quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Está cansado se sentir-se um ignorante ?

Pois bem. Quem garante que aquele sujeito que redige crônicas políticas no jornal ou manda mensagens cifradas por meio de notinhas para sabe-se-lá-quem entende do riscado? Basta, aliás, também lembrarmos daqueles paspalhos que mandam cartas para os jornais dizendo-se fazerem parte DA ELITE dos "formadores de opinião" ilustrada do País. Sim, aqueles que, mesmo sem saberem como funciona a escola de seus filhos, declaram possuir as respostas que angustiam a Nação. Mas não fazem outra coisa a não ser repetir chavões e frases feitas.
O lançamento da PAC foi bem assim: o sujeito mal sabe fazer uma conta prosaica, mas já decretou o fracasso da iniciativa. Algo que nem mesmo os economistas consultados tiveram a ousadia de fazer. No Propaganda & Marketing dessa semana, aparece lá, bem na capa, que até Roberto Civita elogiou o plano ( com ressalvas, o que seria óbvio ) . Mas o velho tosco, jogador de dominó, anticomunista de colecionar foto de jornal do Pinochet e do Médici não pensa duas vezes: Vai dar errado!!
Se der, não passa de um chute.

Pois bem. Não vamos agir igual. Vou botar aqui uns links para lugares que nos darão um pouco de compreensão sobre as coisas que lemos no jornal, mas não sabemos a fundo do que se trata.

PORTAL DA CÂMARA FEDERAL - Glossário de Termos Legislativos e Orçamentários
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - Dicionário de Termos Econômicos

Vão estudando.

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Comunismo no cinema


Veja aqui o roteiro deste filme

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O BRASIL E O CERCO MILITAR AO CONE SUL

Apesar dos alertas feitos pela ABIN, a Agência Brasileira de Informação, de que a presença militar dos Estados Unidos no Cone Sul representa uma ameaça ao Brasil, são poucas as possibilidades de que os temores resultem num enfrentamento verbal ou militar entre Brasília e Washington. "No Brasil sempre existiu uma convivência com os Estados Unidos não apenas porque existem setores militares, empresariais e políticos que são pró-Estados Unidos, mas porque Washignton persiste em manter a imagem do Brasil como uma fonte de equilíbrio para a região, muitas vezes, instável".
A avaliação é feita por Fabián Calle, pesquisador do CARI, o Centro Argentino de Relações Internacionais, ao comentar um relatório da ABIN, em que especialistas brasileiros alertam que Washington estaria tentando reproduzir no resto da América do Sul a estratégia que adota na Colômbia.
O informe diz, por exemplo:- A presença militar dos Estados Unidos poderia expandir-se a outros países sul-americanos para transformar a luta contra o narcotráfico em um empreendimento militar sul-americano e não só do eixo Colômbia - Estados Unidos. O plano certamente é parte de uma estratégia dos Estados Unidos para assegurar uma presença militar direta na região andino-amazônica e no Cone Sul, em torno do Brasil.
A hipótese é conhecida como o cerco e especialistas brasileiros defendem essa tese há uma década, quando a América do Sul se converteu em cenário militar para Washignton.
Em 1999 instalou a base de Manta, no Equador, no ano seguinte assumiu o Plano Colômbia e três anow mais tarde, o Plano Patriota, que permitiu aumentar a presença norte-americana e a influência sobre o território colombiano. Em 2005 conseguiu a anistia para seus soldados no Paraguai, que durante um ano realizam exercícios militares sem restrições.
Atualmente há mais de 2.000 norte-americanos entre funcionários especialmente contratados e militares, na região.
O pesquisador argentino ressalta que, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não costume tocar no tema em seus discursos, a verdade é que o Brasil investiu muito em seu sistema de defesa.
Por exemplo: mais de 20 mil homens foram designados para defender a Amazônia e forças especiais da Marinha foram destacadas para proteger as costas do Atlântico, as principais fontes brasileiras de recursos naturais.

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Forest Fire

Dead Kennedys
pLAstiC Surgery Disasters
1982

No junk food, just earthly goods
I ate weird berries in the woods
Now I'm seeing colors,
I'm getting higher
I think I'll start a forest fire

There's a forest fire climbin' the hill
Burnin' wealthy California homes
Better run run run run run
From the fire
But some of us stay and watch
And we think of your insurance cost
And we laugh laugh laugh laugh laugh laugh
At your lives
Windows covered with bars
Security guards
Is that a house or a fortress
Against the world
Windows covered with bars
Security guards
Is that a house or a prison
How you gonna get out?
Electric bull and your tennis courts
Pink sports cars and your boat
Getting fried fried fried fried fried fried
By the fire
Windows covered by bars
Floodlights for the yard
It's a pleasure to watch you
Watch it all melt
But hey!
What about the cocaine
Stockpiled in the basement
Be a hero and save it
You know you're gonna need it
Where's your brand new pretty wife
She might still be inside
Either save her or your cocaine from the fire
But the gates and doors are locked
Cause the burglar alarms went off
Ever wonder why we laugh laugh
At your lives
Windows covered with bars
Fences spiked with barbed wire
Never looked so helpless
Engulfed in flames
Cameras watchin' the walls
Don't forget the dogs
Now you're trapped in your prison
How you gonna get out
See the gerbil
Run run run run run run run run
Run run
run run run run run run
Run run run run run run run run
From the fire

( Uma das melhores letras de música da história. O sarcasmo e o desprezo pelas vidas dos cidadãos de bem, encastelados em seus condomínios fechados ou prédios à prova de vida exterior, ao qual se dirigem estritamente para buscar mantimentos. Perceba-se a descrição cuidadosa do ambiente: câmeras, barras nas janelas, guardas e vigias, muros, portões trancados e alarmes. Nada escapa do fogo: quadras de tênis, carrões e iates. E um dilema crucial: salvar a esposa ou a cocaína ? Perfeito. Uma de minhas preferidas. )





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Fraudes no Ministério da Fazenda !!!

Informativo TCU
Brasília, 22 a 26 de janeiro de 2007 Ano 9 - nº 336

p TC 005.615/2006-8 - Gerência Regional de Administração do Ministério da Fazenda em São Paulo (Gramf)

MINISTRO - RELATOR: MARCOS VILAÇA

Sumário: TOMADA DE CONTAS ESPECIAL.SERVIDOR PÚBLICO. CRIAÇÃO DE BENEFÍCIO

DE PENSÃO FICTÍCIO, PARA PROVEITO PESSOAL. FRAUDE COMPROVADA. CITAÇÃO. REVELIA. IRREGULARIDADE DAS CONTAS. DÉBITO. MULTA. INABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE CARGO EM COMISSÃO.

Julgam-se irregulares, com condenação ao pagamento de débito e multa, as contas daqueles que perpetram fraude em prejuízo do erário, inabilitando os responsáveis para o exercício de cargo em comissão ou função comissionada na Administração Pública Federal.

p TC 005.674/2006-9 - Gerência Regional de Administração do Ministério da Fazenda em São Paulo (Gramf)

MINISTRO - RELATOR: MARCOS VILAÇA

Sumário: TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO. CRIAÇÃO DE BENEFÍCIO DE PENSÃO FICTÍCIO, PARA PROVEITO PESSOAL. FRAUDE COMPROVADA. CITAÇÃO. REVELIA. IRREGULARI-DADE DAS CONTAS.DÉBITO. MULTA. INABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE CARGO EM COMISSÃO.

Julgam-se irregulares, com condenação ao pagamento de débito e multa, as contas daqueles que perpetram fraude em prejuízo do erário, inabilitando os responsáveis para o exercício de cargo em comissão ou função comissionada na Administração Federal



Informativo TCU
Brasília, 16 a 20 de agosto de 2004 Ano 6 - nº 223

TCU detecta fraudes no pagamento de pensionistas no Ministério da Fazenda

Auditoria feita na Gerência Regional de Administração do Ministério da Fazenda em São Paulo (Gramf/SP) pelo Tribunal de Contas da União (TCU), para apurar a forma como foram incluídos beneficiários depensão no Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape) detectou fraudes que provocaram pagamento indevido de benefíciosuperior a R$ 24 milhões. Ao identificar as responsáveis, o TCU multou Maria Perpétua Santos Oliveira, ex-gerente de Recursos Humanos do órgão, em R$ 8 mil e Maria Cecília dos Santos, ex-chefe da Divisão de Inativos e Pensionistas, em R$ 15 mil, por não adotarem os cuidados necessários para evitar as fraudesocorridas. Elas têm 15 dias para comprovar o recolhimento das multas.Caso contrário, já foiautorizada a cobrança judicial. Cabe recurso da decisão.

O tribunal verificou que a maioria das fraudes aconteceu entre 1994 e 1997, quando o sistema Siape foi aberto para inserção manual de dados devido à transferência de pensionistas
do INSS para o Tesouro Nacional. Inquérito da Polícia Federal revelou que os servidores da área derecursos humanos estavam quase todos envolvidos. Os fraudadores criavam, no Siape, um falso instituidor com nome, cargo, endereço, CPF, RG e matrícula original fictícios. Depois era incluído o nome de uma pessoa física que autorizasse a utilização dosseus dados pessoais e bancários. E assim estava feita a fraude.
Benjamin Zymler, ministro relator do processo, criticou a falta de acompanhamento aprofundado e permanente na gestão e operacionalização do Siape. Como o sistema era falho, o setor responsável pelas folhas de pagamento deveria ter estabelecido rotinas de controle.

À frente da Gerência de Recursos Humanos da Gramf, não foi possível aceitar que Maria Perpétua Santos Oliveira não tenha feito nenhuma checagem das pensões inseridas no sistema. Segundo o ministro, teve gravidade maior a omissão da chefia imediata,comandada por Maria Cecília dos Santos, pois tinha o dever de conferir as inclusões feitas por seus subordinados.
Outro ponto grave se caracterizou pela conduta da responsável em conceder sua senha de acesso a todos os servidores do setor quando todos tinham suas próprias senhas. Portanto, sua responsabilidade se deu pela falta de fiscalização dos trabalhos dos seus subordinados diretos e por participação ativa, pois sua senha foi utilizada para inclusão de falsos pensionistas.
O tribunal ainda determinou ao órgão que, em 60 dias, instaure os processos de tomada contas especiais para cada uma das fraudes apuradas no órgão.

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terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Tragédia do Metrô: Buraco do Serra?

Jasson de Oliveira Andrade

2007 começaram mal para o governo Serra. O ano iniciou com o desmoronamento das obras do metrô, com sete vítimas, que se tornou conhecido como “buraco do Serra”. A jornalista Bárbara Gancia, em sua coluna na Folha, em nota sob o título “Nome aos bois”, discorda dessa designaçăo. Ela diz: “Năo entendi até agora por que andam chamando a cratera aberta no bairro de Pinheiros, onde ocorreu o desmoronamento das obras do metrô, de “buraco do Serra”.
Peraí, mas o Serra năo acabou de tomar posse? Năo seria mais apropriado chamar o orifício de “buraco do Alckmin”? Ou, entăo, ser mais preciso ainda e chamá-lo de “buraco da Odebrecht, da OAS, da Andrade Gutierrez, da Queiroz Galvăo e da Camargo Corrêa”? Sei que dá mais trabalho, mas falar em “Consórcio Via Amarela” năo é atenuar a responsabilidade de quem, de fato, está tocando a maldita obra?”

Um jornalista da regiăo, em sua coluna “Metralhadora”, estranhou esse consórcio: “É intrigante o fato das maiores construtoras do país estarem unidas, quando poderiam estar concorrendo entre si, proporcionando reduçăo de custos para a populaçăo, já que a Companhia do Metropolitano (METRÔ) é do Governo do Estado de Săo Paulo”. O mesmo jornalista constatou: “A obra, tida como o troféu do governo tucano [Alckmin], agora se transformou na pedra do sapato do governador José Serra”.


Na excelente reportagem da revista CartaCapital, “Autofagia à paulista”, publicou-se uma foto de Alckmin visitando a obra do metrô com essa legenda: PROPAGANDA: Na campanha presidencial, Alckmin exibiu a obra. Agora, preferiu silenciar”. Na citada reportagem, a revista diz: “A licitaçăo da Linha 4, feita sob a égide das Parcerias Público-Privado (PPPs), foi saudada pelo ex-governador e entăo candidato à Presidência Geraldo Alckmin como exemplo dos 12 anos de “boa gestăo” tucana no estado. Após a tragédia, Alckmin optou pelo silêncio. Deixou o pepino no colo do sucessor, o correligionário José Serra”.

Criticado pelo silêncio, Alckmin resolveu falar, dias depois, sobre a tragédia. E se saiu mal. Declarou à Folha que o modelo [turn key”] foi adotado por “exigência do Banco Mundial”. Mais tarde, informa o jornal, disse năo saber se fora exigência ou recomendaçăo do banco. Nem uma coisa, nem outra. Na Folha de 27 de janeiro, na matéria “Bird desmente Alckmin sobre o Metrô”, veio a explicaçăo: “O diretor do Bird (Banco Mundial) para o projeto do metrô de Săo Paulo, Jorge Rebelo, negou ontem [26/1] que o banco tenha “exigido” ou “sugerido” ao governo paulista a contrataçăo das obras da linha 4 por meio do modelo “turn key” (preço fechado)”. A escolha foi, entăo, de Alckmin. Sem comentários. Ou melhor, reveja o comentário do jornalista da regiăo, em sua coluna Metralhadora, sobre o consórcio. Penso da mesma maneira!

Voltando à matéria da CartaCapital (a VEJA preferiu colocar na capa um cachorro e năo a cratera), a revista tratou desse jogo de empurra, publicado antes da declaraçăo de Alckmin e do Banco Mundial: “O jogo de empurra quando se trata de apontar responsabilidades está diretamente ligado ao atual modelo de gestăo da cidade. Cada vez mais, săo os interesses privados que direcionam as decisơes publicas. O arquiteto Nabil Bonduki, professor da USP e ex-vereador, questiona, por exemplo, a opçăo por um metrô subterrâneo, às margens do Rio Pinheiros. “Sabe-se que aquele é um solo de difícil estabilizaçăo. As outras linhas de Metrô da cidade, ao atravessar os fundos de vale, viram áreas”, diz Bonduki. “No caso de Pinheiros, o Metrô fez uma opçăo de alto risco. E por que? A meu ver, porque, ao contrário de outras regiơes em que há linhas aéreas, a Faria Lima é uma regiăo de expansăo do mercado imobiliário. É mais um exemplo da segregaçăo da cidade. O que se temia é que a linha aérea desvalorizasse aquele pedaço”, aposta Bonduki. É importante anotar que o metrô aéreo implica em mais desapropriaçơes. Ou seja, tende a aumentar os custos das obras” Fica mais barato e se protege o setor imobiliário, mas năo se evitou a tragédia. Benedito Lima Toledo, professor de História da Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da FAU-USP, declarou à CartaCapital: “Essa tragédia representa um grande prejuízo para o País. O conceito da engenharia brasileira caiu para índices que eu năo sei avaliar. Aquilo năo foi imprevisto da natureza, mas um grave evento que macula a imagem da engenharia brasileira. Esse consórcio năo obedeceu às normas da boa técnica e, além disso, ignorou as rachaduras das casas próximas, năo se preocupando com os moradores. (...) Isso é fruto de um incrível descaso com a populaçăo”.Se José Serra năo tem culpa pela tragédia, o mesmo năo se pode dizer do governo tucano que administrou Săo Paulo por 12 anos. É um “buraco tucano”!

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu
Postado por Redaçăo Portal Mogi








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domingo, 28 de janeiro de 2007

Calabi e Mendonção denunciados: apagão moral revisitado.

Saiu em 27/01 no caderno Dinheiro da Folha ( pág, B4) : "Justiça aceita denúncia conta ex-chefes do BNDES". Cinco ex-presidentes da instituição foram citados na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e acolhida pela Justiça Federal. O MP investiga possíveis irregularidades na concessão de empréstimos para a privatização da Eletropaulo. O plantel de acusados: Luis Carlos Mendonça de Barros, José Pio Borges de Castro Filho, Andrea Santos Calabi, Francisco Gros e Eleazar de Carvalho Filho. Também estão incluídos na denúncia, outros 12 funcionários "de alto escalão" da instituição à época. A acusação: gestão temerária e crime contra o sistema financeiro.
Parêntesis: O Ricardo Sérgio também foi condenado por "gestão temerária", envolvendo empréstimos do Banco do Brasil à Encol, que veio a falir. O artigo da Folha sobre essa denúncia contra os tucanos do BNDES é extensa. Só quero lembrar que, quando Carlos Lessa era o presidente do BNDES, houve o maior bafafá por causa de um pedido de empréstimo feito pela AES - que comprou a Eletropaulo - ao banco de desenvolvimento. Acho que a alegação da elétrica era que tinham prejuízos e não podiam pagar a parcela devida pela compra da ex-estatal.
Mais sobre o Mendonção:
CCR Rodovias registra maior alta e é sugestão de corretora
Fonte: Folha de S. Paulo 22/1/2007
Duas novas ações passaram a ser sugeridas pelas instituições financeiras na seção "Dicas". A ação ordinária da Natura entrou nas recomendações da corretora Planner, no lugar da Embraer ON. Na carteira teórica da Link Corretora, o papel ON da CCR Rodovias substituiu a ação da OHL. Na semana passada, foram 34 as altas registradas entre as 58 ações que formam o índice Ibovespa. Dos papéis do Ibovespa, a maior valorização da semana ficou com a ação ON da CCR Rodovias, que subiu 8,49%. O papel ON da Sabesp veio em seguida, com alta de 5,51%.
etc, etc,etc...
A Link Corretora não tem entre seus sócios o ex-proprietário da saudosa Primeira Leitura?
A CCR não tem participação no consórcio Linha Amarela?
Um acidente não termina por causar queda nas ações de uma empresa?
O Andrea Calabi não era truta do Serra? Não é conselheiro - nem que seja honorário- da Cyrella? Não foi titular de alguma secretaria no Estado de São Paulo no governo Alckmin?

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sábado, 27 de janeiro de 2007

Active Denial System (ADS)

É o quente da estação !!!

Se consegui traduzir direito, trata-se de uma nova arma de raios de calor que o Pentágono apresentou, criada para fazer com que o alvo sinta como se estivesse prestes a se incendiar ( pensando bem, remete à idéia da combustão humana misteriosa da qual já falamos aqui, não é não? ). O objetivo: dor.
De um objeto retângular ( um prato?) instalado sobre um veículo, sairá uma espécie de fluxo de energia, que penetrará na roupa do alvo ( sim, é para usar contra pessoas, tá pensando o quê? ) percorrendo até meio milímetro dentro de sua pele aquecendo-a até 120 graus ( Será que é isso ? ) .
Tendo os outros como "targets", o Pentágono afirma que a arma é segura e não-letal, concebida para o enfrentamento de multidões e turbas. Os críticos questionam quão seguro é esse "Magiclick" quando os atingidos forem idosos, crianças e gestantes.
Não está prevista a produção em escala, mas o Pentágono já começou a campanha publicitária tentando angariar apoio para o experimento.


Desconfiado da tradução ?
O texto original ( inglês ) pode ser encontrado em Democracy Now!



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O público e o privado

por Luiz Gonzaga Belluzzo

O individualismo do cidadão remediado é tão visceral, tão patológico e tão tragicamente cômico que é também essencial para uma sociedade baseada na “lei do mais forte”


O desabamento da estação Pinheiros da Linha 4 do Metrô foi um painel de desgraças: narra os percalços da vida contemporânea no Brasil brasileiro. O desastre vai além das intermináveis discussões sobre a qualidade das avaliações geológicas ou desencontros sobre a propriedade (ou impropriedade) das técnicas de escavação de túneis. O povo de São Paulo de Piratininga presenciou uma tragédia humana, urbanística, social e midiática.
Primeiro o óbvio: nas últimas décadas, consolidou-se, entre as camadas dominantes e bem-pensantes, a convicção de que a vida coletiva e os riscos dos cidadãos podem ser resguardados ou administrados pelos critérios do lucro privado. Saiba o leitor que não embarco na maré acusatória fomentada pela mídia do espetáculo macabro. Nem mesmo pretendo descartar a possibilidade de relações virtuosas entre o Estado e o Mercado. Muito ao contrário: julgo que o período glorioso da vida social e do progresso econômico deve seu desempenho às articulações que, na segunda metade do século XX, enlaçaram o público e o privado.
Cuido aqui de um processo de deformação do imaginário social estimulado pelos mesmos que se valem da tragédia para endurecer o indicador ou produzir factóides e inventar personagens. Há quem diga que o lucro é a conquista suprema da raça humana e tudo o que existe ou está para existir deve se submeter às normas do ganho monetário. Alguns brasileiros, da classe média para cima, vêm tentando transformar esse axioma em orientação para a vida prática. Não é de hoje que tentam safar a onça entregando a sua saúde e a de seus filhos à iniciativa dos privados. Não apenas a saúde, mas também a educação, a segurança, a aposentadoria etc.
É claro que o repúdio dessa gente à saúde pública, à escola pública, à segurança pública é um gesto de diferenciação, de distinção em relação aos de baixo, uma espécie de grife que os identifica como consumidores de bom gosto em oposição à rafaméia vestida em andrajos. A grande vantagem dessa atitude é que, de quebra, fica justificado o descumprimento das obrigações coletivas – desde o estacionamento em lugar proibido até a esperteza de furar filas e trafegar pelo acostamento –, ensejando uma espécie de anarquismo de remediados. Há fortes evidências, neste momento, de que, salvo para os de cima – descontados os desabamentos de túneis –, a experiência foi desastrosa.
Quando entro em tais considerações, os amigos me censuram: “Mas você é da classe média”. Respondo: “Com muita honra”. Mas emendo de primeira: “Não sei por quanto tempo”. A verdade é que, de uns tempos a esta parte, a chamada classe média precipita-se ladeira abaixo. É claro que alguns ainda conseguem se agarrar à nave espacial dos mais ricos, que decola célere em direção à economia moderna e globalizada. Mas esses são cidadãos do mundo e só fazem cálculos em dólares porque não acreditam, de fato, que o real seja uma moeda forte.
A coisa degringolou. Os que continuam acreditando nesta balela contam os tostões para pagar dívidas, têm pesadelos com o desemprego ou fecham os seus negócios porque o faturamento mergulha em parafuso. A situação mais dramática é a dos desempregados que, sonhando em ser patrões de si mesmos, não encontram um Estado capaz de construir um ambiente de negócios propício ao bom desempenho dos novos empreendimentos.
Mas os mitos em que aprendeu a acreditar impedem o cidadão remediado de avaliar as verdadeiras razões de suas decepções. Para ele, o indivíduo é o único responsável por suas desditas. Se quebrou a cara, é porque não teve competência para fazer melhor, não soube vencer os competidores nem ultrapassar as suas circunstâncias. O seu individualismo é tão visceral, tão patológico e tão tragicamente cômico que é também essencial para a reprodução de uma sociedade que funda a sua justificação moral na “sobrevivência do mais forte”.
Sobrevivem realmente os mais fortes, mas os mais fortes são mais fortes há muito tempo e o resultado da luta competitiva só pode ser a dizimação dos incautos que se julgavam aptos a concorrer. É verdade que alguns conseguem se agarrar à espaçonave que arranca em alta velocidade. Mas a maioria é tragada pelos buracos da vida.Os planos de saúde, a escola privada, esses pesadelos não foram ainda suficientes para ensinar às vitimas do individualismo as lições da vida. Faltam ainda os ensinamentos da previdência privada. Mas eles não tardarão.
Assim, desde as crianças até os velhos, passando pelos de idade adulta, todos poderão provar das delícias do privatismo.
*** Publicado na edição 429 da Carta Capital.
Foto: Neldo CantantiAchei o texto tão legal que tomei a liberdade de colocar aqui no blog, visto que o tema não nos é estranho: a famigerada classe média (Bleargh!!) . Além disso, fica como homenagem ao Beluzzo que, espero, ajudará a devolver ao glorioso Palestra seu lugar incontestável no panteão dos maiores clubes da história do futebol mundial.

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Happy birthday, Mr.Newman !!!

Homenagem a um dos maiores atores da história do cinema, além de um ser humano digno.
Nasceu em 26/01/1925, Cleveland, Ohio
Presente nas marchas pelos direitos civis e contra a intolerância racial nos EUA na década de 60. É fundador da "
Newman's Own", uma linha de produtos alimentícios cujos lucros são doados a instituições de caridade.
Em 1994, recebeu o reconhecimento da Academia por seu trabalho humanitário, que arrecadou milhões de dólares para diferentes obras de caridade graças à venda de molhos de espaguete e saladas que levam o seu nome.
Indicado ao Oscar várias vezes, Newman - se não estou desatualizado - ganhou a estatueta em 1986 com "A Cor do Dinheiro", do diretor Martin Scorsese. Muito Pouco.

De toda a sua vasta carreira cinematográfica, eu gostaria de destacar alguns filmes, e sugerir a quem não assistiu, que o faça JÁ.

A Cor do Dinheiro (The Color of Money, 1986)
Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke, 1967)
Desafio à Corrupção (Hustler, The, 1961)
O Indomável - Assim é Minha Vida (Nobody's Fool, 1994)
Na roda da fortuna (The Hudsucker Proxy,1994 )

E não canso de lembrar: no início de carreira - acho que em seu primeiro filme - detestou tanto sua atuação, que pagou anúncios de página cheia em jornais, pedindo desculpas ao público.
Falta muito coisa a ser enumerada aqui, mas o tempo corre. Pesquisem poraí e vejam o que já foi e o que está sendo dito a respeito de Paul Newman no dia de hoje.






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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Fábio Marinho, o jornaleiro que não vende a Veja, responde a algumas perguntas do blog

Entramos em contato com o jornaleiro que ficou famoso por boicotar a venda da famigerada revista Veja, da Famiglia Civita. Eis o resultado:

"Gostaria de - se não lhe for incômodo respondê-las - fazer algumas perguntas. Aí vai:"

1.Você tem acompanhado o noticiário falando sobre a cratera do Metrô paulistano?
2.Você continua boicotando a revista Veja em sua banca?
3.Você leu a Veja desta semana?
4.Você soube que na edição aqui de São Paulo, não se falou sobre a tragédia, ficando restringida a publicação sobre isso na "Vejinha" ( Veja São Paulo )?
5.Na edição que foi para o RS, existe alguma menção sobre a cratera?
6.Você já tem opinião formada sobre o que pode ter ocorrido?
7.Como tem sido o tratamento que você recebe de clientes, fornecedores e outros jornaleiros?
8.Fale o que quiser.

Resposta de Fábio Marinho
"Oi Humberto, por aqui tudo bem, uma banca de revistas tem o seguinte acordo c/ as distribuidoras: as revistas que a banca vende regularmente ela continua recebendo e conforme for tem seu reparte aumentado, e aquelas que ela não vende tem seu reparte cortado, no meu caso como não vinha vendendo mais a veja, a distribuidora cortou do meu reparte e não me manda mais, ainda bem pq assim sobra um espaço debaixo do balcão! sendo assim acho que já te respondi as perguntas 3 e 4, a pergunta 5 eu te pediria um tempo p/ responder, e a 2 eu digo que sim e que continuarei assim, não me importo c/ a mídia liberal, sou democrata (e socialista!), mas não suporto má-fé, desonestidade e a tentativa de desqualificar o adversário e não seus argumentos ou teses e nisto a veja é imbatível, não tenho opinião formada sobre o que ocorreu em SP e me parece que é o momento de todos nós termos calma e esperarmos os laudos dos técnicos e a apuração da justiça até p/ evitar julgamentos apressados e injustos, já sobre a perg. 07 toda a repercussão do meu caso ficou mais restrita a jornalistas, estudantes de jornalismo e ao meio acadêmico, o grande pública nem ficou sabendo do meu posicionamento, mas notei que alguns clientes anti-PT deixaram de comprar comigo, decerto tem medo que eu vá comer, ou tenha este costume, uma criancinha, já os jornaleiros... não recebi o apoio de nenhum, nenhum! e olha que já recebi + de 500 mensagens de apoio, as distribuidoras não se importaram com minha decisão, consideraram exótica nada mais.sobre o que eu gostaria de falar? eu percebo que entre a população há um descontentamento generalizado com os baixos salários, as jornadas extenuantes, o aquecimento global, e mesmo o conservadorismo da mídia, o preço das passagens a corrupção policial e dos políticos, etc. etc. mas há um sentimento geral de que "não adianta reclamar" ou que "ninguem faz nada" ou "sempre foi assim", portanto insatisfação há, o povo brasileiro não é "ignorante" ou "atrasado" o que precisamos fazer é canalizar essa insatisfação p/ ações diretas, como? organizando o povo, de que forma? bom aí eu também não sei, mas é algo que não é só tarefa minha mas de todos nós, né não?um abraço p/ vc também e feliz 2007.Fábio Marinho."



( OBS: Reproduzido fielmente sem edição )

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O brasileiro não aprendeu a votar.

Como, por exemplo, EU MESMO !!! Votei na pessoa e fiquei sabendo que ela está apoiando Gustavo Fruet ( PSDB ) à Presidência da Câmara. Pois é.
Seu nome é Luiza Erundina.

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Luiz Antonio Vedoin is not dead, macacada !!!

É isso mesmo!!!
Saibam que Valdizete Nogueira, ex-prefeito de Jaciara (MT) confirmou, em depoimento à PF, que recebeu o montante de 7 mil reais do homem apontado como o chefe do esquema das sanguessugas. De acordo com notícia da Folhapress, publicada hoje no Jornal do Commercio, o ex-prefeito foi indiciado por formação de quadrilha e corrupção passiva. A informação foi dada pela PF. O inquérito para o qual Valdizete prestou seu depoimento, trata do possível envolvimento de Abel Pereira na trama. Abel é suspeito de ser o agente da máfia no Ministério da Saúde, na gestão de Barjas Negri ( hoje prefeito de Piracicaba ). De acordo com a PF, Nogueira teria confirmado ser amigo de Abel e que se encontrara com Barjas Negri, com quem discutiu a construção de um hospital em Jaciara, mesma versão dada por Abel Pereira à PF.



Essa notícia saiu em outros jornais hoje?

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

A cratera e a Rebouças

Conversávamos. Aí eu falei para o Vinícius:
- Esse pessoal que mora perto da cratera devia fundar uma associação, do tipo "amigos do bairro Vila Xurupita"!! Olha só, quando teve aquela história da obra na Rebouças - lembra? - a dona Bandeira de Mello aparecia nos jornais todos os dias e, depois que o Serra entrou, ela ganhou até um carguinho na EMURB. Tudo graças ao movimento de grande alcance e participação popular Rebouças Viva.
O Vinícius concordou e já batizou a associação: AMACRAT, ou seja "Amigos da cratera"

- São Pedro não gosta do PSDB e, por tabela, quem se ferra somos nós: se chove, cai o túnel; se não chove, tem apagão.

- O Tibúrcio não quer ir embora.

- Se o FHC teve a mão molhada pela Sabesp para seu Instituto, porque o grande Aloysio Biondi ainda tem o seu instituto de pires na mão?

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Para “Veja”, quem não é fantoche é “populista”

Publicado no jornal Hora do Povo

Preocupada em proteger o nosso presidente, a “Veja” publicou em sua última edição um panfleto intitulado “Lula cercado de populistas”. Os “populistas” são, evidentemente, Chávez, Morales, Kirchner e o recém empossado presidente do Equador, Rafael Correa. Como se sabe, a revista dos Civita tem verdadeira adoração pelo presidente Lula. Que o digam os quase dois anos em que foi o carro-chefe da tentativa de derrubá-lo, e a enxurrada de infâmias que descarregou contra ele.
Lula, naturalmente, não precisa de protetores, porque tem amigos – algumas dezenas de milhões. Menos ainda precisa que os inimigos o “protejam”. Sobre isso, é revelador o motivo que “Veja” atribui ao governo para se envolver com esses cidadãos que ela tanto odeia: “a explicação está na crença do governo petista de que o Brasil está predestinado a liderar a região”.
O Brasil apenas tem contribuído para a integração da nossa região. Como é o maior país, é natural que sua contribuição seja maior que a dos outros. Então, se fosse verdade essa aspiração à liderança, por que “Veja” acha isso tão absurdo? Em outras palavras: quem eles acham que deve liderar o continente? Já que não é o Brasil, não é a Venezuela, não é a Argentina, nem, muito menos, Cuba, a resposta é óbvia. Só podem ser os EUA, que nem pertencem à América Latina. Se faltassem provas do que estamos dizendo, a palavra “predestinado” se encarregaria de acabar com todas as dúvidas. Só existe um país do mundo cujo establishment, desde o início do século XIX, se diz “predestinado a liderar” a América e, aliás, não somente a América. Isso é notório há tanto tempo que, em 1829, Bolívar já havia exposto o significado real dessa predestinação: “Os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a encher a América de misérias em nome da liberdade”.
“Veja” está atribuindo a Lula e ao governo algo que é próprio dos seus patrões. E por quê? Porque o Civita acha que os ianques são mesmo predestinados a mandar. Tanto assim que mandam na “Veja”. Portanto, o que incomoda a eles na política do governo brasileiro não é que ele se sinta predestinado a nada, mas que ele não se submeta à auto-proclamada predestinação da casta imperialista ianque. Gostariam que o Brasil ficasse isolado no continente, deixando os outros países sem a ajuda de seu irmão maior, para que os monopólios e cartéis com sede nos EUA arrancassem o couro de nós todos.
O resto, amigo leitor, é palhaçada. O que se pode dizer de afirmações como “nem Chávez nem Morales têm compromisso com a democracia”? Ora, quem tem compromisso com a democracia é a “Veja”, que, quando houve o golpe na Venezuela, afobadamente saudou-o com uma capa em que ao retrato de Chávez eram sobrepostos os dizeres “Já vai tarde”. O golpe foi numa quinta-feira. No sábado, quando a revistinha saiu, os golpistas já haviam fechado o Congresso, a Suprema Corte, revogado a Constituição e a lei que declarava o petróleo do país propriedade do povo venezuelano. (Numa alta demonstração de seu compromisso com a verdade, “Veja” retirou essa capa do seu site. O que apenas ressalta o fato de que foram obrigados a engolir esse “já vai tarde”, logo assim que o povo, numa demonstração suprema de democracia, derrotou o golpe).
Mas “Veja” nos esclarece sobre o que significa “populista” na propaganda da CIA. Não por acaso “Veja” foi fundada “por um ítalo-americano morador em Nova Iorque, mas com passaporte visado em Washington”, como denunciava Genival Rabelo, um dos pioneiros da publicidade brasileira.
Bem, leitores, o negócio é o seguinte: qualquer governo popular, qualquer governo que se interesse pelo progresso do país e pela justiça social, qualquer governo que se oponha à divina predestinação ianque de explorar a Humanidade é, segundo a “Veja” e seus patronos, “populista”. Naturalmente, a democracia que os Civita defendem é a promoção de golpes de Estado, o desrespeito às eleições, o estraçalhamento das Constituições. Grandes democratas são os que derrubaram Mossadegh no Irã, Arbenz na Guatemala, Allende no Chile, Sukarno na Indonésia, Lumumba no Congo, João Goulart no Brasil, e uma infinidade de outros governantes eleitos por seus povos, a maioria das vezes derrubando-os por meio de um banho de sangue. Em suma, só é “democrata” quem se submete aos estrangeiros que querem escravizar o povo, servindo de fantoche nas ditaduras mais repulsivas. Quem não é assim, é “populista”. Há pouco era o próprio presidente Lula que era chamado de “populista”. Por quê? Porque gosta do povo e o povo gosta dele, e um democrata, segundo o rigoroso critério da “Veja”, tem que detestar o povo e o país onde nasceu, e, por conseqüência, tem que ser detestado pelo povo.
Citando um renegado chileno do Banco Mundial (logo de onde), diz a “Veja” que “o trágico é que políticas populistas não são capazes de resolver os problemas sociais no longo prazo”. Realmente, a submissão dos países da América Latina ao neoliberalismo durante quase 20 anos resolveu muitos problemas sociais. Por exemplo, Menem, Salinas, Pinochet e Perez deixaram a empobrecida classe média e passaram a ser milionários. Fernando Henrique até arrumou um apartamento em Paris. Quanto aos povos de seus países, queriam vê-los no paredão, certamente porque todos os seus problemas foram resolvidos. Gente muito ingrata.
Mas, interessante é o problema que a “Veja” detectou no Mercosul: “os países do Mercosul são obrigados a tomar posições unificadas nas negociações com outros países. Isso torna mais lento o processo de assinatura de tratados comerciais”. É possível a um país do Mercosul assinar um tratado com qualquer outro país que não seja do Mercosul. Os únicos tratados que o Mercosul dificulta a assinatura, são aqueles que implicam na destruição do Mercosul, ou seja, aqueles que significam a invasão de monopólios e cartéis externos ao bloco. Hoje em dia, só há um país que reivindica assinar tratados comerciais isoladamente com os países do Mercosul. O leitor certamente sabe qual é esse país. Em resumo, “Veja” está se queixando de que, com o Mercosul, é mais difícil o esmagamento de cada país pelo poderio financeiro dos monopólios privados americanos. Somente isso já seria suficiente para colocar o Mercosul na História. Mas, segundo a “Veja”, trata-se de um desvio, pois o objetivo do inicial do Mercosul era unir os seus membros para, juntos, se submeterem aos tubarões do norte. Resta saber porque eles precisariam se unir para isso.
Sinteticamente, o problema do Mercosul é que, se antes, sabotado pelos Menem & Fernando-Henriques, ele não conseguia resistir à invasão e devastação brutal das economias latino-americanas, agora – com Lula, Chávez, Kirchner e outros colegas - está começando a chegar lá. Por isso a “Veja” reclama dos “populistas” e de que o Mercosul é “irrelevante”, tão irrelevante que tem de gastar páginas e páginas com xingamentos a ele e seus integrantes.
Por último, resta saber porque os planos do imperialismo deram errado, ou seja, porque “deixou de existir consenso” (sic) de que o melhor para nossos países é serem escravos dos magnatas norte-americanos. A “Veja” tem uma explicação, dessa vez citando um idiota daqui mesmo. A culpa foi da luta pela independência, comandada por “caudilhos” e “populistas”, isto é, San Martin, Artigas, Sucre e, principalmente, esse Bolívar, que, afrontando os princípios da família Civita, declarou que “serei cadáver, mas jamais gusano em vida”. Se não fossem esses “populistas”, que, em vez de regozijarem-se por sermos colônias, resolveram proclamar nossa independência, não apareceria hoje tanta gente achando que esse negócio de liberdade é tão bom assim.

CARLOS LOPES




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Aniversário de São Paulo: Carta que enviei a jornais e revistas

São Paulo, 24/01/07

Saudações,

Saúdo, no aniversário da cidade, os personagens que julgo importantes em sua árdua tarefa de ajudar a minimizar as nossas mazelas: quero agradecer aos mal-remunerados e mal-compreendidos, os heróicos fiscais de trânsito - comumente chamados "amarelinhos" ou "marronzinhos" - vítimas da sanha denuncista dos maus motoristas ( a essa altura, trata-se de um evidente pleonasmo ), que entulham as ruas e exigem mais e mais espaço e menos regras. Lamentavelmente, o número de fiscais disponíveis é infinitamente inferior ao necessário ; também quero lembrar do infatigável Pe. Júlio Lancelotti, protetor quase solitário dos - como diria Cândido Mendes - "desmunidos" que vagam por aí, expostos à crueldade de certos cidadãos e comerciantes, que pagam regiamente para que "seguranças" e "guardinhas da rua" higienizem certos locais da Metrópole;
Como de praxe, podemos apontar como nossos "pontos negativos": o excesso de automóveis e a providencial cumplicidade dos mandatários municipais, sempre agindo em favor do transporte individual ( seja retirando ônibus das ruas ou liberando o trânsito em locais onde a circulação de carros era proibida ) ; a especulação imobiliária pouco questionada pela "opinião pública", deixando-nos à mercê de "investidores", mais preocupados em delimitar o território para o usufruto de seus clientes de condomínios fechados; e, por fim, a classe média ensimesmada, petreamente ignara e prontamente atuante no triste papel de "caixa de ressonância" de interesses egoístas e obscuros, acreditando firmemente na idéia superavaliada de sua importância ( a expressão "inclusão pelo consumo" explica tudo ) no conjunto da sociedade.

Atte,

Humberto Capellari
OBS: Esse texto foi enviado para a Folha, Estado, JT, Diário de São Paulo, Jornal do Commercio, Agora, Carta Capital, Hora do Povo, Ag. Carta Maior, e o resto eu esqueci. Se sair em algum lugar eu falo. Quem se importa?

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Integração e recomendações ao Mercosul


O governador do Paraná, Roberto Requião, ao lado de representantes da Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, tomou posse como integrante do Fórum Consultivo de Municípios, Estados Federados, Províncias e Departamentos do Mercosul, instalado no Rio de Janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixava a presidência do bloco. Como estrutura orgânica do Mercosul, o fórum está sendo organizado para fazer recomendações ao Grupo Mercado Comum (GMC), instituição que toma decisões executivas do Mercosul. Do GMC participam representantes dos Ministérios de Relações exteriores e Economia e dos Bancos Centrais dos países membros do bloco e é responsável pela definição de programas de trabalho e de negociações de acordos em nome do Mercosul. O fórum vai se reunir a cada seis meses.
- Esse fórum se espelha no Comitê das Regiões da União Européia. Junta as agendas de desenvolvimento local, urbano, territorial, regional. A participação ativa de governadores e prefeitos do Mercosul permite que o tema integração hemisférica penetre nas agendas locais e regionais, aproximando-se das populações – ressalta Santiago Martin Gallo, secretário-executivo do Codesul, o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul, composto pelos Estados brasileiros do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, e também um dos delegados junto ao fórum.

(AEN, PR)

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Revista Veja: Cão e circo

Estávamos, eu e Vinícius - o cara que me enganou com o falso diálogo entre supostos envolvidos com a cratera do Metrô - na banca de jornais, conversando e debatendo seriamente sobre o tempo ( se estava calor ou se choveria, e o assunto rendia: já durava hora, hora e meia ) quando uma senhora pediu ao jornaleiro a esclarecedora revista Veja. Ela ficou muito aliviada quando constatou que, das semanais à disposição, a publicação dos Civita era a única que nada falava sobre o polêmico acidente ( Opa !! Quase me esqueço: não acho que "acidente" seja o termo adequado para essa questão, mas é o que tem aparecido, por exemplo, nas manchetes do JT/ Grupo Estado ) .
O Fontes ( para quem não sabe, esse é o nome de meu informante ) me disse o seguinte: a conversa que rolava pelos corredores da informativa revista girava em torno da importância ou não de se falar sobre a cratera tucana ( irônicamente disposta bem em frente à janela do presidente da editora, como que gritando: "Ei, não me ignorem. Também quero sair na Veja!!") já que - vejam só o cinismo - "(...) todos os jornais já falaram o que havia para se falar" (sic) .
Ou seja: por não se tratar de um furo exclusivo, a Veja resolveu sonegar, a seu bel-prazer, uma informação da mais alta relevância e interesse social. Em vez disso, a revista dedicou algumas páginas ao melhor amigo do homem, acho até que aproveitando a fama repentina que Dara adquiriu ao auxiliar nas buscas. Isso eu não discuto: o mundo seria bem melhor se houvessem mais cães e menos seres humanos.
Mas que irônico !! Quando aqui iniciamos a campanha "Eu tenho vergonha da classe média paulistana", a Veja colocou as gárgulas NA CAPA !!!
Os cães são uma fraqueza minha, e a distinta tascou um exemplar canino em sua capa. Fiquei confuso, mas o dever vem em primeiro lugar: TIBÚRCIO !!! Vai arrumando sua trouxa !!!
Bem, retomo o tema "cratera".
Por quê a Veja não falou sobre o buraco ?? A editora Abril localiza-se quase no interior do dito-cujo ( "a um tirinho de espingarda", diria Mazzaropi ) . Há quanto tempo surgiram as primeiras queixas dos moradores das imediações e, desde então, como comportou-se o núcleo jornalístico da maior publicação do País? Um possível furo acabou se revelando um buraco descomunal. Passando por alí quase diariamente, não teria ninguém na editora que percebesse - por si mesmo - que o asfalto estava cedendo, a rua afundando? Na padaria, ao tomar um café, não tomou conhecimento do zumzumzum, da rádio-peão ou da dona Maria comentando com a vizinha a deterioração de sua residência ? Um jornalista que se preze não ignoraria tais sinais, farejando ( trocadilho involuntário, desculpem ) potencial matéria bombástica. Mas não. Denúncias desse tipo são para chatos, como Greg Palast. Aqui a pegada é outra. Basta possuir um diploma.
Em suma: os jornalistas da Abril não vivem neste mundo. Ou sofrem de certo mal, que os imuniza contra as preocupações comezinhas da ralé, mesmo aquela que vive diante de seus narizes empinados. De sua realidade encastelada de condomínio fechado, como poderiam estes escribas de press-releases corporativos se preocupar com mixórdias como a cidade, seus moradores, as casas destes e o transporte público? Viajamos de helicóptero ( Mesmo? ) e não sujamos o traseiro em bancos de ônibus. Não nos manifestamos quando residentes em bairros "nobres" pautam o governo estadual e este - para não incomodá-los - deixa de considerar a construção de uma estação de metrô nesses locais, pois isso traria transtornos para seus feudos particulares e inacessíveis, alheios à destruição causada pela inescrupulosa especulação imobiliária, também pouco questionada pelos nossos editoriais - talvez pelo fato de um representante do setor imobiliário ter pertencido ao secretariado municipal de José Serra, ou por Andrea Calabi ter relações estreitas com a Cyrella?
Dilema na redação: como falar do desastre, sem citar a política? E, por política, entenda-se o candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, favorecido nas páginas da Abril até em revistas de culinária.
E, não podemos esquecer ( para alguns paranóicos como eu, até suspeitar de algo ) , estava em jogo a candidatura de José Serra à sucessão de Geraldo. O ex-governador estava virtualmente derrotado. Caso esta tragédia acontecesse no período eleitoral, talvez não houvesse dinheiro do dossiê ou suposto mensalão que levasse a eleição presidencial para o segundo turno. E, num cenário mais desolador para o PSDB, José Serra poderia ter sido vencido na disputa pelo governo do Estado.
O que me leva a perguntar, em mais um delírio paranóico: Seria possível que já se soubesse, nas altas esferas tucanas, que o acidente aconteceria inexoravelmente e, para que a legenda não fosse prejudicada, deveria ser feito de tudo para postergar os acontecimentos ?
Por quê, a cada vez que presto atenção no assunto, eu me lembro das plataformas da Petrobrás afundadas no mar e de Aloysio Biondi ? Houve quem, à época, usasse como justificativa para seu afundamento , o fato de que as plataformas se localizavam num tipo específico de terreno/superfície. Mas - como lembrou Aloysio - era justamente para esse tipo de terreno que a Petrobrás desenvolveu seu know-how, ganhando menções e prêmios, sendo então reconhecida mundialmente por seu sucesso.
Voltando à Veja. Quem reside fora do Estado de São Paulo, e tem a revista como sua principal fonte de informação ( os identificados nessa descrição provam a minha tese e permitem a criação de um novo slogan para a mal-afamada: "Veja. Prá quem é, tá bom." ) foi limado em seu direito de saber mais sobre estes eventos. O Manual Abril de Jornalismo, Informação e Ética não permite que assuntos esgotados por outros meios ou veículos apareça também em suas páginas, reservadas exclusivamente para matérias bombásticas, capazes de derrubar governos e instituições.
Quem não se lembra dos dólares de Cuba, do dinheiro das FARCs para o PT, da grana transportada por avião, acondicionada em caixas de uísque cubano?
Nessa linha de raciocínio, por que a revista não teve o mesmo escrúpulo ao tratar do "suposto mensalão", já que até mesmo humildes jornais de bairro dedicaram algumas linhas à trama ?

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Notícias do Mercosul

Informação em benefício de quem?
- Ao contrário do que dizem os jornalões, o resultado da Reunião de Cúpula do Mercosul foi muito bom. O discurso de Lula foi solidário – disse o governador Roberto Requião, rebatendo análises feitas por meios de comunicação que consideraram o encontro um fracasso.Os presidentes do bloco encerraram a reunião, dia 19, com uma declaração conjunta em que se comprometem a aprofundar a integração fortalecendo o desenvolvimento econômico e social, ressaltaram o papel fundamental que desenvolve a Venezuela ao integrar-se ao bloco e a criação de um grupo de trabalho para estudar a incorporação da Bolívia como membro pleno.
- Nossa integração só se dará se tivermos disposição política para compreender que somos diferentes, que vivemos em estados e países diferentes, com realidades diferentes, e precisamos aceitar o parceiro como ele é, não tentar fazer o parceiro como a gente – disse Lula, enquanto o presidente Evo Morales alertava:- É importante quando Lula fala de solidariedade, mas não é possível que a Bolívia continue subvencionando o preço do gás ao Brasil. Desde que em 2006 a Bolívia nacionalizou os hidrocarbonetos, a estatal boliviana YPFB e a Petrobrás discutem um reajuste dos preços e a propriedade acionária das refinarias brasileiras. Em entrevista à Televisão do Sul, a Telesur, com sede em Caracas, o presidente da Venezuela disse que editoriais de jornais brasileiros de grande circulação, que criticaram o resultado da reunião de cúpula e a participação da Venezuela no Mercosul, "apenas representam o esforço da oligarquia para impedir a integração".
- A imprensa da oligarquia do Brasil, a imprensa de Washington e a imprensa oligárquica de nossos países latino-americanos, como disse o presidente Hugo Chávez, já começa a criticá-lo e quando faz essas críticas, isso significa que as coisas vão bem – avaliou o ministro do Poder Popular para as Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro. O venezuelano considera que entre os benefícios da reunião do Rio de Janeiro está a retomada do debate político entre os presidentes e que isso é de grande importância, pois agora todos os presidentes estão falando sobre política, sobre o destino dos países latino-americanos, sobre a concepção que têm para o desenvolvimento dos povos sul-americanos.
(ABC Color, PY, Página 12, AR, Agência Bolivariana de Notícias, VE)

Fórum Social
Para cumprir seu papel no debate dos temas de interesse público, a Televisão Educativa do Paraná realizou mesas redondas sobre os temas do Fórum Social Mundial (FSM) realizado entre os dias 20 e 25, em Nairobi, no Quênia, com a presença de mais de 80 mil atividades de organizações sociais de mais de 100 países. Sob o título Observatório do Fórum Social Mundial, os debates reuniram especialistas que falaram sobre A Luta das Pessoas, As Alternaqtivas das Pessoas por Um Mundo Melhor, transmitindo da Patagônia ao Canadá. O governador Roberto Requião ressaltou que os programas sociais e as atitudes de integração desenvolvidos no Paraná, reforçam a candidatura do Estado como sede do Fórum Social Mundial 2009. O comitê pró-realização do Fórum Social Mundial (FSM), com apoio de comitês executivos, vai realizar edições regionalizadas do fórum em 2007 e 2008, anunciou Doático Santos, coordenador do comitê paranaense e assessor especial do Governo do Estado para Assuntos de Curitiba.

(El Pais, ES e AEN, PR)

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Eleição na Câmara divide situação e oposição

Jasson de Oliveira Andrade

A eleição para a presidência da Câmara Federal é muito importante. O presidente desta Casa, na ausência do presidente e do vice-presidente, governa o Brasil. Além de facilitar ou dificultar a tramitação de projetos de interesse do governo. Sabendo disso, Lula apoiou a reeleição de Aldo Rebelo (PC do B). Com esse apoio e também dos partidos aliados, o comunista já estava praticamente eleito. No entanto, apareceu uma pedra no meio do caminho: a candidatura do petista Arlindo Chinaglia, que teria o apoio dos partidos aliados (PMDB, PTB, PP e outros) e também dos tucanos. Aí apareceu outra pedra no meio do caminho do petista.
O apoio dos tucanos ao candidato do PT causou divisão no PSDB. A ala alckimista e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso protestaram. FHC divulgou nota oficial, pregando a revisão dessa posição. Serra iria apoiar Chinaglia, podendo assim ter a eleição para a Assembléia Legislativa paulista facilitada. Walter Rodrigues constatou: “O acordo PT-PSDB, está na cara, garante aos tucanos o controle da AL [Assembléia Legislativa] paulista. É da vida”. Por esse motivo, o serrista Jutahy Júnior (BA) anunciou o apoio ao petista. Essa decisão foi criticada e contestada. O deputado federal eleito José Aníbal, que tem ligações históricas com FHC e hoje, segundo a Folha, “mais próximo do ex-governador Geraldo Alckmin”, declarou àquele jornal: “O Jutahy não vai ao cinema sem a autorização do Serra”. Com o voto dos tucanos, Chinaglia estaria eleito. Mas, sempre tem um mas, a Terceira Força, que não quer nem Aldo Rebelo, nem Arlindo Chinaglia, lançou a candidatura do deputado Gustavo Fruet (PSDB- PR). Com essa nova candidatura, os tucanos voltaram atrás e agora vão apoiar o candidato de seu partido. Manchete da Folha: “Com Fruet, PSDB abandona candidatura Chinaglia”.
Essa tomada de posição endureceu a eleição, podendo mesmo dar a vitória ao Aldo Rebelo. É o que pensa o jornalista Luiz Antonio Magalhães: “O lançamento da candidatura de Gustavo Fruet (PSDB-PR) é mais um passo na reeleição de Aldo. Fruet ajuda o comunista porque força um segundo turno, quando a maior parte dos parlamentares da oposição despejará votos em Aldo”, acrescentando: “o petista Arlindo Chinaglia, tal e qual o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, vence no primeiro turno e toma uma surra na segunda votação. Quem viver, verá...” Já Fernando Rodrigues não prevê um vencedor. Ao contrário, ele acha que “é impossível vaticinar o nome do vitorioso no dia 1º de fevereiro”.
Em artigo à Folha, o deputado Fernando Gabeira, sob o título “Terceira via”, argumenta: “O Fruet é a cara da terceira via. Pessoalmente, acho que nossa vitória daria alento ao segundo governo Lula. Admito que ele duvide disso. Parceria em vez de apenas uma extensão do Planalto”. Não só Lula duvida disso. Qualquer governante, seja de que partido for, deseja um presidente adversário. Serra, por exemplo, prefere um tucano na presidência da Assembléia Legislativa de São Paulo. Um fato é certo. A candidatura de Fruet dividiu a oposição. Os tucanos ficaram com seu candidato. O PFL apoiará Aldo Rebelo. Pode parecer uma contradição os conservadores pefelistas preferirem um comunista. É que o partido deseja o desaparecimento da raça petista!
Mauricio Dias, na CartaCapital, analisa a eleição de 1° de fevereiro : “A disputa para a presidência da Câmara dos Deputados que começou sonolenta com a candidatura única do deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, tornou-se, no meio do caminho, mais trepidante e, na reta final, um horripilante caso de esquizofrenia política”. Segundo o jornalista, o enredo básico é o seguinte: “Aldo Rebelo é o candidato preferido de Lula. Uma candidatura que tem como principal porta-voz o deputado Rodrigo Maia [filho do prefeito do Rio de Janeiro], líder do PFL, que vem a ser o partido de maior oposição ao presidente da República.” – Arlindo Chinaglia, candidato do PT (partido do presidente) e da base governista (que apóia o presidente) lançou-se em oposição direta ao candidato que Lula gostaria de ver eleito” – Gustavo Fruet surgiu na última hora, ou, mais exatamente, no momento em que o PSDB, partido ao qual Lula infligiu pesada derrota eleitoral, anunciou apoio à candidatura de Chinaglia”. Mauricio Dias encerra assim sua análise: “Sobram evidências de que a eleição para presidência da Câmara é, também, uma preliminar da eleição de 2010 para Presidência da República”.
Quem será o futuro presidente da Câmara – o terceiro cargo mais importante na hierarquia da República? Difícil adivinhar. Como já escrevi em artigo anterior, a eleição poderá ser uma caixinha de surpresa. A única coisa que se pode constatar. A disputa dividiu a situação (Aldo Rebelo x Arlindo Chinaglia) e também a oposição (PFL, com Aldo, e PSDB, com Fruet). Se houver segundo turno, como tudo indica, o PSDB poderá ser o fiel da balança. Vencerá o candidato que receber os votos dos tucanos. Como a votação é secreta, a resposta virá somente no dia 1° de fevereiro.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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Nossas boas pessoas

"As nossas boas pessoas, de um modo geral, só são acudidas quando ocorre uma
tragédia dentro de seu limitado in-group. É fascinante em termos sociológicos e chocante
em termos éticos ver pessoas se deslocando dentro de uma sociedade injusta e violenta,
anestesiadas diante da miséria, sofrimento e violência que afligem permanentemente os
out-groups, no caso, a maioria esmagadora da população. [...] A maioria só se abala
quando um parente ou uma pessoa muito próxima vai para o campo de concentração ou
é seqüestrada, presa, torturada e/ou assassinada."


(Gilberto Velho)

A partir de Levy Cruz

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domingo, 21 de janeiro de 2007

Bush sucumbe ao apedeutismo !!!

"EUA BAIXAM A GUARDA NO ALISTAMENTO"
O Estado de São Paulo
21/01/07 - pág. A16

"EUA EXIGEM MENOS PARA CONSEGUIR RECRUTAS"
( Idem )

( ??? )

Tem que escrever "ibiden" ? Agora já foi .

Agora o mundo livre está perdido !!
George W. Bush deve estar sendo aconselhado por algum Democrata comunista que deseja perder a guerra, praticamente ganha.
Os requisitos exigidos para quem quiser servir as gloriosas Forças Armadas e ganhar um troco foram relaxados ( ampliou-se a base de incidência, também na faixa etária ), na tentativa do Pentágono em conseguir mais defun, ops, soldados patriotas.
Antes, quem tivesse antecedentes criminais ( penas leves inclusive ) , tatuagens, histórico de alcoolismo ou uso de drogas, além de baixa escolaridade, estaria vetado.
Um porta-voz do Exército disse que "(...) só três em cada dez americanos entre 18 e 24 anos estão dentro dos padrões exigidos pelas Forças Armadas (...) ".
Para um analista, a solução do impasse seria o "serviço militar obrigatório" ( draft ) .

Aí eu pergunto: qual a vantagem em estudar tanto, formar-se, tornar-se um filósofo defensor da liberdade e partidário da guerra, ou um jornalista de competência inquestionável e tendência liberal, se um zé-ruela "white-trash" terá o igual privilégio e honra de defender a Democracia nos campos do Iraque ou nas montanhas do Afeganistão, ou mesmo no Paraguai ???

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Ecologia, tucanos e HQs

Na verdade, não se trata de uma HQ, mas sim, de quadrinhos de última página, cujo personagem é um simpático tucano: Oi!, o tucano ecologista é criação de Fernando Rebouças.

A revista se chama "Com Ciência Ambiental" ( Editora Casa Latina, R$ 9,50, está no número Sete ) .
Na Seção "Quadrinho Ambiental", a simpática ave disserta sobre as belezas naturais da Baía da Guanabara.
Voltada ao tema "crescimento sustentável" e às causas ecológicas e ambientais, a publicação conta, entre outros, com a colaboração de Fábio Feldmann ( que é também membro do Conselho Editorial ) , sem vínculos partidários de quaisquer colorações. E não, não tem publicidade da Nossa Caixa. Aliás, os únicos anúncios são de ONGs.
Um desses anúncios é do Instituto Brasileiro de Estudos e Ações em Saneamento Ambiental – IBEASA. Em seu site, consta como tesoureiro o sr. Richard Goldberg.
O anúncio do IBEASA foi criado pela agência Novacentro cujo site, por sua vez, apresenta como sócio-diretor o sr. Richard Goldberg ( richard@novacentro.com.br ) .

Como são comuns nomes como esse, aqui tem também um texto no qual figura o nome de Richard, mas advertimos que pode ser apenas um homônimo. E, só para desencargo de consciência, aqui tem outra referência a ele.


Vinícius diz que estou ficando paranóico.

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Luiz Carlos David : em resposta ao jornalista Mauro Santayana e sobre às PPPs

29/08/2006

Orelhada bolchevique
Luiz Carlos David
No Brasil de hoje, no país do não sei, do não vi e do não conheço, até articulistas como Mauro Santayana, com larga experiência na Rádio de Havana, em Cuba, escrevem de orelhada, no melhor estilo bolchevique, sem nenhum compromisso com a verdade. Redigem para um jornal centenário, como escrevem para o site do PT ou para a revista do MST.
Como responsável pelo Metrô de São Paulo e assinante do "Jornal do Brasil", tenho o dever de esclarecer os leitores e mostrar que é com seriedade que conduzimos as coisas públicas no Estado de São Paulo.
O projeto da Parceria Público-Privada (PPP) da Linha Amarela do Metrô é fruto de estudo há mais de três anos. Contou com a participação ativa da sociedade, por meio de audiência pública, além da disposição do edital no site do Metrô de São Paulo para consultas, sugestões e críticas da imprensa. Para maior clareza, informo que o Metrô não realiza nenhuma "privatização descabida" e, sim, uma concessão, por tempo determinado, por meio de uma PPP. São processos bem diferentes.
Se "é suspeito que essa mal chamada Parceria Público-Privada seja efetivada na hora em que o povo se prepara para decidir os destinos do País" é porque, apesar da Lei Estadual de 2004, a Lei Federal da PPP só foi aprovada pelo governo do PT em 2005. Mesmo assim, partidos políticos contrários à PPP do PT, ajuizaram ações junto ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e na Justiça paulista, o que provocou o atraso no processo do Metrô.
Vencemos no Tribunal de Contas do Estado. Paralelamente, ação de teor semelhante movida na Justiça, pelos mesmos autores, contra a PPP do Metrô, provocou nova análise do processo, que só avançou após liberação da 3a Câmara do Direito Público.
Hoje, com o vencedor da concessão definido, como autorizou a Justiça, aguardamos o julgamento do mérito da ação para assinatura do contrato. No governo de São Paulo seguimos a Justiça para que dirigentes de empresas públicas e secretários de Estado não sejam afastados sob acusação de cometimento de crime contra a administração pública, como acontece com ministros do governo federal.
São Paulo construiu sua rede de Metrô às custas do Tesouro da Prefeitura, do Estado, e também do chamado "capital alheio". A Linha Amarela conta com US$ 418 milhões de financiamento do Banco Mundial e de um consórcio de bancos japoneses. Mas não contou com um "tostão" do dinheiro federal. Hoje, o Estado de São Paulo não busca novos empréstimos porque está com a sua capacidade de endividamento esgotada. PPP não é ideologia. É busca de recursos junto à iniciativa privada.
A abertura das propostas da PPP da Linha Amarela ocorreu às 9h e não "às cinco horas da manhã". Estiveram presentes ao ato os presidentes do Sindicato dos Metroviários e da Fenametro. O edital de convocação foi publicado na imprensa, com plena transparência.
A proposta vencedora é de empresas brasileiras, com o apoio técnico de operadores estrangeiros. A futura empresa concessionária pode buscar empréstimos em qualquer lugar, inclusive no BNDES, que já financia o metrô de Hugo Chávez, em Caracas, e ônibus para Fidel, em Cuba.
O governo do Estado não garante o lucro presumido ao futuro concessionário. A tarifa será fixada pelo poder público, igual à das demais linhas do Metrô. Não é obrigação do concessionário "robotizar" o Metrô, mas utilizar tecnologia que supra a demanda de passageiros.
A China, como São Paulo, já realizou sua PPP, também na Linha 4 de Pequim, com 70% de investimento do governo e 30% da iniciativa privada, que irá explorar o sistema por 30 anos. Parece que dois mais dois é igual a quatro, aqui e lá.
A punição ao povo de São Paulo já foi aplicada pela greve dos metroviários. A punição aos metroviários cabe à Justiça, dentro dos parâmetros da lei e com direito a recurso. De quem é a prepotência?

Luiz Carlos David é presidente do Metrô de São Paulo e foi secretário dos Transportes do Estado de São Paulo.

Comentário do blog: Atentem para a data. Há bastante tempo, né? E agora, com o resultado prático dessa PPP e essa tragédia, vejam o porquê da necessidade do Sr.David ter sido mais precavido, elegante e menos estressado com a opinião de Mauro Santayana


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Perderam o respeito: Serra agredido covardemente !!!

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Um teste sobre o caráter da mídia nacional

Se Marta Suplicy fosse a governadora de São Paulo, quem os grandes jornais estariam culpando pela cratera aberta em Pinheiros?

a) As chuvas
b) As empreiteiras
c) Luís Favre
d) Marta Suplicy
e) Marta, Favre, Supla, João Suplicy e os netos da ex-prefeita
f) A separação de Marta e Eduardo Suplicy

Errou o teste quem cravou as alternativas a ou b. Todas as demais estão corretas. A manchete do acidente seria algo como "Obra de Marta mata 8" e os colunistas se esbaldariam com o "buraco do PT".

A sorte de Serra é ter os meios de comunicação a seu favor. Ele se tornou, desde a campanha eleitoral, um verdadeiro darling dos jornalões. Ninguém fala mal, ninguém questiona o novo governador paulista. Evidentemente, neste caso específico José Serra não tem qualquer culpa no cartório (Geraldo Alckmin talvez tenha, se o modelo escolhido para a construção da nova linha de metrô se provar inadequado), mas o desgaste da suspensão da operação de resgate vai ser enorme. A imprensa terá de rebolar bonito para manter o tucanato fora do campo de jogo.

Luiz Antônio Magalhães é editor de Política do DCI e editor-assistente do Observatório da Imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br).

Blog do autor: http://www.blogentrelinhas.blogspot.com/

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Culpa é dos iraquianos


Newton Carlos

Um memorando assinado pelo conselheiro de segurança nacional de Bush representou um shift, ou uma guinada, no debate envolvendo o lodaçal em que se tornou a invasão do Iraque. Num primeiro golpe, muito bem orquestrado, as conclusões de quem deve velar pelos Estados Unidos foram passadas ao New York Times. O atestado de veracidade ficou por conta do carimbo de “fonte confiável da Casa Branca” e o vazamento aconteceu em cima do encontro de Bush com o chefe do governo do Iraque, obra dos americanos que só consegue ficar de pé com a ajuda das baionetas do Pentágono.
Tudo muito bem encaixado, a ponto de provocar constrangimentos e até alteração de horário, com jeito de reação indignada. O próprio Bush antecipou que iria pedir, na realidade exigir, que seu interlocutor apresentasse uma estratégia capaz de criar um Iraque em condições de governar-se. Sob pressão, de Bush de um lado, e dos insurgentes do outro, alguns dispostos a quebrar o arremedo de unidade nacional se ele se reunisse com o presidente americano, o pobre Malik tratou de sair pela tangente falando vagamente que forças de segurança iraquianas poderiam assumir as tarefas dos ocupantes por volta de junho de 2007.
Como se processaram os primeiros golpes do shift? O documento da Casa Branca trata Malik como um fraco, incapaz de arcar com as tarefas de construção de um Iraque pós-Saddam Hussein seguro e feliz. Bush em pessoa colocou-o contra a parede, num segundo cenário do encontro, o de portas fechadas, longe dos rapapés em público. É preciso que os iraquianos assumam o comando de seu país com mãos firmes no leme. Os Estados Unidos já fizeram o que tinham de fazer. Derrubaram Saddam Hussein e criaram condições para que se refundasse o Estado iraquiano segundo as normas civilizatórias do Ocidente, já por si tarefa gigantesca. Discurso que coloca o shift em seu ponto de ignição. Até agora se discutiu sobre responsabilidades dos Estados Unidos em restabelecer a ordem, depois da invasão em 2003. A questão complicou-se ainda mais com a mortandade de outubro, com cálculos de 3.700 vidas civis sacrificadas. Contabilizados mais de 100 soldados americanos tombados. O que até agora fora tratado como um problema americano começou a deslocar-se para um campo de culpas iraquianas. Instalou-se em Washington o que um especialista chamou de “discussões sobre culpas”, com dedos indicadores cada vez mais voltados contra Malik e os seus, como aconteceu com o memorando vazado e no encontro com Bush.

Não poderia haver saída melhor. A tragédia é culpa dos iraquianos, que não conseguem cuidar de si próprios, não dos Estados Unidos. Em 15 de novembro, por exemplo, uma reunião na Comissão das Forças Armadas do Senado americano acabou sendo um festival de acusações ao Iraque, partidas tanto dos republicanos de Bush como da oposição democrata. “Temos de colocar as responsabilidades pelo futuro do Iraque em mãos certas, a dos iraquianos”, disse o senador Carl Levin, do Partido Democrata, com o argumento de que “não podemos salvar os iraquianos deles próprios”. As tropas dos Estados Unidos devem retirar-se “como forma de pressionar Malik e os seus a encontrarem soluções”. Outro senador, o republicano Lindsay Graham, relatou que “o povo de meu estado afirma de modo crescente que não importa o que nós realizamos no Iraque, porque os iraquianos são incapazes de resolver seus problemas”. Lyndsay concorda acrescentando que freqüentemente “eles não sabem o que fazer ou não têm vontade de fazê-lo”. Ouviu-se inclusive o seguinte raciocínio de um deputado republicano, Robin Hayes: “Se os iraquianos estão dispostos a destruir a si próprios e ao seu país, não vemos por que diabo impedi-los”. São os primeiros embates sobre “quem perdeu o Iraque”, talvez o começo do fim do envolvimento americano, e eles devem estender-se por anos”, é a opinião de especialista em terrorismo Bruce Hoffman, da Universidade de Georgetown.


05/12/2006

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As estatizações e o pânico da mídia conservadora

Luiz Antonio Magalhães
Correio da Cidadania

Bastou o anúncio, pela ministra Dilma Roussef, de que o governo federal estudaria um pouco mais os editais para essas licitações, com o objetivo de tentar obter tarifas de pedágio mais em conta, para o Estadão sentir o cheiro do "chavismo" em Lula.

Enquanto o presidente Hugo Chávez anuncia uma onda de estatização na Venezuela e Evo Morales reafirma o seu compromisso com o povo boliviano de retomar o controle do gás de seu país, aqui no Brasil as publicações mais conservadoras já entraram em parafuso e deram sinais de que sentiram o golpe. O Estadão, por exemplo, entrou em campanha pela continuidade do processo licitatório das concessões para a iniciativa privada de trechos de rodovias federais. Bastou o anúncio, pela ministra Dilma Roussef, de que o governo federal estudaria um pouco mais os editais para essas licitações, com o objetivo de tentar obter tarifas de pedágio mais em conta, para o Estadão sentir o cheiro do "chavismo" em Lula. Na quarta-feira, a Agência Estado passou o dia "repercutindo" o "furo" sobre a "suspensão" da privatização das estradas, ouvindo todo tipo de fonte que pudesse garantir que a decisão do governo é o que de mais nefasto poderia acontecer nos dias de hoje. E não foi só o Estadão. Também a Folha entrou na paranóia do estatismo lulista, embora tenha corrigido um pouco o rumo na edição de sexta-feira, quando publicou um material mais crítico sobre os estratosféricos lucros das concessionárias.Que o Estadão e a Folha tenham medo de Chávez e Evo, é compreensível. Mas com Lula, francamente, os jornalões não deveriam ser tão precipitados. Em primeiro lugar, o governo nem sequer "paralisou" as tais licitações, até porque elas não haviam sido oficialmente anunciadas e estavam embargadas em função de pareceres do Tribunal de Contas da União. E, ademais, tudo indica que o governo vá mesmo licitar diversos trechos para a iniciativa privada, até porque o presidente já sabe que não tem recursos para deixar as estradas em condições minimamente razoáveis, conforme ele e a torcida do Flamengo puderam perceber com o fracasso da Operação Tapa-Buraco. O que o governo estuda é uma maneira de fazer com que os pedágios tenham tarifas mais baratas, condizentes, aliás, com o investimento da iniciativa privada na manutenção das rodovias. Em suma, Lula só não quer ser o Papai Noel que Fernando Henrique foi para os concessionários. No fundo, o que o Estadão e a Folha fizeram, na verdade, foi, no calor da hora, agir "preventivamente": percebendo incêndios nas casas dos vizinhos, os jornalões encheram a banheira de água, ligaram a torneira e saíram gritando fogo. Quando os bombeiros chegarem, o vexame vai ser grande...

Luiz Antônio Magalhães é editor de Política do DCI e editor-assistente do Observatório da Imprensa (
www.observatoriodaimprensa.com.br).

Blog do autor:
www.blogentrelinhas.blogspot.com

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Mais um acidente envolvendo van com passageiros termina em morte

Aconteceu próximo à Marginal Pinheiros e às obras da linha 4 do Metrô.
O motorista não conseguiu desviar de um buraco na pista. Resultado: Cerca de 5 mortos, incluíndo o próprio condutor.
Prontamente compareceram ao local para supervisionar os trabalhos de socorro, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e o governador do Estado, José Serra.
Ambos lastimaram o ocorrido.
Moradores das imediações, ouvidos pela reportagem, disseram que as autoridades já haviam sido avisadas a respeito do perigo que a rua oferecia, tanto aos motoristas, quanto aos próprios moradores, e que temiam por uma tragédia.

Até quando a irresponsabilidade vai imperar?
Onde estão as nossas autoridades?
E cadê os direitos humanos do cidadão de bem?

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"Podemos enfiar a faca e ninguém fica vigiando!" ( Um dos engravatados vinculados ao desastre do Metrô )

EXCLUSIVO!!!!!

DO BLOG
COM FEL E LIMÃO
BOMBA, BOMBA!!!!!
Calma, gente, não é a coluna do impagável Ibrahim Sued. É que hoje peguei dois passageiros, senhores engravatados, que, pelo teor da conversa, eram altos executivos do famigerado Consórcio Linha Amarela, que constrói crateras e destrói vidas. Sei o nome dos dois, mas vou omiti-los, para evitar processo, ou "preservar o sigilo da fonte", como preferem dizer os jornalistas. Chamá-los-ei de EX-1 e EX-2.
O colóquio entre os dois personagens está crivado de palavras e expressões chulas, as quais vou publicar na íntegra, buscando a fidedignidade do encontro. Afinal, os escroques aparecem bonitinhos e educados diante das câmeras, mas entre eles é uma putaria só, vocês sabem.
Lá vai!

EX-1 - PQP, caralho, que merda, hein? Aquele engenheirinho de bosta bem que avisou. Aquela velhinha recalcada da Rua Capri ficava pentelhando ele, dizendo que a casa dela estava rachando, o portão empenou, o cacete. O moleque tirava fotos, media, mandava uns peões para encher de massa, adulava a velha e entupia nossa caixa postal com avisos...

EX-2 - Mas velho, o que nós podíamos fazer? Os FDP do governo chegavam para medir a obra, estava atrasada, tínhamos de meter o pau, senão a verba não caía na conta! Essa porra de "turn key" é foda; tem seu lado bom, porque podemos enfiar a faca e ninguém fica lá vigiando, mas, quando dá merda, cai tudo em cima da gente.

Toca o telefone de EX-1, era o assessor de imprensa. Vamos chamá-lo de AI. EX-1 liga o viva-voz, para que EX-2 (e eu - azar deles) ouça e opine:

EX-1 - Fala, cabeção! Tu nunca trabalhou tanto na vida, né?

AI - Porra, velho, tá foda... Os caras tão pesando na minha! Vou falar rapidinho porque o outro telefone tá tocando. Tem um cuzão da Folha, conheço a figura, estudou comigo. O cara é fuçador, e levantou, não sei com quem, que vocês davam bônus para as subempreiteiras que mais economizassem com cimento, ferro, etc. O que eu digo? O cara disse que se eu não der a nossa versão até o fechamento do jornal, vai publicar sem o "outro lado".

EX-2 (falando para EX-1) - Eu te falei que isso era idéia de jerico, EX-1! Nós já estamos pagando uma bala pra esses parasitas do caralho!

EX-1 (falando para AI) - Porra, tu estudou trocentos anos e não sabe negar? Usa essa porra de faculdade que tu fez, mete um monte de palavra bonita e quebra o cara, mermão! Eu sou engenheiro, construo ponte e túnel. Se eu quisesse argumentar teria feito essa merda de faculdade que tu fez, caralho! Não deixa essa porra vazar, porque nós já temos problemas demais, OK?

AI - É, mas o cara tem fonte boa, EX-1. Os subempreiteiros estão com o cu na mão e estão entregando o serviço, com medo de sobrar pra eles.

EX-1 - Tu sabe quem são os caras? Levanta, porque aí eu arrebento eles. Os caras comem na minha mão, AI.

AI - O cara não me abriu, EX-1. E nem pode, senão a notícia dele some.

EX-1 - Velho, abre o dicionário e enrola eles. Não deixa essa porra crescer, OK?

AI (desligando o telefone) - Vou ver o que dá pra fazer. Abraço.

Segue a corrida. Os dois executivos começam a conversar sobre amenidades, quando EX-2 indaga, voltando ao tema:

EX-2 - Cara, mas eu fiquei em casa pensando, quando deu a merda, se não seria melhor se tivéssemos feito a transposição do rio por via aérea, fazendo uma coisa bonitinha, e tal...

EX-1 (interrompendo) - Porra, você de novo com essa história? O departamento de economia calculou tudo, podíamos faturar 3 vezes mais fazendo subterrâneo. Nós fizemos túnel embaixo do mesmo rio para o Maluf, ficou firmeza!

EX-2 - É, mas pense agora no preju que tomamos! Nós estamos sendo bombardeados, e o bosta do Serra vai nos foder, acabou de entrar e não vai querer uma bomba dessa no seu colo. E ainda vai querer que cumpramos o cronograma, vamos ter que gastar os tubos pra recuperar o tempo. No fim das contas, acho que vai dar no mesmo.

EX-1 - Cara, não fala merda! Tu acha que aquela apólice que nos custou os tubos, com aqueles FDP exploradores, não vai cobrir tudo? Vai pagar a casa da velhinha, a rua, a van, os caminhões, os carros, a vida dos coitados que caíram no buraco E A OBRA! Vamos tirar a diferença em cima dos caras, velho!!!

EX-2 - Aliás, quando cheguei em casa, o FDP do meu filho me disse que os bombeiros não estão fazendo resgate: estão EXUMANDO OS CORPOS! Sacou??? HAHAHAHAHA, essa foi boa, foi não?

EX-1 - PQP, do caralho! HAHAHAHAHA!

Bem, chegamos ao destino. Eles pagaram e saíram. E todos viveram felizes para sempre.
Taxista e pescador têm fama de mentirosos. Mas que essa história é bem crível, ah isso é!

VINÍCIUS DUARTE

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

O buraco é mais embaixo

1. O prestigioso Cesar Giobbi , colunista social muito bem informado, criticou a ministra Dilma Rousseff por ter conversado com o arqui-comunista e inimigo da iniciativa privada, governador Roberto Requião, o Chávez do Paraná. Depois desse papo, o governo federal resolveu cancelar as concessões de estradas federais em andamento. Para Giobbi, as estradas privatizadas são belos tapetes bem-administrados, e as estatais são buracos comparáveis ao do acidente do Metrô.

2. República ganhará banco "antimendigo". E assim, São Paulo vai se tornando a cidade anti-mendigo onde a Cyrela pode fazer bons negócios. Excelente.

3. A chuva causa problemas em obras. É só proibir que se façam obras em época de chuvas.

4. PPP: "Parece a Plataforma da Petrobrás"

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domingo, 14 de janeiro de 2007

Estranhas bolas luminosas vistas em laboratório de Pernambuco

Prepare-se para assistir a um vídeo incrível: estranhas formas luminosas fazendo movimentos e acrobacias.
Que tipo de mistério estaria por trás destes fenômenos, aparentemente inexplicáveis?
São apenas alguns segundos de duração, mas que fará você gastar muito mais tempo buscando a explicação racional para os questionamentos e dúvidas que serão suscitados pela audiência deste vídeo.
Acredite: É real !!!

Veja aqui

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