segunda-feira, 31 de março de 2008

Lula resiste a factóides diários da mídia, avalia Dr. Rosinha

Para deputado, setores da imprensa estão dissociados da percepção da maior parte dos brasileiros. "Se não revisarem seu perfil anti-Lula, jornais, revistas e emissoras perderão público."
Dr. Rosinha
A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resiste a ataques promovidos diariamente por setores da imprensa brasileira, que agem na contramão do que pensa a maioria dos habitantes do país. A avaliação é do vice-presidente do Parlamento do Mercosul, deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR).
"A popularidade de Lula é mesmo como massa de bolo: quanto mais bate, mais cresce", afirmou Dr. Rosinha nesta sexta-feira (28/3). "O presidente da República é alvo de factóides diários promovidos por setores da imprensa que estão dissociados inclusive da maioria de seu próprio público."
Para o parlamentar petista, tais setores tendem a perder audiência e circulação caso não revejam seu perfil anti-Lula.
Conforme pesquisa CNI/Ibope divulgada esta semana, 73% dos brasileiros aprovam o governo Lula — dez pontos percentuais a mais do que em setembro de 2007.
A avaliação positiva do governo federal é a melhor desde o início do primeiro mandato de Lula, em 2003. Hoje, 58% dos entrevistados avaliam o governo federal como "ótimo" ou "bom". Para outros 30%, o governo é "regular". Apenas 11% o consideram "ruim" ou "péssimo".
Em relação à pesquisa CNI/Ibope realizada em março de 2006, o percentual de "ótimo" ou "bom" cresceu 20 pontos, de 38% para 58%. No mesmo período de dois anos, a taxa de "ruim" ou "péssimo" caiu pela metade, de 22% para 11%.
"Curioso é ver como a imprensa brasileira se encarrega de esconder os resultados dessa pesquisa. Raros foram os jornais que a divulgaram em sua primeira página", observa Dr. Rosinha. "E o recorde de aprovação é reflexo inclusive da melhor avaliação em segmentos com maior renda, que compõem boa parte do público leitor de jornais e revistas."Alguns veículos, como a revista "Veja", já amargam uma queda de circulação. Apenas em 2007, o número de leitores de "Veja" caiu 9%, conforme levantamento produzido pelo instituto Marplan. "A falta de consistência da revista, que se transformou em mero panfleto de oposição, afetou as suas vendas", afirma Dr. Rosinha. "Os números mostram que até os leitores da Veja já preferem o Lula."
"Na análise por estratos sócio-econômicos, ocorre crescimento do saldo de avaliação em todos os segmentos. Os movimentos mais expressivos são identificados nas faixas de maior escolaridade e renda", diz o texto de avaliação da pesquisa CNI/Ibope, que ouviu 2 mil pessoas em 141 municípios, entre 19 e 23 de março.
Suposto 'dossiê'
Como exemplo de factóide, Dr. Rosinha cita o suposto "dossiê" alardeado pela revista "Veja" e pelo jornal "Folha de S.Paulo", que conteria dados "sigilosos" a respeito de gastos do ex-presidente FHC e sua esposa, Ruth Cardoso."Quem planta vento, colhe tempestade. Está claro que a oposição, com o auxílio de setores da mídia, tenta atingir Lula e a ministra Dilma, que é uma possível candidata a presidente pelo PT em 2010", afirma Dr. Rosinha. "Vão repetir o fiasco que foi a tentativa de fazer uso do dossiê das ambulâncias do Serra nas eleições de 2006."
Dr. Rosinha diz concordar com a posição do jornalista Luis Nassif, ex-membro do conselho editorial da "Folha", que publicou em seu blog uma análise das matérias publicadas pelo jornal nesta sexta-feira (28/3) e por "Veja" em sua última edição."Não existe responsabilidade institucional da mídia de opinião", afirma Nassif no texto, intitulado "O factóide da Folha". "Seja qual for o governo, é permanente a tendência de mostrar os músculos e fabricar crises, criar factóides e 'esquentar' qualquer informação como se fosse o último papel de Watergate."
Prossegue o jornalista: "Cria-se uma crise política em torno da tapioca. Ameaça-se com uma CPI, com uma crise institucional e se chegar aos gastos pessoais do presidente e sua família. Cria-se um clima de escândalo antes mesmo de se conhecer os dados."
A respeito do levantamento das despesas presidenciais, inclusive as do período FHC, Luis Nassif avalia como algo "normal". Já sobre o vazamento dos dados para a revista "Veja", afirma: "Nem o mais improvável dos 'aloprados' buscaria a Veja para atacar o ex-presidente FHC. Logo, o vazamento dos dados partiu de alguém que não atuava em sintonia com a Casa Civil."
Ao que o deputado Dr. Rosinha acrescenta: "Passar algo contra o PSDB para uma revista pró-tucanos não é mesmo coisa de aloprado. Seria obra digna de um idiota. Só não vê quem não quer que há digitais da oposição nesse vazamento."
Para Luis Nassif, a "Folha de S.Paulo" acaba por "esquentar" uma matéria leviana da revista. "Veja conclui, com a facilidade que lhe é peculiar, que o levantamento visava chantagear a oposição. Quais as evidências? Nenhuma", aponta o jornalista. "Quem foi chantageado com esse relatório? Qual a prova de que se destinava a chantagear? Qual a testemunha?"
Visita a Curitiba
A ministra Dilma Roussef (Casa Civil) se reúne na tarde deste sábado (29/3) com lideranças e militantes do PT em Curitiba. A candidata petista à Prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffmann, estará presente. O encontro acontece às 15 horas, no auditório do Hotel Bourbon, no Centro da capital paranaense.
Antes, pela manhã, Dilma participa de um encontro com empresários na sede da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná). Em pauta, as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado. Está prevista uma entrevista coletiva para as 10h30.
OBS: Falando em pesquisas e suas leituras possíveis: o gráfico que a Folha pôs na capa do jornal deste Domingo não deixa dúvidas. Há um empate técnico entre Marta e Alckmin, conforme fez questão de dizer o jornal, só que agora a petista passou o tucano em 1 ponto. Além disso - e essa é a melhor - desde o início desta pesquisa, a Marta só subiu. Cada pesquisa feita e revelada, aponta uma subida em relação à pesquisa imediatamente anterior.

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As contas do Brasil vão tão bem quanto a pesquisa que mostra a aprovação recorde de Lula?

Lamento, mas não dá para celebrar cega e ingenuamente a pesquisa que mostra Lula com a maior aprovação, jamais ocorrida na História desse País. Caiu na minha mão um exemplar deste mês do "Retrato do Brasil", da Oficina de Informações, um projeto capitaneado por Raimundo Rodrigues Pereira e Mino Carta, entre outros. Aborda desde a suposta "abolição da dívida externa", passando pelo cartão corporativo isento de controles dado na mão do Banco Central. Olhem o estrago que está sendo causado para manter a inflação "controlada" e vejam se não é muito ufanismo do Governo. Sem contar que, com a leitura que sugiro, ficará mais fácil entender o porquê do imprensalão insistir nas manchetes que os juros deverão aumentar devido ao "risco inflacionário". Cuidado, pessoal. Olho crítico não é golpismo, é salutar. Cliquem no link e leiam, pois está disponível em PDF.
VERDADE INCONVENIENTE
O Banco Central é o único ente público que tem conta em aberto. Pode causar qualquer prejuízo, pois o Tesouro paga
O EX-DEPUTADO FEDERAL Sérgio Miranda (foto) ficou conhecido como um dos maiores especialistas do Congresso Nacional em contas públicas durante os quatro mandatos que exerceu. E, se há um assunto que o incomoda nesse campo, são os recorrentes prejuízos do Banco Central.
“Foram 30 bilhões de reais e alguma coisa, somente no primeiro semestre do ano passado, cobertos integralmente pelo Tesouro sem que houvesse qualquer previsão orçamentária”, diz ele a RB. Miranda fala de um tema raramente abordado, mas que é relevante,
tanto pelo volume dos recursos envolvidos quanto pela forma como o problema é resolvido. O BC amargou déficits de 10,4 bilhões de reais em 2005, 13,1 bilhões de reais em 2006 e incríveis 46,3 bilhões de reais nos primeiros 11 meses do ano passado. A causa principal desse desempenho, segundo o ex-parlamentar, é a política de formação de reservas internacionais posta em prática pelo governo Lula. Entre o fim de 2006 e o de 2007, as reservas do BC passaram de 85,8 bilhões de dólares para 180,3 bilhões de dólares. No mesmo período, a moeda americana se desvalorizou 16,8% frente ao real. Com o dólar valendo menos, todas as aplicações do banco nessa moeda (como em títulos da dívida americana ou qualquer outra forma) passaram a valer menos. Além disso, quando o BC compra moeda estrangeira ou títulos para formar as reservas, ele põe muito dinheiro no mercado, muitos reais. Para regular esse fluxo monetário, diminuindo a quantidade de reais em circulação, ele toma dinheiro de volta, vendendo títulos de curto prazo nas “operações compromissadas” – títulos que ele vende com o compromisso de recomprá-los em data determinada (após alguns dias, semanas ou meses).
Porém, nossas reservas em moedas fortes, que estão aplicadas no exterior, têm rendimento muito baixo, devido aos juros praticados lá fora, enquanto, no Brasil, os títulos vendidos pelo BC estão pagando até mais que a Selic – que já é uma taxa recorde para os padrões internacionais. Essa diferença de rendimentos aumenta a dívida do banco e, conseqüentemente, a dívida brasileira (afinal, o Tesouro é o responsável por assumir a dívida). Segundo Miranda, a frouxidão das normas que controlam o BC e sua conseqüente “independência” contribuem para o quadro. Suas ações são disciplinadas pela Lei Complementar n° 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe como obrigações a apresentação trimestral do impacto fiscal de suas operações e seus resultados e de uma avaliação semestral diante das comissões apropriadas do Congresso.
Quem paga e como se pagam os prejuízos? A LRF institui que os resultados obtidos pelo BC, tanto lucro como prejuízo, sejam passados ao Tesouro Nacional e, em caso de saldo negativo, pagos com verbas do orçamento da União. É apenas uma questão de o BC comunicar o prejuízo ao Tesouro, que o embute no próximo projeto de orçamento. Uma vez lá, o prejuízo deve ser coberto pelo Tesouro, tornando-se, assim, o único gasto do governo sem dotação orçamentária.
“Somos talvez o único país do mundo que tem uma lei dizendo que o Banco Central tem conta em aberto, podendo produzir qualquer resultado negativo, porque, mesmo assim, a dívida será imediatamente assumida pelo Tesouro Nacional “, diz Miranda. “Isso é inconstitucional. Contas em aberto não podem existir. As despesas públicas precisam ser autorizadas em orçamento.”
Uma tentativa de mudança veio com a deputada Luciana Genro (Psol-RS). Ela é autora do Projeto de Lei Complementar nº 259/2007, em tramitação no Congresso, que visa a estabelecer limites ao prejuízo do Banco Central ao máximo de 1% da Receita Corrente Líquida da União.
Como diz Carlos Eduardo Carvalho, economista da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a situação atual não pode permanecer. Hoje o BC “realiza uma prestação de contas, os deputados da oposição, quando há oposição, esbravejam, o banco agradece e vai para casa, sabendo que a cobertura do prejuízo está garantida”.

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Anotações que poderão ser úteis um dia.


TECNISA COMPRA ÁREA DE 244 MIL M² DA TELEFÔNICA POR R$ 135 MILHÕES
22/1/2007
A construtora e incorporadora paulista Tecnisa comprou por R$ 135 milhões junto à Telefônica um dos maiores terrenos privados disponíveis no mercado paulista. Com uma área de 244 mil metros quadrados - o equivalente a mais de 30 campos de futebol como o do Estádio do Morumbi - o terreno localizado no bairro da Água Branca deve abrigar um grande conjunto residencial no modelo de condomínios-clube. A área, que pertencia à Telesp, foi incorporada pela Telefônica na privatização da estatal e vendida à vista ( 4 ). Telefônica e Tecnisa preferiram não se manifestar sobre a operação. Esse foi o segundo negócio de grande porte envolvendo terrenos em São Paulo nas últimas duas semanas. Há pouco menos de 15 dias a Cyrela e a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário adquiriram a área de 12 mil metros quadrados pertencente à família Matarazzo na Avenida Paulista. As empresas pagaram R$ 125 milhões e devem erguer um complexo comercial de escritórios de alto padrão no local. De acordo com estudos preliminares realizados pela própria Tecnisa durante as negociações, o terreno que pertencia a Telefônica tem um Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 2 bilhões. O VGV é a receita futura potencial de um empreendimento.
Prestes a abrir o capital na Bovespa, a aquisição feita pela Tecnisa faz parte da estratégia da empresa para seduzir os investidores. Desde que decidiu ir ao mercado financeiro a companhia procurava uma grande área para adquirir e mostrar que tinha um projeto de crescimento consistente. O terreno da Telefônica atende esse objetivo por uma série de razões. Uma das principais é o fato de ele estar localizado em uma área de pouco desenvolvimento imobiliário e que, pelos planos da prefeitura de São Paulo, deve se transformar em um novo bairro. Desde 1995 uma Lei Municipal, a 11774/95, define os parâmetros de urbanização do local. Conhecido como Operação Urbana Água Branca, o projeto prevê a criação de uma grande área urbana, predominantemente residencial, de cerca de um milhão de metros quadrados. O terreno adquirido pela Tecnisa é a maior área privada do futuro novo bairro que, aliás, foi batizado de Bairro Novo pela prefeitura da cidade de São Paulo. Nos últimos 12 anos pouco foi feito no local. O único projeto desenvolvido ali foi o Centro Comercial Água Branca, um conjunto de quatro torres de escritórios realizado pela construtora Ricci (1). Desenvolvido no mesmo momento em que Berrini e Nova Faria Lima se expandiam, o empreendimento não fez o sucesso esperado. Boa parte da área ainda pertence ao poder público. A prefeitura chegou a criar um prêmio para eleger o melhor projeto urbanístico para a região em 2004, em conjunto com o Instituto dos Arquitetos do Brasil. A Telefônica, por sua vez, tentava se desfazer do terreno há alguns anos. A área que um dia pertenceu à Rede Ferroviária Federal, à Telesp e, por fim, à Telefonica, será o carro-chefe do projeto de crescimento da Tecnisa. O amplo terreno deve dar lugar a um grande conjunto residencial seguindo o modelo do que o mercado convencionou chamar de condomínio- clube. Ou seja, prédios de apartamentos construídos com grandes e variadas áreas de lazer.
Fonte: JORNAL VALOR
( 1 ) O Fundo de Investimento Imobiliário Projeto Água Branca foi constituído pela RMC S.A. Sociedade Corretora ( 2 ), em 01 de maio de 1998, e iniciou suas operações em 15 de julho de 1999, tendo como objetivo, captar recursos junto ao público investidor, para incorporar os Edifícios New York e Los Angeles, construídos pela Ricci e Associados - Engenharia e Comércio Ltda., na Avenida Francisco Matarazzo, 1.500 - bairro da Barra Funda - Zona Oeste do Município de São Paulo. Concluídas as obras as unidades são locadas para fins comerciais, com a distribuição de rendimentos gerados aos seus quotistas, de acordo com Regulamento de Operações.
Informativos
( 2 ) Coinvalores e RMC iniciam atuação conjunta
Gazeta Mercantil, 01/jun
As corretoras Coinvalores CCVM e a RMC Sociedade Corretora estão completando o processo de fusão, iniciado no ano passado. Segundo Paulino Botelho de Abreu Sampaio, da Coinvalores, com a fusão a RMC ( 3 ) vai subscrever o capital da Coinvalores, processo que vai acontecer ao longo deste mês de junho.
De acordo com dados da Austin Rating, no final de 2004, a RMC tinha um patrimônio líquido de R$ 12,73 milhões e a Coinvalores, R$ 12,36 milhões. O tamanho da empresa depois da fusão deverá se aproximar de uma somatória dos dois patrimônios, disse Paulino Sampaio.
A fusão foi feita buscando uma sinergia - a partir da complementaridade existente na atuação das duas corretoras no mercado - para enfrentar uma concorrência cada vez mais forte no setor. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Coinvalores é mais atuante em pessoas físicas, enquanto a RMC é forte na área institucional. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a Coinvalores tem atuação mais institucional em câmbio, juros, por exemplo. A RMC é mais atuante em fundos imobiliários, Internet e agrícolas.
No ano passado, a RMC ficou em nono lugar no ranking da Austin das melhores corretoras em rentabilidade de tesouraria, com 33%. A Coinvalores ficou em décimo quinto, com 30%. O indicador mostra o retorno nas transações com títulos e valores mobiliários.
Fundo Imobiliário
Mesmo com a fusão, a RMC continuará atuando como distribuidora, com foco em fundos imobiliários, atividade na qual é pioneira. O setor continua sob a responsabilidade dos diretores Henrique Molinari, José A.Penna e do controller, Rubens Andrade.
( 3 ) Corretora de Ricardo Sérgio lesou fundo, aponta CVM
16/05/2002 Folha de S.Paulo
Em 1996 e 1997, quando ainda pertencia ao economista Ricardo Sérgio de Oliveira, a corretora RMC lesou o fundo de pensão da Embrapa (Ceres), ao assessorá-lo em investimentos feitos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), segundo relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), obtido pela Folha.
Ricardo Sérgio foi arrecadador de fundos na campanha do presidenciável tucano José Serra, quando ele candidatou-se ao Senado, em 1994. No ano seguinte, contou com o apoio de Serra para tornar-se diretor do Banco do Brasil, cargo que ocupou até 1998.
A investigação da CVM, concluída no dia 31 de janeiro deste ano, descobriu que a RMC e outras cinco corretoras utilizaram "operações fraudulentas" para obter lucro de R$ 17,3 milhões em investimentos da Ceres. O próprio fundo de pensão, que tem 12 mil participantes e patrimônio de R$ 940 milhões, ficou com apenas R$ 5,2 milhões nos investimentos realizados pelas corretoras.
A fraude descoberta pela CVM tem semelhanças com os desvios cometidos no Banpará que resultaram na renúncia do senador Jader Barbalho, em 2001. Nos anos 80, Jader complementou aplicações do Banpará e, depois, apropriou-se dos rendimentos, segundo apurou a fiscalização do Banco Central (BC).Rendimentos Nos investimentos da Ceres, as seis corretoras e alguns de seus sócios e funcionários também investiram valores pequenos nas negociações e retiraram altos rendimentos. Uma das 3.533 operações analisadas pela CVM ajuda a entender a fraude.No dia 9 de janeiro de 1997, a Ceres investiu R$ 3,875 milhões em ações Telebrás ON, utilizando os serviços da RMC. No mês seguinte, em 12 de fevereiro de 1997, as ações foram vendidas. O lucro da Ceres somou R$ 155 mil, ou 4% do valor aplicado.
Dois sócios da RMC e um funcionário, atuando como pessoas físicas, também participaram do negócio. Lucraram muito mais do que o fundo de pensão.
Ricardo Cavalieri, que já deixou a sociedade na corretora, aplicou R$ 66 mil. Recebeu, segundo a CVM, R$ 583,3 mil, um rendimento de 884%.
Henrique Molinari ( 5 ), atual presidente da RMC, investiu R$ 45 mil. Obteve R$ 66,3 mil, com rentabilidade de 147%. O operador José Penna ( 5 ) , ainda funcionário da RMC, aplicou R$ 1.500. Retirou R$ 13,4 mil. Rendimento de 893%.
"Evidente está que a operação envolvendo a Ceres foi estruturada visando proporcionar rendimentos, inicialmente, aos diretores da RMC Ricardo Cavalieri e Henrique Molinari, os quais foram suas contrapartes no mercado de opções", diz o relatório da Comissão de Valores Mobiliários.
Segundo o texto, a negociação "proporcionou aos referidos comitentes [ RMC, Cavalieri e Molinari ] significativos resultados, por ocasião da reversão da operação de tais opções".
As operações de mercado executadas pela RMC, com dinheiro da Ceres, deram à própria corretora, a seus sócios e funcionários lucros que somaram R$ 1,430 milhão, segundo a CVM.
O então sócio e diretor Ricardo Cavalieri foi o que mais ganhou: embolsou R$ 1,040 milhão.
A RMC ficou com R$ 275 mil; Henrique Molinari, com R$ 67 mil; o funcionário José Penna e sua mulher, com R$ 45 mil; e a Agropastoril Ricci, empresa ligada à corretora, com R$ 1 mil.
O relatório da CVM concluiu que a RMC cometeu "operações fraudulentas" e criou "condições artificiais de demanda, oferta e preço de valores mobiliários", ao negociar ações para a Ceres.
E não foi a única vez. No mesmo documento, a comissão de inquérito da CVM fez questão de lembrar que a corretora RMC já havia sido notificada por "irregularidades nas operações com ações de emissão da Telesp ( 4 ) e com opções dessas ações, tendo em contraparte o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos [Postalis], operações estas em tudo semelhantes às descritas neste relatório".
( 5 ) A COIN é a pioneira na administração de Fundo de Investimento Imobiliário, focada atualmente na administração dos Fundos de Investimentos Imobiliários Memorial Office e Água Branca, representando um patrimônio total de aproximadamente R$ 140.000 Mil.
Fundada em 1989 por Henrique Freihofer Molinari ( após 14 anos no grupo Crefisul/Citibank ) iniciando assim, suas atividades no mercado acionário nacional. Em 1990, adquire título pleno da Bolsa de Mercadorias & Futuros, passando a operar destacadamente nos diversos mercados desta Bolsa. Assume a direção desta área como sócio Francisco C. de Almeida Leite. Em 1997, cria o primeiro fundo imobiliário do País. Em 2005, após 16 anos atuando no mercado de BOVESPA e BM&F, por decisão de seus sócios decide focar sua atuação na Administração de Fundo de Investimento Imobiliário, atividade na qual é pioneira. Em conseqüência desta decisão transformou-se em DTVM.
Nossa Equipe:
Henrique Freihofer Molinari
Francisco C. Almeida Leite
José Antonio Penna
Rubens dos Reis Andrade

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domingo, 30 de março de 2008

Leitor da vEJA tenta se equilibrar sobre 2 patas e cai na rua, atrapalhando o trânsito da Capital!!!

Eu não sabia que o capitalismo cria vacinas. Quem diz isso é uma das estrelas da famigerada revista vEJA. Que falta faz um Roberto Campos.
Quer dizer, é meio simplista dizer isso. Da mesma maneira e, no mesmo texto, se dizer católico, orgulhosamente, a pessoa pode estar suscetível a ter de ouvir que, se Galileu Galilei tivesse criado algum remédio ( ou vacina ) que contrariasse algum dogma da Igreja, ele teria sido mandado à fogueira. Quantos a Inquisição matou? A Cruzada Albigense.
Eu não defendo a "esquerda". Nem sei o que é isso. Desconheço as teorias, socialismo, capitalismo.
Tenho motivos de sobra para suspeitar tanto de coletivização quando da individualização ( ou "individuação", talvez? ). Feitas por seres humanos, não pode dar certo mesmo.
Mas é incrível como é comum algum desses direitistas começar algum texto dizendo que confrontaram algum estudante universitário, sendo que este é sempre um "esquerdista". Naturalmente, sendo um estudante, o moleque ainda está verde. Está ainda formando seu arcabouço de teorias alheias, e ainda não está preparado para exibir erudição e fazer citações para impressionar. Se eu fosse um direitista, não acharia que um moleque estivesse preparado para defender a causa capitalista. Não teria capacidade ou amadurecimento intelectual nem mesmo para escolher e defender eficientemente o Capitalismo. Mas os colunistas de direita tupiniquins sempre se orgulham em bater um ainda-verde estudante num debate.
Colunistas de direita sempre têm um estudante esquerdista a confrontar e, óbvio, levar a melhor na batalha retórica. Mas é da idade. Eu também já conversei com estudantes universitários, capitalistas - e que desconheciam esta sua condição. Apenas o eram e pronto. E não encontrei nestes algum sinal de sólida superioridade intelectual. Conclui-se, então que, se no depender da formação teórica destes estudantes, o Capitalismo triunfará, então os marxistas podem preparar a festa.
Ainda sobre o misterioso estudante esquerdista da Faculdade de Direito da USP ( quem diria, hein? ), que sempre teima em aparecer em eventos para confrontar os direitinhas e ser humilhado por estes. O estudante seria favorável "ao bem" ( sem maiúscula mesmo, podem ver no original ). disse, ironicamente, o colunista sem, entretanto, dizer qual evento seria esse. Se é que ocorreu mesmo tal episódio.
Detestáveis estudantes socialistas
Eu só me deparo com seus antípodas. Ontem, no busão, uma lazarenta só calou a boca ao celular quando desceu no ponto do Shopping Santa Cruz. Falava a valer com algum de seus namorados de sucesso. Previa que, num de seus projetos, fazer tal coisa e por fim, "dar emprego". A socialista já vinha com seu papo assistencialista ou paternalista. "Dar" emprego...
Coletivização
Diz o tal direitista que, no capitalismo democrata ( parece haver uma confusão conceitual aqui ) as liberdades individuais estão garantidas. Há um exagero aqui, não? Mas tudo bem, eu não entendo nada dessas coisas, tenho só o segundo grau.
Lula, este comunista, estaria promovendo a coletivização forçada? Sim, óbvio. Com a taxa de juros alcançando o Sputnik, estamos pagando coletivamente 11 e tantos porcento de taxa de juros para que alguns poucos indivíduos, individuais e livres, faturem os horrores que estão condenando o país à falência.
O comunismo estaria se incrustando dentro das empresas, que financiam ONGs e institutos culturais mundo afora? Isso não é comunismo. Chama-se "hipocrisia", e pode ser descontada no Imposto de Renda.
Enfim: tenho horror ao coletivo. Detesto multidão, massa. Não tenho interesses em comum com ela. Mas esta massa não me parece preparada para fazer alguma Revolução, dessas que os direitas tanto dizem temer.
Enquanto isso, o leitor da vEJA segue se dirigindo às bancas, sobre suas quatro patas, a fim de comprar a revistinha que o faz sentir-se inteligente. A roupa nova do imperador, lembrem-se.

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Gerentes de agência bancária realizam operações em conta de cliente, sem seu conhecimento, para atingir metas artificialmente!!!

Bancária do Unibanco faz denúncia a Comitê de Ética e é demitida
Gerentes de agência da Região 14 teriam realizado operações irregulares para bater a meta da agência
São Paulo - Uma das principais características de um comitê de ética é a confidencialidade e a garantia de proteção a quem o procura para fazer alguma denúncia. Mas essa não parece ser uma prioridade no Comitê de Ética do Unibanco, a julgar por recente episódio ocorrido em uma agência da Região 14.
Segundo uma bancária ( que prefere não se identificar ), as pessoas que ocupam os cargos de gerente-geral e gerentes pessoa jurídica na agência cometeram graves irregularidades para elevar artificialmente os resultados da agência e assim bater a meta, ao realizar operações na conta de um cliente sem o seu conhecimento. A bancária denunciou o fato ao Comitê de Ética do banco e cerca de duas semanas depois foi demitida. O motivo: quebra de confiança.
Nova senha - Todo o ocorrido foi relatado pela ex-funcionária do Unibanco em uma carta endereçada ao comitê no dia 22 de janeiro de 2008. Ela conta que os gerentes realizaram operações no valor de R$ 11 mil na conta de um cliente sem a sua solicitação nem autorização. Para isso, solicitaram reemissão de senha e utilizaram a senha master, de uma forma que o dinheiro não passou pela conta do cliente e ficou somente no fluxo do caixa.
“A agencia realmente bateu a meta, porém de uma forma desonesta. Isso mostra que essas pessoas ocupam um cargo de grande responsabilidade e que não estão preparadas para tal”, disse a bancária.
Ela explica que o cliente escolhido para a operação tinha uma situação financeira complicada e estava inadimplente com a agência. “Quando o cliente souber do ocorrido ele vai querer tomar satisfação e providências legais contra o banco, gerando custos altíssimos e denegrindo a imagem, por causa de funcionários desonestos e irresponsáveis. Eu me senti na obrigação de denunciar pois algum dia todos os funcionários honestos da agência poderiam ser responsabilizados por isso. Mas acabei demitida.”
Confidencialidade? - Junto com a carta, a ex-funcionária enviou a fita do caixa utilizado para a operação. Antes de enviar a carta e a fita, ela entrou em contato com um funcionário do Comitê de Ética e se identificou. O membro do Comitê garantiu confidencialidade, e então a carta foi enviada sem identificação do remetente e contendo todos os detalhes da transação. Duas semanas depois, no dia 7 de fevereiro, a denunciante foi demitida. Passadas algumas semanas, uma colega sua que também sabia do ilícito e se posicionou contrariamente a ele também foi demitida sem explicações.
“Exigimos uma explicação do banco sobre isso. Como pode a bancária ter sido demitida por ‘quebra de confiança’ se apenas um membro do Comitê de Ética sabia da denúncia? O Comitê de Ética é confiável? Ele está a serviço da honestidade ou não? São questões que ficam no ar com esse acontecimento e para as quais vamos buscar respostas com o banco”, diz o diretor do Sindicato e funcionário do Unibanco Carlos Damarindo, o Carlão.
Danilo Pretti Di Giorgi
28/03/2008

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De monolitos e sabotagens: petistas tranportam gigantesca pedra até canteiro de obras do Metrô, só para fazê-lo ruir e piorar o trânsito na Capital!!

É isso mesmo!!
O glorioso blog "O Cata-Milho" foi o primeiro a revelar ao mundo o sórdido plano de sabotagem levado a cabo pela guerrilha petista ( vejam AQUI ), à ocasião entendido como tendo sido um suposto atentado, supostamente cometido conta o baluarte do jornalismo honesto, a Editora Abril. Erramos por pouco. O ataque foi contra o Metrô, mesmo. Para tornar a ação mais abjeta ainda, basta dizer que, de acordo com o manual internacional de competência gerencial, o consórcio teria que fazer de 4 a 5 perfurações no solo, para testes. Só que o Consórcio fez mais que isso: por excesso de zelo, e sem motivo algum que o justificasse, foram feitas cerca de 11 perfurações. Ou seja, quase o dobro. Sem motivo algum, só competência gerencial. Sem medir os gastos, só para garantir a qualidade da obra. E ainda assim deu errado. Graças, agora sabemos, à sabotagem da célula petista, acostumada também a fabricar dossiês.
Um ano depois, a verdade apareceu para nunca mais deixá-los ( os petistas ) em paz.
O Fontes ( meu informante ) garantiu-me que tratou-se, na verdade, de uma bem engendrada sabotagem , com o malévolo propósito de [ somado a diversos ( e aparentemente, sem-relação-entre-si ) eventos ] prejudicar o trânsito na Capital. O controverso e muito discutido legista inglês BadHam Palhares atestou que aloprados petistas colocaram uma inacreditavelmente monstruosa pedra* - extraída de uma pedreira localizada em Franco da Rocha - no interior da obra, na calada da noite, quando ninguém estava olhando.
Aí foi só esperar o aprendiz de meteoro fazer o estrago, e correr pro abraço.
*De acordo com BadHam, uma pedra de tal porte só pode ser encontrada nalgum campo de trabalhos forçados semelhante àqueles mantidos pelos governos comunistas. Nestes campos, os prisioneiros são obrigados a bater em imensas rochas com um martelo desses de Carnaval ( que assobiam quando batemos com ele ), até que elas virem areia. A areia é , então, depositada em ampulhetas que são dispostas à vista dos prisioneiros condenados, para que estes vejam seu tempo de vida escorrer, rolar buraco abaixo, junto com a areia. é isso que essa gente quer para o Brasil.

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Socorram-me. Subi no ônibus em São Paulo: A sabotagem.

Os ônibus em São Paulo estão sabotando ( Copyright by Gilberto Kassab ) a MINHA qualidade de vida. Hoje, cheguei no ponto que fica no terminal Ana Rosa ( Zona Sul da Capital ), às 22:13, 22:14hs, por aí. O busão só chegou e foi sair às 23:17hs. Se você não for estudante das escolas públicas tucanas, assoladas pelo Apagão Educacional Continuado, saberá fazer a conta: fiquei mais de 1 hora no ponto. A bem da verdade, eu sei que, aos Sábados, a linha em questão ( 476G, prá quem interessar ) tem intervalos entre as saídas de cerca de 1 hora. Parece oficial. Ou seja, do conhecimento e anuência da administração municipal. Pior que isso, é esperar esse tempo todo e, uma vez dentro do veículo, ter que aturar um lixo humano escutando música no celular ( eu disse "música"? ) às vistas - e tímpanos - do cobrador. Se é prá ser assim, por quê não derrubam logo a lei municipal que proíbe o fumo dentro dos ônibus? Bem que o Furio Lonza disse, uma vez, na Chiclete com Banana: qualquer governo é bom demais em se tratando desse povo. E tem quem ainda tenha medo de uma Revolução por aqui. Podem ficar sossegados, que desse ovo não sai bombom ( acabei de inventar essa expressão ).
Mas não vou ser injusto com o ambiente de um ônibus. Na segunda-feira, eu estava na sala de espera do ambulatório de um dos grandes hospitais públicos de São Paulo, e um pitboy, de uns 1, 90m e uns 30 anos, escutava o famoso funk do Ratátátá ( entre outras belas obras do musicário brasileiro que, generosamente, compartilhou conosco, sem que precisássemos pedir, ansiosos que estávamos para escutar aquelas belezas auditivas ) no - óbvio - celular, sem ser importunado pelo segurança. Imaginando a cena, vocês: hospital, celular, funk, pitboy, hospital, silêncio, lugar inadequado, hospital, funk...Não reclamem se, algum dia, vocês estiverem num funeral, e alguém sacar um telemóvel para "alegrar o ambiente" com seu belíssimo gosto musical.

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Prefeito do DEMo, acusado de enriquecimento ilícito, fraude em licitação, desvio de verbas ( entre outras migalhas ) é afastado do cargo pela Justiça.

Chefe do MP pede afastamento do prefeito Dener
O procurador-geral de Justiça do Estado, Paulo Prado, ingressou no Tribunal de Justiça com pedido de afastamento imediato do prefeito de Juscimeira, Dener Araujo Chaves (DEM), acusado de cometer vários atos de improbidade administrativa. Prado acatou recomendação do Tribunal de Contas do Estado que, em autoria, constatou 13 irregularidades graves e gravíssimas na gestão do democrata. Como Dener usufrui de foro provilegiado por ser prefeito, a representação interventiva cumulada com pedido de liminar de afastamento do cargo, protocolada nesta terça, deve ser analisada pelo TJ. O pedido foi formulado por Prado e pelo promotor de Justiça, Miguel Slhessarenko Júnior, que atua na PGJ no caso de processos envolvendo gestores.
Em ofício ao presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim, o procurador-geral Paulo Prado afirma que a sua decisão foi embasada na medida cautelar proposta ao Pleno do TCE pelo conselheiro Valter Albano, relator das contas anuais no exercício de 2007 de Juscimeira. Auditores detectaram irregularidades como emissão de 136 cheques sem fundos em nome da prefeitura, totalizando R$ 701 mil, gastos desordenados, despesas de R$ 486 mil sem a devida comprovação e indícios de fraudes nos processos licitatórios, empenhos de R$ 1 milhão sem licitação e até desvio de R$ 53 mil do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além de atraso de seis meses da folha dos servidores.
Jaciara Online
27/03/08
Justiça afasta prefeito de Juscimeira
O juiz da comarca de Juscimeira, Michell Lotfi Rocha da Silva, determinou nesta sexta-feira (28) o afastamento do prefeito da cidade, Dener Araújo Chaves e do contador Helder Batista de Oliveira e a indisponibilidade dos bens de ambos pela acusação de enriquecimento ilícito, prejuízo ao Erário e violação aos princípios da administração pública. Os bens dos acusados deverão ficar indisponíveis até o limite do prejuízo acarretado no valor de R$ 1.871.141,57. A ação civil pública por atos de improbidade administrativa cumulada com ressarcimento ao Erário foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual em desfavor do prefeito de Juscimeira e do seu contador. O impetrante alegou que o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) apurou várias ilegalidades na administração do município, que configuram atos de improbidade administrativa por partes dos requeridos, cujos delitos estão previstos nos artigos 9, 10 e 11 da Lei 8.429/92. Entre as irregularidades apontadas nos autos estão: a não apresentação dos balancetes referentes aos meses de maio a julho de 2007; desperdício de verbas públicas; atraso no pagamento dos servidores e pagamentos em datas diferenciadas; emissão de cheques sem provisão de fundos, que foram devolvidos; despesas realizadas sem licitação prévia, ou cujo procedimento licitatório não foi apresentado pelo prefeito; fraude em licitação; desvio de valores arrecadados do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e negligência na arrecadação do imposto. De acordo com o juiz Michel Lotfi da Silva, o afastamento dos réus torna-se indispensável tendo em vista que sua permanência no cargo poderia trazer prejuízos ao processo. A decisão, em caráter liminar, visa impedir novos desvios de verbas e a obstrução da colheita das provas, visto que os documentos comprobatórios das fraudes praticadas poderiam ser facilmente destruídos. Na decisão o juiz determina também que a Receita Federal seja oficiada para apresentar documentos de bens e rendimentos dos acusados dos últimos três anos; que os Cartórios de Registro de Imóveis de Juscimeira e Jaciara (por causa da proximidade das cidades) sejam comunicados para que seja averbada a restrição judicial na matrícula dos eventuais imóveis; e que a Corregedoria-Geral da Justiça seja comunicada, a fim de realizar pesquisa em outras comarcas acerca da existência de bens e seja feito o bloqueio por meio do sistema Bacen Jud. Além disso, o Detran/MT também deverá impedir a transferência de veículos de propriedade do prefeito de Juscimeira e do contador. A Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat) também será oficiada para impedir a transferência de participações em empresas comerciais de qualquer espécie. O magistrado ressalvou, entretanto, que o afastamento do prefeito municipal e do contador não representa a cassação de mandato eletivo ou perda do cargo, que só se efetiva com o trânsito em julgado da sentença condenatória. “Os agentes políticos podem, sim, ser afastados dos cargos quando os elementos de prova assim o recomendarem, indicando que a presunção da sua idoneidade foi posta em xeque, em contraposição ao voto de confiança que lhes foi dado nas urnas”, afirmou.
28/03/08

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Banco de dados foi montado por recomendação do TCU, diz ministra

Esta ilustração não tem nada a ver com o texto mas, como eu já disse, "dossiê é coisa mais velha que andar prá frente". No caso desta capa de "Carta Capital", tratava-se de uma matéria, acho que de Bob Fernandes, sobre um suposto dossiê preparado pelo Ministério da Saúde, então comandado por José Serra, sobre as atividades de Paulo Renato quando dirigente do BID. Acho que era isso, não lembro direito. Abaixo, o texto anunciado pelo título do post.
A ministra Dilma Rousseff afirmou hoje (29), em entrevista coletiva, que, por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), a Casa Civil da Presidência da República montou um banco de dados para organizar os milhares de informações que circulam diariamente no órgão. Segundo a ministra, o banco de dados é uma ferramenta criada para armazenar o vultoso número de informações que passam pela Casa Civil, facilitar a prestação de contas e dar transparência aos gastos públicos.
Ela lembrou que foi aberta sindicância e reafirmou que o Palácio do Planalto vai investigar até o último minuto para descobrir quem foi responsável pelo vazamento de informações sigilosas sobre despesas do governo.
Na entrevista, a chefe da Casa Civil fez questão de esclarecer a diferença entre banco de dados e dossiê, palavra que, segundo ela, tem conotação pejorativa.
“A mim me espanta essa denominação. Dossiê e banco de dados não são sinônimos. O que a Casa Civil tem é um banco de dados, e não um dossiê – isso tem de ficar muito esclarecido, porque dossiê é uma prática que repudiamos no regime democrático.”
O mais grave, de acordo com a ministra, é o vazamento da informação. “É quem está utilizando situações – que não sabemos quais – quem formata esse tipo de documento de 13 páginas, que agora está com a Casa Civil, que abriu sindicância para investigar esse tipo de crime [ vazamento de informações sigilosas ].”
Quanto aos gastos da ex-primeira-dama Ruth Cardoso com transportes, citados em reportagem da revista Veja, a ministra disse que não há irregularidade. Ela explicou que, até setembro de 2005, todo o transporte da Presidência da República era contratado pelo sistema de contas tipo B (pronto pagamento) e que, depois disso, passou a ser por licitação.
"E é deplorável que não se reconheça que gastos com hospedagem, alimentação e transporte sejam considerados gastos usuais, que se tenha uma visão distorcida desses gastos. Por questões de segurança, esses gastos têm de ser sigilosos”, afirmou Dilma Rousseff.
Para ela, a grande pergunta que o Palácio do Planalto faz hoje é a quem interessa o vazamento dessas informações. “Ao Planalto é que não é”, disse a ministra. “São documentos auditados, corretos, sigilosos, que ganharam ares de escândalo político para comprometer Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth de forma fundamentada e tendo sido vazado por um órgão público. Não vamos admitir”, completou.
A ministra negou que seja candidata à sucessão presiencial, em 2010 e falou sobre sua convocação para esclarecimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, rejeitada nesta semana pela CPMI. Dilma disse que é direito do Parlamento investigar o que quiser, mas ressaltou os cartões corporativos foram analisados e não se encontrou nada relevante no que diz respeito às contas do Palácio do Planalto. “Das contas do governo, essa é a menor.” Das contas dos ministérios, esclareceu Dilma, quem cuida é o ministro do Planejamento.
“Se houvesse interesse em ajudar a melhorar, em dar boas sugestões, perfeitamente, mas, se for para perder tempo... Porque há muita coisa para ser analisada, no Palácio do Planalto, há muita coisa para fazer. Prefiro passar 12, 13, 15 horas dentro do Palácio do Planalto com o PAC [ Programa de Aceleração do Crescimento ], porque com ele o país terá uma distribuição de renda melhor em 2009/2010”, afirmou a ministra.
Dilma Rousseff deu a entrevista na sede da Federação das Indústrias do Paraná, onde se reúne nesta tarde com empresários para discutir as obras do PAC no estado.
Clica Brasília/ Agência Brasil
29/03/08
Dilma descarta demitir acusada de preparar dossiê
Em evento no Paraná, ministra reafirma que não será candidata nas próximas eleições
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, descartou neste sábado (29) demitir a secretária-executiva do ministério, Erenice Alves Guerra, devido à suposta produção de um dossiê contra o governo FHC. Em entrevista na Federação das Indústrias do Paraná, a ministra voltou a afirmar que o suposto dossiê é um banco de dados com informações sobre os gastos com cartões corporativos do atual e do último governo, que foi elaborado a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU).
“É isso que a doutora Erenice assumiu, que ela tinha mandado fazer um banco de dados”, afirmou a ministra sobre o levantamento, que teria sido feito a pedido do TCU.
Reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” de sexta-feira afirma que Erenice deu ordem para a produção de um dossiê com as despesas do ex-presidente, de sua mulher, Ruth Cardoso, e de ministros do governo tucano, a partir de 1998. Segundo Dilma, o primeiro levantamento sobre as despesas, restrito ao governo Lula, foi criticado pelo TCU, que fez um pedido para estender o levantamento retroativo aos anos anteriores. Ela defendeu o governo FHC e disse que os gastos com hospedagem, alimentação e transporte estão dentro dos padrões de todos os governos. Ela afirmou que vai dedicar toda a concentração para saber como ocorreu o vazamento dos dados.
E essa aqui. CPI no Rio Grande do Sul, que investiga o Detran daquele Estado. Houve o ( vejam só ) vazamento de um release antes da hora prevista, no qual o relator da comissão ( Adilson Troca, do límpido PSDB ) fazia referências a supostas informações bombásticas que foram trazidas à tona nos depoimentos de ex-presidentes do órgão, durante o governo Olívio Dutra, do horroroso PT.
Vazamento de texto antes da hora constrange CPI no RS
O vazamento de um release ( notícia distribuída à imprensa ) antes da hora prevista deixou o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Adilson Troca ( PSDB ), em situação constrangedora. No texto, que circulou no início da tarde, Troca fazia referências "às novas revelações que vieram à tona" nos depoimentos dos ex-presidentes do Detran durante o governo Olívio Dutra (PT), Luiz Carlos Bertotto e Mauri Cruz, que nem haviam começado. Também afirmava que passava a compreender porque a oposição não queria ouvir os responsáveis pelo Detran no passado.
O deputado Elvino Bohn-Gass (PT) anunciou que pedirá a substituição do relator da CPI da Detran na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul por causa do comportamento dele, que considerou "escandaloso". Troca disse que o documento foi feito sem a autorização dele e demitiu o jornalista responsável pelo texto.
AE
10/03/08

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quinta-feira, 27 de março de 2008

Magistrados rejeitam MP que abre brecha para ilegalidade na contratação de trabalhadores rurais

MP 410: "emprego sem carteira assinada é caminho certo para ilegalidade e fraude no campo", adverte Anamatra
Agência DIAP
O debate em torno da MP 410/07, que cria a modalidade de contrato temporário de trabalhador rural por prazo de até dois meses dentro do período de um ano, sem carteira de trabalho, continua vicejando controvérsias e divergências. Agora, quem se posiciona contrariamente à medida provisória é a Anamatrta (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho).
A entidade distribuiu hoje (26), na sessão da Comissão de Trabalho da Câmara, manifesto pela rejeição da MP 410/07. No texto, a Anamatra adverte, que "emprego sem carteira assinada é caminho certo para ilegalidade e fraude no campo.
A Associação adjetiva a MP de "nefasta" e também afirma que, "abre-se a possibilidade de utilização da citada modalidade de contratação para camuflar a contratação ilegal de trabalhadores e, até mesmo, servir de defesa nos casos de flagrantes de trabalho escravo ou degradante", pontifica o manifesto.
"A Carteira de Trabalho, devidamente anotada pelo empregador, é direito do cidadão e não pode ser relegada a simples formalidade", defende.
Leitor da Agência DIAP, em Monte Azul Paulista, município do estado de São Paulo, chama a atenção para o que a Anamatra está a antecipar: "aqui neste setor, os patrões já descumprem a lei de registrar a carteira, com esta lei [MP 410] eles vão nadar de braçada, isso é uma piada, tem que registrar, não custa nada, e é um direito de muitos anos."
Anamatra entrega na Câmara manifesto pela rejeição da MP 410
Entidade alerta para o fato de emprego sem carteira assinada ser caminho certo para ilegalidade e fraude no campo
A Anamatra distribuiu hoje (26), em vários pontos da Câmara dos Deputados, um manifesto pela rejeição da MP 410/07, que cria a modalidade de contrato temporário de trabalhador rural por prazo de até dois meses dentro do período de um ano, sem carteira de trabalho.
Para a entidade, a MP é nefasta, e o emprego sem carteira assinada é caminho certo para ilegalidade e fraude no campo. "Abre-se a possibilidade de utilização da citada modalidade de contratação para camuflar a contratação ilegal de trabalhadores e, até mesmo, servir de defesa nos casos de flagrantes de trabalho escravo ou degradante", afirma o documento, entregue também pelo diretor de assuntos legislativos da Anamatra, Renato Henry Sant'Anna, a vários parlamentares que passavam pelos corredores do Congresso.
Clique aqui e leia o manifesto

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Ainda dando trabalho, Carlos Lupi defende EXPROPRIAÇÃO DE TERRAS de quem explora trabalho escravo. Sofrerá nova campanha difamatória pelo imprensalão?

Lupi defende expropriação de terra com trabalho escravo
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu hoje na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público a expropriação de terras onde forem encontrados trabalhadores mantidos em condições análogas às de escravo. "Se ficar comprovado que o trabalho escravo é recorrente na propriedade, eu sou favorável à sua expropriação", disse o ministro.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/01 prevê essa sanção contra os proprietários que se valerem de trabalho escravo. No começo deste mês, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, garantiu que será votada ainda neste semestre.
O deputado Vicentinho (PT-SP) elogiou a atuação de Lupi no combate ao trabalho em condições desumanas e citou matéria da Agência Folha sobre a liberação de 421 trabalhadores em condições degradantes, em Quirinópolis (GO), pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho, na quinta-feira passada (20). O Código Penal equipara o trabalho em condições degradantes ao trabalho forçado. Nelson Marquezelli (PTB-SP) condenou a atuação do Grupo Móvel, que, para ele, só faz prejudicar a imagem do Brasil no exterior. "Isso vai oficializar uma mancha enorme na reputação do Brasil. De repente, vai acontecer o que aconteceu com a carne brasileira", afirmou. "Escravos nós tivemos, não temos mais", disse.
O ministro do Trabalho reagiu. "Não posso impedir uma ação que tem hoje resultados positivos, inclusive no exterior", afirmou. "O Brasil está agindo. Não estamos esperando os organismos internacionais vir e denunciar o trabalho escravo", disse. O ministro afirmou que os empresários que querem evitar máculas eternas em seus produtos e serviços deveriam se abster de submeter seus empregados a condições degradantes. Ele acrescentou que o ministério tem imagens de trabalhadores submetidos a condições subumanas que sequer podem ser divulgadas. "Seria muito prejudicial ao Brasil", explicou.
Lupi lembrou ainda que o Grupo Móvel compõe-se não apenas de fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, mas também de membros do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), das polícias Federal e estaduais e de organizações não-governamentais. Além disso, só atua mediante denúncias.
Emenda 3
Paulinho da Força (PDT-SP) pediu ao ministro do Trabalho pressa na elaboração de uma proposta que assegure proteção aos 700 mil trabalhadores que hoje são contratados como pessoas jurídicas. "Nós não queremos que todo mundo se torne pessoa jurídica, mas precisamos regulamentar a situação dos trabalhadores que já se encontram nessa situação."
O deputado disse que a medida seria um "meio-termo" entre à regra atual - que determina a configuração de relação de emprego entre a empresa e o trabalhador que é obrigado a abrir uma empresa para manter o contrato de trabalho - e a proposta da emenda 3, que simplesmente proíbe a configuração da relação de empregos nesses casos, a não ser por meio de sentença judicial. Carlos Lupi afirmou que a regulamentação precisa ser cautelosa. "Não podemos generalizar aquilo que deve ser exceção", afirmou. O Congresso vai analisar vetos presidenciais amanhã, entre eles o que barrou a emenda 3. "A base aliada não pode derrubar um veto do presidente da República", advertiu o ministro. Paulinho disse que, se o veto for derrubado, haverá greves e manifestações por todo o Brasil. "Vai ser uma guerra", avisou.

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Por que a imprensa silencia sobre Renan?

Jasson de Oliveira Andrade
20/03/08
Já escrevi que não morro de amores pelo ex-presidente do Senado, Renan Calheiros. Pelo contrário, tenho sérias restrições à sua atuação, desde quando foi ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. Naquela época, a carreira dele era praticamente a mesma. Entretanto, a mídia o poupava. Quando se tornou presidente do Senado, Renan passou a ser combatido pela imprensa. Semanalmente havia uma denúncia contra ele, partindo principalmente da revista VEJA. Tornou-se o homem público mais repudiado no Brasil. A maioria das pessoas o transformou em um demônio, lúcifer. O mal do país era o Renan. Eu recebia muitos emails com severas críticas contra o ex-presidente do Senado. Esse massacre só parou depois que ele renunciou à presidência. Daí para frente, prevaleceu o silêncio.
Por que a imprensa silencia sobre Renan? A única explicação que encontro: era a disputa do Poder. Ao se tornar um simples senador, ele não era mais notícia. Até parece que as acusações, algumas graves, desapareceram. O leitor pode assim julgar a imprensa. Costumo comentar com alguns amigos: é só aparecer político com algum poder que a mídia procura destruí-lo. Inclusive a imprensa cabocla. Ela também faz coro à grande mídia e, estranhamente, silencia. O que mostra que o jornal interiorano vai a reboque dos grandes! Quando leio uma denúncia dos jornalões, aguardo um Editorial da “filial”. Em seguida, darei um exemplo que reforça os meus argumentos.
Quando o Senado, por maioria de votos, absolveu Renan ainda existiam outros processos, que foram arquivados. A imprensa e o Senado aceitaram esse estranho arquivamento. Menos o PSOL, partido de Heloisa Helena. O partido não se conformou e pediu ao STF para reabrir os processos. Em 9 de março, o Estadão publicou uma notinha, escondida, que poucos leram. Eu li e a transmito aos leitores. Eis a notinha daquele jornal: “STF NÃO REABRE AÇÃO CONTRA RENAN – O PSOL não conseguiu reabrir, no Supremo Tribunal Federal, representação contra o senador Renan Calheiros, do PMDB-AL. A representação havia sido arquivada em dezembro pelo presidente da Comissão de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO). O PSOL acusava Renan de participar de esquema de propina em ministérios do PMDB. Para o STF, o caso se “encerra na competência” do Senado”. Apenas essa notinha do Estadão. Nenhum outro jornal publicou essa notícia. Nem mesmo o Jornal Nacional, da TV Globo, que fez uma série de reportagens sobre Renan, antes dele renunciar. Muito menos a VEJA dedicou uma capa ao fato, justamente a revista que massacrou Renan. Nada. SILENCIO ABSOLUTO. Estranho silencio. Será que a renúncia dele o absolveu? Por esse motivo, como já escrevi, coloco sempre em dúvida as denúncias da imprensa. Quase sempre existe algo por trás das reportagens O exemplo Renan prova isso!
BRIGA TUCANA CONTINUA – Várias manifestações de secretários municipais, todos tucanos, em favor de Kassab, bem como vereadores do PSDB no mesmo sentido, demonstram que a briga continua. A manchete do Estado (19/3) diz: “Apoio de vereadores tucanos a Kassab acirra crise no PSDB”. Geraldo desabafa, segundo a manchete da Folha: “Nunca vi 1º colocado ceder lugar ao 3º, reage Alckmin”. Se tucanos e democratas tivessem certeza da vitória de Marta (PT) essa briga não existiria!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2008

Postado por Redação
Portal Mogi Guaçu

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Mundo Tosco: Câmera filma atropelamento de uma vaca em avenida do Rio.

27/03/2008 - 08:40 -
Susto na Avenida Brasil na noite de quarta-feira (26). Um motorista que trafegava na via, no trecho próximo a Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, se surpreendeu como uma vaca que estava solta na pista. Ele não teve tempo desviar e acabou atropelando o animal.
O carro ficou bastante danificado com o acidente. O motorista, identificado como Ângelo Márcio, ficou levemente ferido e foi atendido no local por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O animal morreu no acidente. O Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) informou que a Delegacia de Campo Grande (35ª DP) vai investigar o caso para identificar o dono da vaca.

EPTV

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Denúncia: Pré-candidato a prefeito de município do ABC acusa adversários do DEM e PV de oferecerem-lhe cargos em troca de sua desistência à disputa

ABUSO DE PODER
Grecco: Salles, Dib, Volpi e Damo querem comprar o ABCD
26/03/2008
Pré-candidato em Ribeirão Pires afirma que grupo lhe ofereceu cargos em troca de apoio
Uma acusação contundente, que pode demonstrar os caminhos do abuso de poder por parte de alguns políticos do ABCD. O pré-candidato à Prefeitura de Ribeirão Pires, Luiz Carlos Grecco (PP), em entrevista ao ABCD MAIOR, acusou diretamente Raimundo Salles (DEM), secretário de Comunicação de São Bernardo e pré-candidato em Santo André, os prefeitos de Mauá e Ribeirão Pires, Leonel Damo e Clóvis Volpi, ambos do PV, e Willian Dib (PSB), prefeito de São Bernardo, de tentarem impedir sua candidatura, através do oferecimento de cargos.
Grecco garante: “Fui convidado por Salles para uma conversa com Dib no gabinete do prefeito. Lá, me ofereceram o cargo de diretor da Agência de Desenvolvimento Econômico do Consórcio Intermunicipal, com a condição de que desistisse de minha candidatura em favor de Volpi. Não aceitei”.
As denúncias não param em São Bernardo. Ainda de acordo com Grecco, o secretário de Governo de Mauá e presidente municipal do PP, Antônio Carlos de Lima, teria oferecido seu próprio cargo para que Grecco abrisse mão de disputar a Prefeitura de Ribeirão Pires.
“Em uma reunião da executiva do PP, que contou com a presença do presidente estadual do partido, Paulo Maluf, Antônio Carlos me ofereceu seu cargo. Sei que Maluf tem um carinho muito especial pelo ABCD, mas não abrirei mão de minha candidatura nem pelo papa e nem pelo Maluf. Volpi sabe de tudo, ele é amigo de Antônio Carlos, que foi o maior apoiador de sua candidatura”, enfatizou.
Ex-prefeito de Ribeirão Pires por duas vezes, Grecco tem como pré-candidato a vice-prefeito seu filho, Anderson Grecco, e já compôs uma chapa de vereadores, todos do PP. “Irei tentar conversar com os partidos que esse grupo ainda não comprou. Todos estão nessa, Salles, Volpi, Damo, entre outros”.
“Querem decidir o destino de Ribeirão Pires fora dos limites de nossa cidade. Querem o poder em todo o ABCD, estão tentando entrar até em Santo André agora. Isso é abuso de poder econômico, caso contrário, Volpi não seria o prefeito de Ribeirão Pires. Eles fazem a política nos bastidores, compram as pessoas com seu poder financeiro. Mas isso tudo não me intimida, eu nasci em Ribeirão, minha família é tradicional da cidade”, completou Grecco.
Todos os envolvidos nas denúncias de Grecco foram procurados, mas nenhum respondeu à reportagem.

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terça-feira, 25 de março de 2008

Deputado denuncia: "(P) IG agora publica anúncios da famigerada revista vEJA e apaga rastros da existência de Paulo Henrique Amorim no portal"

IG publica anúncios de Veja e apaga dados sobre audiência de PHA
O portal IG passou a publicar nesta sexta-feira (21/3) anúncios da revista “Veja” e da Editora Abril.Por coincidência ou não, o início da veiculação das peças de propaganda, que aparecem inclusive na capa do portal, acontece dois dias após a retirada do ar, sem aviso prévio, do site “Conversa Afiada”, do jornalista “Paulo Henrique Amorim”.
Blogs de colunistas da revista “Veja” vibraram tão logo foram informados sobre o desligamento de Amorim, ocorrido na tarde da última quarta-feira (19/3).
Registro da audiência do "Conversa Afiada"

O IG também apagou nesta sexta-feira os registros da audiência do site “Conversa Afiada”, que estavam disponíveis em sua “Central do Anunciante”.
Relativos a setembro de 2007, os dados — ainda disponíveis no cache do Google — revelam que o site de Paulo Henrique Amorim tinha cerca de 3,3 milhões de acessos por mês, e mais de 475 mil visitantes únicos.
Leia também:

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Celso Lungaretti confronta mais uma vez "entulho autoritário" de Elio Gaspari

COMPANHEIROS E AMIGOS:
A POLÊMICA QUE EU E OUTROS ARTICULISTAS ESTAMOS TRAVANDO COM ELIO GASPARI E A "FOLHA DE S. PAULO" TEM UM SIGNIFICADO MAIOR: EXTIRPAR DE VEZ ESSA ERVA DANINHA QUE É O USO DE INFORMAÇÕES CONTAMINADAS PELA TORTURA ( E, PORTANTO, SEM VALOR LEGAL NENHUM ) PARA ACUSAR PERSONAGENS HISTÓRICOS NA IMPRENSA E NA INTERNET.
A ÚLTIMA COLUNA DO GASPARI ESTÁ ABAIXO, PARA QUEM QUISER AVALIAR. E A MINHA RESPOSTA ( QUE LHES ESTOU REPASSANDO EM VERSÃO CONDENSADA ) EVIDENCIA QUE, MAIS DO QUE UM HISTORIADOR EM QUEM SÓ OS DESINFORMADOS CONFIAVAM, ESTÁ SENDO CONFRONTADA UMA PRÁTICA SISTEMÁTICA DE DESMORALIZAÇÃO DOS PARTICIPANTES DA RESISTÊNCIA À DITADURA MILITAR, MEDIANTE DIFAMAÇÕES E CALÚNIAS.
PEÇO A TODOS QUE REDOBREM SEUS ESFORÇOS PARA QUE AS POSIÇÕES CIVILIZADAS TAMBÉM CIRCULEM E CHEGUEM AOS LEITORES, JÁ QUE O ENTULHO AUTORITÁRIO TEM AMPLO E IRRESTRITO ACESSO À GRANDE IMPRENSA.
EM DEFESA DA DIGNIDADE, DA VERDADE E DA JUSTIÇA,
CELSO LUNGARETTI


SOBRE HISTORIADORES E ARAPONGAS
Celso Lungaretti (*)
O episódio algoz e vítima, que vem provocando uma discussão tensa desde o dia 12, trouxe à tona acontecimentos dolorosos, mas serviu também para aclarar o papel hoje desempenhado pela grande imprensa e por um de seus expoentes mais destacados.
As máscaras foram arrancadas e os leitores, perplexos, vão se dando conta de que formam opinião a partir de informações distorcidas, altamente manipuladas, enquanto os defensores da verdade não encontram tribuna, não têm verdadeiro direito de resposta nem espaço para apresentar o outro lado.
Tudo começou quando o jornalista e historiador Elio Gaspari publicou em sua coluna na Folha de S. Paulo, O Globo e outros jornais uma diatribe contra a União (“Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968”), por ter decidido pagar ao suposto algoz Diógenes Carvalho de Oliveira uma indenização duas vezes maior do que a outorgada à sua suposta vítima Orlando Lovecchio Filho.
Como o primeiro era um militante da Resistência à ditadura e o segundo, o cidadão que perdera a perna no atentado supostamente por ele cometido, o assunto logo transbordou do circuito habitual do Gaspari para outros jornais, revistas semanais, sites de extrema-direita e correntes de e-mails neo-integralistas.
Desde então, as refutações têm sido sempre ignoradas ou relegadas à seção de cartas (cortadas até se tornarem anódinas, publicadas com imenso atraso, etc.), enquanto os espaços nobres servem para repercutir o texto de Gaspari ou trazer-lhe acréscimos, na vã tentativa de respaldar suas afirmações indefensáveis.
Tanto a Folha quanto Gaspari chegaram a reconhecer que, dos quatro militantes apontados levianamente como autores do atentado ao consulado estadunidense em 1969, Dulce Maia era inocente e havia sido por eles caluniada.
Mas, nem mesmo o depoimento do único participante ainda vivo desse atentado obteve o merecido destaque, apesar de provocar uma verdadeira reviravolta no caso: Sérgio Ferro, admitiu sua culpa e seus remorsos, mas desmentiu a participação de Diógenes de Carvalho e Dulce Maia, além de esclarecer que se tratou de uma ação da ALN e não (como Gaspari afirmara) da VPR.
Outra informação importantíssima que a grande imprensa escamoteou de seus leitores: Ferro foi acionado na Justiça por Lovecchio e obteve ganho de causa graças aos relatórios médicos que apresentou como prova. O primeiro dá conta de que o ferimento de Lovecchio era grave, mas existia possibilidade de recuperação. Depois, o socorro a Lovecchio foi interrompido pelo Deops, que quis interrogá-lo, provavelmente para saber se ele era vítima do atentado ou um participante azarado. Quando os policiais afinal o liberaram, sua perna já havia gangrenado e teve de ser amputada (2º relatório).
Ora, se o algoz não era algoz, então o texto inteiro do Gaspari perdia o gancho e desabava, bem como as matérias caudatárias publicadas pela Veja e da Época. O que fizeram os veículos, face à evidência de haverem informado mal seus leitores, além de caluniarem dois cidadãos e acusarem falsamente a VPR? Deram desmentido com o mesmo destaque? Nem remotamente.
A consciência da vulnerabilidade de sua posição aos olhos dos (poucos) cidadãos bem informados fez Gaspari voltar ao assunto na sua coluna dominical de 25/03. E o fez recorrendo às informações que, desde o início, foram a viga-mestra de suas perorações fantasiosas: os famigerados inquéritos inquéritos policiais-militares da ditadura.
Como um mero araponga, ele se pôs a revolver o lixo ensanguentado da ditadura, dando grande importância ao fato de que havia congruência entre os depoimentos extorquidos dos torturados e omitindo que os torturadores forçavam todos os presos a coonestarem a versão oficial, a síntese elaborada pelos serviços de Inteligência das Forças Armadas, para que o resultado final tivesse alguma verossimilhança.
Se fosse, como pretende, um verdadeiro historiador, saberia que os militantes eram coagidos a admitir os maiores absurdos nas instalações militares e, depois, encaminhados a delegacias civis onde deveriam repetir, sem torturas, as mesmas afirmações. Os que, pelo contrário, desmentiam tudo, eram recambiados aos quartéis e novamente submetidos a sevícias brutais, até se conformarem em obedecer ao script.
Destrambelhado, Gaspari ousou até fazer novo ataque a Dulce Maia, a quem pedira humildes desculpas no domingo anterior. Que credibilidade espera ter, agindo com tanta incoerência?
A última intervenção de Gaspari no debate foi, de longe, a mais desastrosa. Colocou-o ao lado dos torturadores, defendendo o entulho autoritário. Se a inicial arranhou sua imagem de historiador, a derradeira disse muito sobre suas verdadeiras devoções.
O que, aliás, já se suspeitava: não é qualquer cidadão que desfruta de tal confiança de personagens como Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, a ponto de ser por eles escolhido para repassar ao distinto público suas desculpas esfarrapadas pelo papel histórico que desempenharam, como protagonistas do arbítrio.
O entulho autoritário - Se esse episódio deplorável serviu de algo, foi para comprovar, definitivamente, que o entulho autoritário deve ficar no lugar a que pertence: a lata de lixo da História.
Um regime de exceção utilizou práticas hediondas para investigar a ação dos resistentes que a ele se opunham e os inquéritos assim produzidos serviram para condenar patriotas, heróis e mártires em tribunais militares, com oficiais das Forças Armadas fazendo as vezes de jurados, o que atropelava flagrantemente o direito de defesa.
O quadro era tão kafkiano que, num julgamento em que fui réu, o advogado de ofício designado para um companheiro apresentou-se completamente embriagado e começou sua peroração não falando coisa com coisa. O juiz auditor o expulsou da sala e mandou que outro advogado de ofício improvisasse a defesa, imediatamente, mal tendo tempo para ler os autos. O julgamento prosseguiu.
A Lei da Anistia de 1979 sustou os efeitos concretos desses julgamentos e as ações seguintes do Estado brasileiro, como a constituição das comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos, evidenciaram que os antes tidos como criminosos passaram a ser considerados, oficialmente, vítimas.
Enfim, os IPMs foram, tão-somente, a versão que um inimigo apresentava do outro, para dar aparência de legalidade ao que não passava de arbitrariedade, sem compromisso nenhum com a verdade e a justiça.
Qual a credibilidade de um regime que fez afixarem-se em logradouros públicos do País inteiro, em meados de 1969, cartazes me acusando de “terrorista assassino” que teria “roubado e assassinado vários pais de família”, embora eu fosse um dirigente e nunca um homem de ação?
Mas, para aqueles militares, a verdade não existia em si. Só lhes interessava a verdade operacional, as versões mais adequadas a seus objetivos na guerra psicológica que travavam.
Passadas quatro décadas, essas versões unilaterais, fantasiosas e espúrias infestam a internet, chegando até a impregnar textos jornalísticos – por má fé dos seus autores ou por preguiça de profissionais que preferem colher subsídios nos sites de busca do que nos arquivos de seus próprios veículos, acabando por comer na mão dos Brilhantes Ustras da vida.
Então, é mais do que tempo da imprensa se compenetrar que, sem uma sentença lavrada por um tribunal na vigência plena do estado de direito, ninguém pode ser apontado taxativamente nos textos jornalísticos como “terrorista” ou autor de tais ou quais crimes com motivação política.
Os repórteres, comentaristas, articulistas e editorialistas que agirem de outra forma, estarão coonestando a prática de torturas e os julgamentos realizados por tribunais de exceção.
E, já que nada do que Gaspari contrapôs pode ser aceito pelos homens decentes que não aceitam mancomunar-se com práticas hediondas, subsiste o fato de que uma versão distorcida e panfletária do episódio teve enorme destaque editorial e, conseqüentemente, ampla repercussão, enquanto as informações que repuseram a verdade dos fatos ficaram, quando muito, jogadas na seção de cartas.
Que cada um tire suas conclusões acerca dessa praga que cada vez mais se alastra pela imprensa brasileira: a burla do direito de resposta e a tendenciosidade no tratamento editorial, não se expondo convenientemente o outro lado ou omitindo-o por completo.
Celso Lungaretti, 57 anos, é jornalista, escritor e ex-preso político. Mais artigos em
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/


ELIO GASPARI
O terrorista de 1968 remunera-se em 2008
A família do soldado morto no atentado recebe R$ 1.140 mensais, já o rapaz da VPR fatura R$ 1.627
QUARENTA ANOS DEPOIS do atentado a bomba contra o Consulado Americano em São Paulo, Sérgio Ferro, intitulando-se "único sobrevivente" do grupo terrorista que fabricou, transportou e detonou o explosivo, informa:
1) Diógenes Oliveira e Dulce Maia não participaram dessa ação.
2) A ação foi iniciativa da ALN (Ação Libertadora Nacional), e não da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária).Quem disse que Diógenes, o "Luís", e Dulce de Souza, a "Judith", participaram do atentado, organizado pela VPR, foi o doutor Sérgio Ferro em seu depoimento à polícia em 29 de março de 1971. Na ocasião, Ferro estava preso e a tortura era uma política de Estado para obtenção de confissões, verdadeiras ou falsas. Passados 37 anos, Ferro julgou oportuno corrigir seu testemunho. Em 1969, na prisão, Pedro Lobo de Oliveira e Diógenes, ambos da VPR, revelaram suas participações no atentado. Diógenes admitiu ter fabricado a bomba, com "um ou dois quilos de dinamite".
Quando Ferro incriminou Dulce de Souza Maia, sabia que ela estava a salvo, no exílio. Além disso, uma bomba a mais, uma bomba a menos, não faria muita diferença na carga que a polícia imputava à dupla mencionada por Ferro.
Diógenes e Dulce foram associados a dois retumbantes atentados terroristas. No dia 26 de junho de 1968, a VPR lançou um caminhão-bomba com 15 quilos de dinamite contra o Quartel General do 2º Exército, em São Paulo. Na explosão, morreu o soldado Mário Kozel Filho, de 18 anos. Dulce Maia contou sua participação nesse episódio numa entrevista a Luiz Maklouf Carvalho. Ela foi publicada no livro "Mulheres que foram à luta armada", em 1998. Diógenes nunca falou publicamente sobre o caso. Os documentos conhecidos, que devem ser vistos com reservas, são o depoimento dele e de camaradas seus, todos presos. Diógenes admitiu ter fabricado a bomba. Onofre Pinto, que participou do atentado, disse que Diógenes acendeu o estopim.
Diógenes e Dulce também foram acusados de terem participado do planejamento e do assassinato do capitão americano Charles Chandler, em outubro de 1968. Na mesma entrevista a Maklouf, Dulce narrou sua colaboração no levantamento dos hábitos do capitão. Diógenes nunca discutiu esse atentado em público. Contudo, Pedro Lobo de Oliveira, seu colega de VPR, contou aos organizadores do livro "Esquerda Armada no Brasil", premiado em Cuba em 1973, que eram três as pessoas que estavam no carro do qual partiram os assassinos do capitão: ele, que ficou ao volante, e mais dois, um com um revólver e outro com uma metralhadora. Pedro Lobo não os nomeou. Informou que a dupla só foi identificada quando um militante da VPR que "sabia quais os companheiros que haviam participado" contou o caso à polícia, na prisão. Esse "delator", Hermes Camargo, tornou-se um colaborador do regime. Anos mais tarde ele repetiu o dois nomes numa entrevista a "O Estado de S. Paulo": os atiradores foram Diógenes Oliveira, o "Luís", e Marco Antonio Brás de Carvalho, o "Marquito", morto meses depois do atentado.Assim como deve-se dosar o crédito às confissões de Sérgio Ferro e deve-se duvidar dos depoimentos de pessoas presas, é necessário registrar que a narrativa de Diógenes, preso, é semelhante à de Pedro Lobo, solto. Diógenes reconheceu ter sido um dos autores dos disparos.Orlando Lovecchio, que teve a perna esquerda amputada abaixo do joelho por conta da explosão da bomba que Sérgio Ferro e seus camaradas puseram no Consulado Americano, recebe R$ 570 mensais da Viúva. Os pais do soldado Mário Kozel conquistaram em 2003 uma pensão de R$ 330, reajustada no ano seguinte para R$ 1.140 mensais. Desde o dia 24 de janeiro, Diógenes ficou em melhor situação. Ele ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627 mensais (as vítimas, juntas, recebem R$ 1.710), com direito a R$ 400 mil de atrasados. Repetindo: há algo de errado na aritmética das indenizações e numa álgebra que acaba remunerando melhor o terrorista que participou de um atentado do que a família da sentinela assassinada ou o transeunte amputado.

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Dengue cresceu 100% no Rio enquanto caiu 40% no país

25/03/08
“Em todo o país, nós conseguimos baixar os índices da doença, e só no Rio houve crescimento”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Vereadores do Rio acusam a Prefeitura de desviar recursos destinados ao combate a dengue. Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde afirma que agentes de combate ao mosquito foram demitidos por denunciar más condições de trabalho
O governo federal anunciou uma série de medidas emergenciais, que envolvem a criação de um gabinete especial, a contratação de pessoal especializado e o auxílio das Forças Armadas para ajudar o Rio de Janeiro a combater a epidemia de dengue, que infectou 2.053 pessoas só nos últimos dois dias na capital. As vítimas da dengue, a maioria crianças, lotam os hospitais públicos e particulares, e enfrentam filas de espera de até 5 horas.
“Em outubro de 2007 eu alertei que o Brasil tinha um quadro de epidemia de dengue e mostrei preocupação especial com o Rio de Janeiro”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Em todo o país, nós conseguimos baixar os índices da doença, e só no Rio houve crescimento”, esclareceu o ministro, informando que houve uma redução de 40% na incidência da doença no país este ano enquanto na capital fluminense o aumento foi de 100% em relação ao mesmo período do ano passado.
DESVIO DE VERBA
Um relatório da Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio, que será encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias, denuncia o desvio dos recursos repassados pelo Ministério da Saúde à Prefeitura do Rio para o combate a dengue. O relatório aponta que a Prefeitura recebeu R$ 18,1 milhões do Ministério na rubrica “Teto financeiro de vigilância em Saúde”, que se destina ao combate e prevenção de doenças infecciosas. “Apenas 12 milhões foram liquidados pela Prefeitura, sendo que metade desse valor não foi direcionado para a dengue”, denunciou o vereador Carlos Eduardo, presidente da Comissão.
Segundo o relatório dos vereadores, houve “desvio de finalidade” e esses recursos foram usados para a compra de ambulâncias e para contratos de serviço de limpeza hospitalar, mesmo com fortes indícios de que uma epidemia de dengue estaria prestes a se alastrar pela capital.
Na última sexta-feira, o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Rio de Janeiro acusou a Prefeitura da capital de ter demitido agentes que trabalhavam no combate ao mosquito na Zona Oeste, uma das regiões mais atingidas pela dengue na capital. Segundo o Sindicato, os agentes foram demitidos por liderarem protestos e denúncias contra as más condições de trabalho.
Através de nota divulgada na última semana, o Ministério da Saúde também afirmou que “um dos problemas enfrentados no Rio de Janeiro é a baixa implementação das equipes de saúde da família e a desestruturação da atenção básica”. Segundo o Ministério, as equipes de saúde familiar cobrem apenas 8% da população do município, um dos índices mais baixos do país.
RECORDE DE SERRA
Desde o início de janeiro, a epidemia já atingiu 23.555 pessoas no município do Rio, causando 30 mortes. Com isso, o Estado tem agora um total de 32.615 casos e 48 mortes. O número de casos é alto, porém não chega perto do total registrado em 2002, quando o Rio enfrentou a pior crise de dengue da sua história, com um recorde de 138.027 casos.
Em 2002, dois anos após a demissão de 5.500 mata-mosquitos promovida pelo então ministro da Saúde José Serra, o Brasil chegou a registrar 794 mil casos de dengue num único ano. Além das demissões, Serra descentralizou o controle da dengue, que era feito pela Funasa, e o repassou aos municípios. O resultado foi que os casos no Brasil saltaram de 180 mil - quando Serra assumiu a pasta - para 794 mil no final de 2002, com 2.714 casos de dengue hemorrágica e 150 mortes em função da doença num único ano.
FALTOU PREVENÇÃO
José Gomes Temporão afirmou que o número de mortes ocorrido pela dengue no Rio está “completamente fora do que nós consideramos que seria razoável”. Para ele, “as explicações são múltiplas. O fato de os vírus 2 e 3 estarem circulando e atingindo principalmente as crianças é um fator; o de termos muita chuva e calor no Rio é outro; e a desorganização e baixa qualidade da rede de atenção primária, no Rio, é um. A estratégia, agora, é melhorar o atendimento.”
O Ministério da Saúde ressaltou que “se tomados os devidos cuidados, o índice de mortalidade é praticamente nulo. Em 2007, no município de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, houve uma incidência da doença tão grave quanto a que está ocorrendo no Rio de Janeiro. Ocorreu apenas um óbito porque a qualidade do atendimento primário em Campo Grande era muito boa, principalmente pela cobertura do Programa Saúde da Família. E eram os mesmos tipos de vírus circulando”.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, atribuiu à Prefeitura o agravamento da situação. Durante a inauguração das tendas de emergência que vão administrar soro para pacientes com dengue, Sérgio Cabral afirmou que “o trabalho preventivo é um trabalho tipicamente municipal. No ano passado, a Prefeitura de Campo Grande enfrentou a epidemia da dengue com honra e competência e, esse ano, não temos a crise lá”, disse. E ressaltou quer, no caso da Prefeitura do Rio, faltou “trabalho preventivo durante o ano inteiro”.

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Retomada aos privatistas e impedida por Serra de participar de leilão ( que não haverá ) da CESP, estatal paranaense Copel apresenta lucro recorde.

Lucro da Copel aumentou 63% e foi o maior da história da empresa
25/03/2008
O governador Roberto Requião abriu espaço durante a Escola de Governo desta terça-feira (25) para corrigir o que chamou de “um terrível engano” cometido por pessoas que interpretaram equivocadamente o balanço do ano de 2007 da Copel. “Vimos em muitos lugares a informação de que o lucro líquido da Copel encolheu 10% de 2006 para 2007, quando na verdade o resultado positivo cresceu 63,7% e se confirmou como o maior lucro e toda a história da empresa”, enfatizou Requião.
“Não atribuo a leitura equivocada dessas pessoas a dolo, mas elas parecem não ter entendido que o lucro registrado no balanço de 2006, de R$ 1,2 bilhão, ficou maior por conta da reversão de um dinheiro que estava provisionado como cautela para o caso improvável de perdermos a questão do gás da Usina de Araucária, afinal bem resolvida pela Copel, que evitou um desembolso de R$ 1,5 bilhão”.
Para explicar melhor os números da Copel apurados em 2007, Requião pediu ao presidente Rubens Ghilardi que apresentasse e comentasse os principais indicadores. Ao término, o governador elogiou o desempenho da empresa e lembrou que ao longo da sua gestão, iniciada em janeiro de 2003, a estatal já acumula um lucro líquido de R$ 3 bilhões 396 milhões.
“Esta é a melhor empresa de energia elétrica do Brasil, que vem tendo lucros expressivos e crescentes mas cobrando uma das menores tarifas do país e desempenhando um relevante papel de inclusão e promoção social”.
LUCRO REAL - Na exposição que fez na Escola de Governo, o presidente da Copel explicou que o lucro apresentado no balanço de 2006 foi “engordado” em R$ 546,8 milhões por conta da reversão de valores provisionados para duas pendências existentes na empresa.
“Em anos anteriores, foram guardados R$ 416,4 milhões para garantir o eventual pagamento do gás natural para a Usina de Araucária e R$ 130,4 milhões para a hipótese de perdermos uma ação na Justiça questionando a incidência da Cofins sobre operações com energia elétrica”, detalhou Ghilardi.
“Portanto, eram recursos originados em outros exercícios que, por cautela, foram mantidos numa conta separada dentro do balanço”.
Todavia, em razão do acordo com a Petrobras que encerrou a discussão e, ainda, diante da expectativa de um desfecho favorável na Justiça à ação contra o recolhimento da Cofins, as provisões foram revertidas ao balanço e impactaram para cima o lucro líquido de 2006.
“Essas reversões são casos pontuais e únicos, que não se repetem e, a rigor, precisariam ser desconsideradas para uma correta leitura do balanço daquele ano e uma comparação justa com o que aconteceu em 2007”, sustentou o presidente.
“Procedendo dessa forma, o lucro líquido real da Copel em 2006 teria sido de R$ 695,9 milhões”.
EFEITOS EM 2007 - Indo além, Ghilardi informou que, por isonomia, o lucro líquido de 2007 deveria ser aumentado em R$ 32,4 milhões por conta de outras duas reversões e de um novo provisionamento feitos no ano.
“As reversões, uma decorrente do encerramento do contrato com a Cien e outra da prescrição de parte dos recolhimentos de Cofins em discussão na Justiça, somaram R$ 80,1 milhões e incidiram positivamente no lucro líquido”, descreveu o presidente.
“Em contrapartida, foi feito novo provisionamento em virtude de surpreendente reviravolta na ação judicial da Cofins, que reduziu o lucro líquido de 2007 em R$ 112,5 milhões”.
Dessa forma, o presidente da Copel demonstrou que o lucro da empresa nos dois últimos anos, quando comparado em bases homogêneas, cresceu 63,7% de 2006 para 2007.
“A confrontação deve ser feita entre o lucro de 2006 sem os efeitos das reversões, ou seja, R$ 695,9 milhões, e o lucro de 2007 igualmente sem os efeitos das reversões e do provisionamento, isto é, R$ 1 bilhão 139 milhões”, sublinhou.
“A diferença entre os dois totais resulta num crescimento de 63,7% no lucro líquido e não em redução de 10%, como equivocadamente concluíram algumas versões.

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