sábado, 31 de maio de 2008

Jaz São Paulo: Metrô demole casa, apesar de proprietária não ter recebido um centavo de indenização!!!

Mais uma vez, sou obrigado a reproduzir matérias do combativo jornal de bairro Folha de Vila Prudente já que, se depender do imprensalão, o que acontece nos bairros, fica nos bairros. Exceções são exceções. Inicialmente, ofereceram 59 cruzeiros como indenização, mas este valor já não compra nem um quarto e cozinha na favela da região. Já que os miliardários especuladores imobiliários estão destruíndo a "qualidade de vida" na cidade, mas ficando com o là creme.

FOLHA DE VILA PRUDENTE
Edição 835, 30.05 a 05.06.08
O endereço rua Amparo, 521, não existe mais. A residência que ficava neste exato ponto, bem como as vizinhas, já foram colocadas abaixo em prol do prolongamento da Linha 2-Verde do Metrô. Agora, na esquina das ruas Amparo e Tomaz Izzo, onde ficava a antiga casa, há apenas um imenso terreno. No entanto, engana-se quem pensa que imóvel demolido é sinônimo de proprietário indenizado (mesmo que o valor não seja o esperado ou justo). A viúva Leonidia Cardoso Bargas, de 78 anos, viu seu imóvel sumir do mapa há alguns dias, sem receber absolutamente nada da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô. Quando tenta obter uma informação, ouve apenas que "depende do juiz".
Leonidia conta que a antiga propriedade na rua Amparo estava alugada e com o dinheiro recebido pagava a locação da casa onde vive com a filha na rua José Zappi. "No final do ano passado comecei a ser pressionada pelo Metrô para retirar a inquilina do meu imóvel.
Ela estava no local há cerca de três anos e sentiu muito por ter que se mudar. Mantinha a residência em ordem. A casa era muito boa, foi onde morei com minha família", comenta. A inquilina deixou o imóvel em dezembro, desde então, a viúva tem que sobreviver sem o dinheiro do aluguel que complementava seu orçamento e sem a indenização que a possibilitaria adquirir outra propriedade.
As chaves foram entregues ao Metrô em fevereiro, sob nova pressão e sem nenhum dinheiro em troca. "Falavam que se o imóvel fosse invadido, a responsabilidade era minha. Acabei dando as chaves, mesmo sem a indenização", conta.
A proposta inicial que a desapropriada recebeu do Metrô foi de R$ 59.760 – que considerou inadequada e principalmente, abaixo do valor de mercado que a Companhia sempre propagou que seria utilizado nas negociações.
Com o auxílio de uma advogada, contratada a princípio para ajudar na papelada da desapropriação, conseguiu chegar a quantia indenizatória de R$ 78.920 – o mesmo que teria recebido um antigo vizinho que tinha imóvel semelhante. Já do Metrô, Leonidia ouviu que o aumento foi iniciativa da própria Companhia que também considerou a primeira oferta insuficiente.

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Tabú: Colômbia aperta ainda mais controle sobre entrada de capitais de especuladores no país. Segundo o cânone, isso cheira a comunismo e não pode!

Colômbia aperta controle sobre fluxo estrangeiro
Repórter Diário, 30/05/2008
A Colômbia apertou nesta sexta-feira (30) o controle de capital sobre os investimentos estrangeiros, exigindo agora que os investidores externos depositem 50% de seus investimentos em uma conta sem juros no banco central do país por seis meses. O porcentual anterior era de 40%. A Colômbia disse ainda que o investimento estrangeiro direto (IED) terá de ficar no país por pelo menos dois anos.
Há um ano, o governo impôs o controle de capital sobre o investimento estrangeiro em uma tentativa de brecar a valorização do peso colombiano ante o dólar. Mesmo com a medida, o peso ganhou 11% em relação à moeda americana em 2007. Este ano, o peso colombiano se valorizou 15% até o momento, principalmente devido a ingressos de investimento externo e remessas de valores.
Segundo os dados mais recentes do banco central da Colômbia, a entrada de investimento estrangeiro direto - medida pelo fluxo de dólares para o país, excluindo importações de bens e serviços - alcançou US$ 3,31 bilhões até o dia 9 deste mês, acima dos US$ 2,62 bilhões no mesmo período do ano passado. (AE)

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Pai desesperado pede à polícia para matar filho viciado em drogas

Não é o tipo de assunto para o qual eu costume dar atenção. Mas o aspecto de "muro no fim do túnel" para os pais e o próprio filho, além da idéia que o pai faz a respeito do papel da polícia e o consequënte e surpreendente pedido, servem como advertência e demandam reflexão. Triste.
Pai desesperado pede à polícia para matar filho viciado em drogas
Gazeta/ES, 31.05.08
Um pedido inusitado surpreendeu a Superintendente de Polícia do Interior do Estado, Neuza Glória dos Santos, nesta sexta-feira (30) em Barra de São Francisco. Um pai desesperado entrou em contato com a polícia pedindo que matassem o próprio filho que está envolvido com drogas, porque não encontra alternativas para mudar a situação do rapaz.
A superintendente estava em Barra de São Francisco para acompanhar a reinauguração da delegacia e operações realizadas na região. Ao participar de uma entrevista numa rádio local, a delegada foi informada de que um pai estava solicitando a polícia que matassem o próprio filho de dezesseis anos, porque ele está envolvido com drogas e roubando objetos da própria família e de vizinhos.
Neuza Glória conversou com os pais do adolescente e explicou que a culpa das atitudes do filho são relacionadas ao vício e devem ser analisadas com cuidado. "É a droga que o está levando a agir dessa forma. Estamos nos empenhando para conseguir uma clínica de reabilitação para que esse rapaz possa ser encaminhado", afirma a superintendente.
A delegada destacou que o jovem já havia sido encaminhado para o Conselho Tutelar mas não permaneceu no local. Esse seria um dos motivos que levaram o pai a fazer o estranho pedido, já que segundo ele, o filho seria morto de qualquer jeito. "Os pais estão no auge do desespero sem saber que atitude tomar diante dessa situação. Ele me disse que o filho seria morto de qualquer forma por traficantes ou pela própria polícia", acrescenta Neuza Glória.
A superintendente de Polícia do Interior do Estado afirmou que orienta famílias em situações semelhantes mas essa é a primeira vez que um pai vem até a ela pedir que o filho seja executado.


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Antídoto: para impedir que a fragmentação, imposta pelo PIG ao assunto, cause desatenção, foi criado blog sobre CASO ALSTOM

Estão de parabéns! Muito bem sacado.
Percebendo que a técnica do imprensalão [ para impedir que escândalos ( mais um... ) bilionários que tenham, entre os suspeitos, investigados e envolvidos, figurões da holding PSDB/DEM sejam devidamente percebidos pela população na importância que o assunto merece ] é fragmentar, fragmentar e f r a g m e n t a r, blogueiros criam espaço exclusivo para tratar do andamento das investigações e demais informações pertinentes ao caso, conforme surjam.
Pois, com a tal técnica de fragmentação utilizada pelo imprensalão, os quaquilhões movimentados nas tramas protagonizadas pelos tucanos do DEMo se tornam tostões insignificantes.
Desde já, indispensável.

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Antiga, mas tá valendo: Sindicato de Professores des escolas particulares questiona valores salariais apresentados na vEJINHa de 16/04/08!!

Aqui, a questão é a seguinte: o referido sindicato questiona os valores que saíram na vEJINHA, mas entendendo que, na verdade, as escolas passaram à revista dados que não seriam corretos. E que, portanto, se existem erros - e o sindicato acha que sim -, estes são fruto da má informação dada pelos colégios ou ( na pior das hipóteses ) má-fé destes. Mas, conhecendo as revistas do Klã Civita, os dados podem muito bem ter sido passados corretamente pelas escolas. Pois a montagem e, no final, a conclusão que foi publicada, interessaria àqueles que tentam culpar os professores da rede estadual pelo Apagão Educacional Continuado Tucano ( envelhecido 12 anos ) de São Paulo, naquela linha de raciocínio: "Os professores da rede particular ganham muitíssimo mais que os da rede pública, mas porque os da rede pública são mal-preparados; o Serra é bom até demais, já que estes professores só sabem faltar e não reconhecem o que o governo estadual faz por eles, dando um monte de bonus; se fossem melhor qualificados, ganhariam mais, mas se apegam a um corporativismo grevista e só fazem política...".
E por aí vai. Ou seja, mesmo que as escolas tenham dado tudinho mastigado para a vEJINHA, discriminando direitinho os números exatos de horas e aulas, dias e semanas, isso não seria interessante para a revista. Não importa falar em 10 horas-aula semanais e projeções, já que, feitas as contas, ela não teria como empurrar no rabo de seu leitor os valores vultosos apresentados, e que servem para justificar os péssimos salários e condições da rede estadual, como fruto intencional da política de escola arrasada do governador de São Paulo.
25/04/2008
A diretoria do SINPRO-SP ficou surpresa com os valores dos salários pagos aos professores nas escolas particulares que obtiveram melhor resultado no ENEM. Tão logo tomamos conhecimento da matéria publicada pela Veja São Paulo, edição de 16 de abril de 2008, procuramos averiguar a exatidão dos números divulgados, recorrendo à fonte mais confiável que o Sindicato tem em mãos: as guias de recolhimento da contribuição sindical.
Trata-se de documento incontestável, já que o recolhimento anual desse imposto se faz com base no salário efetivamente pago aos professores, a menos que a empresa cometa a irregularidade de fazer algum tipo de pagamento fora do holerite. Para obter a média real dos valores recebidos pelos docentes de uma escola, portanto, o SINPRO-SP apurou a massa salarial através da contribuição sindical e dividiu-a pelo número de professores da escola. Com essa metodologia, pudemos constatar que na maioria das escolas apresentadas pela revista o salário efetivamente pago não corresponde aos constantes na reportagem, conforme se verifica abaixo:
Escola (por ordem de desempenho no ENEM)
Salário médio divulgado na Veja São Paulo
Salário médio efetivamente pago de acordo com a contribuição sindical

Vértice R$ 6.000,00
R$ 2.285,90
Bandeirantes
R$ 7.400,00 R$ 6.491,45
Móbile R$ 9.400,00 R$ 3.898,35
Santa Cruz R$ 8.350,00
R$ 5.568,23
Agostiniano Mendel R$ 3.500,00 R$ 2.924,53
Etapa R$ 6.300,00
R$ 2.010,09
Palmares R$ 6.000,00
R$ 3.646,64
Albert Sabin R$ 7.200,00 R$ 3.275,23
A que se deve essa divergência? Ou por incompreensão sobre a forma como salário do professor é composto ou deliberada má-fé, neste caso com o objetivo de apresentar à sociedade aquilo que não são, isto, é boas pagadoras, as escolas informaram à revista Veja o resultado do salário aula de seus docentes multiplicado por 44 horas semanais, fato que superdimensinou os salários que os professores de fato recebem. Um exemplo serve para ilustrar essa lógica perversa: um professor recebe R$ 20,00 por hora-aula. Se o cálculo do salário for feito por 44 horas semanais, ele receberá, hipoteticamente, R$ 4.851, com a inclusão do DSR e da hora-atividade. No entanto, se esse mesmo professor der, por exemplo, 10 aulas na mesma escola, receberá apenas R$ 1.102,50. Para a revista Veja, as escolas – por incompreensão ou má-fé – informaram o que seria uma mera projeção de 44 horas semanais e não das 10 horas-aula que o professor efetivamente leciona.
O erro traz para os professores dessas escolas um profundo prejuízo porque criou situações de constrangimento embaraçosas, ao mesmo tempo em que estabeleceu uma falsa relação entre salários e desempenho didático-pedagógico, com a eventual conclusão de que a competência profissional dos docentes dessas escolas deve ser medida por valores arbitrários e equivocados. Os professores sabem que não é assim.
A diretoria do SINPRO-SP pretende oferecer a revista Veja esses esclarecimentos, a fim de que os jornalistas responsáveis pela edição do especial sobre o resultado obtido pelas escolas no ENEM, em ocasiões futuras, disponham de fontes mais confiáveis.

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Matemático laureado e premiado pelo parlamento de Israel, doa prêmio a entidades que lutam por direitos de estudantes palestinos ( ING e ESP )

El matemático David Mumford dona un premio para fomentar la igualdad con los palestinos
Publicado el 26/05/2008, por
Expansión. Madrid
El matemático David Mumford, distinguido con el Premio Wolf por el Parlamento israelí, ha destinado los 100.000 dólares del galardón a varias organizaciones dedicadas a fomentar la igualdad de oportunidades de los estudiantes palestinos.
"El acceso a la educación determina cómo se desarrollará la próxima generación de palestinos y, específicamente, si los potenciales matemáticos tendrán la oportunidad de unirse a la comunidad internacional", ha explicado Mumford.
El premio será destinado en partes iguales a la organización israelí Gisha, el Centro Legal para la Libertad de Movimientos, que defiende el derecho de los estudiantes palestinos al acceso a la educación, y a la Universidad Birzeit, en Cisjordania. Así lo ha anunciado hoy la organización de derechos humanos Gisha, conocida por pedir habitualmente al Tribunal Supremo israelí que se permita a los estudiantes de la franja de Gaza salir de ese territorio palestino para que puedan cursar sus estudios.
Trayectoria
Mumford, profesor del departamento de Matemática Aplicada de la Universidad de Brown, en Estados Unidos, recibió ayer el premio de manos del presidente de Israel, Simón Peres, en reconocimiento a su "revolucionario trabajo teórico en geometría algebraica". El profesor ha destacado que las "matemáticas en Israel florecen hoy en la escena internacional" gracias a la libertad de movimientos de los estudiantes para aprender, visitar otros centros académicos y viajar por todo el mundo, algo que "no sucede en la Palestina ocupada".
Mathematician Donates Prize Money to Promote Palestinian Rights
DemocracyNOW!, Headlines, 30.05.08
Meanwhile, an award-winning American mathematician has donated all of his prize money to promote Palestinian freedom of movement. David Mumford received the 2008 Wolf Foundation Prize in Mathematics earlier this week. Mumford says he’s giving the entire $100,000 to Birzeit University in the West Bank and to Gisha, an Israeli group that campaigns for Palestinian rights. Mumford said, “I decided to donate my share of the Wolf Prize to enable the academic community in occupied Palestine to survive and thrive. I am very grateful for the prize, but I believe that Palestinian students should have an opportunity to go elsewhere to acquire an education.”

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Não sei se já falaram disso por aqui, mas: "ISRAEL TEM 150 ARMAS NUCLEARES NO MÍNIMO", diz Jimmy Carter!!

Declarações de ex-presidente norte-americano falam pela primeira vez de arsenal nuclear israelita
PÚBLICO.PT, 26.05.2008
O antigo Presidente norte-americano Jimmy Carter disse hoje, durante uma conferência no festival literário de Hay, no País de Gales, que Israel tem, pelo menos, 150 armas nucleares. É a primeira vez que um ex-Presidente norte-americano fala concretamente sobre o arsenal nuclear israelita.
A declaração surgiu após Carter ter sido questionado, por um jornalista, em relação à sua opinião sobre o arsenal nuclear iraniano e como o futuro presidente norte-americano deverá lidar com isso. Segundo Carter esse é um assunto que tem de ser analisado globalmente.
“Os Estados Unidos têm mais de 12 mil armas nucleares, a Rússia, mais ou menos o mesmo, França e Grã-Bretanha têm largas centenas e Israel tem 150 ou mais. Temos uma enorme diversidade de armamento”, disse.
Apesar da existência de armas nucleares em Israel ser mundialmente admitida, as entidades israelitas nunca admitiram a sua existência e os EUA nunca comentaram esta questão publicamente.
Jimmy Carter, Nobel da Paz, admitiu que Washington devia falar directamente com Teerão para pressionar o governo iraniano a abandonar a sua ambição nuclear. Uma vez que a política seguida há décadas, incluindo as sanções aplicadas, nunca dissuadiu o Irão de produzir urânio enriquecido.Carter, presidente entre 1977 e 1981, ajudou a negociar o tratado de paz entre Israel e o Egipto e a concluir o acordo estratégico de armamento com a União Soviética.

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Sabesp firma "acordo de confidencialidade" com EMAE!

Acordo de confidencialidade com a EMAE
Fato Relevente
A Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo ("SABESP"), em atendimento às disposições da Instrução nº. 358, de 03 de janeiro de 2002, da Comissão de Valores Mobiliários ("CVM"), vem a público informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que firmou acordo de confidencialidade com a EMAE - Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. ("EMAE") com o objetivo de iniciar um processo de avaliação dessa empresa { grifos meus }, sem qualquer efeito vinculante, com vistas a uma futura eventual aquisição de ativos que, entre outras alternativas, poderá resultar na reorganização societária da EMAE, ou mesmo na aquisição das ações de seu capital pela SABESP, de titularidade do Estado de São Paulo, observada a legislação vigente e as condições inerentes às operações dessa natureza.
Novas informações serão oportunamente divulgadas ao mercado na forma da regulamentação vigente, de acordo com a evolução das referidas tratativas.
São Paulo, 30 de maio de 2008.
Rui de Britto Álvares Affonso
Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores
Publicado em 30/05/2008.

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Genro de FHC é suspeito de ser mais um entre os tucanos paulistas que receberam propina da ALSTOM! Família, nunca perde essa mania!!


Para Suíça, Alstom usou offshores em propina a tucanos
Seis empresas offshore, duas das quais controladas por brasileiros, teriam sido utilizadas pela multinacional francesa Alstom para supostamente repassar propinas a autoridades e políticos paulistas entre 1998 e 2001. Os pagamentos seriam feitos com base em trabalhos de consultoria de fachada.
Documentos enviados ao Brasil pelo Ministério Público da Suíça, que chegaram ontem ao Ministério da Justiça, revelam que, nesse período, o dinheiro com origem e contabilidade suspeitas soma pelo menos 34 milhões de francos franceses. O valor atualizado das "comissões" supostamente pagas pela Alstom em troca da assinatura de contratos em São Paulo chegaria a aproximadamente R$ 13,5 milhões. Offshores são empresas constituídas em paraísos fiscais, onde gozam de privilégios tributários e proteção por regras de sigilo que dificultam as investigações.
Os investigadores suíços tratam esses recursos como "gratificações ilícitas" por estarem atrelados a contratos de consultoria que, pelo cruzamento de informações, foram avaliados como trabalhos fictícios. As "comissões", segundo os documentos suíços, foram formalizadas por intermédio dos contratos de consultoria de abril a outubro de 1998 - governo Mário Covas -, quando a Alstom T&D (Transmission and Distribution) e a Eletropaulo discutiam um contrato aditivo à obra de reforma e expansão do Metrô de São Paulo. Parte dos repasses era realizada pela empresa Cegelec, também pertencente ao grupo Alstom.
No período de negociação e da assinatura dos contratos de consultoria estiveram à frente da Secretaria de Energia de São Paulo - que comandava a Eletropaulo - o então genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn ( deixou o cargo em janeiro de 1998, ao assumir a direção geral da Agência Nacional de Petróleo ), o atual secretário de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, que ocupou a secretaria por alguns meses, e o atual secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. Os nomes deles não aparecem na documentação da investigação.
Um ex-funcionário do setor de finanças da Alstom brasileira disse ao Estado, com a condição de que sua identidade não fosse revelada, que alguns fornecedores emitiam notas fiscais com valores alterados e/ou produtos e serviços nunca entregues ou executados. Segundo o funcionário, o valor da propina entrava no custo total do projeto, deixando a verba diluída com o custo de fornecimento de materiais, produtos e serviços.
De todas as offshores identificadas, a que mais depósitos teria recebido é a MCA Uruguay Ltda, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas e contas em um banco na Suíça e outro em Luxemburgo: 21,8 milhões de francos franceses, ou R$ 8,7 milhões. A MCA era administrada pelo brasileiro Romeu Pinto Junior. A empresa também aparece em operações relacionadas ao caso Banestado, investigação que identificou milhares de remessas ilegais de brasileiros para o exterior por intermédio de doleiros.
A documentação apreendida pelas autoridades suíças aponta que também integrariam o esquema a Taltos Ltda, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e administrada José Geraldo Villas Boas, que entre 1975 e 1977 presidiu a Associação dos Engenheiros das Companhias Energéticas no Estado de São Paulo (Aecesp). Por intermédio da Taltos, teriam sido depositados pela Alstom no exterior 7,6 milhões de francos franceses, equivalentes a R$ 3 milhões atualmente.
Também foram identificadas as offshores Splendore y Associados, com escritório fantasma que teria sede em São Paulo, mas não consta na Junta Comercial, e a Andros Management, sediada nas Bahamas. As duas eram administradas por franco-brasileiros. A Splendore seria do banqueiro aposentado Jean Marie Lannelongue. O esquema envolvia ainda outras duas offshores - Janus Holding e a Compania de Asesores de Energia S.A.
Há registro de um caso em que as comissões teriam sido pagas no Brasil, diretamente à empresa de consultoria. Trata-se da construtora Acqua Lux Engenharia e Empreendimentos Ltda, localizada na pequena cidade de Monteiro Lobato, de 3,7 mil habitantes, na região de São José dos Campos.
TEM MAIS:

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CPI da ELETROPAULO na ALESP recorre ao STF para obter informações pelo BNDES que ajudem a levantar a capivara da privataria tucana em SP

CPI estadual da Eletropaulo quer receber informações do BNDES sobre privatização da empresa de energia
STF, 30.05.08
A Assembléia Legislativa de São Paulo impetrou Mandado de Segurança* (MS 27351) no Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de conseguir receber informações solicitadas ao BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ) pela CPI da Eletropaulo, que investiga supostas irregularidades no processo de venda do controle acionário da empresa de energia da capital paulista.
No curso das investigações, diz a ação, a comissão aprovou requerimento e solicitou ao banco a remessa de documentos referentes à reunião que deliberou sobre a prorrogação do prazo de carência e da amortização do contrato de financiamento para a AES Eletropaulo.
Ainda de acordo com a ação, o BNDES se recusou a enviar os documentos, alegando que a investigação da Assembléia é, na verdade, sobre procedimentos internos da instituição, “desbordando, por isso, dos limites de suas atribuições constitucionalmente previstas”. Para o BNDES, a competência nesse caso seria exclusivamente da União.
A Assembléia afirma, contudo, que eventuais ilegalidades ou irregularidades no processo de desestatização da Eletropaulo são de “inegável interesse” do estado de São Paulo, uma vez que a empresa pertencia ao patrimônio estadual.
A autorização para a alienação da Eletropaulo foi aprovada pela Assembléia. Assim, afirma a autora, “se a Assembléia do estado de São Paulo tem a prerrogativa de autorizar a venda do patrimônio público, obviamente terá a de fiscalizar a forma pela qual se deu essa alienação no plano prático”.
A Assembléia pede a concessão de liminar para que o Supremo determine ao BNDES a remessa dos documentos solicitados pela CPI da Eletropaulo. O ministro Celso de Mello vai analisar o pedido.
MB/LF//EH
* Apesar de ter impetrado Mandado de Segurança, a Assembléia paulista pede que o processo seja recebido como Ação Originária (AO), uma vez que a causa envolve um dos Poderes do estado de São Paulo e uma empresa pública da União. Desta forma, o STF seria competente para julgar a ação, por estar configurado um "conflito federativo", conforme o artigo 102, inciso I, alínea f, da Constituição Federal de 1988.
Processos relacionados

E MAIS:
Hora do Povo, 17/11/06
Folha de São Paulo, 18/11/1994
Aloysio Biondi, FSP, 03/12/1998 ( OBS: Essa é quente!! )
Aloysio Biondi, FSP, 28/05/1996 ( OBS: E essa também! )


O BRASIL PRIVATIZADO ( PDF )

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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Eu me fotografei, filmando a mim mesmo me fotografando

Entenderam? Não?
Pois bem: vejam todos os comerciais possíveis de operadoras de celular. Prestem atenção. Vejam novamente.
Quanta felicidade!
Quanta promessa!
Vejam o velho na sacada de um prédio, agitando os braços, tal qual um maestro e sua batuta imaginária.
Se você visse uma cena assim, na vida real, não importa o que fosse, você acharia que o velho está louco. Não?
Ou o ( a ) jovem que passa, alheio ao que acontece em seu redor observando, compenetrado, seu aparelho; talvez tenha recebido uma mensagem. Ou, talvez, esteja fazendo isso o dia inteiro. Olhando o celular.
E o um bando de jovens, amontoados e posando para uma foto. Todos querem aparecer na foto. Dúvida: para quem é tal foto?
É aí que as as coisas se tornam mais complicadas: para quem?
Diga, você já assistiu a todos os filmes que gostaria de ver? E àqueles que PRECISA ver, mas que ainda não se empolgou em fazê-lo?
E os livros? Os clássicos? Contos? Crônicas? Obras importantes de pensadores, filósofos, não importa qual linha que sigam? Sabe, aquela coisa de "eu acho que Platão é legal, mas ainda não li Schopenhauer, sei lá, um dia, quem sabe, acho que é importante, nem que leia só uma vez..."?
Drummond? Machado de Assis? Oscar Wilde? Raymond Chandler? A Bíblia? O Alcorão?
E quanto à música? Eu sei, você tem seu gosto pessoal...mas lembra daquela vez que alguém comentou que gostava de um determinado tipo mas que, não sabia por quê, achava outro estilo importante de ser conhecido? Sabe, tipo "gosto de rock, mas gostaria de ouvir mais Frank Sinatra e, talvez, a discografia de Tonico e Tinoco..."?
E seu interesse em aprender outro idioma? Continua? Ah, falta tempo?
Pois bem: voltemos ao celular. Não, ainda não.
Veja toda a produção artística e cultural produzida pela humanidade. Nós, seres humanos, não temos uma vida que dure o suficiente para sequer arranhar o verniz que recobre o legado produzido pelo homem, o que significa que morremos sem saber de porra nenhuma. Não temos tempo para esgotar as possibilidades. Ler as obra de Marx e Adam Smith. Entre todas as outras que, dizem, são obrigatórias.
O mesmo vale para filmes, quadros, esculturas, Literatura, música, quadrinhos ( há clássicos, independente de gosto: Watchmen de Alan Moore e Carl Barks ), etc.
E volto aos celulares, e às figuras que aparecem nos comerciais, sugerindo que nós, também, podemos e temos o direito de sermos vistos pelo resto da Humanidade. Olhem como posam...para quem?
Se todos estivessem ocupados, posando para câmeras e celulares para, depois, mostrar aos outros, QUEM TERIA TEMPO PARA OLHAR O OUTRO em poses idiotas? E, o que teria o fotografado de tão importante ou legal para mostrar? Apenas a si próprio? Who cares? Lembram daquelas piadas tipo, o casal chega de viagem e já escala os vizinhos para um interminável e horrorosa seção de slides: "Vejam, este sou eu ( como se não soubessem disso ) em frente ao hotel francês onde esteve hospedada a empregada doméstica do Fernando Henrique..."!
Os tais 15 minutos de fama se tornaram 1,5 segundo, pois todos são famosos durante este naco de tempo. Sem que se necessite produzir absolutamente nada. É só olhar e clicar-se.
Eu achava que este tipo de mensagem publicitária não tivesse apelo algum. Até que, passando de ônibus pela Av. Paulista, notei um casalzinho adolescente, encostado num canteiro, e se fotografando, juntinhos, com o celular. Quem quer ver?

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O TANGO da vEJA

Capa da vEJA, edição 380, umas duas semanas atrás. Imagem de Cristina Kirchner ( acima do logotipo da Editora aBRIL ), com os dizeres "A economia afunda ( sic ) e o governo não sabe sair da crise". Como se percebe, a dor-de-cotovelo permeia os sentimentos do Klan Civita em relação ao país portenho. Afinal, há não muito, Nestor Kirchner botou os credores na fila ( como Serra, ao assumir a Prefeitura paulistana, fez com as pessoas e empresas que tinham valores a receber por serviços prestados ) e fez um leilão de papagaios. Para a vEJA, sucesso em gestão é com o Carlos Menem e o Fujimori. A "Economist" ( de março - vejam abaixo ) tinha sido um pouco menos dramática em sua análise da situação argentina, que não deve ter piorado muito nos - apenas - dois meses que separam as publicações. Pode-se até não achar que ( pelo texto abaixo ) a "Economist" tenha brilhado em sua análise pois, queira ou não, ela ainda segue o roteiro pró-investidores, e coisa e tal. Além disso, o texto é a leitura que o serviço da BBC fez da matéria da Economist. Então, podem estar faltando partes importantes, ou a leitura tenha sido feita e o entendimento tenha sido aquém do que foi proposto pela Economist, sei lá. Enfim.
'Economist' pergunta por que crescimento do Brasil fica atrás da Argentina
20/03, BBC Brasil
Com artigo intitulado A lebre e a tartaruga, a revista britânica The Economist, que chega às bancas na sexta-feira, compara o crescimento econômico do Brasil e da Argentina e tenta explicar por que os "vagarosos brasileiros estão alcançando a veloz economia argentina".
"Pegue duas economias vizinhas, ambas extremamente dependentes de preços de commodities para obter bons resultados na balança comercial. Aplique a uma delas uma política monetária ortodoxa e veja ela acolher investidores estrangeiros e adotar o câmbio flutuante. Entregue o comando da outra a empreendores que recorreram à fixação de preços, proibição ou taxação de algumas de suas próprias exportações, e que mentem abertamente sobre a taxa de inflação. O resultado? O malandro - Argentina - continua a crescer a uma taxa de 9%, enquanto que, por contraste, o bem comportado Brasil segue vagaroso. É hora de reescrever os livros de economia? Os argentinos acham que sim. Mas há sinais de que o Brasil ainda pode chegar na frente."
Segundo o artigo, o Brasil adota uma política econômica mais cautelosa, voltada, principalmente, para o combate à inflação e para evitar o risco de um grande déficit na conta corrente do país.
"Na Argentina, essa cautela é sinal de fraqueza. Os políticos do país parecem determinados a mostrar que tudo que a América Latina precisa para crescer tão rápido quanto a China é arrancar a camisa-de-força do 'neoliberalismo' e de seus principais patrocinadores - aqueles horrorosos detentores de títulos e o FMI."
Previsões erradas
A Economist se refere à previsão errônea de vários economistas de que a Argentina iria enfrentar um desaquecimento econômico nos últimos cinco anos e afirma que, segundo uma fonte próxima à presidente Cristina Kirchner e ao seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, "esses economistas erraram diversas vezes. Talvez seja hora de acharmos novos economistas".
Para a revista, para entender como dois líderes de esquerda vieram abraçar políticas tão diferentes, é preciso olhar como seus respectivos países responderam aos problemas econômicos de 2001-2002.
"A Argentina, depois de vários anos em crise, abandonou a taxa de câmbio fixa, desvalorizando o peso e dando um calote na dívida pública. O Brasil, que mantinha o câmbio flutuante desde 1999, respondeu à turbulência em seus mercados de câmbio e dívidas em 2002 apertando ainda mais suas políticas fiscal e monetária."
Segundo a The Economist, a desvalorização do peso funcionou e em 2005 a maior parte da capacidade industrial do país estava de volta em ação, mas como os novos investimentos eram insuficientes para sustentar o rápido crescimento, o governo abriu os cofres, aumentando salários e aposentadorias.
A revista acrescenta que "o crescimento continuou, mas a inflação pulou para 20% ao ano. Ninguém sabe o número exato, já que o governo o maqueia.
"Baixo crescimento"
Em contraste, o Banco Central do Brasil persegue uma meta de inflação, e não da taxa de câmbio. O real valorizou com a alta recorde do preço das commodities, gerando reclamações dos empresários industriais. Mas o Banco Central manteve a taxa de juros em 11,25% desde setembro passado. E ainda assim, a demanda doméstica é forte. Neste ano, com a alta acentuada do volume de importações, o Brasil deve apresentar um pequeno déficit de conta corrente, pela primeira vez desde 2002.
"O crescimento argentino (de 8% no último trimestre de 2007) provavelmente se deve mais ao aumento do preço da soja no mercado internacional do que à política econômica do governo Kirchner, afirma Daniel Volberg, do banco de investimentos Morgan Stanley, entrevistado pela revista.
Segundo Volberg, se as previsões feitas em 2003 para o crescimento do PIB mundial e evolução dos preços de commodities estivessem corretas, a Argentina teria crescido apenas 3,7%. Em contraste, o Brasil teria perdido apenas 1,6 pontos percentuais de sua taxa de crescimento de 6,4% no mesmo período.
"Então, apesar de os dois países terem se beneficiado enormemente das condições externas favoráveis, o Brasil está melhor posicionado do que pode parecer. Por causa da baixa inflação, em termos reais o crescimento da renda brasileira começou a alcançar a dos argentinos. Mas o Brasil tem muito mais espaço de manobra se a situação piorar. A Argentina, em contraste, se colocou em uma posição delicada. Qualquer diminuição da receita gerada pelas exportações prejudicaria sua base de arrecadação fiscal, e o Banco Central argentino dificilmente poderia imprimir mais dinheiro do que o nível atual."
A Economist conclui afirmando que o investimento direto estrangeiro cresceu 84% no Brasil, no ano passado, em comparação com um crescimento de apenas 12% na Argentina.
"Os brasileiros podem ser perdoados por acessos ocasionais de inveja em relação aos vizinhos, mas as coisas boas acontecem para quem sabe esperar."

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ALSTOM pagou propina também à "Petrobrax" de FHC

Luiz Geraldo Tourinho Costa, empresário preso pela Polícia Federal, testemunhou que usou uma conta de empresa sua no Uruguai para a Alstom pagar propinas à políticos ( que só podem ser demo-tucanos, pois eram eles quem estavam no governo ) por negócios feitos com a Petrobrás, durante último ano do governo FHC, em 2002.Subornos de US$ 550 mil e US$ 220 mil (dólares) eram remetidos da Alstom na Suíça para a empresa off-shore de Tourinho Costa. O empresário recebia 5% de comissão, e repassava 95% para abastecer as malas de dinheiro de políticos demo-tucanos.
Este suborno é atribuído a um contrato de fornecimento de turninas à TermoRio ( termoelétrica que a Petrobrás detinha 43% de participação na cidade de Duque de Caxias no Rio de Janeiro ).
Assim o escândalo Alstom transborda da facção paulista para o governo FHC.
O ministério das Minas e Energia era controlado pelos DEMos/PFL, e o ministro é José Jorge (do apagão).
A presidência da Petrobrás teve 2 presidentes em 2002 sob comando tucano de FHC: Philippe Reichstul, e seu sucessor, Francisco Gros.
Por: Zé Augusto

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Ufólogo Marco Antonio Petit entrevistado por Jô Soares

Vou dar um desconto, apenas pelo assunto, já que o chato do entrevistador várias vezes esquece os modos e corta e atrapalha os entrevistados, geralmente fazendo piadinhas medíocres. Mania irritante do Jô vem de muito tempo, mas só mesmo a platéia dele para achar graça. O farsante metido a sabe-tudo perdeu a língua quando teve que entrevistar os Buzzcocks, já que desconhecia a banda completamente,e ficou enrolando, cozinhando o galo.

Voltando aos UFOs: curioso é que no mesmo dia, só que pela manhã, no programa da Olga Bongiovanni, também foi tratado deste tema.

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Mais homônimos: Antero Paes de Barros

Alguém aí pode me confirmar se são a mesma pessoa o Conselheiro de Administração da SABESP e o senador tucano do Mato Grosso Antero Paes de Barros ?









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R$ 1,3 milhão!! É o rombo que o prefeito DEMOCRATA de Araçatuba, condenado pelo STJ, causou aos cofres da cidade!! Caso vem rolando DESDE 2001!!

Mantida condenação por improbidade contra Prefeito de Araçatuba (SP)
29/05/2008
Continua válida a condenação contra o prefeito da cidade de Araçatuba (SP), Jorge Maluly Netto, que suspende seus direitos políticos por cinco anos. Ele também deve reparar o dano provocado aos cofres públicos por ter, em 2001, depositado recursos da prefeitura num banco privado que acabou sendo liquidado pelo Banco Central. O prejuízo se aproximaria, segundo o Ministério Público, de R$ 1,3 milhão. O recurso apresentado pela defesa de Maluly à Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não foi conhecido. Os ministros entenderam que a condenação baseou-se em argumentos constitucionais. Nesse caso, o recurso deve ser dirigido ao Supremo Tribunal Federal (STF). O relator no STJ, ministro José Delgado, ainda constatou que a defesa do prefeito pretendia que o Tribunal revisse fatos e provas, o que não é permitido em razão da Súmula 7. A decisão foi unânime. A denúncia que provocou a condenação de Maluly diz respeito ao primeiro mandato exercido por ele como prefeito de Araçatuba. Logo que tomou posse, em janeiro de 2001, ele teria determinado o depósito de recursos do caixa do Município e do Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba (DAEA) no Banco do Interior de São Paulo. A empresa encontrava-se descapitalizada e, no mês seguinte, sofreu intervenção do Banco Central, o que resultou na liquidação do banco. Do total depositado no banco privado (R$ 1,3 milhão), a Prefeitura recuperou apenas R$ 20 mil. O Ministério Público apurou que, antes de tomar posse como prefeito, Maluly teria tomado empréstimos pessoais no Banco do Interior de São Paulo em valor total que coincidiria com aquele depositado pela Prefeitura e pelo DAEA no mesmo banco. O artigo 164, parágrafo 3º, da Constituição Federal e o artigo 43 da Lei Complementar 101/2000 determinam que as disponibilidades de caixa dos municípios sejam aplicadas em instituições bancárias estatais. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) confirmou a condenação por improbidade administrativa contra Maluly decretada na primeira instância. Além da suspensão dos direitos políticos, ele fica proibido de contratar com o poder público e receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios por cinco anos. O prefeito ainda deve ressarcir o dano, juntamente com o então presidente do DAEA.
Comentário do Blog: "Se eu, dentro de minhas limitações, entendi direito, o cara torrou mais de um milhão de reais num banco que JÁ se encaminhava ao patíbulo para sofrer, em menos de um mês, uma intervenção do BC e a conseqüência já seria de se prever. Com o Banespa deu-se mais ou menos a mesma coisa. O cara queimou dinheiro intencionalmente!! Vamos ver, abaixo, notícias recentes tiradas de um jornal da região ( aliás, seu nome é quase esse mesmo )."
CASO BANCO INTERIOR
STJ mantém cassação de Maluly
Folha da Região, 28.05.08
Araçatuba - O STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou ontem recurso do prefeito Jorge Maluly Netto (DEM) e manteve decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) que cassa seu mandato por conta do caso Banco Interior - o bloqueio de R$ 1,3 milhão da Prefeitura e do Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) em instituição financeira liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central. Com a derrota, o administrador ainda tem uma última chance de se livrar da perda do cargo no STF (Supremo Tribunal de Justiça), onde ainda tramita recurso de seus advogados.
A apreciação de recurso especial de Maluly, pela 1ª Câmara do STJ, teve decisão unânime. Quatro magistrados que julgaram o caso, relatado pelo ministro José Delgado, votaram contra as argumentações de advogados do prefeito contra a cassação.De acordo com a assessoria de imprensa do Superior Tribunal, duas questões foram apreciadas e rejeitadas no processo de Maluly. Inicialmente, os ministros avaliaram que o crime praticado por ele, o depósito de dinheiro público em banco privado, fere a Constituição Federal. Por conta disso, cabe analisar qualquer defesa do já cassado prefeito de Araçatuba.
Outros questionamentos dos advogados exigiam do STJ, segundo a assessoria, a constituição de novas provas do processo que apontou irregularidade do prefeito ao depositar dinheiro do município no Banco Interior. Por não se tratar de função da instituição, já que tais provas foram constituídas em primeira e segunda instâncias - no caso o Fórum de Araçatuba, onde o processo foi iniciado, e o TJ-SP, que cassou o cargo do administrador -, os ministros rejeitaram os argumentos.
Mesmo com a manutenção da cassação pelo STJ, Maluly continua prefeito de Araçatuba até que um agravo regimental em agravo de instrumento, ajuizado no STF por sua defesa, seja apreciado pelo ministro Celso de Mello, que, antes disso, terá de apreciar também uma petição dos advogados que pede a suspensão do processo na Casa. No Supremo, o prefeito já teve recurso contra sua cassação negado pelo próprio magistrado.
Ontem à noite, por meio do Departamento de Comunicação da Prefeitura, Maluly disse ter recebido com serenidade a decisão dos ministros do STJ. “Esse julgamento abre, agora, portas para novas possibilidades de defesa. Tudo que for possível será colocado em prática pela defesa”, disse a assessora Roselana Tolentino, se referindo às chances de o caso ser revertido no STF.
PRESSA - A derrota do prefeito no Superior Tribunal de Justiça aguçou os ânimos dos opositores de Maluly em Araçatuba. Ontem, pouco após sair o resultado, o vereador Marcelo Andorfato (PMDB), inimigo político do administrador, disse que viaja nos próximos dias a Brasília onde pretende ajuizar no Supremo petição para que o ministro Celso de Mello se manifeste logo sobre o caso. “Vou pessoalmente apresentar esse resultado de hoje (ontem) e mostrar ao magistrado, por meio de matérias sobre a administração municipal publicadas na imprensa, como o senhor prefeito administra Araçatuba, para que ele se sensibilize e tome logo uma decisão”, diz.
O vereador vai além. Diz que, após o processo ter andamentos esgotados no STJ, a Câmara de Araçatuba mais uma vez tem a chance de decretar a vacância do cargo de prefeito. “O Legislativo já deu diversos argumentos para não fazer isso. No meu entender, mais uma vez está nas mãos da presidência da Casa.”
SEQÜÊNCIA - Definitivamente condenado ou absolvido quando todos os recursos se esgotarem no STF, Maluly sairá no caso Banco Interior, no mínimo, com uma gigantesca dívida financeira perante a Justiça. O bloqueio de R$ 1,3 milhão da Prefeitura e do Daea no Banco Interior logo no início de seu primeiro mandato, em 2001, já rendeu ao prefeito a obrigatoriedade de pagar indenização que supera hoje a casa de R$ 3,3 milhões, conforme cálculos do MPE ( Ministério Público Estadual ), já que, pela condenação no TJ-SP, ele tem que devolver aos cofres públicos o valor retido mais quantia igual ao montante abocanhado pelo Banco Central com a liquidação da instituição financeira onde os recursos municipais estavam aplicados.
Em fevereiro deste ano, o TJ-SP autorizou a Prefeitura a resgatar R$ 864.013,25, dinheiro depositado em juízo por Maluly como garantia de que o município não perderia R$ 600 mil da Prefeitura e R$ 700 mil do Daea que ficaram bloqueados no Banco Interior. O Executivo, que solicitou a liberação do dinheiro, também aguarda autorização para recuperar mais R$ 780.415,39. Ainda ficarão faltando, segundo MPE, o prefeito desembolsar pelo menos mais R$ 1,7 milhão, em devido às condenações que já lhe foram impostas.
Negado recurso de Maluly no caso Banco Interior
Folha da Região, 15.02.08
Araçatuba - O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, na última terça-feira, provimento a agravo regimental interposto por advogados do prefeito Jorge Maluly Netto (DEM) contra decisão da Justiça que o obriga a disponibilizar bens pessoais existentes na Comarca de Araçatuba como garantia de ressarcimento aos cofres municipais no caso Banco Interior, o bloqueio de R$ 1,3 milhão da Prefeitura e do Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) após liquidação extrajudicial da instituição financeira pelo Banco Central, em 2001.
Maluly, que já teve parte de uma fazenda de sua propriedade, em Mirandópolis, penhorada a mando da Justiça de Araçatuba, ofereceu como garantia de ressarcimento 80 lotes localizados no Parque Balneário Boa Vista, em Ilha Comprida, município de Cananéia, litoral sul paulista. A oferta foi rejeitada pela Justiça e ele recorreu ao STJ, mas a primeira turma de ministros, presidida pelo magistrado José Delgado, que não acatou recurso.
Ontem, a Folha da Região teve acesso ao andamento do processo por meio do site do STJ. Em consulta por telefone, Silvio Garrido, um dos advogados do prefeito, disse conhecer a decisão, porém não quis dar mais informações. "Esse caso não traz reflexos ao andamento do processo", limitou-se a dizer.
Ele se refere ao processo do caso Banco Interior, que foi remetido ao STJ, após o tribunal acatar recurso contra decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que, em 2005, cassou o mandato de Maluly. Na última terça-feira, o ministro Delgado, relator do caso, remeteu o processo para parecer do Ministério Público Federal antes de qualquer decisão.
Com relação ao ressarcimento referente a prejuízos causados ao município em decorrência da liquidação do Banco Interior, desde março de 2003, quando surgiu a primeira penalidade a Maluly, imposta pela Justiça local, pelo menos três formas de ressarcimento já foram tentadas.
Em março de 2001, pouco após estourar o escândalo da retenção de dinheiro do município, o prefeito abriu uma conta pessoal no Banco do Brasil onde depositou cheque no valor de R$ 622.728,47, dizendo que era a garantia de que ressarciria os cofres públicos. Ele também se comprometeu a vender cana-de-açúcar de sua propriedade para cobrir o rombo.
De lá para cá, muita coisa aconteceu e novos depósitos acabaram sendo feitos em juízo. Por determinação da Justiça de Araçatuba, em junho de 2006, após solicitação do Ministério Público, Maluly teve penhorados eventuais depósitos em contas correntes, poupanças e aplicações financeiras em seu nome, com exceção de contas-salário, nos bancos da cidade.Já no início de 2007, a mesma Justiça araçatubense determinou a penhora de 50% da fazenda Santa Rosa, propriedade do prefeito em Mirandópolis. Desde então, ele moveu uma série de recursos tentando ressarcir o município com os lotes no litoral paulista.
Hoje, a estimativa é de que o bloqueio de R$ 1,3 milhão da Prefeitura e do Daea, com correções, chegue a R$ 3,3 milhões. Desse valor, R$ 1,34 milhão já teriam sido devolvidos por Maluly, cuja família também teve dinheiro pessoal retido no Banco Interior.

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Jaz São Paulo: nem no busão a gente tá livre da televisão!! Silêncio, por***a!!!

As instalações do Metrô estão virando camelódromo. E, para quem lembra como era, é muito estranho observar lixo, como copos de refrigerantes e Mc Sundays, embalagens de salgadinhos gordurosos, papéis de bala e outros detritos espalhados até mesmo nas plataformas!
Claro que não é o lixo que vemos nas ruas, mas é uma tendência. Pois antes você não via nem cisco no chão. Observem e façam um esforço de memória. Claro, não me sirvo de Metrô tanto quanto muita gente, e nem passo em todas as estações. Mas deixo aqui o registro do que tenho visto e não lembro que tenha sido assim. Acho que é sintoma de sucateamento, vulgo, redução de custos.
A respeito do título do post, não há muito o que falar: não bastasse os imbecis que insistem em dividir seu nefasto mau-gosto musical com os outros passageiros, via celular ( acho que vocês devem ter percebido que a parada de sucessos dos celulares é Créu e outras merdas tum-tum-tss, tum-tum-tss, e não Stravinsky ), ainda vem a Prefeitura permitir uma bosta de televisão no busão!! Pegadinhas, "humor", "cultura", "informação"... tudo entre aspas, pois deve-se questionar a qualidade da merda que nos é jogada na cara sem pedirmos.
Óbvio que, para o público a que se destina, tá bom até demais, já que não adiantaria querer também, que no lugar disso, a Prefeitura emprestasse livros para a população ler durante suas viagens. Mas parece que há uma relação causal entre mau gosto musical e comportamento social inadequado. Quem alimenta quem? Por exemplo, não se vê fã de Joy Division escutando música no ônibus.
O comportamento social dos neanderthais do busão merece estudo mais aprofundado, por parte da comunidade científica.
Falei sobre o som que os idiotas ouvem no busão, mas os idiotas ( seriam os mesmos? ) que transitam pelas ruas de São Paulo, com o booster no último volume, possuidores de hediondo gosto musical, similar ao dos passageiros de ônibus, merecem que todo o tipo de desgraça possível neste mundo caia sobre suas cabeças!! O que querem? Impressionar a alguém? Ser "invejados"? O que os faz agir dessa forma? Claro, desejam algum tipo de aprovação social, é óbvio. Mas o que lhes leva a concluir que é isso que devem fazer para conseguí-la?
Pior, é esta a tendência majoritaria do comportamento popular, é A SUA PRÓPRIA CULTURA, não se tratam de exceções!!
Fala-se alto, berra-se por qualquer coisinha, grita-se para comunicar inutilidades. Algozes do silêncio. Não gostam de silêncio. Deve ser porque o silêncio obriga a gente a pensar, ou a ficarmos conosco, nossos sentimentos e refletir sobre eles.

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Orgia faz Folha pagar indenização por danos morais!!

"Orgia de informações falsas", quero dizer.
Escola Base: Grupo Folha é condenado pelo TJ-SP
Comunique-se
“Perua escolar carregava as crianças para a orgia”. O Grupo Folha da Manhã, que edita a Folha de S. Paulo, até tentou convencer o Tribunal de Justiça de São Paulo de que se limitou a reproduzir as informações oficiais do caso Escola Base, na matéria que tinha o título acima, publicada no extinto Folha da Tarde, mas não foi o que entendeu a turma julgadora. A empresa terá que pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais para R.F.N., hoje com 18 anos e na época com apenas quatro, filho de um dos casais acusados de abusar sexualmente de crianças numa escola de São Paulo, em 1994, e requerente da ação.
“A conduta do jornal, juntamente com outros órgãos de imprensa, contribuiu para criar uma situação anormal, não experimentada não só para os adultos envolvidos”, afirmou em seu voto o desembargador Odemar Azevedo.
A Folha da Tarde se baseou nas informações passadas pelo delegado que conduziu o inquérito policial e de depoimentos de duas mães de alunos.
Os desembargadores Odemar Azevedo, Mathias Coltro e Oscarlino Moeller consideraram a manchete sensacionalista e que extrapolou o direito de informar, além de atingir a esfera moral da criança.
A decisão é de segunda instância e cabe recurso.
A Folha e o Estadão também foram condenados pelo que publicaram, tendo que pagar R$ 750 mil. A Globo foi condenada a pagar indenização de R$ 1,35 milhão. Já a IstoÉ teve de pagar R$ 360 mil. Para todas as empresas cabe recurso.
As informações são do site
Consultor Jurídico.

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"A turma da bufunfa e o déficit externo", por Paulo Nogueira Batista Jr.

A turma da bufunfa e o déficit externo
29/5/2008
Ainda não recriamos o problema da vulnerabilidade externa, mas talvez estejamos a caminho de fazê-lo
POSSO ME repetir um pouco, leitor? Não há quem consiga manter uma coluna semanal sem insistir obsessivamente em certos temas. Além disso, como dizia Nelson Rodrigues, tudo o que é dito uma vez, uma única e solitária vez, permanece rigorosamente inédito. Gostaria de fazer duas coisas hoje: desancar um pouco mais os bufunfeiros e reclamar do crescente desequilíbrio externo. Os dois temas se ligam de alguma maneira. Não é surpresa: como dizia Anaxágoras, um dos pré-socráticos, "tudo está em tudo", tudo se relaciona, tudo se comunica. Por alguma razão, os bufunfeiros têm uma forte tendência a subestimar os riscos associados ao desequilíbrio externo. Há exceções, algumas notáveis, mas essa é a regra. O déficit público e a inflação são suas "bêtes noires", mas o déficit do balanço de pagamentos costuma ser visto com certa tolerância. Toda vez que a economia acusa uma tendência ao desequilíbrio no balanço de pagamentos em conta corrente, logo aparecem numerosos economistas ligados à bufunfa com argumentos e teorias falsamente tranqüilizadoras. A mais "clássica", muito usada na primeira fase do Plano Real, é a de que déficits em conta corrente são naturais para um país em desenvolvimento como o Brasil, pois são a contrapartida da "absorção de poupança externa". Essa teoria teve certo apelo, mas está bastante desmoralizada pela aplicação abusiva. Tautologicamente, um déficit em conta corrente corresponde ao aporte de poupança externa. Daí não se infere, contudo, que o aumento do déficit em conta corrente necessariamente amplie a taxa de poupança total e eleve a taxa de investimento. O aumento da poupança externa pode ser acompanhado de diminuição da poupança interna. E poupança não cria investimento. O que prevalece, no curto e no médio prazos, é a relação de causalidade inversa -do investimento para a poupança. O maior problema associado a déficits elevados em conta corrente é a vulnerabilidade externa. Esse foi o nosso grande pesadelo na década de 90 e no início da década atual. Ainda não recriamos o problema, mas talvez estejamos a caminho de fazê-lo. A cada mês que passa, os dados parecem vir piores. No acumulado do ano, a taxa de crescimento do valor das exportações de bens (20%) não chega nem à metade da taxa de crescimento das importações (49%). Como resultado, o superávit comercial sofreu um colapso. Outros componentes da conta corrente também registram deterioração acentuada. O déficit com serviços (transporte, viagens, seguros, entre outros) aumentou 47% em janeiro-abril contra o mesmo período do ano passado. O déficit com rendas cresceu 71% na mesma base de comparação, principalmente por causa do aumento explosivo das remessas de lucros e dividendos. Não há crise à vista. O déficit em conta corrente vem sendo financiado com grande folga por investimentos estrangeiros diretos. As nossas reservas internacionais nunca foram tão altas. Mas o resultado em conta corrente vem piorando com uma rapidez impressionante. Em 2006, tínhamos superávit de US$ 13,6 bilhões. Em 2007, o superávit caiu para US$ 1,5 bilhão. Nos 12 meses encerrados em abril, o déficit alcançou US$ 14,7 bilhões. Portanto, uma virada de nada menos que US$ 16,2 bilhões em apenas quatro meses. Não vamos nos deixar levar, de novo, pelo canto de sereia da turma da bufunfa!
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 53 é Diretor-executivo no FMI, representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago).
pnbjr@attglobal.net

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"Campanha de propaganda política visando a manipulação de formadores de opinião", e muquiando os propósitos: assim Bush levou os EUA ao Iraque ( ENG )

Essa imagem não aparece na matéria do Washington Post

Ex-Press Aide Writes That Bush Misled U.S. on Iraq
Washington Post
Wednesday, May 28, 2008
Former
White House press secretary Scott McClellan writes in a new memoir that the Iraq war was sold to the American people with a sophisticated "political propaganda campaign" led by President Bush and aimed at "manipulating sources of public opinion" and "downplaying the major reason for going to war."
McClellan includes the charges in a 341-page book, "What Happened: Inside the Bush White House and Washington's Culture of Deception," that delivers a harsh look at the White House and the man he served for close to a decade. He describes Bush as demonstrating a "lack of inquisitiveness," says the White House operated in "permanent campaign" mode, and admits to having been deceived by some in the president's inner circle about the leak of a
CIA operative's name.
The book, coming from a man who was a tight-lipped defender of administration aides and policy, is certain to give fuel to critics of the administration, and McClellan has harsh words for many of his past colleagues. He accuses former White House adviser
Karl Rove of misleading him about his role in the CIA case. He describes Secretary of State Condoleezza Rice as being deft at deflecting blame, and he calls Vice President Cheney "the magic man" who steered policy behind the scenes while leaving no fingerprints.
McClellan stops short of saying that Bush purposely lied about his reasons for invading Iraq, writing that he and his subordinates were not "employing out-and-out deception" to make their case for war in 2002.
But in a chapter titled "Selling the War," he alleges that the administration repeatedly shaded the truth and that Bush "managed the crisis in a way that almost guaranteed that the use of force would become the only feasible option."
"Over that summer of 2002," he writes, "top Bush aides had outlined a strategy for carefully orchestrating the coming campaign to aggressively sell the war. . . . In the permanent campaign era, it was all about manipulating sources of public opinion to the president's advantage."
McClellan, once a staunch defender of the war from the podium, comes to a stark conclusion, writing, "What I do know is that war should only be waged when necessary, and the Iraq war was not necessary."
McClellan resigned from the White House on April 19, 2006, after nearly three years as Bush's press secretary. The departure was part of a shake-up engineered by new
Chief of Staff Joshua B. Bolten that also resulted in Rove surrendering his policy-management duties.
A White House spokeswoman declined to comment on the book, some contents of which were first disclosed by
Politico.com. The Washington Post acquired a copy of the book yesterday, in advance of its official release Monday.
Responding to a request for comment, McClellan wrote in an e-mail: "Like many Americans, I am concerned about the poisonous atmosphere in Washington. I wanted to take readers inside the White House and provide them an open and honest look at how things went off course and what can be learned from it. Hopefully in some small way it will contribute to changing Washington for the better and move us beyond the hyper-partisan environment that has permeated Washington over the past 15 years."
The criticism of Bush in the book is striking, given that it comes from a man who followed him to Washington from Texas.
Bush is depicted as an out-of-touch leader, operating in a political bubble, who has stubbornly refused to admit mistakes. McClellan defends the president's intellect -- "Bush is plenty smart enough to be president," he writes -- but casts him as unwilling or unable to be reflective about his job.
"A more self-confident executive would be willing to acknowledge failure, to trust people's ability to forgive those who seek redemption for mistakes and show a readiness to change," he writes.
In another section, McClellan describes Bush as able to convince himself of his own spin and relates a phone call he overheard Bush having during the 2000 campaign, in which he said he could not remember whether he had used cocaine. "I remember thinking to myself, 'How can that be?' " he writes.
The former aide describes Bush as a willing participant in treating his presidency as a permanent political campaign, run in large part by his top political adviser, Rove.
"The president had promised himself that he would accomplish what his father had failed to do by winning a second term in office," he writes. "And that meant operating continually in campaign mode: never explaining, never apologizing, never retreating. Unfortunately, that strategy also had less justifiable repercussions: never reflecting, never reconsidering, never compromising. Especially not where Iraq was concerned."
McClellan has some kind words for Bush, calling him "a man of personal charm, wit and enormous political skill." He writes that the president "did not consciously set out to engage in these destructive practices. But like others before him, he chose to play the Washington game the way he found it, rather than changing the culture as he vowed to do at the outset of his campaign for the presidency."
McClellan charges that the campaign-style focus affected Bush's entire presidency. The ill-fated Air Force One flyover of New Orleans, after Hurricane Katrina struck the city, was conceived of by Rove, who was "thinking about the political perceptions" but ended up making Bush look "out of touch," he writes.
He says the White House's reaction to Katrina was more than just a public relations disaster, calling it "a failure of imagination and initiative" and the result of an administration that "let events control us." He adds: "It was a costly blunder."
McClellan admits to letting himself be deceived about the unmasking of CIA operative
Valerie Plame Wilson, which resulted in his relentless pounding by the White House press corps over the activities of Rove and of Cheney aide I. Lewis "Scooter" Libby in the matter.
"I could feel something fall out of me into the abyss as each reporter took a turn whacking me," he writes of the withering criticism he received as the story played out. "It was my reputation crumbling away, bit by bit." He also suggests that Rove and Libby may have worked behind closed doors to coordinate their stories about the Plame leak. Late last year, McClellan's publisher released an excerpt of the book that suggested Bush had knowledge of the leak, something that won McClellan no friends in the administration.
As McClellan departed the White House, he said: "Change can be helpful, and this is a good time and good position to help bring about change. I am ready to move on."
He choked up as he told Bush on the South Lawn, "I have given it my all, sir, and I have given you my all."
Bush responded at the time: "He handled his assignments with class, integrity. He really represents the best of his family, our state and our country. It's going to be hard to replace Scott."

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Suposta fonte de acidente aéreo inexistente cai, sem colchões para ampará-lo na queda. Quem deu a notícia sem checar continua empregado.

Coordenador deixa Defesa Civil após falso acidente aéreo
Último Segundo, 29.05.08
O coordenador da Defesa Civil, Jair Pacca de Lima, pediu ontem exoneração do cargo. Ele foi apontado por emissoras de televisão como a autoridade que confirmou um acidente aéreo, há uma semana, em Moema, na zona sul de São Paulo. Em vez de um acidente, o que ocorreu foi um incêndio em uma loja de colchões.
O incêndio que deixou duas pessoas feridas e atrapalhou o trânsito na região do Aeroporto de Congonhas chegou a ser noticiado como uma queda de aeronave.
A Record News e a Record acusaram a Defesa Civil de ser a fonte. “Nunca confirmei nada disso. Nem poderia dar essa informação”, disse Lima.
Questionado sobre os motivos da saída, ele citou a exoneração do coronel Alberto Silveira, outro integrante de sua equipe. Pacca de Lima coordenou, no ano passado, os trabalhos de resgate nos acidentes da cratera do Metrô, em Pinheiros, e da TAM, em Congonhas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
MMMmmm...

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Ele já negou tantas coisas...

Serra nega entrada da Cesp na negociação da Nossa Caixa
São Paulo - O governador José Serra negou ontem que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) tenha entrado na negociação de venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil. Segundo ele, trata-se de uma especulação. "Nunca tratei desse assunto com o governo federal. A Cesp é uma coisa e a Nossa Caixa é outra", destacou o governador.
Apesar da declaração, o mercado manteve o otimismo sobre a possível retomada da privatização da estatal antes do que muitos esperavam. As ações da empresa chegaram a subir mais de 10% durante o pregão de ontem, mas recuaram um pouco e fecharam em alta de 9,60%. Entre analistas e especialistas do setor elétrico, a possibilidade de uma troca de favores entre o governo federal e estadual não é nada absurda.
Segundo eles, o anúncio sobre a negociação entre os dois bancos foi feito uma semana depois de o governo de São Paulo ter enviado requerimentos à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério de Minas e Energia sobre o direito de prorrogação da concessão de Ilha Solteira e Jupiá, que vencem em 2015. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não entrou na discussão sobre Cesp, mas afirmou que é um pouco precipitado avaliar a eventual incorporação da Nossa Caixa pelo BB antes da apresentação de uma proposta formal entre as duas instituições.
DCI, 29.05.08

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Parque Getúlio Vargas em criação na Moóca!!

Leiam as notícias abaixo ( os grifos são meus ):
SP ganhará 33 novos parques até o fim do ano
A Prefeitura de São Paulo aproveitará terrenos abandonados para criar 33 novos parques até o fim do ano, multiplicando por dois o número de espaços públicos de lazer na capital paulista. Entre os bairros escolhidos para a iniciativa, os mais pobres e populosos da cidade, ao lado de Centros de Educação Unificados (CEUs). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Com a entrega dos 33 parques, o número, que era de 31, subirá para 64. Segundo o o titular da secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, outras 40 áreas ficarão separadas, a maioria com desapropriação aprovada. "A idéia de que a cidade não tinha área livre era uma falácia. Algumas estavam cobertas de entulho. Havia algumas ocupadas de forma irregular e outras estavam abandonadas. Mas que elas existiam, existiam", afirma.
"Houve uma integração entre Prefeitura e Estado, entre secretarias e autarquias, nunca vista antes", disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andréa Matarazzo. "Algumas dessas áreas serão instaladas em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e com a Empresa Metropolitana de Águas e Energia ( Emae ).
O subprefeito da Capela do Socorro ( zona sul ), o físico Valdir Ferreira, foi o que mais se empenhou em localizar novas áreas e buscar parcerias. A região, que inclui bairros que não tinham nenhuma opção de lazer, ganhará oito áreas. "Certamente a demanda será muito forte. Veja bem, o distrito tem a mesma população de Osasco, mais de 700 mil habitantes. Há lugares em que não há nem rua direito", diz Ferreira.
Um terreno de 13,6 mil metros quadrados em Pinheiros, na zona oeste, dará lugar a um parque único na capital. O local, ao lado da Editora Abril, na Rua Sumidouro, abrigou, durante 40 anos, um incinerador da Prefeitura e será, a partir de setembro, a Praça Victor Civita - em homenagem ao fundador da empresa de comunicação vizinha. A contaminação será contida com a colocação de uma camada de solo acima do existente no local.
Redação Terra, 22.05.08
Sigam com a leitura, por favor ( pode-se pular até chegar a área em destaque, mas não é recomendável ):
TODOS CONTRA SÃO PAULO: COMO EM 1930
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1109
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
. Trecho de um autor desconhecido, recolhido na internet, sobre uma entrevista que o Governador Aécio Neves deu em Paris, em 2005, à revista Paris - Match:
“ ... nessa entrevista o governador de Minas conta que se acertou com o atual presidente: depois do segundo mandato de Lula, ele, o tucano Aécio, será candidato com o apoio do PT.”
. O Conversa Afiada já registrou algumas vezes que Aécio considera que agora é a vez de Minas: chega de São Paulo.
.
Clique aqui para ler.
. Aliás, nas eleições de 2006 se percebeu que uma das razões para Geraldo Alckmin ter tido no segundo turno menos votos do que no primeiro – fato inédito em países onde há dois turnos, com voto obrigatório – foi que Aécio “cristianizou” Alckmin em Minas.
. Veja o que aconteceu nas eleições de 2006 em Minas e, especialmente, em Belo Horizonte: Eleições 2006, fonte TSE
Resultado Final 1º turno – Minas Gerais
Lula 5.192.439 votos 50,80%
Alckmim 4.151.507 votos 40,62%
Resultado Final 1º turno – Belo Horizonte
Lula 588.898 votos 44,53%
Alckmim 521.072 votos 39,40%
Resultado Final 2º turno/MINAS GERAIS
Lula 6.808.417 - 65,19%
Alckmim 3.635.228 - 34, 81%
Resultado Final 2º turno/BELO HORIZONTE
Lula 848.978 - 63,18%
Alckmim 494.749 - 36,82%. Ou seja, o entendimento entre Lula e Aécio já ocorreu e ajudou a decidir uma eleição.
. O Presidente Lula disse a um interlocutor que, naquela cadeira, pode sentar qualquer um – menos o Serra.
. O PiG tem uma certa dificuldade de entender o que acontece com a aliança PSDB/PT/PSB na eleição para prefeito de Belo Horizonte.
. O PiG, especialmente o de São Paulo, não entende nada do que se passe além do Vale do Paraíba.
. Se é que entende o que se passa até o Vale do Paraíba ...
. É que o resto do Brasil vai se organizar inevitavelmente em torno do “chega de São Paulo”.
. Como em 1930.
. São Paulo tem a peculiaridade de celebrar derrotas.
. Por exemplo, a Revolução “Constitucionalista” de 32, que sobrevive nos monumentos, ruas e avenidas de São Paulo (a Av. 9 de Julho, uma das mais belas “artérias” do mundo, é um exemplo).
. Não é por acaso que São Paulo é a
única metrópole brasileira que não tem uma Avenida Getúlio Vargas.
. 32 foi uma derrota retumbante.
. Um “segundo turno” da Revolução de 30 – e deu errado.
. O PiG, o PSDB/PFL, o Farol de Alexandria, a Fiesp, os bancos, o presidente eleito José Serquércia (*), o aparato cultural, “a força da grana”, todos, unidos, pretendem transformar o Brasil num Maxi-São-Paulo.
. Quando isso não for mais possível, essas mesmas forças se unirão de novo para replicar a Bolívia e tentar a Secessão, como Santa Cruz de la Sierra.
. ( Os paulistanos talvez prefiram ser comparados aos neofascistas do Berlusconi que ficam no Norte da Itália ... )
. O PiG não discute disso, porque tem como premissa a hegemonia de São Paulo.
. É uma realidade física que não merece ser questionada.
. Como a Lei da Gravidade.
. Mas, está em questão, sim.
. O acordo de Belo Horizonte é apenas uma expressão disso.
. (E o PT nacional é o último a saber ...)
. O resto do Brasil se cansou da “elite branca”.
. Se cansou do preconceito contra os nordestinos.
. Do controle sobre o aparelho de Estado, para dar, primeiro, a São Paulo.
. Do boicote a qualquer tentativa de distribuir a renda.
. Como eu ouvi neste domingo: “o etanol vai para o saco porque os trabalhadores dos canaviais vão preferir o Bolsa Família...”
. São Paulo foi o centro de operações para derrubar a CPMF.
. São Paulo é a sede do “Cansei”.
. São Paulo é onde fica o PT de São Paulo, que o que mais quer é ser tucano de São Paulo.
. São Paulo é o motor do regresso.
(*) Com a vitória da “BrOi” e a capitulação do Presidente Lula a Daniel Dantas, Dantas vai botar mais US$ 1,2 bilhão no bolso para jogar todas as fichas, como sempre, em José Serquércia. É bom não esquecer que a irmã de Dantas financiou uma empresa da filha de Serra:
clique aqui para ler.
PROSSIGAM:
Getúlio Vargas e a Era Vargas
Vida de Getúlio Vargas, Revolução de 1930, Estado Novo, Era Vargas, história do Brasil República, nacionalismo, desenvolvimento econômico, "o petróleo é nosso", direitos trabalhistas, industrialização, desenvolvimento industrial brasileiro, suicídio de Vargas

Getúlio Vargas

Vargas: uma das figuras políticas mais importantes da História do Brasil
Biografia: Getúlio Dornelles Vargas (19/4/1882 - 24/8/1954) foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De origem gaúcha (nasceu na cidade de São Borja), Vargas foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.
Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes, caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934. Fecha o Congresso Nacional em 1937, instala o Estado Novo e passa a governar com poderes ditatoriais. Sua forma de governo passa a ser centralizadora e controladora. Criou o DIP ( Departamento de Imprensa e Propaganda ) para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo.Perseguiu opositores políticos, principalmente partidários do comunismo. Enviou Olga Benário , esposa do líder comunista Luis Carlos Prestes, para o governo nazista.
Realizações : criou a Justiça do Trabalho (1939), instituiu o
salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas.
GV investiu muito na área de infra-estrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE ( Instituto brasileiro de Geografia e estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar.
O Segundo Mandato
Em 1950, Vargas voltou ao poder através de eleições democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do "Petróleo é Nosso" que resultaria na criação da Petrobrás.
O suicídio de Vargas
Em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. Deixou uma carta testamento com uma frase que entrou para a história : "Deixo a vida para entrar na História." Até hoje o suicídio de Vargas gera polêmicas. O que sabemos é que seus últimos dias de governo foram marcados por forte pressão política por parte da imprensa e dos militares. A situação econômica do país não era positiva o que gerava muito descontentamento entre a população.
Conclusão
Embora tenha sido um ditador e governado com medidas controladoras e populistas, Vargas foi um presidente marcado pelo investimento no Brasil. Além de criar obras de infra-estrutura e desenvolver o parque industrial brasileiro, tomou medidas favoráveis aos trabalhadores. Foi na área do trabalho que deixou sua marca registrada. Sua política econômica gerou empregos no Brasil e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores brasileiros.
TÁ ACABANDO:
Agência Estado, 28.05.08
Várias manifestações pelo Dia Nacional de Luta pela Redução da Jornada de Trabalho, em diferentes regiões da capital paulista, prejudicaram o trânsito na cidade na manhã de hoje. As passeatas, organizadas pelas centrais sindicais, entre elas a Força Sindical, reuniram, junto com outras categorias, metalúrgicos e funcionários da construção civil.
Na Marginal do Pinheiros, os manifestantes ocuparam duas faixas de rolamento da pista sentido Interlagos e, por volta das 8 horas, estavam junto à Ponte Ary Torres. Outros grupos estavam localizados na zona sul. Um deles, na avenida Luís Carlos Berrini, junto coma rua Quintano, ocupava uma faixa da direita e a calçada da via. Perto dali, na Vila Olímpia, cerca de 60 manifestantes da construção civil ocupavam a faixa da direita, junto com um carro de som.
Na zona leste, o protesto estava concentrado na Avenida do Contorno, próximo à estação Corinthians-Itaquera do Metrô, e na avenida Presidente Almeida Couto, junto com a avenida Presidente Costa Pereira, onde os manifestantes estavam começando a se reunir para iniciar a passeata.
Segundo informações da Polícia Militar, funcionários das empresas Volkswagen e Mercedes, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC paulista, estavam se concentrando nos pátios das empresas. No interior, os sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado farão manifestações em 32 cidades.
E, FINALMENTE:
Parque Verde da Mooca
COLUNÃO, Folha de Vila Prudente, 23 a 29.05.08
Diversos leitores e entidades enviaram carta ao colunista pela aprovação da Lei que cria o Parque Verde da Mooca, na área do antigo depósito da Esso, na Rua Barão de Monte Santo. Destaco duas delas: a da Associação Comercial de São Paulo - Distrital Mooca, assinada por seu superintendente Antonio Viotto Netto. A outra de Francisco Aparecido Romanucci, mooquense apaixonado. As palavras de elogio são reconfortantes e serão rateadas com os autores do projeto, vereadores Adilson Amadeu e Domingos Dissei e com a própria Associação Comercial que esteve e está conosco nesta luta.
CONCLUSÃO: A área, situada na Moóca, e que pertenceu à Esso, está em vias de se tornar um parque; o parque a surgir não parece ter sido batizado ainda; Victor Civita tem uma praça batizada com seu nome e Roberto Marinho, uma avenida; isso significa que, por mais erros que uma pessoa tenha cometido em vida ( óbvio; em morte é que não seria ), ela ainda pode batizar uma rua, avenida ou praça.
Em recente pesquisa, publicada pela Folha, em que foram ouvidos diversos personagens de destaque no Brasil, Getúlio Vargas foi eleito o "Maior Brasileiro de Todos os Tempos", ou algo assim.
Getúlio criou várias das leis que perduram até hoje, e que deram, finalmente, alguma dignidade aos trabalhadores do Brasil. Você tem direito ao registro em carteira, por exemplo, graças a Getúlio.
A Esso deixou de operar no Brasil, deixando uma área no bairro da Moóca à disposição e que, luta-se para isso, poderá se tornar mais um parque verde na cidade de São Paulo. A Moóca foi um bairro operário-industrial, talvez o mais importante de São Paulo à sua época, neste quesito.
Getúlio criou a famosa campanha "O Petróleo é Nosso". Olhem a Petrobrás hoje.
De acordo com o que escreve o P ( iG ), tudo o que o trabalhador faz, quando se une em manifestações reivindicatórias, é "atrapalhar o trânsito em São Paulo" ( sic! ).
Então, senhores e senhoras, acho que já passou da hora de São Paulo ( município e Estado ) , e seus descendentes de cafeicultores, seus quatrocentões e seus bandeirantes esquecerem a inveja, superarem o despeito e, finalmente, admitirem que o maior mito político e maior presidente que este país já teve, deve ser homenageado nestas plagas.
Quem tais personagens velhuscos e golpistas de polainas, casacas e pincenês pensam que são para ignorarem a história de Getúlio e, numa atitude típica do Grande Irmão, boicotarem e suprimirem de nossos logradouros o nome do grande presidente gaúcho?
É isso, amigos: se o parque que será construído tiver que receber o nome de alguém, é mais que justo, por toda a simbologia que carrega, que receba, orgulhosamente para o bairro da Moóca, o nome do mítico Getúlio Vargas!!! Passem essa idéia adiante, e vamos ver se pega.

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