sábado, 29 de setembro de 2007

Aqui no Cata-Milho, a governança corporativa é levada a sério mesmo!! Veja um exemplo:

Nossa Caixa e Rodobens fazem acordo para construir imóveis
A Nossa Caixa e a Rodobens Negócios Imobiliários fecharam nesta quinta-feira (27) parceria para a construção e a venda de imóveis. Por meio do acordo, o banco concederá crédito à Rodobens para a produção de empreendimentos imobiliários. A Nossa Caixa ainda poderá financiar a aquisição das unidades pelos clientes das duas organizações.
As regras para taxas, prazos e limite de financiamento serão definidas de acordo com as características de cada empreendimento. A estimativa das empresas é produzir e comercializar, nos próximos cinco anos, 10 mil unidades habitacionais, com valor de venda de R$ 600 milhões. Os imóveis serão nos municípios de Atibaia, Bauru, Campinas, Marilia, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Taubaté.
A Nossa Caixa considera o segmento de crédito imobiliário um dos pilares estratégicos para a expansão dos negócios. Até o final do ano, a instituição espera dobrar o volume de empréstimo habitacional em relação aos negócios realizados em 2006. Para isso, além de fazer a parceria com a Rodobens, o banco ampliou o prazo de financiamento de 20 para 25 anos. (AE)
27/09/07
Como a Nossa Caixa todos já conhecem, inclusive a parte da verba publicitária, vamos apresentar ao distinto, interessado e qualificado leitor da holding Cata-Milho/ Encalhe o Conselho de Administração da Rodobens, no link abaixo:
Você, ilustre passageiro, verá que diversos tipos faceiros compõem a Conselho. E verá nas mãos de quem o governo do Estado está jogando recursos de um banco público e estatal, como é a Nossa Caixa e, um dia, foi também o Banespa

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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Alguns casos escabrosos da TV Globo

28/09/07
"Sim, eu uso o poder [da TV Globo], mas eu sempre faço isso patrioticamente, tentando corrigir as coisas, buscando os melhores caminhos para o país e seus estados".
Roberto Marinho.

A tentativa de manipulação dos resultados das eleições presidenciais de 2006 não é o único caso escabroso que justifica a reflexão crítica sobre o papel da TV Globo, agora em discussão devido ao fim do prazo da sua concessão pública em 5 de outubro. Na sua longa história, esta poderosa emissora já cometeu várias outras barbaridades na sua cobertura de importantes fatos políticos do país. Com base num levantamento do professor Venício de Lima, exposto no livro "Mídia, crise política e poder no Brasil", destacamos outros três episódios reveladores do péssimo jornalismo praticado por esta corporação midiática, sempre a serviço dos interesses das classes dominantes.
Como aponta o autor na abertura do ensaio, o que distingue a TV Globo de outras redes privadas e comerciais é que, "sob o comando de Roberto Marinho, ao longo dos anos da ditadura militar, ela se transformaria em uma das maiores, mais lucrativas e mais poderosas redes de televisão do planeta. Outorgada durante o governo de Juscelino Kubitschek (1958) e inaugurada em 1965, a TV Globo do Rio de Janeiro, junto às suas outras concessões de televisão, viria a constituir uma rede nacional de emissoras próprias e afiliadas que, não só por sua centralidade na construção das representações sociais dominantes, mas pelo grau de interferência direta que passou a exercer, foi ator decisivo em vários momentos da história política do Brasil nas últimas décadas".
A fraude contra Brizola
O primeiro caso lembrado por Venício de Lima ocorreu em 1982, já na fase de agonia do regime militar. Leonel Brizola, que retornou do seu longo exílio em 1979, candidatou-se ao governo do Rio de Janeiro. Sua candidatura não agradou à ditadura nem à direção da TV Globo - conforme denunciou um ex-executivo da empresa, Homero Sanchez. Segundo ele, Roberto Irineu Marinho, filho do dono e um dos quatro homens fortes da corporação, havia assumido o compromisso com o candidato do regime, Moreira Franco. Foi montado um esquema para fraudar a contagem dos votos através da empresa Proconsult, cujo programador era um oficial da reversa do Exército.
Nesta trama macabra, a TV Globo ficou com o encargo de manipular a divulgação da apuração. Mas, já prevendo a fraude, foi montado um esquema paralelo de apuração, organizado por uma empresa rival, o Jornal do Brasil. A armação criminosa foi desmascarada, Leonel Brizola foi eleito governador e a poderosa Rede Globo ficou desmoralizada na sociedade. Até o jornal Folha de S.Paulo criticou "esta grave e inédita" maracutaia. "O verdadeiro fiasco em que se envolveu a Rede Globo de Televisão durante a fase inicial das apurações no Rio de Janeiro torna ainda mais presentes as inquietações quanto ao papel da chamada mídia eletrônica no Brasil", alertou.
Passadas as eleições, mesmo desmoralizada, a Globo continuou a fazer campanha feroz contra o governador Leonel Brizola, democraticamente eleito pelo povo. Ela procurou vender a imagem de que ele era culpado pelo aumento da criminalidade e, sem provas, tentou associá-lo ao mundo do crime. Numa entrevista ao jornal The New York Times, em 1987, o próprio Roberto Marinho confessou essa ilegal manipulação. "Em determinado momento, me convenci de que o Sr. Leonel Brizola era um mau governador. Ele transformou a cidade maravilhosa que é o Rio de Janeiro numa cidade de mendigos e vendedores ambulantes. Passei a considerar o Sr. Brizola daninho e perigoso e lutei contra ele. Realmente, usei todas as possibilidades para derrotá-lo".
Sabotagem das Diretas-Já
Em 1983, com a ditadura já cambaleante, cresceu a rejeição dos brasileiros contra a excrescência do Colégio Eleitoral, que escolhia de forma indireta e autoritária o presidente da República. O jovem deputado federal Dante de Oliveira apresentou uma emenda constitucional fixando a eleição direta a partir de 1985. Os militares reagiram. "A campanha pela eleição direta reveste-se, agora, de caráter meramente perturbador", esbravejou o presidente-general João Batista Figueiredo. Apesar desta reação aterrorizante, milhões de pessoas começaram a sair às ruas para exigir o democrático direito de votar, na campanha que ficou conhecida como das Diretas-Já.
A TV Globo, totalmente ligada à ditadura, simplesmente ignorou as gigantescas manifestações. Chegou a rejeitar matéria paga sobre o protesto das Diretas-Já em Curitiba. Até duas semanas antes da votação da Emenda Dante Oliveira ela não divulgou nenhum dos eventos da campanha, que reunia centenas de milhares de brasileiros. No comício de São Paulo, em 25 de janeiro de 1984, ela só aceitou noticiar o ato, que juntou 300 mil pessoas, após conversa reservada entre o presidente do PMDB, Ulysses Guimarães, e o chefão Roberto Marinho. Mesmo assim, registrou o comício de maneira distorcida, como se fosse parte da comemoração do aniversário da cidade.
Somente quando percebeu o forte desgaste na sociedade, com os manifestantes aos gritos de "o povo não é bobo, fora Rede Globo", a emissora começou a tratar da campanha - já na reta final da votação da emenda, em 25 de abril. Novamente, Roberto Marinho confessou seu crime numa entrevista. "Achamos que os comícios pró-diretas poderiam representar um fator de inquietação nacional e, por isso, realizamos apenas reportagens regionais. Mas a paixão popular foi tamanha que resolvemos tratar o assunto em rede nacional". O "deus todo-poderoso" foi obrigado a ceder.
O ministro da TV Globo
Venício de Lima também relata o curioso episódio da nomeação do ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, em 1988, o que confirma o poder da Rede Globo para indicar e derrubar autoridades do governo e para interferir, de maneira indevida e inconstitucional, nos rumos do Brasil. Numa entrevista à revista Playboy, o próprio descreveu que a sua indicação foi fruto de uma negociação entre Roberto Marinho e o presidente da República José Sarney - que, por acaso, já controlava a mídia no Maranhão, possuindo uma afiliada da TV Globo no estado. Ainda como secretário do governo, num cargo subalterno, Maílson da Nóbrega recebeu um telefone emblemático.
"No dia 5 de janeiro, o presidente me ligou perguntando: ‘O senhor teria problemas em trocar umas idéias com o Roberto Marinho?’. Respondi: ‘De jeito nenhum, sou um admirador dele e até gostaria de ter essa oportunidade’... A Globo tinha um escritório em Brasília. Fui lá e fiquei mais de duas horas com o doutor Roberto Marinho. Ele me perguntou sobre tudo, parecia que estava sendo sabatinado. Terminada a conversa, falou: ‘Gostei muito, estou impressionado’. De volta ao ministério, entro no gabinete e aparece a secretária: ‘Parabéns, o senhor é o ministro da Fazenda’. Perguntei: ‘Como assim?’. E ela: ‘Deu no plantão da Globo [no Jornal Nacional]".
Da mesma forma como indicou, o poderoso Marinho também derrubou o ministro, segundo sua interpretação. "Um belo dia, o jornal O Globo me demitiu. Deu na manchete: ‘Inflação derruba Maílson, o interino que durou vinte meses", descreve o ex-ministro, que arremata. "Isso teve origem num projeto de exportação de casas pré-fabricadas, para pagamento com títulos da dívida externa, que o Ministério da Fazenda vetou. O doutor Roberto Marinho tinha participação neste negócio... O fato é que O Globo começou a fazer editoriais contra o Ministério da Fazenda".
Lista extensa de crimes
No livro "Roberto Marinho", escrito pelo bajulador Pedro Bial, alguns entrevistados, inclusive o ex-presidente José Sarney, afirmam que era comum o dono da TV Globo ser consultado sobre a escolha de ministros. Pedro Bial, como fiel servidor da emissora, considera "natural que, na hora de escolher seus ministros, o presidente [Tancredo Neves] submeta os seus nomes, um a um, ao dono da Globo". No recente livro "Sobre formigas e a cigarras", o ex-ministro Antonio Palocci também relata que consultou a direção da empresa sobre a famosa "carta aos brasileiros", na qual o candidato Lula se comprometia a não romper os contratos com as corporações capitalistas.
Na prática, este império interfere ativamente na vida política nacional, seja através de coberturas manipuladas ou de negociadas de bastidores - nas quais ameaça com o seu poder de "persuasão". Além dos três casos escabrosos, Venício de Lima cita outras ingerências indevidas da TV Globo: "papel de legitimadora do regime militar"; "autocensura interna na cobertura da primeira greve de petroleiros, em 1983"; "ação coordenada na Constituinte de 1987/1988"; "apoio a Fernando Collor de Mello, expresso, sobretudo, na reedição do último debate entre candidatos no segundo turno de 1989"; "apoio à eleição e reeleição de FHC"; "até seu papel de ‘fiel da balança’ na crise política de 2005-2006", contra o presidente Lula. A lista dos crimes é bem extensa.
[Autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi)]
* Jornalista, editor da revista Debate Sindical

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Requião não reza pela cartilha dos quadrados que acendem velas para comemorar o Dia do Massacre de Carajás!!

Se depender dessa gentalha, esse dia vira data comemorativa de latifundiário. Só falta inventarem um Santo!!
Requião autoriza assistência técnica para 13 mil famílias do MST
28/09/2007
O governador Roberto Requião autorizou nesta sexta-feira (28) o estabelecimento de convênio entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Emater de Extensão Rural para viabilizar a assistência técnica para 13,7 mil famílias de agricultores assentados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O convênio foi assinado pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, representando o governador Ropberto Requião, pelo presidente do Instituto Emater de Extensão Rural, Arnaldo Bandeira, e pelo superintendente do Incra no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda. O convênio foi assinado perante 1,3 mil trabalhadores rurais que encerraram, em Curitiba, a participação paranaense da jornada nacional, movimento pela mobilização e fortalecimento do MST realizado em 15 Estados.O convênio, no valor total de R$ 4 milhões, vai vigorar entre 1º de outubro a 31 de março de 2008. Desse total, R$ 3,2 milhões serão colocados pelo Incra e cerca de R$ 800 mil serão complementados pelo Governo do Paraná. A Emater fará uma parceria para contratação de 100 técnicos e ainda vai disponibilizar mais 37 técnicos especializados em assentamentos.
Bianchini adiantou que a partir de agora, será feito um trabalho de articulação entre o governo do Estado, Emater e o Incra para estabelecer as bases de um novo convênio a partir de março de 2008, que terá duração até 2010. “Aí sim será um convênio duradouro que dará mais tranqüilidade ao MST”, assegurou.
O coordenador do MST, Luiz Alonso Sales, manifestou satisfação com o resultado das negociações em Curitiba. Para ele, a assinatura desse convênio contribuiu para um saldo positivo do movimento no Paraná. Segundo Sales, a disponibilidade de assistência técnica nos assentamentos é fundamental para que as famílias de assentados possam contratar recursos do crédito de custeio do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) junto ao Banco do Brasil. “Os técnicos precisam assinar os projetos para serem aceitos no banco”, explicou. Os técnicos irão prestar assistência técnica nos 263 assentamentos localizados em 99 municípios do Estado.
Bianchini explicou que a assistência técnica vai executar nos assentamentos uma proposta de trabalho sustentada em três eixos: segurança alimentar, que vai priorizar a produção de alimentos para o auto-consumo para as famílias de trabalhadores rurais do MST; melhoria da renda familiar com a agregação de valor à produção e agroecologia e meio ambiente com o estabelecimento de uma nova matriz tecnológica de produção.

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Senadores que defendem empresas que exploram trabalho escravo, como a Pagrisa e atacam fiscais que as autuam são suspeitos e deviam ser investigados!

Pressão faz ressurgir articulação pela PEC do confisco de terras
A necessidade de retomada das mobilizações para a aprovação da emenda constitucional que determina a expropriação de terras de escravagistas fez parte da conversa entre Lupi, parlamentares e entidades
Uma comitiva de parlamentares e representantes de instituições engajadas no combate ao trabalho escravo foi recebida pelo ministro do Trabalho Carlos Lupi, nesta quinta-feira (27), para tratar do restabelecimento das ações do grupo móvel de fiscalização. O grupo também discutiu a necessidade de retomar a mobilização pela aprovação da proposta de mudança na Constituição que determina a expropriação das terras em que for constatada a exploração do trabalho escravo.
Considerada uma das propostas mais importantes para a erradicação do trabalho escravo no país, a proposta de emenda constitucional (PEC) 438/2001 foi aprovada em primeiro turno no plenário da Câmara Federal em agosto de 2004 e, desde então, espera por uma votação em segundo turno. Os senadores aprovaram o texto em 2003, mas como houve modificações feitas pelos deputados, a matéria necessariamente precisará retornar ao Senado, antes de ser sancionada pelo próprio Congresso.
Estiveram na reunião com o ministro - que no dia anterior discursara no Senado para defender o grupo móvel e divulgara o conteúdo do relatório da fiscalização na Pagrisa - os senadores José Nery (PSol-PA), Fátima Cleide (PT-RO), Sibá Machado (PT-AC), Serys Slhessarenko (PT-MT), Inácio Arruda (PCdoB-CE) e João Pedro (PT-AM); os deputados Paulo Rocha (PT-PA), Luiz Couto (PT-PB) e Eduardo Valverde (PT-GO) e representantes da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).
De acordo com parlamentares que participaram da conversa com Carlos Lupi, o caso Pagrisa mostrou mais uma vez que não se pode "baixar a guarda" na mobilização pelo combate ao trabalho escravo e que a bancada ruralista segue "viva e articulada" na tentativa de enfraquecer a aprovação de uma legislação mais dura contra os escravagistas. Alguns deles fizeram inclusive um paralelo com o processo de tramitação da própria PEC 438/2001, que evoluiu em 2004 depois da mobilização provocada pelo assassinato dos três fiscais do trabalho e de um motorista em Unaí (MG).
"Temos que recompor aquela mobilização que conseguimos em 2004 para dar andamento à PEC", colocou o deputado federal Paulo Rocha (PT-PA), autor da primeira emenda que estabelecia o confisco de propriedades em que for flagrada a prática do trabalho escravo. Ele também apresentou requerimento para instalar uma subcomissão permanente para debater políticas de combate ao trabalho escravo, degradante e infantil na Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público (CTASP) da Casa, presidido por Nelson Marquezelli (PTB-SP), notório integrante da bancada ruralista. "Esse recomeço se dará pelo corredor das comissões, com audiências públicas", indica.
Esta foi a segunda vez que o deputado Paulo Rocha esteve no gabinete de Carlos Lupi para tratar do caso Pagrisa. Em meados de julho, ele fez parte do grupo, juntamente com o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) e o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que foi chamado pela Federação de Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) para tratar das libertações de trabalho escravo na Pagrisa diretamente com o ministro.
Segundo Paulo Rocha, ele foi convidado para participar daquela reunião como coordenador da bancada paraense. O deputado se justifica dizendo que, na condição de coordenador de uma bancada plural, não poderia ter se eximido de comparecer, pois se tratava de uma demanda de uma instituição economicamente importante dentro do seu estado. Ele admite, porém, que não esperava a presença do presidente da Pagrisa, Marcos Zancaner, na audiência, com a qual ele não estaria de acordo. "O Parlamento tem contradições. A todo momento estamos negociando com adversários políticos", comentou.
Aguardando confirmação
Na reunião desta quinta-feira (27), Carlos Lupi declarou que está apenas aguardando a confirmação de medidas que possam garantir a segurança dos auditores fiscais para que as operações do grupo móvel de fiscalização voltem à normalidade.
Integrantes do Senado instalaram uma comissão externa, promoveram visita (quase três meses depois do ocorrido) e chegaram a pedir a abertura de inquérito na Política Federal para investigar a conduta do grupo móvel de fiscalização no caso da fazenda Pagrisa, em Ulianópolis (PA), de onde foram libertadas 1.064 pessoas no final de junho.
Em resposta à ofensiva dos senadores, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) decidiu suspender temporariamente as operações do grupo móvel alegando que a pressão externa colocava em risco a segurança dos auditores fiscais do trabalho. Também nesta quinta-feira, a secretária de Inspeção do Trabalho do MTE, Ruth Vilela, esteve na Advocacia-Geral da União (AGU) para tratar da questão, e na próxima semana deverá ser realizada uma conversa da cúpula da pasta com os próprios auditores.
"A comissão externa do Senado não pode se transformar em fórum para discutir se houve ou não uma boa fiscalização. Não me parece que seja esse o papel dos senadores, de desqualificar a própria atuação da fiscalização, não há propósito nenhum. Tanto isso é verdade que a Justiça Federal já recebeu a denúncia, e reconheceu que há provas para iniciar a ação penal. Além disso, a fiscalização não foi só de auditores fiscais. Havia procuradores do Ministério Público do Trabalho e agentes da Polícia Federal", comentou o presidente da Anamatra, Cláudio José Montesso. Diversas entidades condenaram a intervenção dos senadores, enquanto que os parlamentares mantiveram os ataques à atuação do MTE no caso Pagrisa. No próximo dia 5 de outubro, será realizada audiência pública pela Comissão Externa para debater novamente o assunto.
Desagravo
No Senado, o senador José Nery subiu à tribuna para fazer um registro da reunião com o ministro Carlos Lupi e repudiou os ataques proferidos pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO) contra a Repórter Brasil e o diretor-coordenador da organização, Leonardo Sakamoto. "Quero manifestar todo o nosso desagravo a qualquer menção que possa diminuir a importância da ONG Repórter Brasil, que funciona como um dos mais importantes meios alternativos de comunicação para informar ao Brasil e ao mundo os avanços, as lutas, os reveses, todas as dificuldades impostas àqueles que combatem o trabalho escravo", disse José Nery.
Mais notas
Nesta quinta-feira (27), houve mais manifestações em apoio ao trabalho realizado pelo grupo móvel de fiscalização e pedidos para que suas atividades fossem normalizadas. A Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Maranhão (Coetrae- MA), que reúne diversas entidades da sociedade civil e do poder público no combate à escravidão no Estado, também divulgou uma nota em que expressa solidariedade aos senadores da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo, "pela postura firme e clara na defesa dos direitos humanos dos trabalhadores e trabalhadoras deste país". Reitera, ainda, sua confiança no "funcionamento das instituições democráticas", rogando para que o Ministério do Trabalho e Emprego prossiga firme na luta pela erradicação do trabalho escravo no Brasil.
Os auditores fiscais do trabalho, reunidos no 25º encontro nacional da categoria, o Enafit, em Belo Horizonte (MG), divulgaram também nesta quinta-feira uma nota pública, assinada pelo Sindicato Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho, em que expõe "integral e irrestrita solidariedade" aos colegas responsáveis pela operação de libertação dos 1.064 trabalhadores na fazenda e usina Pagrisa. "Testemunhos oficiais e provas documentais, fotográficas e vídeo atestam as péssimas condições de trabalho e de vida impostas a esses cidadãos brasileiros", critica o texto. "No momento em que a sociedade brasileira clama pela prevalência da moralidade e da ética na vida pública nacional, impõe-se que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se dêem as mãos, com harmonia e respeito mútuo, no esforço contra a má conduta política, o abuso do poder econômico e a impunidade dos que se consideram acima da lei e da justiça."
Ainda na terça-feira (25), secretários de Direitos Humanos de 12 estados brasileiros mais o Distrito Federal, reunidos em um encontro em Brasília (DF), expressaram em nota seu apelo para que o Ministério do Trabalho retomasse imediatamente as ações do grupo móvel, frisando sua importância, reconhecida internacionalmente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). "A paralisação ou suspensão de suas atividades representa retrocesso no combate ao trabalho escravo, deixando milhares de vítimas sem a proteção do Estado."
Maurício Hashizume e Beatriz Camargo
Anamatra/Repórter Brasil
28/09/07

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Paz no campo: 200 e poucos anos depois, Lei do Ventre Livre é conjugada à política agrária, e empresariado rural naturalmente decente teme comunismo

Lupi defende emenda que prevê confisco de terras com trabalho escravo
Ministro recebe comissão de senadores e diz que auditores fiscais só voltarão ao trabalho se não correrem riscos Ministério do Trabalho e Emprego

Brasília, 27/09/2007 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, destacou nesta quinta-feira (27) a necessidade de mobilização nacional pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/2001, conhecida como a "PEC do Trabalho Escravo". Ela prevê a expropriação de terras onde for comprovado o uso de mão-de-obra em condições análogas às de escravo. "Estou nessa luta e vou defendê-la permanentemente", afirmou ele.
Lupi chamou atenção para a importância da matéria após receber uma comissão de seis senadores, dois deputados federais e representantes da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que estiveram na sede do ministério para prestar solidariedade ao Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho Escravo, que suspendeu suas ações desde a última sexta-feira (21).
A paralisação dos auditores fiscais foi um protesto às recentes acusações de alguns senadores, que criticaram a autuação da empresa Pará Pastoril e Agrícola S/A (Pagrisa), localizada em Ulianópolis (PA). Em junho, os auditores libertaram 1.064 empregados - a maioria cortadores de cana-de-açúcar - que trabalhavam em condições degradantes, na maior operação já realizada pelo Grupo.
Questionado pelos parlamentares sobre a retomada das atividades do Grupo Móvel, o ministro assegurou que ela acontecerá após a definição das garantias de segurança aos fiscais. "É preciso entender que há risco de morte. Hoje, a secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Vilela, deve conversar com representantes da Advocacia Geral da União (AGU) sobre esse assunto", disse.
Visitaram o ministro os senadores José Nery, Fátima Cleide, Siba Machado, Serys Slhessarenko, Inácio Arruda e João Pedro; os deputados Paulo Rocha e Eduardo Valverde; e o presidente da Anamatra, Cláudio Montesso.
PEC - Apresentada em 2001 pelo então senador Ademir Andrade, ela propõe o confisco de terras, sem direito à indenização, em fazendas onde seja comprovado o uso de mão-de-obra análoga à escravidão. As propriedades serão destinadas ao assentamento de famílias para a reforma agrária. Imóveis urbanos em que se flagrem essas atividades também serão desapropriados.
No Senado, a matéria foi aprovada depois de dois anos de tramitação. Na Câmara, passou em primeiro turno, mas ainda depende de aprovação em segundo turno.
LEIA MAIS:
1 - Revolução Francesa: Deus está morto e eu fiquei com as terras dele.
2 - Somos um país de Deus ( sem reforma agrária ) ou do Demônio Bestial ( com reforma agrária ) ?
3 - Deus os expulsou da Terra e colocou seguranças na porta para garantir que para lá não retornariam. E assim permanece.
4 - HellStead Act do Sapo Barbudo Lincoln joga os Estados Unidos nas mãos do Capeta e inspira MST!!

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Pesquisa mostra que 39% da população brasileira ganha Bolsa-Família

74% confiam nas Forças Armadas e mais de 75% da população - consultada nesta pesquisa - confia na Polícia Federal
Pesquisa da AMB comprova: brasileiros não confiam nas instituições públicasA maior parte da sociedade perdeu a confiança nas instituições públicas, discorda do foro privilegiado, não admite que um político processado pela Justiça concorra em eleições e acredita ser urgente uma reforma política. Essas são as principais conclusões da pesquisa Imagem das Instituições Públicas Brasileiras, lançada hoje em audiência pública da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados. O estudo foi encomendado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) à empresa de consultoria Opinião. Magistrados, parlamentares, profissionais de imprensa, estudantes e outros cidadãos da sociedade civil participaram da audiência.
A pesquisa – que foi desenvolvida de 4 a 20 de agosto de 2007 e entrevistou, por telefone, 2.011 pessoas de todo o país, com idades acima de 16 anos –, revelou que a instituição considerada mais confiável pela sociedade é a Polícia Federal, com 75,5% de aprovação. Em segundo lugar estão as Forças Armadas, com 74,7%. Os juizados de pequenas causas também foram avaliados positivamente por 71,8% dos entrevistados.
O estudo também mostrou que apenas 39,3% dos entrevistados confiam no governo federal, 79,8% discordam do benefício do foro privilegiado para autoridades públicas e 43,6% não sabem a diferença entre o Poder Judiciário e o Ministério Público. Além disso, 83,1% não acreditam na Câmara dos Deputados, 80,7% não confiam no Senado Federal, apenas 16,1% dão crédito aos partidos políticos e 81,9% não acreditam nos próprios políticos.
O presidente da AMB, Rodrigo Collaço, destacou a importância da realização dessa audiência pública na Câmara dos Deputados. “Vejo o lançamento da pesquisa neste espaço (a Câmara) como um combustível para uma maior conexão entre os parlamentares e os cidadãos. Espero que a divulgação deste estudo sirva como um instrumento de legitimação da opinião de toda a sociedade e mostre às instituições que elas precisam melhorar sua imagem”, destacou Collaço.
Os resultados do levantamento foram apresentados pelo diretor da empresa Opinião, David Lima, e pelo professor-doutor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas.
“Quando se chega ao fim do poço, a única saída é sair dele”Para a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que articulou a audiência pública, é impressionante o grau de desinformação das instituições. Ela disse que defende ampla divulgação dos resultados da pesquisa para que sejam promovidos debates sobre o tema. “Devemos estabelecer estratégias de trabalho, com a participação da sociedade, para alterar esse quadro crítico da política brasileira. Temos tido muito pouco sucesso aqui na Câmara, mas quando chegamos ao fundo do poço, só há uma saída: sair do poço”, afirmou, com veemência, a deputada.
Ela também destacou a necessidade de parcerias com instituições como a AMB – que lançou a campanha Reforma Política: conhecendo, você pode ser o juiz dessa questão – para que sejam promovidas mudanças efetivas no sistema político nacional. “Se os debates sobre a reforma política terminaram aqui na Casa, não se fez nenhuma reforma. Os pontos essenciais, como o financiamento público de campanhas e o fim das coligações proporcionais nem sequer foram tocados”, observou Erundina.
O deputado federal Pedro Wilson (PT-GO), representante da Comissão de Legislação Participativa e que presidiu a audiência pública, elogiou a pesquisa e disse que vai e encaminhá-la ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). “Essa audiência nos servirá de incentivo para trabalhar mais e melhor para o Brasil. Nós parlamentares devemos prestar serviço aos brasileiros e, se algo está errado, temos de corrigir”, complementou o deputado.
Outro parlamentar, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), também enalteceu a iniciativa da AMB de lançar a pesquisa, inclusive fazendo referência ao estudo em sessão no Plenário da Câmara. “A população ouvida confia que se pode, de fato, ter sucesso no combate à corrupção. Isso quer dizer que, em meio à grande descrença e ao desencanto, essa pesquisa mostra que ainda há esperança e espaço para o espírito público e o interesse público em nosso país”, destacou Alencar.
"Pior que isso não pode ficar"
Para o estudante de Ciência Política da UnB Lucas Sampaio, de 19 anos, trazer esse debate para a Câmara é uma iniciativa interessante, pois uma das próprias instituições avaliadas toma conhecimento da visão da opinião pública. “Trazer essa pesquisa para dentro de uma das maiores casas de representação da democracia no país é importante, porque mostra o desejo da sociedade de que as instituições públicas melhorem sua atuação”, opina Lucas.
Segundo ele, o cidadão brasileiro quer uma verdadeira reforma política e não mudanças pontuais no sistema eleitoral “que venham a favorecer apenas alguns”. “Como estudantes, percebemos que as pessoas não conseguem mais enxergar a possibilidade de mudança. Mas pior do que está não pode ficar. Por isso, acredito que a sociedade tem papel fundamental para ajudar a implementar essas mudanças”, concluiu.AMB
27/09/07
DEIXA DE PREGUIÇA:
Para ver, com teus próprios olhos, clique aqui ( em PDF ).
Consulte o documento que, aliás, diz que somente 11% da população consultada pela pesquisa acredita "nos políticos"- por mais golpistas e gritalhões que estes queiram ser -, e tire as suas conclusões, ao invés de deixar que o Merval Pereira e a Míriam Leitão façam isso por você e digam o que lhes convir.
Afinal, o que pensar diante de números mostrando que o Governo Federal conta com uma aprovacão ( os 39% mencionados no título deste post ) maior do que a dada ao Senado e à Câmara dos Deputados SOMADOS, mesmo sabendo que estes últimos são frequentados por cidadãos da estirpe ( ou "estorpe"? ) de Arthur "5%" Virgílio, Eduardo "Pai da Criança" Azeredo, ACM "Grampinho" Neto, e outros paladinos da moralidade pública e política que ficaram 3 anos tentando derrubar, diante de microfones e holofotes, o Lula, esquecendo de fazer seu trabalho e, pior, esquecendo completamente de esconder suas caudas e limpar os rastros deixados noutros tempos.

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Bancários, tem um pessoal do PSDB indo aí na Nossa Caixa. E agora?

Sinal de alerta na Nossa Caixa
Funcionários expressam preocupação com nova ofensiva contra o banco público
São Paulo - A publicação feita pela Secretaria Estadual da Fazenda no Diário Oficial do dia 21 de agosto de um aviso de licitação para contratação de serviços técnicos especializados na avaliação econômica financeira de empresas estatais acendeu o sinal de alerta nos funcionários da Nossa Caixa. De acordo com o diretor do departamento Jurídico do Sindicato e funcionário da Nossa Caixa, Antonio Sabóia Júnior, embora o edital ressalte que a execução da venda só será possível mediante prévia autorização legislativa, os funcionários têm de estar atentos. "Conhecendo o histórico do partido do Governador José Serra (PSDB) de sempre querer se livrar do patrimônio da sociedade, os trabalhadores da Nossa Caixa devem estar preparados para a mobilização", avalia o dirigente, lembrando que os deputados estaduais já autorizaram a venda de cerca de 20% das ações da Nossa Caixa e para a privatização das cinco subsidiárias do banco estadual. "Sabemos que esse tipo de avaliação não leva em conta a importância social das empresas estatais, por isso entendemos que essa ação do governo tem como objetivo se livrar do patrimônio público", acrescenta Sabóia.
Além do banco Nossa Caixa passarão pelo processo de avaliação empresas como: Cesp, Sabesp, Metrô, CDHU, CPTM, Cetesb, Dersa e EMTU entre outras.
Carlos Fernandes - 27/09/2007

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Pilares da sociedade e da elite moral proprietária brasileira unem-se sob a liderança natural do Prof. Hariovaldo contra os piolhos vermelhos!!!

Juntando-se aos esforços do infatigável Prof. Hariovaldo, em sua batalha contra o comunismo internacional e os piolhos vermelhos, conscientes proprietários de latifúndios e demais pequenas e insuficientes propriedades agrárias deixam de lado sua histórica suavidade no trato com o invasor pé-sujo e moreno, conforme testemunhou-se em Eldorado do Carajás, e passa a uma postura mais enérgica na defesa de suas propriedades agrárias legítimas, legais e, conforme documentos facilmente localizáveis nos arquivos históricos nacionais, mantidas há e durante séculos dentro de uma das mais justas, democráticas, modernas e monárquico-feudais estruturas agrárias do mundo cristão.


"Doutor, tem um pessoal do MST vindo aí na estrada! E agora???"
Cochilou o cachimbo cai, e quem avisa, amigo é.
Una-se às Cruzadas pela Libertação da Terra Santa do jugo infiel subversivo. Procure-nos, antes que te achem:
"... e paz na terra aos homens de boa propriedade..."







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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Soldado americano acusa superior de mandá-lo matar iraquiano desarmado ( or: 09/11 is a joke )

Um soldado de Estados Unidos declarou na quinta-feira que ele teve ordens para atirar em um iraquiano desarmado e então o seu sargento, da Carolina Norte, riu e disse ao soldado terminar o serviço com o homem que se convulsionava no chão.
Sargento Evan Vela gritou durante o seu testemunho na corte marcial de Spc. Jorge G. Sandoval, de Laredo, o Texas. Sandoval está sendo julgado por matar iraquianos intencionalmente e tentar encobrir as mortes plantando armas na cena.
Vela disse que Sandoval, não esteve presente durante a matança de 11 de Maio perto de Iskandariyah, uma cidade de predominância sunita a 30 milhas ao sul de Bagda. Sandoval declarou-se inocente de 5 acusações, inclusive o assassinato em 27 de Abril de um segundo homem iraquiano não identificado e a colocação de um arame de detonação no seu corpo.
Promotores insistem que o caso de 11 de Maio implicou no assassinato de um iraquiano com uma pistola de 9 mm, colocação de um rifle AK-47 pelo seu corpo e negligência em assegurar o tratamento humano a um detento — a vítima. Vela disse que o sargento Michael Hensley de Candler, N.C., mandou-o disparar no homem não obstante este se encontrasse desarmado e tivesse as suas mãos levantadas quando ele aproximou-se dos soldados. ( N.do.blog: a tradução deve estar meia-boca, mas acho que tratou-se da execução de um homem que se rendera ).
“Ele perguntou-me se estava pronto. ( Eu ) Tinha a pistola sacada. Ouvi a ordem "atirar". Não me lembro de puxar o gatilho. Levou um segundo paraeu me dar conta que o tiro veio da pistola em minha mão,” ele disse, chorando e balbuciando.
Vela disse que como o iraquiano convulsionava no chão, “Hensley caçoou dele, baleou-o na garganta e disse 'atirar' novamente.” .
“Depois que ele (o homem iraquiano) foi acertado, o sargento Hensley tirou um AK-47 da sua mochila e disse, 'isto é o que diremos que aconteceu' ", Vela disse. Ele foi retirado do banco de testemunhas para recompor-se.
Sandoval foi levado à corte por assassinato premeditado, "wrongfully placing weapons with the remains of the Iraqis" ( que eu não consegui traduzir decentemente ) e obstrução da justiça. Se condenado, pode pegar prisão perpétua.
Ambos, Vela - de Rigby, Idaho - e Hensley também são réus no caso.
Os três soldados são parte da "Headquarters and Headquarters Company", 1º. Batalhão, 501º. Regimento de Infantaria, 4a Brigada Divisão de Infantaria ( Airborne ), 25ª., baseada no Forte Richardson, Alasca.
Vela foi trazido do Kuweit para testemunhar, protegido por um acordo que garante que suas palavras sejam usadas contra ele quando estiver diante de uma corte marcial.
Os promotores militares disseram que as matanças nas quais os três homens são acusados ocorreram entre Abril e Junho perto de Iskandariyah.
A investigação começou depois que as autoridades militares receberam, de colegas, relatórios de supostos malfeitos , disse o Exército. Sandoval foi detido em Junho durante uma licença de duas semanas em que visitava a sua família. O advogado de defesa de Vela, Gary Myers disse, no início desta semana que os franco-atiradores do Exército que caçam insurgentes no Iraque receberam ordens "para iscar" os seus alvos com materiais suspeitos, como cordas de detonação, e então matar aqueles que buscaram os objetos ( N.do B: não me perguntem , que eu também não entendi. O link para o original em inglês virá a seguir ). Ele disse que o seu cliente agia "sob ordens".
O Washington Post, quem primeiro revelou o programa "de isca", disse que isso foi inventado pelo Grupo de Guerra Assimétrico do Exército de Estados Unidos, o qual assessora comandantes em conflitos não-convencionais.
Meses após a introdução do programa "de isca", Sandoval, Vela e Hensley foram acusados de assassinato por usar aquelas táticas intencionalmente para simular tiroteios ( e assim, legitimar as mortes ) , segundo o Correio.
O Exército recusou a confirmar que tal programa existiu.
A guerra do Iraque mostra oficiais dos Estados Unidos sofrerem processos por envolvimento em vários incidentes importantes, inclusive o abuso de detentos em Abu Ghraib, as matanças de 24 civis por Fuzileiros Navais em Haditha, o estupro e assassinato de uma menina de 14 anos e o assassínio da sua família ao sul de Bagdad. Os iraquianos acusaram soldados americanos de matanças desnecessárias ou abuso.
FayObserver.com
27/09/07

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Passaram açúcar no Roberto Freire!!! É só partidão!!!

É isso mesmo: o born-again pós-Glasnost do PPS deve ter algum charme secreto: foram para a legenda a gracinha Soninha Francine ( em quem votei para vereadora - e o Vinícius também, sem contar os votos que conseguimos para a ex-petista; porém não repetimos o erro nas eleições para deputado federal, vaga para a qual ela concorreu ) que pretende se candidatar à Prefeitura de São Paulo. Que continue gracinha.
Além da gracinha Soninha, a ultra-gostosona Sabrina Sato também está cotada a se candidatar pelo partido a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo no ano que vem.
Os ex-comunistas mais saudosistas também foram presenteados, com a filiação da rabuda Gretchen, em Abril deste ano. A dançarina, segundo afirmou-se à época, sairia como candidata à prefeita de um município miserável, próximo a Recife ( PE ). A esquerda festiva não tem rabo preso.
Durante meses, falou-se que a ultra-dragolina Zulaiê Cobra, que desfiliara-se do partido da tucanalha, também seria acolhida pelo ex-Partidão e seu nome já seria lançado à disputa pela prefeitura paulistana, mas o blog do partido diz que acabou indo para o PHS.
Não gostaria de usar uma frase batida mas, dando um look na lista dos nomes que volta e meia aparecem como prováveis candidatos à sucessão de Gilberto Kassab e Andrea Matarazzo ( Paulinho da Força, Clodovil ) não tem como evitar: Pobre São Paulo.

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Mensalão Tucano

Jasson de Oliveira Andrade

Na reportagem “Indignação com política atinge jovens”, Leandro César Martins entrevistou estudantes do Centro Educacional Litteral. Segundo o jornalista “todos se mostraram indignados com a enxurrada de denúncias de corrupção que atingiu parlamentares e integrantes DO GOVERNO FEDERAL ( destaque meu ) nos últimos anos”. Não me surpreendeu essa observação. Os grandes jornais e, principalmente, a televisão, além da internet, só falam e comentam sobre supostas irregularidades do governo federal. No estadual, em São Paulo, com o ex-governador Geraldo Alckmin, por exemplo, que impediu cerca de 70 CPIs não se comenta quase nada.

No Jornal Nacional (TV GLOBO), notícia ZERO. Enquanto isso TODOS os jornais, TODA a televisão, quase TODA internet, TODAS as revistas, principalmente a Veja, que fez mais de cinco reportagens, com fotos na capa, só falavam e ainda comentam o “caso” Renan. No artigo “Jornais de ontem e de hoje” (Folha Ilustrada, 21/9/2007), o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, após defender os jornais de hoje, reconhece: “Não cheguei a medir, mas acho que, por centímetro quadrado das páginas da imprensa que condenam o presidente do Senado, nunca houve cobertura unânime e VIOLENTA (destaque meu)”. Por que essa cobertura unânime e VIOLENTA (MASSACRANTE) contra Renan? Moralismo? A imprensa desejava e ainda deseja combater a suposta corrupção ou irregularidades dele? Não creio. O motivo verdadeiro foi porque ele era governista. Na maioria das notícias, procura-se culpar Lula e o PT pela absolvição de Renan. Na reportagem de capa de CartaCapital “Renan absolvido, mais um ato da tragicomédia política”, o jornalista Leandro Fortes constatou: “O apoio do Palácio do Planalto era segredo de polichinelo, mas não suficiente para garantir o placar pró-absolvição. Feitas as contas, nota-se que o bloco de oposição também contribuiu com alguns votos para salvar a pele do colega”. No entanto, não se comenta ou condena esses votos da oposição. Adiante Leandro Fortes informa: “Muitos [senadores] ficaram em silêncio, sobretudo quando Francisco Dornelles (PP-RJ) lembrou aos presentes das enrascadas fiscais comuns aos congressistas brasileiros. Punir Renan, insinuou Dornelles, abriria um precedente perigoso”.
Se alguém tem dúvida sobre a posição da imprensa, que denominei, endossando Nirlando Beirão, de Partido da Imprensa, pode-se medir com a divulgação do Mensalão Tucano. Primeiro, a imprensa o designou de Mensalão Mineiro. Depois, só transformou o caso em manchete porque está envolvido o ministro Mares Guia. Como se vai constatar, Eduardo Azeredo é, PRATICAMENTE, esquecido. Para ele não tem a campanha REAJA, BRASIL. ÉTICA JÁ. A mídia se preocupa com o ministro de Lula!
Antes de entrar no assunto (Mensalão Tucano), vamos comentar a prisão de Salvatore Cacciola. Nelson de Sá, na sua coluna Toda Mídia (Folha), revelou o que noticiou o enviado pela Globo em Mônaco: “Antes na manchete do “JN” [Jornal Nacional] e demais, “Preso em Mônaco o foragido número 1 da Justiça brasileira”. Ele [ o ex-banqueiro ] que “recebeu empréstimo em dólar do Banco Central” em operação que “causou prejuízo de R$1,5 bilhão aos cofres públicos”. NÃO SE MENCIONOU FHC (destaque meu)”. Por que o JN não mencionou o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? Por motivos, óbvios. Não se comentou também que o ex-presidente do Banco Central daquela época, Francisco Lopes, foi condenado. Coisas do Partido da Imprensa. Ciro Gomes, em entrevista à CartaCapital, assim analisou o PI: “A imprensa brasileira é um desastre. A mídia faz a NOVELIZAÇÃO (destaque meu) escandalosa da política”.
Estava assistindo o Jornal Nacional, da Rêde Globo, carro chefe do Partido da Imprensa, e tive uma surpresa com a manchete falando do “Mensalão Mineiro”. Apesar de Mineiro ao invés de Tucano, mesmo assim fiquei surpreso. Depois compreendi. A notícia focalizou o ministro Mares Guia. O ex-governador, ex-presidente do PSDB e atual senador tucano Eduardo Azeredo apenas foi entrevistado, dizendo não saber de nada. Entretanto, não é bem assim. Segundo reportagem do Estadão (23/9), sob o esperado título “PF pede quebra de sigilo de empresa de Mares Guia” ,em 1998, “conforme a denúncia, o empresário Marcos Valério, acusado de ser o operador do esquema, tomava empréstimos milionários em bancos – especialmente o Rural -, que a seguir eram pagos com RECURSOS DESVIADOS DE EMPRESAS ESTATAIS MINEIRAS (destaque meu]”. Adiante: “O dinheiro do mensalão mineiro [tucano], segundo perícia do INC, veio na maior parte dos cofres públicos de Minas, tanto da administração direta como indireta, sobretudo de cinco estatais: O Banco do Estado (Bemge) e as companhias de saneamento (Copasa), de mineração (Comig) e de energia (Cemig), além da Fundação Duprat de Segurança e Medicina do Trabalho. O restante teria sido doação clandestina de grandes empresas prestadoras de serviço do Estado”. Manchete da Folha (22/9): “Walfrido [Mares Guia] anotou caixa dois de Azeredo na eleição de 98”. O que demonstra que ele tem culpa no cartório. Mas não está sozinho: E Eduardo Azeredo? Mauro Chaves escreveu artigo para o Estadão, em 17 de setembro de 2005, dois anos atrás, sob o título “Poupar Azeredo é um acinte”. Em minha opinião, se no início da década de 2000, ainda no governo FHC, houvesse punido o mensalão tucano, não existiria o mensalão petista. Afinal de contas, segundo o jornalista Luiz Antonio Magalhães, “a suposta falcatrua do PSDB (...) a rigor pode ser considerada mãe de todos os mensalões e mensalinhos”.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Postado por Redação Portal Mogi Guaçu
Setembro/2007




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Imprensalão só faltou dizer que Lula jogou casca de banana na pista para provocar acidentes, só por ruindade.

Fatos desmentem o PIG de novo sobre o "caos aéreo"
O PIG (Partido da Imprensa Golpista) passou os últimos meses nos azucrinando, fazendo terrorismo e lobby contra o sistema aéreo brasileiro, de forma irresponsável, mentirosa e sensacionalista.
Quem acompanhou o noticiário, sofreu um verdadeiro atentado terrorista contra a boa informação.
Misturaram problemas pontuais com o todo.
Disseram que os equipamentos brasileiros de controle aéreo, radares, software, estavam todos superados, que eram sucatas, que os novos controladores de vôo não eram qualificados, etc.
Disseram que os céus do Brasil teriam sua segurança rebaixada.
Receio informar a quem acreditou que foram enganados, mais uma vez, pelo péssimo noticiário.
Os padrões de segurança ainda estão entre os melhores do mundo.
O Brasil foi confirmado, no sábado (dia 22) no Grupo I da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), do qual também fazem parte Japão, China, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Austrália, Canadá, Rússia e Estados Unidos. Foram 147 votos dentre 167 possíveis, o correspondente a 88% do total de países-membros eleitores.
Há muito o que melhorar no sistema aéreo, onde há problemas pontuais, mas nem de longe está o caos que o noticiário disse.
Zé Augusto
26/09/07

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Empresariais: As empresas mais éticas e a opinião ( otimista ) dos empresários sobre os negócios na AL.

A edição recente dessa revista gringa ( foto ) traz o resultado de uma pesquisa que escolheu as 50 ( acho que o número é esse ) "companhias mais éticas do mundo". 95% das empresas eleitas são norte-americanas. A suíça Novartis aparece na categoria Pharma & Biotech, junto a uma empresa alemã e outra dinamarquesa. Obviamente, para chegar a esse resultado favorável à Novartis, a revista - ou quem desenvolveu essa pesquisa - não consultou os doentes de AIDS indianos, que ansiavam pela quebra da patente de medicamentos produzidos pela laureada empresa suíça.

E, para quem acha útil enxergar alguma importância nessa eleição e deseja algum dado que alimente seu ufanismo, a brasileira Natura Cosméticos está entre as 5 mais-mais na categoria Consumer Products. Parabéns.
Quem dá ouvidos aos vaticínios dos empresários, como os pagãos que idolatravam o bezerro de ouro, vai gostar de tomar conhecimento dos resultados de um estudo denominado Latin America Business Monitor, em sua segunda edição, apontando que o otimismo, em relação à prosperidade econômica da América Latina e confiança no futuro, impera entre os empresários do subcontinente. E, como todos sabemos e endossamos, quando o empresário está satisfeito, o povo fica aliviado.

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Daniel Azulay está de volta à TV!! Agora não tem mais desculpa para você continuar entuchando seu filho de lixo consumista!!

DANIEL AZULAY ESTRÉIA NA TV RÁ TIM BUM NO MÊS DAS CRIANÇAS
ÚNICO CANAL INFANTIL 100% BRASILEIRO TERÁ ESTRÉIA DA TURMA DO LAMBE-LAMBE E EXIBIÇÃO DIÁRIA DAS PEÇAS DO TEATRO RÁ TIM BUM
O canal infantil TV Rá Tim Bum apresenta uma programação especial no mês de outubro, em comemoração ao Dia das Crianças. A grande novidade fica por conta da estréia da TURMA DO LAMBE-LAMBE. Voltada para crianças de 2 a 6 anos, a série contará com animações das tiras da Turma do Lambe-Lambe, sucesso do desenhista Daniel Azulay. As animações serão exibidas de segunda a sexta-feira, às 07h15, 10h50 e 14h30; e sábados e domingos, às 07h15, 14h30 e 21h55.
A TV Rá Tim Bum ainda presenteará as crianças com a apresentação diária das peças do TEATRO RÁ TIM BUM. A cada dia, a emissora levará ao ar um espetáculo infantil diferente. De segunda a sexta-feira, a garotada irá assistir à peça teatral às 21h20. Aos finais de semana, as crianças poderão curtir os espetáculos em dois horários, à tarde e à noite: às 14h35 e 20h (sábado), e às 16h15 e 21h (domingo).
Além disso, no mês de outubro, o canal levará ao ar a peça inédita O Tesouro do Balacobaco, nos dias 6 (sábado), às 14h35; 14 (domingo), às 21h; e 21 (domingo), às 16h15.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Requião, pode esperar as bordoadas, que quando o Itamar fez igual, a Veja o chamou de Napoleão ( veja post anterior ) e pôs na capa

Governo de MG retomou Cemig em caso semelhante ao da Sanepar
26/09/2007A luta do Governo do Paraná para retomar o controle da Sanepar tem um precedente importante — o caso da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O consórcio Southern Electric Participações — formado pela norte-americana Southern Electric, pelo grupo AES e pelo Banco Opportunity, que também faz parte do Dominó — adquiriram 32% das ações da empresa em 1997, e passaram a comandá-la graças a um pacto de acionistas semelhante ao que deu ao Dominó o controle da Sanepar.
O governo mineiro retomou na Justiça o controle da Cemig, apoiado em pareceres jurídicos que o aconselhavam a buscar pedidos de nulidade do pacto de acionistas com antecipação de tutela. O mesmo caminho está sendo seguido pelo Governo do Paraná. “O governo de Minas Gerais já ganhou o caso em última instância. A disputa pela Cemig tornou-se um case jurídico importante no Brasil, criou uma jurisprudência, a única no Brasil para casos desse tipo, e com a vitória do interesse público”, afirma Jozélia.
O consórcio Southern Electric Participações obteve R$ 600 milhões do BNDES para adquirir as ações da Cemig. Em 2003, o Ministério Público Federal foi à Justiça uma ação para obrigar a Cemig a reter o lucro que estava sendo enviado para a Southern como forma de obrigar o consórcio a pagar o empréstimo feito junto ao BNDES.
“Contrariamente ao parecer de dois procuradores da Consultoria Jurídica do Estado, o procurador-geral, Arésio Antonio de Almeida Damaso e Silva, em resposta ao secretário de Fazenda de Minas Gerais, envia, em 7 de março de 1997, um parecer aprovando os documentos referentes à alienação das debêntures lastreadas em ações ordinárias da Cemig”, escreveu em 2000 o físico Luiz Pinguelli Rosa no documento “Sobre a análise de aspectos críticos da gestão compartilhada da Cemig com o sócio estratégico”. Pinguelli Rosa foi presidente da Eletrobrás entre 2003 e 2004 e secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças.
“Em período mais recente, o governo do Estado de Minais Gerais solicitou pareceres a cinco juristas de renome sobre o acordo de acionistas, que unanimemente o consideraram não válido, concluindo que o Estado deveria entrar com pedidos de nulidade do Acordo e de antecipação da tutela”, diz o texto. “O preço mínimo de R$ 60,37 por debênture, estabelecido no edital e aceito pelo arrematante do leilão, é o reconhecimento tácito por todos os envolvidos de que neste evento se estava, de fato, transacionando o controle acionário da Cemig. Isso porque a mudança (...) significou a substituição dos critérios utilizados para definição de preços mínimos para lotes de ações minoritárias (até então adotados) por método específico usado na alienação de controle acionário. Todos os envolvidos sabiam disso e, no entanto, afirmavam — falsamente — que o Estado de Minas Gerais manteria o controle acionário da Cemig”, concluiu Pinguelli Rosa.
LEIA MAIS:
Tem Itamar novo no pedaço
O governador do Paraná, Roberto Requião, quer retomar rodovias federais que estavam com empresas privadas e explorar pedágios
ÉPOCA, ( s/ data ou edição )
Para a mão do povo
Governo vai mudar o jeito de vender as estatais, abrindo espaço para a participação do cidadão comum
VEJA, 03/11/99
Itamar convoca tropa de choquepara tirar americanos da Cemig

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Fim de festa: Paraná retoma controle de empresa estadual de saneamento doada a consórcio em que participa o Opportunity.

Decisão unânime da Assembléia Legislativa é soberana e mantém Sanepar sob controle público
O decreto legislativo aprovado por unanimidade pela Assembléia Legislativa em setembro de 2005 mantém a Sanepar sob o comando do Governo do Paraná. O decreto — que anulou acordo ilegal que transferira o controle da Sanepar ao consórcio privado Dominó, que é acionista minoritário da empresa — tem força de lei e é soberano, explica a procuradora-geral do Estado, Jozélia Broliani. “O acordo de acionistas criou uma maioria forjada e incompatível com o total de ações que o consórcio detém na Sanepar”, disse à época o relator do projeto de decreto legislativo na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia, Barbosa Neto, atualmente deputado federal. Mesmo deputados que faziam parte da bancada de apoio de Lerner e que aprovaram a lei que permitiu a venda das ações da Sanepar votaram a favor do decreto que restabeleceu o controle do Estado sobre a empresa. Uma das mais importantes políticas adotadas pelo Governo do Paraná, assim que o Estado retomou o controle da empresa, foi o de atender a 1,46 milhão de pessoas com a Tarifa Social. O programa reduz em até 80% a tarifa da água tratada e tratamento de esgoto. “Com a Tarifa Social, estamos garantindo mais saúde e qualidade de vida para todas as famílias do Paraná que não tinham condições de pagar por esses serviços. Isto seria impraticável se a empresa fosse dirigida por sócios privados”, afirmou o governador Roberto Requião.
Jozélia irá a Brasília nesta quinta-feira (27) pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de medida cautelar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao consórcio Dominó. A procuradora deverá reunir-se com a presidente do STF, ministra Ellen Gracie. “Ao conceder a medida cautelar, o STJ não julgou o mérito da disputa entre o Estado do Paraná e o consórcio Dominó. Os ministros julgaram apenas uma questão de mecânica processual”, diz Jozélia.
A medida cautelar é fruto de recurso do Dominó ao STJ após várias derrotas no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ). Como o recurso impetrado em Brasília não previa efeito suspensivo para a decisão liminar do TJ que suspendera o acordo de acionistas, os advogados do consórcio pediram sua inclusão por medida cautelar. “Como ela foi concedida, a liminar do TJ fica suspensa apenas até que o STJ julgue o recurso do Dominó. O decreto legislativo, entretanto, continua em vigor e mantém a Sanepar sob o comando do Estado. Nada muda na empresa”, afirma a procuradora.
O Estado do Paraná luta desde 2003 para retomar o comando da Sanepar, empresa pública que em 1998 passou a ser gerida por acionistas minoritários privados. “O acordo de acionistas que transferiu o controle ao Dominó é ilegal, pois a lei 11.9063, de 1997, autorizou o Estado a apenas vender até 40% das ações da Sanepar. Por isso, fomos à Justiça e provamos que o acordo gerou prejuízo ao interesse público. O TJ concordou com nossos argumentos e concedeu a liminar”, diz Jozélia.
O consórcio Dominó Holdings S/A — formado pelo grupo francês Vivendi (atual Sanedo), a construtora Andrade Gutierrez, o Banco Opportunity e a Copel Participações — comprou 39,7% das ações da Sanepar em junho de 1998 e tornou-se “sócio estratégico” da empresa. Em setembro, o consórcio assinou um acordo com o então secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, em que na prática recebia o comando da Sanepar.
O acordo também pode ser considerado inconstitucional, pois Gionédis não tinha poder para assinar o documento em que o Estado abria mão das prerrogativas inalienáveis de acionista majoritário da empresa. O artigo 87 da Constituição Federal diz que a celebração de contratos e acordos é “atribuição privativa e indelegável do governador” — à época, Jaime Lerner. Nota assinada pelo presidente do Conselho de Administração da Sanepar, Pedro Henrique Xavier, em 2004, diz que o acordo também fere o interesse público porque, embora previsse que o Estado indicaria cinco dos nove membros do Conselho, dependeria da concordância dos representantes da Dominó para tomar decisões fundamentais na Sanepar — fixar tarifas de água e esgoto, por exemplo.
26/09/07

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Denúncias derrubam Secretário de Comunicação de José Serra

Sociólogo Bruno Caetano é o novo secretário de Comunicação do Governo de SP
Redação Portal IMPRENSA
26/09/07
Depois do pedido de demissão de Hubert Alquéres, o governador José Serra escolheu o sociólogo Bruno Caetano para a Secretaria de Comunicação do Governo.
Ao apresentar seu pedido de demissão, há 20 dias, Alquéres alegou "desgaste". Engenheiro civil, ele permanecerá na presidência da Imprensa Oficial, cargo que ocupa desde março de 2003.
O engenheiro, alvo de muitas críticas, foi envolvido em uma investigação sobre um contrato entre a Secretaria de Educação e o Instituto Japi de Ensino Superior, do qual é sócio.
Na ocasião, Alquéres já havia acenado a Serra sua vontade em sair, mas foi mantido no cargo para que o desligamento não fosse atribuído à notícia.
O novo secretário de Comunicação, Bruno Caetano, é assessor de Ricardo Montoro na Câmara Municipal e acumulará a função com a de assessor especial da Casa Civil.
( com informações do jornal Folha de S.Paulo )

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Da medalhinha prá baixo é presunto: CartaCapital acusa investidor do Corinthians de ser responsável por morte de jornalistas

Redação Portal IMPRENSA
26/09/07
A revista CartaCapital desta semana traz matéria em que acusa o oligarca Boris Berezovsky, investidor confesso do clube de futebol brasileiro Corinthians, de ser o mandante de um bando armado de assassinos, responsáveis pela morte dos jornalistas Anna Politkovskaya e Paul Klebnikov, este autor de um detalhado livro-reportagem sobre os oligarcas e suas relações com a máfia russa.
As acusações foram feitas com base em investigações feitas pelo procurador-geral da Justiça russa, Yuri Chaika. Segundo o procurador, Berezovsky teria planejado os assassinatos para criar uma armadilha contra o presidente do país, Vladimir Putin.
Pelo raciocínio de Chaika, o objetivo do oligarca era colocar o governo central sob suspeita, pois Anna criticava abertamente Putin. A jornalista foi morta em outubro de 2006, com tiros de pistola, dentro do elevador do prédio onde morava.
A mesma tese valeria para o caso do jornalista Paul Klebnikov, crítico do governo Putin, morto em julho de 2004, quando era responsável pela edição russa da revista Forbes.
Sobre todas as acusações que são feitas, Berezovsky tem sempre a mesma resposta, segundo a revista CartaCapital: "Apenas quanto estiver no poder virá à luz toda a verdade".
Boris Berezovsky tem prisão decretada em solo russo por um escândalo envolvendo uma tradicional empresa aérea do país, e também no Brasil, onde é acusado por lavagem de dinheiro.
COMENTÁRIOS:
Não sei se perceberam, mas isso tá ficando mais sério e complicado que apenas a discussão de boteco sobre se o Corínthians vai ou não prá Segundona. Quem acompanhou as matérias sobre a morte aos poucos daquele espião envenenado com radiação ou daquele político - acho que era candidato à presidência de algum país da ex-URSS - que apareceu com a face destruída ficou, com toda a certeza, perplexo em saber como as coisas são resolvidas entre os poderosos da Rússia. Ou seja, de acordo com a literatura que acusa a KGB de ter lançado mão de tais métodos para liquidar adversários ( ou nem tanto ).

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" 'Cansamos', mas tinha que trabalhar, se não o chicote cantava na lomba!!", afirma cidadão criado em cativeiro ( Leia o post abaixo antes )

( Alguns ) Senadores apóiam atuação do Ministério do Trabalho em fiscalização no Pará
Agência Senado
Integrantes da Subcomissão Temporária de Combate ao Trabalho Escravo, que funciona no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), e entidades da sociedade civil que participaram nesta quarta-feira (26) de audiência pública com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Roberto Lupi, apóiam a ação realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do ministério, que constatou condições de trabalho similares a de escravidão na empresa Pará Pastoril e Agrícola (Pagrisa). O presidente da subcomissão, senador José Nery (PSOL-PA), lamentou que ainda existam ataques a ações que visam a combater o trabalho escravo no Brasil.
Na opinião de Nery, a erradicação do trabalho escravo deve ser uma causa de todos os brasileiros e ser executada de forma apartidária. O senador propôs encontro, nesta quinta-feira (26), de uma comissão de senadores da subcomissão com o ministro Carlos Lupi e o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, para tratar das ações do Grupo Especial de Ficalização Móvel.
Conforme sugestão do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a subcomissão apresentará voto de louvor pelo trabalho do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho com respeito ao combate do trabalho escravo no país. O senador disse se sentir triste porque, depois de 119 anos da abolição da escravatura no Brasil, o Senado ainda precisa discutir o tema.
A senadora Patrícia Saboya (PSB-CE) disse que o Grupo Móvel deve continuar fiscalizando empresas que utilizam trabalho escravo, apesar das críticas que ela considerou "conservadoras". A senadora, que é presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), disse lamentar que senadores tenham tratado de forma grosseira o trabalho do Ministério do Trabalho, que, segundo ela, cumpre sua responsabilidade.
Já na opinião do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), os senadores que considerarem que houve exagero na fiscalização do Ministério do Trabalho devem investigar o assunto. Ele ressaltou que os documentos do ministério comprovam que havia irregularidades na Pagrisa e se os parlamentares que visitaram a empresa na semana passada não encontraram tais irregularidades, significa que trabalho do ministério é eficiente.
Na opinião do presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Cláudio Montesso, a desqualificação da ação do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal em relação à Pagrisa, passou do foro administrativo para o político. Participaram ainda da audiência o presidente da Associação nacional dos Procuradores do Trabalho, Sebastião Caixeta; o presidente do Movimento Nacional de Direitos Humanos e da Sociedade Paraense de Direitos Humanos, Marco Apolo; o sub-procurador do Ministério Público do Trabalho, Luiz Antônio Camargo; e Ana Rios, representado a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Iara Borges / Agência Senado
26/09/07

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Vamo lá que trabalho não mata ninguém, só esfola as costas na chibatada!!!

Ministro do Trabalho apresenta ao Senado documentos comprovando irregularidades na Pagrisa
Presidente da Anamatra participa da audiência e reitera repúdio da entidade com interferência política na atuação dos auditores fiscais do trabalho
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Roberto Lupi, apresentou hoje, 26 de setembro, à Subcomissão Temporária de Combate ao Trabalho Escravo, que funciona no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, documentos e fotos que compõem o relatório da fiscalização realizada na Pará Pastoril e Agrícola (Pagrisa) pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do ministério. Segundo o ministro, a Justiça Federal do Pará instaurou processo criminal contra a empresa.
Lupi apresentou ao Senado o relatório de fiscalização depois que senadores contestaram em Plenário, na terça-feira (25), a atuação do Grupo Móvel junto à Pagrisa, localizada no município de Ulianópolis (PA). O ministro ressaltou que as ações do Grupo Móvel - que faz inspeções há quase 20 anos - são realizadas de acordo com a necessidade e com base na legislação e não por conveniência política. O ministro ressaltou que decidiu tornar pública a ação junto à Pagrisa depois dos pronunciamentos dos senadores, que ele chamou de "tentativa de desqualificar o trabalho do ministério". Segundo ele, a ação estava sendo realizada em sigilo, uma vez que o objetivo principal do Grupo Móvel não é prejudicar as empresas fiscalizadas.
"É muito estranho esse fervor em defender essa empresa", afirmou o ninistro, que explicou que a ação na Pagrisa foi executada por auditores fiscais do trabalho, acompanhados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Trabalho. O Grupo Móvel, disse, constatou várias irregularidades, documentadas em fotos, e libertou as pessoas que trabalhavam em situação análoga à de escravo.
O ministro Carlos Lupi ressaltou ainda que a atividade do Ministério do Trabalho inclui ações sociais, uma vez que os trabalhadores retirados da situação de trabalho escravo recebem passagem para voltarem às suas cidades de origem e passam a receber seguro desemprego, entre outros benefícios.
Também presente à audiência, o presidente da Anamatra, Cláudio José Montesso, reiterou o posicionamento da entidade de repudiar qualquer forma de interferência do poder político na atuação de fiscalização do Grupo Móvel no Brasil e elogiou o ministro Lupi pela transparência no processo administrativo. Segundo Montesso, a sociedade sai prejudicada, já que com a suspensão das atividades do grupo "a Justiça do Trabalho perde seus maior aliado no combate ao trabalho escravo". O magistrado lembrou também que todos os acusados da exploração do trabalho degradante têm ampla oportunidade de defesa perante a justiça.
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Sebastião Caixeta, também foi à audiência, onde rebateu a relativilização do conceito de trabalho degradante feito ontem na tribuna do Senado pela senadora Kátia Abreu. "O conceito de trabalho degradante só pode ser aferido à luz da dignidade da pessoa humana, fundamento da República. Não é possível relativilizá-lo de acordo com a região do trabalhador", explicou.


* Anamatra, com Agência Senado e ANPT
26/09/07

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São Paulo: ônibus é remendado com durex e cuspe, solta roda e turbina, mas o imprensalão culpa a Marta de novo e o túnel Rebouças voltará às manchetes

Onipresente
24/09/07
Segundo ônibus da mesma cooperativa perde a roda em SPEm 12 de setembro, a roda de um coletivo da Cooperauhton se soltou e acabou matando uma pessoa
Mais um ônibus da Cooperativa Cooperauhton ficou sem roda na manhã desta segunda-feira, 24, durante o trajeto em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa da SPTrans, empresa que administra o transporte coletivo na cidade, o acidente aconteceu, por volta das 8h15, na Avenida Washington Luís, na altura do número 3578, pista sentido bairro-centro.
As informações dão conta de que o caso desta segunda ocorreu perto do local onde, no último dia 12 de setembro, a roda de um veículo da mesma cooperativa também se soltou e acabou matando uma pessoa. Nesta segunda-feira, porém, o eixo traseiro inteiro acabou se soltando do ônibus.
O coletivo fazia a linha 6726/10 (Jardim Gaivota/Estação Ana Rosa). Pelo menos 60 pessoas viajavam no coletivo no momento do acidente. A assessoria de imprensa da SPTrans informou que não houve feridos. Os bombeiros disseram que não atenderam nenhuma possível vítima.

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Imprensalão vai botar receita de bolo e Camões na capa estratégicamente, só pra não tocar no assunto!!!

Desta vez vai voar pena
O que nos interessa aqui é o nefasto papel que vem sendo exercido pelo Partido da Mídia ( PM )
Editorial Brasil de Fato (número. 239)
26/09/2007

Em meados dos anos 1970, o ator alemão Helmut Berger foi aplaudido em todo o mundo e em cada festival de cinema, por sua atuação em “Os deuses malditos”, do diretor italiano Lucchino Visconti. Um dos motivos do sucesso residia na cena onde Berger, travestido, mimetizava a atriz (também alemã) Marlene Dietricht, em sua performance cantando e dançando no filme “O Anjo Azul” – que marcara época algumas décadas antes.
O jovem Berger deu muitas entrevistas e declarações até que, um belo dia, recebeu uma foto da cena original enviada por Dietricht, agora já uma senhora, com a seguinte anotação enquanto dedicatória:
“Qual de nós é a mais bela?”
A resposta era óbvia – há perguntas que só são feitas quando se tem certeza da resposta.
Ao que tudo indica, até a próxima semana, a política institucional brasileira deverá nos brindar com episódio semelhante (farsa ou tragédia?). Comenta-se que o senador, ex-presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e ex-governador de Minas Eduardo Azeredo já está com sua foto sobrescrita com dedicatória semelhante à da Dietricht, para enviar para alguns ex-dirigentes petistas: até o dia 30 de setembro, o procurador Geral da República Antonio Fernando de Souza deverá enviar denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o escândalo do “mensalão tucano”, encabeçado pelo senador Azeredo. O senador capitaneia uma lista de 36 nomes com diferentes níveis de compromisso com seu partido e seu governo. Entre estes, estariam dirigentes das estatais Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa, Companhia Mineradora de Minas Gerais – Comig (atual Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – Codemig), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), privatizado durante o governo do senador Azeredo. A denúncia tem como base investigações da Polícia Federal e envolve falcatruas que somam R$ 100 milhões, dos quais R$ 110 mil teriam sido enviados para a campanha do então candidato a deputado Aécio Neves, hoje governador de Minas.
A origem da especulação em torno da foto e da dedicatória que o senador peessedebista já teria prontas para enviar para os ex-dirigentes petistas, fundamenta-se na chamada “arrogância tucana”. De acordo com os observadores e analistas políticos, os tucanos jamais aceitam ser superados. São os melhores em tudo. São os maiores em tudo. Aliás, nesse assunto de “mensalões”, não temos a menor dúvida: seria covardia comparar qualquer prócer (ou ex-prócer) do atual Governo, com o ex-ministro tucano Sérgio Motta – para ficarmos apenas com um exemplo, e na esfera do Executivo Federal. Isto porque, de acordo com a informação publicada em 25 de setembro na página eletrônica Congresso em Foco (
http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=18754) com base em dados do STF, dos 13 representantes do PSDB no Senado (entre os quais o senador Eduardo Azeredo), nove estão sendo processados por desvio de verbas, improbidade, peculato, compra de votos e outras atividades criminosas – ou seja, 70% da bancada tucana. Nessa mesma Casa, o Partido dos Trabalhadores (PT), conta com 13 senadores. De acordo com Congresso em Foco/STF, nenhum dos petistas está sendo investigado ou processado. Nenhum elogio. Não fazem mais que a obrigação. O que nos interessa aqui é o nefasto papel que vem sendo exercido pelo Partido da Mídia ( PM), que tendo acesso a essas informações, insiste em ocultá-las.

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Azeredoduto: Inquérito da Polícia Federal acusa 36 em esquema de caixa 2

O ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo (MG), atual senador, é apontado pela Polícia Federal como principal beneficiário de um esquema ilegal para financiar sua campanha ao governo de Minas em 1998. O esquema – que teria distribuído recursos para Aécio Neves, hoje governador – é semelhante ao usado pelos petistas, mas o tratamendo da mídia dado ao caso tem sido bem distinto. Compromissos políticos?
Tatiana Merlino
26/09/2007
MENSALÃO TUCANO
Procurador-geral irá denunciar investigados por esquema de corrupção de campanha do PSDB em Mingas Gerais
O tema é o mesmo: caixa dois e desvio de dinheiro público. Mudam apenas alguns dos beneficiados. Sai o PT; e entra o PSDB no banco dos réus. O crime é semelhante, mas o discurso sobre ele tem sido bem diferente. Para os meios de comunicação hegemônicos, o episódio envolvendo José Dirceu e a cúpula petista era chamado de "mensalão do governo Lula" ou "mensalão petista". Agora, a designação é mais sutil: "mensalão mineiro" - embora o principal envolvido seja o ex-presidente do PSDB, ex-governador de Minas Gerais e atual senador Eduardo Azeredo (MG).
Para o jornalista e sociólogo Venício de Lima, é evidente que a mídia corporativa tem atuado de forma distinta na cobertura destes episódios. “No primeiro caso, identificou a crise com o partido e agora vem usando uma referência geográfica. Para ser coerente, deveria tratar do esquema ligado ao PT como ´mensalão paulista´”, diz.
O tucano Azeredo será um dos políticos denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento num esquema de caixa dois na campanha do PSDB ao governo mineiro, em 1998. A denúncia, que deve ser apresentada ao STF até o dia 30 de setembro, será feita com base num inquérito da Polícia Federal que aponta Azeredo como principal beneficiário de um modelo de arrecadação ilegal de recursos quando disputou a reeleição ao governo do Estado.
Mais que isso, o esquema é apontado como o precursor do utilizado depois pela cúpula petista. O inquérito relacionou 36 pessoas, entre elas o atual ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, o publicitário Duda Mendonça e o empresário Marcos Valério, que também foi responsável pela arrecadação e distribuição de recursos no chamado mensalão petista.
Segundo o relatório da PF, a coligação de Azeredo, que tinha como vice o ex-deputado Clésio Andrade, do PFL (atual DEM), injetou dinheiro ilegal na campanha, por meio de caixa dois. A coligação só declarou à Justiça Eleitoral R$ 8,55 milhões, dos mais de R$ 80 milhões gastos na campanha, sem contar os R$ 20 milhões que ficou devendo.
Doações sigilosas
A lista inclui ainda os coordenadores da campanha de Azeredo, dirigentes de estatais mineiras e executivos de empresas, sobretudo empreiteiras, que tinham negócios com o governo e fizeram grandes doações sigilosas. O esquema teria arrecadado mais de R$ 100 milhões entre desvios de estatais e empréstimos de fachada feitos pelo empresário. Com os resultados obtidos pela PF, parte dos envolvidos poderá ser enquadrada nos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
O documento também reproduz lista que descreve o envio de R$ 110 mil do esquema para a campanha do então candidato a deputado e atual governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). Embora a imprensa corporativa tenha citado brevemente o envolvimento do governador mineiro no esquema de caixa dois, “ele teve participação ativa, pois na época estava em plena campanha para deputado federal”, afirma Willian Santos, advogado do diretório estadual do PT de Minas Gerais.
Segundo Luis Ronaldo Carvalho, da Consulta Popular, quando o esquema de desvio de verbas foi descoberto no Estado, os setores que começaram a denunciá-lo foram alvo de ameaças. “Sem falar na imprensa que num geral não noticia nada porque é totalmente refém do Estado e os jornalistas que ousam tratar do assunto são ameaçados de demissão”, revela.
Lista de Furnas
O deputado estadual Padre João (PT-MG) lembra que, além do caixa dois que ocorreu em 1998, nas eleições de 2002, em que os candidatos eram os tucanos José Serra (para presidente), Geraldo Alckmin (para governador de São Paulo) e Aécio Neves (para governador de Minas Gerais), o esquema se manteve com a chamada Lista de Furnas, “com o caixa dois superando o valor de R$ 25 milhões somente para os cargos majoritários”, diz ele.
Segundo o deputado, “a perícia da Polícia Federal constatou isso na lista em que Serra aparece como beneficiário de R$ 7 milhões, Alckmin de R$ 9,3 milhões e Aécio Neves com R$ 5,5 milhões. Além do atual governador de Minas, pessoas ligadas a ele, como a sua irmã Andréia Neves e o Secretário de Governo também receberam recursos”.
De acordo com o relatório da PF, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB), atuou para indicar políticos que receberiam dinheiro da campanha de Eduardo Azeredo, organizou a contratação do publicitário Duda Mendonça e levantou empréstimos no Banco Rural. O relatório aponta que foram repassados a Mares Guia R$ 24 milhões para pagamentos das despesas. (Leia reportagem completa na edição 239)

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Nóis segura o queijo procê!

Para Aécio, Azeredo deve explicações à sociedade
BELO HORIZONTE - O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), falou ontem pela pela primeira vez sobre o inquérito da Polícia Federal que poderá resultar em denúncia ao Ministério Público contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB) e 157 políticos de Minas, do PSDB e de outros partidos, entre eles o próprio governador. " Acho que cada um tem que responder em relação às denúncias " , afirmou o governador. " Os homens públicos devem, todos eles, em qualquer momento, estar absolutamente prontos para dar explicações à sociedade. " O documento da PF aponta envolvimento dos políticos num esquema de caixa 2 durante a eleição de 1998, quando Azeredo tentou se reeleger governador de Minas. Segundo Aécio, há uma diferença " muito grande " entre o que ocorreu no plano federal - no episódio conhecido como mensalão - e os problemas que ocorreram na campanha do então candidato Azeredo. O governador argumentou que conhece bem o senador e ex-governador, que é um " homem de bem " . " Ele tem apresentado as suas justificativas e caberá ao procurador, em primeira instância, analisá-las e, obviamente, na seqüência, ao Supremo Tribunal Federal. " Segundo ele, com " serenidade e com muita transparência " , Azeredo terá tempo de apresentar os seus argumentos e demonstrar que não há paralelo entre a sua questão e as denúncias que envolveram o PT. Aécio Neves disse ainda que, no momento oportuno, o PSDB saberá se manifestar na defesa do ex-governador. " Há hoje um aguardo, uma expectativa em relação ao pronunciamento do procurador-geral " , observou. " Na vida pública, repito, nós devemos estar sempre muito abertos e dispostos a dar explicações e é certamente o que o senador Eduardo Azeredo fará no momento em que for necessário " , acrescentou Aécio Neves. O governador não falou sobre a citação do próprio nome na lista anexada ao inquérito da PF. Na semana passada, a assessoria de imprensa do Palácio da Liberdade divulgou nota alegando que o governador considerava a lista falsa, opinião que já havia expressado em 2005, quando o assunto veio à tona pela primeira vez.
Ivana Moreira
26/09/07

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