Caixa considera lamentável a divulgação irresponsável de ilações descabidas ao citar nomes de seus dirigentes, no intuito de esquentar a reportagem. A propósito, o próprio jornal afirma inexistir investigação específica por parte da Polícia”.
No dia 16 de outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Persona, desmantelando um esquema fraudulento que resultou em prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos nos últimos cinco anos. O esquema foi armado pela transnacional norte-americana Cisco Systems Inc. - que domina cerca de 80% do mercado de equipamentos de informática do país -, que sonegava impostos e subfaturava em até 70% a importação de produtos de informática.
O esquema fraudulento da Cisco funcionava no Brasil através da empresa Mude, responsável pela importação de seus produtos. Até agora foram descobertas 14 empresas de fachada, 6 delas nos EUA e as restantes no Brasil, incluindo a Mude.As relações entre a Cisco e a Mude foram apuradas pela PF, “embora não aparecendo formalmente perante as autoridades aduaneiras nos procedimentos de importação de produtos Cisco, controlam todo o fluxo da importação, desde o fechamento da encomenda até a entrega do produto ao cliente final”.
A Receita Federal e a Polícia Federal estão apurando se os principais clientes da Cisco, entre eles a IBM, sabiam que a empresa mandava seus produtos para o Brasil de forma irregular. Entre os questionamentos, a Receita quer saber por que as empresas que têm sede nos EUA não faziam negócios diretamente com a matriz da Cisco.
ed. 2615
31/10/07

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A economia e a popularidade de Lula

Jasson de Oliveira Andrade
Luiz Antonio Magalhães, no texto “Não custa repetir: é a economia, estúpido...”, comenta: “Tem gente que acha que o presidente Lula é popular por causa do Bolsa Família. Claro, programas sociais ajudam. Mas o que sustenta a altíssima aprovação ao governo de fato é a performance da economia, como se pode ler na notícia do Valor Online [taxa de desemprego cai para 9%, informa IBGE]. Alguém pode dizer: mas 9% ainda é muito. De fato, é muito. Mas é apenas a menor taxa de toda a série histórica. Depois reclamam quando Lula diz que “nunca antes neste país...” Tem razão o jornalista. Nunca é demais recordar que nas eleições de 2002 o lema foi: “É Serra ou o Caos”. E o caos não veio. Pelo contrário. A economia vai bem. É o que diz um jornal da oposição ao governo Lula [ Nota do Blog: "Com essa descrição, pode ser qualquer um..."], como veremos a seguir.
No Editorial do Estadão (Uma pesquisa explica a outra), o jornal analisa uma pesquisa feita pelo Ipsos a seu pedido: “Mas, para mal dos pecados de Fernando Henrique e da oposição, em geral, quanto mais auspiciosos se revelam os resultados dessa política [econômica], maior se torna a hegemonia política do presidente Lula da Silva”. Adiante o jornal comenta outra pesquisa: “O IBGE revela ainda que, para a metade mais pobre dos assalariados, o ano passado [2006] foi de longe o melhor desde o lançamento do Plano Real (...) [ Outra nota do blog: "Plano que, aliás, os tucanos sempre tentam creditar a criação a si mesmos, excluindo Itamar, o "Napoleão de Hospício", segundo a Veja ] Daí Lula golear Fernando Henrique por 80 a 9, como o presidente que apoiou os mais pobres, e por 73 a 16 como o que mais elevou o poder de compra do povo [incluindo a classe média], nos percentuais da pesquisa Estado-Ipsos”. O Estadão assim conclui sua análise: “Não é à toa que a oposição está desarvorada”.
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, faz críticas ao governo Lula. O filho dele é o presidente do DEM, partido de oposição. Portanto, sua análise é isenta. Eis o que ele diz, em seu Blog (19/9/2007), da popularidade do presidente: “Estudos econométricos de causalidade mostram que a razão hipotética de se votar em Lula hoje é a questão econômica, estabilidade e crescimento. Por isso não há contradição do eleitor quando responde sobre o presidente responsável pela estabilidade econômica quando Lula tem 67% e FHC [Fernando Henrique Cardoso} 7%. Essa resposta apenas ratifica o que as razões de causalidade demonstram. O ponto não é o bolsa-família, mas a economia”. Outro ponto positivo do governo Lula: a credibilidade internacional. O economista Paulo Nogueira Batista Jr, em artigo à Folha, constata: “O prestígio do Brasil no exterior e o seu potencial de influenciar a condução de assuntos internacionais é hoje muito maior do que quando estávamos passando o pires em Washington e outras capitais. E, no entanto, muitos ainda se comportam como se brasileiro precisasse andar de cabeça baixa, pedindo licença para defender os interesses do Brasil”. Em outro Editorial, o Estadão afirma: “O capital estrangeiro volta a apostar pesadamente no Brasil. (...) Neste momento, nenhuma grande estatal está à venda. As motivações, segundo os analistas, são bem diferentes [da privatização da Era FHC]: a economia volta a crescer”. Não é sem motivo que Luiz Weis, em artigo no mesmo Estadão, afirma: “O Brasil vai de vento em popa – e só não vê quem não quer”. Além do mais, Cristina Kirchner, presidente eleita da Argentina no dia 28/10/2007, já no primeiro turno, declarou à imprensa: “Brasil (leia-se Lula) é modelo a seguir”.
Poderíamos citar várias manchetes das páginas econômicas. Vamos citar apenas algumas. “Metalúrgico do ABC eleva poder de compra – Melhora entre 2002 e 2006 deve-se à inflação controlada, ao bom desempenho do setor e aos aumentos salariais reais [o mesmo acontece em Mogi Guaçu]” – Folha. “Vendas de veículos surpreendem e crescimento pode chegar a 25%” Estado, 5/10. Outra manchete do Estadão: “Imagem de Chávez é a pior entre presidentes da América Latina”. O título se deve à oposição que o jornal faz ao presidente venezuelano. A manchete deveria ter sido: “Lula é o mais bem avaliado entre presidentes da América Latina”. Depois de dizer sobre a impopularidade de Chávez, na reportagem o jornal informa: “Já Lula é muito bem avaliado nos seis países [Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Brasil e México], o que lhe atribui o posto de presidente com maior apoio popular no continente”. O caos previsto em 2002, transformou-se em bom desempenho na economia. Daí a popularidade de Lula.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Outubro 2007

Postado por Redação Portal Mogi Guaçu

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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

João Dória Jr entrevistava Cid Gomes

Foi ontem, no SHOW BUSINESS.
E perguntou/decretou/afirmou, tentando engambelar o entrevistado:
- Então, né, esse apagão aéreo que o Brasil "tá vivendo" ( afirmação 1 ) "até hoje" ( afirmação 2 ), "continua" ( afirmação 3 ), apesar do "esforço do ministro Nelson Jobim" ( afirmação 4 e propaganda do amigo de Serra ) , mas né...
E a resposta do irmão de Ciro Gomes, que não caiu no "se colar,colou" do engomadinho:
- Olha, viu, na verdade eu vim prá cá, e é só em São Paulo que tem esse gargalo, esse congestionamento. Nos outros aeroportos não é assim não, São Paulo é que precisa dar uma melhorada...
A cara do golpista do Cansei, pena que vocês não devam ter visto. Claro que não é uma transcrição literal da conversa, mas o conteúdo é esse mesmo. O golpista fez uma pergunta que trazia a reboque 3 ou 4 afirmações que podiam ser questionadas, mais uma puxadinha de saco do Jobim, além de outra informação embutida ( a de que "antes de Jobim salvar a lavoura não havia nada sendo feito" ) e teve que ouvir - da forma sutil de Cid Gomes - aquilo que todos sabemos, que São Paulo NÃO É o Brasil e o "apagão aéreo geral e irrestrito" é invenção ou exagero da imprensa. Golpistas.

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domingo, 28 de outubro de 2007

Momento Tosco: Queimando a imagem de Cristo

PF investiga pastor suspeito de queimar imagem de Jesus
27/Outubro/2007
Porto Alegre
A Polícia Federal de São Borja (RS) instaurou inquérito para investigar um pastor evangélico suspeito de ter queimado duas imagens sacras protegidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O crime aconteceu no final de julho deste ano. As peças destruídas retratam São Pedro e Jesus Cristo morto.
As peças foram esculpidas por índios guaranis durante o período de catequização, há mais de 300 anos. Elas faziam parte de um grupo de 24 peças da mesma época, segundo Fernando Rodrigues, diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Borja. “Elas pertenciam, na ocasião do crime, à família de Liôncio Chagas, 77 anos. Ele morreu dois dias depois de as imagens serem queimadas e destruídas.” Rodrigues disse ainda que as duas peças em questão valiam entre R$ 20 mil e R$ 60 mil.
O caso foi denunciado por Rodrigues ao Ministério Público do estado, no dia 28 de agosto. “Recebemos a denúncia e pedimos que a Polícia Federal apurasse o crime. O inquérito foi instaurado no dia 22 de outubro. O prazo para conclusão é de 30 dias, mas acredito que a investigação seja encerrada em tempo menor”, disse Érico Fernando Barin, promotor de Justiça da cidade.
Rafael Domingues Martins, delegado federal responsável pelo caso, disse que o pastor é considerado investigado. “Ele ainda não é tratado como acusado. Precisamos tomar muito cuidado com o caso e por isso prefiro optar pelo sigilo. Investigamos um possível furto e o crime contra o patrimônio cultural.”
O SUMIÇO - As duas imagens, de São Pedro e de Jesus Cristo morto, foram retiradas da casa de Chagas sem a autorização dele. “Meu irmão estava muito doente. Uma vizinha começou a levar um pastor para rezar. Durante uma dessas orações, o pastor afirmou que a doença de meu irmão foi provocada pela presença das imagens sacras na casa dele”, disse Ana Chagas Mendes, 62 anos.
O crime só foi descoberto pela família dias após a morte de Chagas, quando foram fazer o inventário das peças. “A família pretendia fazer a doação de todas as peças para o Museu Municipal Aparício Silva Rillo”, disse o promotor. Hoje, as peças estão em poder do museu.
O REENCONTRO - O Ministério Público entrou com uma ação cautelar para reaver as peças retiradas da casa de Liôncio. “O mandado de busca e apreensão foi cumprido no dia 28 de agosto. Um oficial de Justiça conseguir encontrar parte de uma das imagens, a de Cristo morto, parcialmente queimada e em um cômodo da igreja evangélica. A imagem de São Pedro nunca foi encontrada e acredito que ela tenha sido totalmente destruída”, disse o promotor.
“Quando souberam do sumiço das peças, a mulher de Chagas lembrou que a única pessoa estranha que esteve em sua casa foi o pastor evangélico. Ela também lembrou que o pastor insistia em tirar da casa as imagens sacras, mas ela negou essa possibilidade por saber do valor histórico e cultural delas”, disse Rodrigues.

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Obra iniciada no MT em 1994, passou por dois mandatos de Dante de Oliveira, foi paralizada e reiniciada dezenas de vezes e ainda está sendo paga!!

Sinfra faz pagamentos suspeitos a construtora de SP
Redação Jornal MT Popular
Entre os meses de junho e setembro deste ano, conforme informações obtidas com exclusividade pela reportagem do MT Popular, a empresa Constran S/A Construções e Comércio, sediada na capital paulista, recebeu pagamentos da Secretaria de Estado de Infra-estrutura (Sinfra), que totalizam algo perto dos R$ 30 milhões. Todos os repasses foram autorizados pelo titular da pasta, Vilceu Marchetti.
Só que os valores recebidos pela construtora não são referentes a serviços executados sob a gestão do governador Blairo Maggi. Trata-se de supostos ''juros e atualização monetária'', relativos ao Contrato 157/94, firmado entre a Constran e o antigo Departamento de Viação e Obras Públicas (DVOP), atual Sinfra.
O contrato, assinado em 05 de setembro de 1994, pelo então presidente do DVOP, engenheiro Zanete Cardinal, resultou da concorrência pública 06/94/DVOP, com o fim de restauração e recuperação de rodovias pavimentadas MT-246, MT-343 e MT-358, trecho entroncamento da BR-163 - Barra do Bugres - Tangará da Serra - entroncamento da BR-364, num total de 247 km. Ao valor original - R$ 20.778.749,06 -, foram acrescidos logo mais R$ 3.633.422,66, por meio do Termo Aditivo 157/94/01.
ELEIÇÕES 94
Daqui, começam os fatos inusitados. Contratada no último ano em que Mato Grosso foi governado pelo hoje senador Jayme Campos (DEM), a obra teve início no dia 09 de julho de 1994 - véspera das eleições nas quais o falecido Dante de Oliveira derrotaria o candidato apoiado por Campos, Osvaldo Sobrinho.
No dia 31 de outubro daquele ano, consumada a derrota nas urnas, foi determinada a paralisação dos serviços. Note-se que, nesta primeira etapa, a construtora teria trabalhado por exatos 115 dias.
Em 30 de junho de 1995 - portanto, após oito meses de paralisação -, a obra foi reiniciada, por ordem do DVOP. Esquisito que, no dia 31 de julho daquele ano - trinta dias após a ordem de reinício - o órgão novamente mandou parar as obras.
E assim foi desde então. Onze meses depois, em 01 de julho de 1996, outra ordem de reinício - para, exatamente um mês depois, de novo mandar parar, em 31 de julho. Depois disso, mais nove meses sem serviços, até a nova ordem de reinício, em 02 de maio de 1997. Desta vez, foram só 28 dias até que o DVOP expedisse outra determinação para suspender a obra, no dia 30. Um ano e onze meses depois, em 03 de maio de 1999, foi autorizado mais uma vez o reinício. Mas, apenas 29 dias depois, no dia 31, o DVOP ordenou nova parada.
Interessante que, somados os períodos entre as ordens de reinício e paralisação das obras, a empresa trabalhou 242 dias em cinco anos. Estranhíssimas as ordens nas quais o período de trabalho é igual ou inferior a trinta dias - mal daria para a instalação de canteiros de obras e deslocamento de equipes.
ELEIÇÕES 2000
Às vésperas das eleições de 2000 - nas quais Dante de Oliveira seria reeleito -, a Constran sub-rogou o contrato à Construtora Triunfo, que teria estreitas ligações com o grupo político do falecido governador.
O termo de sub-rogação - firmado aos 26 de junho de 1999 - registra que a Constran recebera até então R$ 8.830.497,61. Restaria para a Triunfo a restauração de 147 km de rodovias e um saldo de R$ 18.332.336,51.
A reportagem não conseguiu obter da Sinfra informações sobre o prosseguimento dos serviços pela Construtora Triunfo, nem acerca dos pagamentos recebidos pela empresa.
COBRANÇA
No termo de sub-rogação ficou garantida à Constran a possibilidade de cobrar supostos haveres não pagos por serviços executados. Cinco anos depois, em 28 de junho de 2004, a empresa deu início à ação de cobrança contra a Sinfra - processo n. 1059/2004, que tramitou na 1a Vara Especializada da Fazenda Pública da Comarca da Capital.
Na ação, a Constran reclamava pagamentos relativos à quarta, quinta e sexta medições - todas aceitas e recebidas pelo DVOP -, além de juros e atualização monetária - um total de R$ 31.410.822,88.
Três anos depois, o processo correu bem rápido. A empresa, estranhamente, desistiu da ação, em 03 de maio deste ano, e ainda propôs pagar R$ 10 mil de honorários advocatícios.
Exatos treze dias depois, em 16 de maio, a Procuradoria Geral do Estado manifestou concordância com os termos da desistência proposta pela Constran.
E, dali a dois dias, em 18 de maio de 2007, o juiz Roberto Teixeira Seror expediu a sentença, na qual extinguiu o processo sem julgamento de mérito e homologou a desistência, nos termos propostos pela empresa.
Já em junho, a Constran passou a receber da Sinfra - em parcelas cujo valor ultrapassa R$ 7 milhões. Evidente que a desistência da ação - e o pagamento dos honorários advocatícios - não foram atos de caridade. Certamente houve um ''acerto'' para o pagamento das supostas dívidas e a extinção do processo judicial.
Os termos desse acordo, a forma como feito e - principalmente - sua legalidade, o devido parecer da Procuradoria Geral do Estado, são as informações que a reportagem do MT Popular irá buscar para o leitor nesta semana.
Até o fechamento da matéria, às 18h da sexta-feira passada (26), não foi possível localizar o Secretário de Infra-Estrutura, Vilceu Marchetti. Assim, também, não foi entrevistado o titular da Procuradoria Geral do Estado, João Virgílio Nascimento. Nas construtoras Triunfo e Constran, os responsáveis pelo setor jurídico só poderão nos atender nesta segunda-feira (29).
HAROLDO ASSUNÇÃO
27/10/2007



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De 275 mil ONGs existentes no Brasil, apenas 7883 receberam recursos federais, entre 1999 e 2006. CGU investiga 325.

Ongs receberam menos recursos no governo Lula!!!
26/10/2007
Das mais de 275 mil organizações não-governamentais existentes no Brasil, 7.883 receberam recursos públicos federais entre os anos de 1999 e 2006. Entre 1999 e 2002, segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso, as Ongs receberam, em valores atualizados, R$ 28,04 bilhões; já, nos primeiros quatro anos do atual governo, o valor repassado às Ongs ficou em R$ 19,98 bilhões, uma queda de 28,75%. Em valores nominais, o valor repassado às Ongs no segundo período do governo FHC foi de R$ 15,53 bilhões, enquanto no primeiro mandato do Presidente Lula foi de R$ 17,79 bilhões, um crescimento de 14,5%. Essas informações constam de levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU).
A CGU vem realizando um trabalho de fiscalização em 325 Ongs que receberam recursos federais entre os anos de 1999 e 2006. Nesse período, os recursos federais repassados às entidades constantes da amostra foi da ordem de R$ 3,5 bilhões. Na próxima terça-feira (30), às 11 horas, o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, fará uma exposição para os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada no Senado para investigar as relações entre a administração pública federal e as organizações não-governamentais.
Silvana Ribas

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A ponta da corda: policiais do Estado de São Paulo grampeavam traficantes. Revista Época diz que prática não se restinge apenas a São Paulo

Invasão de privacidade
Trezentos mil brasileiros estão com telefone grampeado
Cerca de 300 mil brasileiros estão com o telefone grampeado. A estimativa é de Neri Kluwe, presidente da Associação de Servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Asbin). Segundo ele, apenas 15 mil escutas funcionam dentro dos limites da lei. O resto é clandestino.
Reportagem da revista Época, assinada pelas jornalistas Tina Vieira e Solange Azevedo, mostra que a prática de vigiar conversas telefônicas no Brasil se tornou tão corriqueira que transparece em boa parte das notícias sobre investigações policiais. A mais recente foi na semana passada, quando nove policiais foram presos no interior de São Paulo acusados de usar grampos para achacar traficantes.
Segundo a Corregedoria da Polícia Civil de Campinas, São Paulo, o delegado Pedro Luiz Pórrio conseguiu na Justiça autorização para interceptar o telefone de um suspeito. As gravações, que incriminariam o suposto traficante, não foram usadas para prendê-lo, mas sim para extorquir R$ 35 mil.
Na terça-feira 23 de outubro, a Câmara dos Deputados criou uma comissão para investigar denúncias sobre grampos telefônicos ilegais por parte de órgãos policiais. O deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que deverá presidir a CPI, diz que a comissão vai mapear o uso de grampos em todo o país e propor medidas de controle.
Assim como a Câmara, o governo está se mexendo. Em novembro, uma comissão com representantes do Ministério da Justiça, Polícia Federal e Ministério Público conclui a redação de um projeto de lei com novas regras para a interceptação telefônica.
Segundo a reportagem da revista Época, no Brasil o grampo alimenta uma rede de chantagem, intimidação e constrangimento da qual é difícil escapar. “As escutas têm servido para vários tipos de espionagem política, comercial, industrial e criminal. O abuso é grande”, afirma o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal, em Brasília. No fim de junho, ele julgou o Mandado de Segurança pedido por uma companhia telefônica que se recusava a executar escutas a pedido da Polícia Federal. Os agentes da PF queriam instalar grampos telefônicos em várias linhas, sem especificar os números que deveriam ser interceptados.
A decisão que impediu o grampo afirma: “Na própria polícia, o subordinado escuta as conversas dos seus chefes, dos delegados, tomando conhecimento das pomposas operações, dos jornalistas, dos políticos, do amigo e do inimigo”. A decisão recebeu o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil. “Para a polícia, é mais fácil ficar ouvindo conversas alheias do que investigar”, afirma Cezar Britto, presidente nacional da OAB.
A proliferação de escutas levanta uma questão: existe direito à privacidade no Brasil? Para Rodrigo Collaço, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, a intimidade não está ameaçada. “Algumas instituições reclamam do uso de grampos porque agora pessoas de expressão estão sendo investigadas”, afirma. Neri Kluwe, presidente da Asbin, diz o contrário. “O descontrole no uso desses métodos de Inteligência no Brasil faz com que ninguém esteja livre do grampo.”
Driblar as escutas faz parte do dia-a-dia de criminosos, terroristas e até empresários desconfiados da concorrência. A paranóia alimenta a indústria da contra-espionagem, que lucra vendendo vacinas contra o grampo. Uma delas é a criptografia das conversas telefônicas. A SecurStar, uma das empresas que oferecem esse tipo de blindagem no Brasil, afirma que seu público-alvo não são criminosos. Mesmo assim, Wilfried Hafner, presidente da empresa, diz que a tecnologia pode servir tanto a honestos quanto a bandidos. “Infelizmente, não podemos impedir o uso indevido.” Entre seus clientes, há políticos, bancos, escritórios de advocacia e até órgãos de investigação do governo. No meio das escutas e dos despistes, como fica a intimidade do cidadão comum?
Lá fora
A invasão da privacidade tem sido discutida em vários países. Os Estados Unidos adotaram medidas radicais para monitorar suspeitos de terrorismo. Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, a Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês) desenvolveu um sistema de espionagem para ter acesso a todo tipo de dados transmitidos pelas empresas de telecomunicação, inclusive por internet. As escutas funcionaram sem autorização judicial entre 2002 e 2006. Uma ação coletiva, da qual um dos autores foi o jornalista Christopher Hitchens, colunista de Época, conseguiu derrubar na Justiça o “big brother” de George W. Bush. Uma juíza federal ordenou a suspensão do programa. A Casa Branca recorreu da decisão e o programa de vigilância foi mantido por outra decisão, de julho deste ano.
Na Alemanha, a lei Grosser Lauschangriff (ou “grande ataque de espião”) permite que órgãos de investigação monitorem locais e grampeiem telefones e ainda proíbe a criptografia de voz que serviria de proteção antigrampo, por entender que ela pode obstruir a Justiça. Na Inglaterra, a preocupação com a privacidade vai além das escutas. Hoje, em Londres, um pedestre pode ser observado por 300 câmeras de circuito fechado num único dia. O sistema foi adotado para coibir a violência, sobretudo no centro da cidade. Pelos números da polícia, a vigilância não surtiu efeito – o crime vem aumentando na cidade.
No Brasil, a Lei no 9.296, de 1996, afirma que a polícia e o Ministério Público só podem recorrer a interceptações telefônicas quando houver “indícios razoáveis” de envolvimento em crime punível com prisão e se a prova não puder ser obtida de outra forma. Na prática, esses pré-requisitos não são respeitados. No fim de junho, promotores do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) entregaram ao procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho, um relatório sobre irregularidades na realização de escutas telefônicas. “A maioria dos pedidos feitos pela polícia e autorizados pela Justiça é apresentada sem os dados do titular da linha. Há apenas o prenome ou o apelido dos investigados”, diz o promotor Fábio José Bueno, ex-integrante do Gecep.
Exemplos
Há três anos, o engenheiro Hugo Sterman Filho passou 11 dias na cadeia. Empresário do ramo imobiliário, ele foi preso por engano durante a Operação Anaconda, em que a Polícia Federal apurava um esquema de vendas de sentenças judiciais. O empresário foi libertado depois de o advogado dele, o criminalista Alberto Zacharias Toron, ter demonstrado à Justiça que, em determinado momento, sem explicação aparente, relatórios do serviço de inteligência da PF passaram a atribuir atos de Hugo Carlette, um dos suspeitos, a Hugo Sterman.
Toron recorreu a uma perícia de voz para mostrar que, nos grampos feitos pela PF, não era seu cliente quem conversava com o ex-agente federal César Herman, um dos principais envolvidos no esquema criminoso. A confusão teria ocorrido porque um celular adquirido pela empresa de Sterman foi desviado e usado, sem o conhecimento dele, por alguém que tinha contato com Herman. Nas gravações, Herman e o seu interlocutor, que a polícia tomou por Sterman, conversavam sobre as estratégias para obter liberdade provisória para um comparsa. Em abril deste ano, Sterman ganhou uma ação de indenização por danos morais movida contra a União. A Justiça Federal de São Paulo determinou o pagamento de R$ 500 mil ao empresário. Ainda cabe recurso.
Quando se é grampeado, a vida deixa de ter segredos. Tudo o que é dito cai nos ouvidos dos agentes: problemas familiares, intimidades de um casal, traições, tudo. Pela Lei de Interceptação Telefônica, todo esse material deveria ser descartado. Nem sempre isso acontece. Nas escutas feitas durante a Operação Anaconda, a Polícia Federal descobriu que o ex-agente da PF César Herman ligou para o advogado e ex-deputado federal José Roberto Batochio. Os contatos foram feitos durante a campanha eleitoral de 2002, quando Batochio coordenava a campanha de Ciro Gomes à Presidência da República.
Nas escutas, Herman diz querer contribuir com a campanha de Ciro e oferece a Batochio um dossiê sobre irregularidades no Funcef, o fundo de pensão da Caixa Econômica Federal. O material poderia ser usado contra o PSDB e enfraquecer a candidatura do tucano José Serra. “Herman disse que tinha um dossiê e queria entregá-lo para o Ciro. E eu dei o endereço do comitê. Como deputado, se eu recebesse alguma denúncia, a levaria direto para a Câmara.” As conversas vazaram para a mídia. “Trechos descontextualizados foram divulgados pela imprensa e houve insinuações de que eu tinha relações com os envolvidos na Operação Anaconda. Chegaram até a bisbilhotar minhas declarações de Imposto de Renda”, afirma Batochio.
Segundo ele, seus adversários no PDT aproveitaram o episódio para lhe tomar a presidência do partido em São Paulo. Em um relatório da Polícia Federal, Batochio, que já foi presidente nacional da OAB, chegou a ser incluído na categoria dos auxiliares da quadrilha que comandava o esquema de venda de sentenças judiciais. Mas, em uma nota divulgada à imprensa em novembro de 2003, o então diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, admitiu que a inclusão do nome de Batochio como suspeito de envolvimento na Operação Anaconda foi um equívoco.
Problema da lei
A falta de indícios razoáveis nos pedidos de escuta telefônica fere a lei, mas é entendida pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo como parte da dinâmica das investigações. “É comum termos conhecimento sobre determinados números de telefones usados por criminosos, mas não sabermos quem são os donos das linhas”, diz Romeu Tuma Júnior, ex-delegado do Departamento de Inteligência da Polícia Civil e atual secretário nacional de Justiça. “Os criminosos costumam usar celulares clonados ou em nome de terceiros.” Em um caso de seqüestro, se os investigadores descobrirem o número dos bandidos, pedirão a quebra do sigilo mesmo sem ter idéia de quem está do outro lado da linha.
Para grampear telefones suspeitos, o sistema mais usado no país é o Guardião, desenvolvido em parceria por técnicos da Polícia Federal e pela empresa de telecomunicações Dígitro. O diretor da área de segurança pública da empresa, Roberto Prudêncio, diz que o Guardião é um programa de computador capaz de gravar conversas telefônicas e identificar vozes. Ele permite cruzar ligações entre as mesmas pessoas, facilitando a análise das informações.
“Quando um telefone está sendo monitorado, são gravados os dados e conversas de ligações feitas dele e para ele”, diz Prudêncio. Com o sucesso do Guardião, o faturamento da Dígitro cresce em média 30% ao ano. Até a Procuradoria-Geral da República, que por lei não tem o direito de grampear ninguém, comprou o sistema, em 2004, por R$ 732 mil. O motivo da compra, na gestão do ex-procurador-geral Claudio Fontelles, seria ajudar nas investigações sobre o uso indevido das contas bancárias CC5, que permitem remessa de dinheiro para o exterior. O atual procurador-geral da s República, Antônio Fernando de Souza, diz que pretende doá-lo à Polícia Federal.
No passado, os agentes públicos que faziam escutas eram conhecidos como arapongas. O termo saiu de moda, a prática não. Tanto que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) quer readquirir o direito legal de grampear. A idéia é defendida pelo novo diretor-geral do órgão, Paulo Lacerda, que chefiou a Polícia Federal nos últimos quatro anos. Para que a agência recupere o direito ao grampo é preciso mexer na Constituição. Além disso, a proposta precisa receber a aprovação do presidente Lula.
Por enquanto, o governo está disposto apenas a endurecer a atual lei de interceptação telefônica. “A escuta é um instrumento muito útil, mas também invasivo”, diz Pedro Abramovay, secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. O grupo de trabalho criado pelo Ministério deve apresentar uma lista de crimes para os quais a interceptação poderá ser utilizada. A punição para os vazamentos também deverá aumentar. Hoje, as penas vão de dois a quatro anos de prisão. Mas raramente os culpados são punidos.
Revista Consultor Jurídico,
27 de outubro de 2007

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Serra, Kassab e (PSDB) perseguem Padre Julio Lancelotti

Domingo, 28 de Outubro de 2007
Helena
Há mais de três décadas, o padre Júlio Lancelotti, de 58 anos, dá assistência à população marginalizada em São Paulo. Ele se dedica a ajudar moradores de rua, adolescentes em conflito com a lei e crianças abandonadas. É uma das referências brasileiras na defesa dos direitos humanos. Ao denunciar abusos e omissões do poder público, também passou a colecionar inimigos. Sua imagem de integridade foi maculada nos últimos dias.
A razão da perseguição ao Padre Julio Lancelotti é sua ligação com o PT , pelo trabalho e pelos moradores de rua,e por ter sido contra a rampa anti- mendigo fascista da dupla Serra/ Kassab.
À mando de Serra/ Kassab, no início de 2006, a "Veja" publicou um artigo do mais puro mau- jornalismo: matéria sem pesquisa e comprovação de dados.
A matéria é feita por uma jornalista que não faz mais nada da vida a não ser digitar o que o patrão manda no escritório da Veja.
A matéria em 96 tentava jogar por terra décadas de trabalho pelos menos favorecidos, atitude típica da Veja e seu partido de aluguel, o PSDB/DEM...
Só quem não conhece pessoalmente o Padre Júlio Lancelotti, pode acreditar nas infâmias contra um homem dedicado aos menos favorecidos. O que ele está sofrendo não deve ser brincadeira. Perseguido por que foi o primeiro a fazer muito pelas crianças com AIDS, ele se destacou também na luta pelos Sem Teto. Venceu na Justiça e pode manter a Casa que abriga centenas de crianças com HIV. Pe. Júlio é um ícone da bondade, do amor aos seres humanos e à vida. É um trabalhador da fé,e de amor ao próximo .
Quer ler mais sobre esse assunto? Veja uma matéria no blog Vi o Mundo do Azenha (aqui), lá você encontra a matéria da Veja detonando o Padre...
Comentário do Blog:
Acho que poucos de nós se deram conta que, o que pode ter começado com uma, digamos assim, mentira para uma quadrilha se safar, deverá atingir uma dimensão muitíssimo maior, pois é uma questão que envolve o Vaticano.


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Enojado com matéria da Veja "A solução é derrubar" ( Janeiro de 2006 ), professor enviou carta à editora cancelando assinatura

Cancelamento da revista Veja
Por Waldemar Luiz Kunsch
06/03/2006
"Como estão fazendo dezenas de entidades e personalidades, recomendo aos que lerem este e-mail, bem como a seus amigos, que façam o mesmo, cancelando a assinatura de Veja. E, desde já, autorizo a publicação deste e-mail por quem desejar fazê-lo."
"Cancelamento de assinatura de Veja
Eu, Waldemar Luiz Kunsch, jornalista, relações-públicas, editor, filósofo e professor universitário, solicito que cancelem minha assinatura da revista Veja, que está no nome da minha esposa, Margarida Maria Krohling Kunsch, e tem o código 530335819. A assinatura vence só em agosto. Seu serviço de atendimento ao assinante informou-me que, em caso de cancelamentos, o valor correspondente ao período ainda não vencido é devolvido.
Em e-mail à parte lhes enviarei o número de minha conta bancária, para efetuar tal devolução. Para seu conhecimento, essa importância (pequena no montante, mas expressiva em seu simbolismo) será passada ao Padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, da Arquidiocese de São Paulo. Como estão fazendo dezenas de entidades e personalidades, recomendo aos que lerem este e-mail, bem como a seus amigos, que façam o mesmo, cancelando a assinatura de Veja. E, desde já, autorizo a publicação deste e-mail por quem desejar fazê-lo. O motivo da decisão que estou tomando são as afirmações ofensivas e sem fundamento feitas exatamente contra o Pe. Júlio Lancelotti, na edição de 11 de janeiro de Veja, por Camila Antunes, no entretítulo "O pecado da demagogia", da matéria "A solução é derrubar", que trata das rampas antimendigo implantadas em São Paulo pelo secretário municipal Andrea Matarazzo, numa prática administrativa caracterizada por peritos e pesquisadores como nitidamente "higienista". Até hoje não consegui "assimilar" a referida matéria, simplesmente porque ela era insuportável, do ponto de vista do jornalismo e da ética. Só lamento ter demorado tanto em cancelar a assinatura da revista. Do ponto de vista do jornalismo, a repórter cometeu muitos pecados, inclusive o da demagogia que ela acusa no Pe. Júlio Lancelotti.
Que "competência" (antropológica, política, humana, filosófica, teológica, religiosa, sentimental etc.) ela se arrogou para alinhar tantas inverdades, arvorando-se em "analista social" ou "socióloga urbana" sem o ser, além de "inquisidora" que lembra lances dos mais tristes da Idade Média? Pastoral de Rua, uma "organização política", que propiciaria àquele sacerdote, "criador de uma categoria [sic] formada por mendigos, menores abandonados e loucos que vagam pelas ruas de São Paulo", residente em um "bunker antimendigo", ter à disposição um "rebanho de manobra para fazer política", sendo seus motivos "muito mais do que religiosos"... É isto que a repórter deduziu da entrevista com o Pe. Júlio, reconhecidamente um cidadão muito esclarecido, consciente, objetivo, batalhador, bem intencionado, muito humano? Além do quê, por falta de uma pesquisa mais consistente, ela só prova não entender que "o que falta mesmo na cidade é política pública para esta população e as rampas não são de forma alguma solução para nada", devendo-se ver e trabalhar esse contexto como uma "realidade complexa que exige respostas complexas", conforme disse Fernando Altemeyer Júnior, que cito mais adiante. Do ponto de vista da ética, ela contradisse quase tudo o que a Editora Abril declara como sua missão - "contribuir para a difusão de informação, cultura e entretenimento, para o progresso da educação, a melhoria da qualidade de vida, o desenvolvimento da livre iniciativa e ofortalecimento das instituições democráticas do país" - e preconiza como seus valores - "excelência, integridade, pioneirismo e valorização das pessoas". Atente-se para os grifos.
Tanto do ponto de vista do jornalismo quanto do da ética, têm razões de sobra todas as entidades e pessoas que viram na "reportagem" em questão uma matéria mal feita, demagógica, repleta de preconceitos e, por tudo isso, uma expressão de mau jornalismo, considerando a repórter uma "sonsa, atrapalhada com conceitos e categorias" e a revista Veja um "panfleto político", marcado por "cinismo retórico". O cinismo, no caso em questão, ficou mais do que patente no "acordo" que a "repórter" propõe ao Pe. Júlio: "A prefeitura retira as rampas e o padre abandona o seu bunker e passa a morar debaixo do viaduto. Lá, poderá controlar os assaltantes e encontrar a santa felicidade junto ao Povo da Rua".
Duas manifestações acerca dessa matéria me pareceram especialmente pertinentes: a de Fernando Altemeyer Júnior, professor e ouvidor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em http://www.adital.com.br/, no dia 16.01.2006; e a do jornalista Walter Falceta Jr., em http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos, no dia 18.01.2006. Para Altemeyer, "Veja erra gravemente! A repórter cometeu "o pecado original do mau jornalista: matéria sem pesquisa e comprovação de dados. Criou ficção e não foi capaz de ver a realidade. Este é um paradoxo terrível para um órgão semanal que se denomina Veja". No texto de Falceta "Quando o jornalismo de latrina dispara contra a beatitude" - sobressaem a lucidez e competência com que o autor expõe "a enorme quantidade de incorreções em tão escassas e mal digitadas linhas, analisando "onze pecados da 'reportagem' [aspas do autor] de 11 de janeiro".
Para ele, "o esclarecimento dos fatos sugere duas hipóteses: a) Como é de praxe, o material da moça foi violentamente adulterado e editado pela intelligentsia que controla a revista. b) Durante o contato com o padre, a jornalista desenvolvia à sorrelfa a manjada tática de Veja: simular uma grande entrevista para coletar uma frase ou palavra que comprometa a vítima da vez ou que corrobore as mirabolantes teorias engendradas pelos editores da revista".
Falceta também se refere à seção de cartas da edição seguinte de Veja. A análise por ele feita traduz exatamente o que todo leitor inteligente pôde perceber nessa seção: "Escancara no desequilíbrio da seleção de opiniões mais uma molecagem. Exagera-se em número e intensidade o que serve para desqualificar a vítima. Reduz-se na peraltice o que lhe possa ser favorável. No caso presente, os que reconhecem a beatitude foram ignorados. Imagina-se que as manifestações indignadas de entidades, clérigos, políticos e cidadãos seguiram despachadas, em via inversa, nas produtivas latrinas da redação".
Vale acrescentar aqui considerações anotadas a partir de relatos de notáveis jornalistas na IV Semana de Jornalismo, realizada na Universidade Metodista de São Paulo de 20 a 22.09.2005, em comemoração ao 30º. aniversário do assassinato de Wladimir Herzog - por sinal, diretor da Editora Abril à época. Disse, no evento, Marcelo Beraba, ombudsman daFolha de S. Paulo: "Se formos discutir os vários problemas que assolam a imprensa e contribuem para um questionamento em relação à sua credibilidade, veremos que o ponto fundamental é a questão da apuração da informação. Apuramos muito mal". Para José Hamilton Ribeiro, é necessário ter vocação para fazer um verdadeiro jornalismo investigativo: "A pessoa que tem vocação para ser jornalista vai ser jornalista - e dos bons. É uma profissão de competição, de muita cobrança. O erro do jornalista é mais visível, fica escancarado. Mas, havendo vocação, o resto é fácil". Comentando os resultados da IV Semana de Jornalismo, Rodolfo Martino, coordenador do Curso de Jornalismo da Metodista, pondera: "A lembrança e discussão do caso Herzog trazem à tona uma realidade distante das novas gerações - sejam estudantes de jornalismo, sejam profissionais recém-formados. Esta tônica trata das implicações sociais e transformadoras que acarreta o exercício da profissão". Para Martino, "hoje o glamour de ser jornalista está em alta - muito provavelmente, a partir da notoriedade que a televisão consagra a quem apareça na telinha, seja apresentando um noticioso, seja como participante de um abominável reality show". E acrescenta: "Talvez por isso os profissionais de imprensa estão mais preocupados com a ascensão social e financeira ( nenhum demérito nisso, aliás ) do que propriamente com as funções crítica e fiscalizadora que todo e qualquer jornalista deve exercer".
São ponderações que vêm muito a propósito no caso da "jornalista" Camila Antunes, com sua "reportagem" na revista Veja. Ainda segundo Martino, "as intervenções dos jornalistas convidados para o evento puderam, de certa forma, assinalar o peso da individualidade na tarefa de alargar os limites que o mercado muitas vezes nos impõe. Ficou claro para os estudantes: essa marca só é possível mediante competência técnica e uma sólida formação cidadã e contemporânea". Concluo este e-mail com as revelações feitas, no evento da Metodista, por Mino Carta, hoje diretor de Redação da excelente revista Carta Capital e que, no passado, foi responsável pela renovação editorial e visual da revista Veja. Diz ele, relembrando o caso Herzog: "Tive um grande envolvimento com este episódio. Entendi ali que o país precisava de um jornalista e não apenas de um profissional de imprensa". Rodolfo Martino lembra, a propósito, o que o notável jornalista registrou em seu livro Castelo de âmbar, na pele de Percúcio Parla: "A morte de Wladimir Herzog é o ponto de ruptura. Mino sabe que a sua concepção de jornalismo já não se justifica à sombra da arvorezinha, símbolo da Abril, e o impele na direção de outras experiências".
São Paulo, 06 de março de 2006. "

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Salvatore Cacciola casado com sobrinha de Lú Alckmin?

Dinheiro evaporado no ninho tucano
Salvatore Cacciola deu tremendo golpe na praça, fugiu para a Itália e foi preso em Mônaco. Há interesse do governo brasileiro na repatriação. Talvez a busca favoreça a punição de quem, no Banco Central, autorizou a entrega do dinheiro. Convém lembrar que isso ocorreu antes do governo do presidente Lula.
E convém lembrar que o tucanato não está nem um pouco preocupado, sabem por quê?
“Durante a eleição de 2006 para presidente, involuntariamente, fiquei sabendo que um conhecido trabalhava em Mato Grosso do Sul.
Depois de algum tempo conversando fiquei sabendo que na fazenda que ele trabalha " Fazenda Tangará da Serra" tem aeroporto, hospital, casa para todos os funcionários, escola, transporte gratúito, igreja, supermercado etc.
Só para se ter uma idéia, um Tecnico Agricola chega a recerber R$ 6.000,00 ( seis mil Reais ).
Durante a campanha este amigo comentou que o dono era uma pessoa muito legal, e que era casado com a sobrinha da Dona Lú Alkimim 400 Vestidos, e que estava bancando todos os comitês de campanha de Geraldo Alkimim 400 Vestidos, e que ele ia todos os dias à São Paulo de Helicóptero, para discutir problemas da campanha.
Qual não foi a surpresa em saber que o dono da referida fazenda não é nada menos que o ex-dono do Banco Fonte/Cindam, e que recebeu informações privilegiadas do governo de Fernando Henrique junto com Cacciola, e que recentemente foi preso em Mônaco.
Para completar a trilogia, um ou dois meses atrás, Dona Lú Alkimim e seu marido Geraldo Alkimim 400 Vestidos foram padrinhos de casamento do filho do referido senhor, donde se conclui que a proximidade deste senhor com o governo FHC e os tucanos, confereriu a ele todas regalias para ter recebido informações privilegiadíssimas na virada do dólar.
Como é que este senhor está solto?”
By Helena™
26/10/07

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